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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Por favor, incomode

Podemos nós, cristãos, colocar algum cartaz a informar: Por favor não incomode?
FRANCISCO

Natal com Chesterton - Parte III


A caridade do Natal pode, em certo sentido, cobrir todos os homens, mas não pode, de nenhum modo, cobrir todos os princípios, senão ela cobriria o princípio da falta de caridade. É autoevidente à primeira vista que o Natal é tanto conservador quanto liberal, desde que evitemos letras maiúsculas em ambas as palavras. O Natal não seria nada se não conservasse as tradições de nossos pais; não seria nada se não desse com liberalidade aos nossos irmãos. Conservar o Natal envolve a admissão de que o mundo já possui tradições valorosas e honoráveis de um tipo local e doméstico. Ajudar os pobres no Natal envolve em si mesmo a admissão de que o mundo não possui uma distribuição econômica satisfatória, que nem tudo no mundo está bem, ou próximo do bem. Em outras palavras, o Natal, sendo uma instituição cristã, já contem em si as duas ações alternativas em relação à sociedade: a preservação do que foi bom no passado e a remoção do que é ruim no presente. Em épocas mais simples, essas coisas poderiam ter tomado formas mais simples: a primeira na forma de brinde e a segunda na forma de generosidade. Mas em qualquer forma, ou em qualquer grau, elas envolvem logicamente duas verdades que se equilibram, verdades que se complementam, embora não raro pareçam contraditórias: que, em certo sentido, as coisas devem ser como são, enquanto que em outro sentido elas não são como deveriam ser.

G. K. Chesterton

O MIlagre de Mogo

Terminada a ceia a família preparou-se para a Missa do Galo. E um ano mais o patriarca despotricou com costume tão infantil. Quem é que pode acreditar que Deus se faça uma bolinha humana? Isso é absurdo, irracional, uma fábula, repetia Mogo.
E insistia: Estou de acordo que se celebre o solstício de inverno com uma boa ceia e que nos alegremos com os dias que se enchem de luz. Mas jamais acreditar que o Todopoderoso será envolvido em paninhos.
A sua esposa Berta, acostumada à vinagreira anual do marido, respondeu: «Deus faz-se um de nós, para que nós não tenhamos medo e O sigamos até nos salvarmos. Anda, acende o teu cachimbo e fuma, fica à lareira e cuida da casa, que nós vamos adorar o Menino Deus.»
Enquanto Mogo fumava ouviu uma batida na janela, depois outra, e depois muitas mais. Algum engraçadinho, pensou ele, esta a divertir-se a atirar bolas de neve às janelas! Calçou as botas, vestiu um casaco e foi inspeccionar o jeitoso.
A sua surpresa foi grande quando viu um bando de pardais saltando na neve.
Estes pobres animais, disse, desorientaram-se com o frio no seu voo para o sul. Se eu pudesse fazer algo eles não morrerão esta noite…
O bom do Mogo foi então ao estábulo, acendeu as luzes e abriu as portas de par em par. Pensou que se batesse as palmas os desorientados pardais entrariam para se aquecer. Mas os pardais não são como as galinhas e só conseguiu que se assustassem ainda mais e se dispersassem.
Estes pássaros, repetiu entre dentes, estão tão tontos que só se assustam e não percebem que os quero ajudar. Se eu pudesse ao menos converter-me em pardal começaria a voar para o calor do estábulo e eles haveriam de me seguir e evitariam morrer de frio.
Apenas se deu conta dos seus pensamentos, Mogo parou, limpou a neve da cara e caiu de joelhos, gemendo: oh, meu Deus! Meu Deus! Não foi precisamente isso que a Berta me disse: «Deus faz-se um de nós, para que nós não tenhamos medo e O sigamos até nos salvarmos?» Como pude ser tão tolo?
Selou o cavalo e deitou a correr para a igreja, deixando as portas abertas do estábulo e as luzes acesas. Quando chegou cantavam canções. Ele aproximou-se da família e abraçou-os chorando. Regressaram juntos e Mogo contou o que tinha sucedido. Ao chegarem a casa o bando de pássaros dormia nas vigas do celeiro com as cabeças debaixo da asa.
Antes de se deitar Mogo espalhou grão pelo chão. Na manhã seguinte, dia de Natal, toda a família viu que os pássaros e o grão tinham desaparecido.

Paul H. Dunn

domingo, 22 de dezembro de 2013

O presépio somos nós


O Presépio somos nós!
É dentro de nós que Jesus nasce:

Dentro destes gestos que, em igual medida, a esperança e a sombra revestem,
Dentro das nossas palavras e do seu tráfego sonâmbulo,
Dentro do riso e da hesitação,
Dentro do dom e da demora,
Dentro do redemoinho e da prece,
Dentro daquilo que não soubemos ou ainda não tentamos.

O Presépio somos nós!
É dentro de nós que Jesus nasce:

Dentro de cada idade e estação,
Dentro de cada encontro e de cada perda,
Dentro do que cresce e do que se derruba,
Dentro da pedra e do voo,
Dentro do que em nós atravessa a água ou atravessa o fogo,
Dentro da viagem e do caminho que sem saída parece.

O Presépio somos nós!
É dentro de nós que Jesus nasce:

Dentro da alegria e da nudez do tempo,
Dentro do calor da casa e do relento imprevisto,
Dentro do declive e da planura,
Dentro da lâmpada e do grito,
Dentro da sede e da fonte,
Dentro do agora e dentro do eterno!

José Tolentino Mendonça

Natal com Chesterton - Parte II


Toda cerimónia depende de um símbolo; e todos os símbolos têm sido vulgarizados e apodrecidos pelas condições comerciais de nosso tempo. Isso é especialmente verdade desde que sentimos a infecção comercial americana, e o progresso tornou Londres uma cidade não superior a si mesma, mas inferior a Nova York. De todos os símbolos falsificados e esmaecidos, o mais melancólico exemplo é o antigo símbolo da chama. Em todas as épocas e países civilizados, foi sempre natural falar de um grande festival em que “a cidade era iluminada.” Não há sentido atualmente em se falar que a cidade foi iluminada. Não há propósito em iluminá-la por qualquer entusiasmo normal ou nobre, tal como o sair-se vencedor numa batalha. Toda a cidade está já iluminada, mas não por coisas nobres. Está iluminada somente com o propósito de se insistir na imensa importância de coisas triviais e materiais, adornadas por motivos inteiramente mercenários. O significado de tais cores e tais luzes foi, portanto, inteiramente aniquilado. Não adianta lançar um foguete dourado ou púrpuro para a glória do Rei ou do País, ou acender uma imensa fogueira vermelha no dia de São George, quando todos estão acostumados a ver o mesmo alfabeto ardente proclamando uma pasta de dentes ou uma goma de mascar. A nova iluminação não fez a pasta de dentes ou a goma de mascar tão importantes quanto São George ou o Rei George; porque nada poderia. Mas ela fez as pessoas se cansarem do modo de proclamar grandes coisas, por seu eterno uso para proclamar pequenas coisas. A nova iluminação não destruiu a diferença entre a luz e a escuridão, mas permitiu a luz menor ofuscar a maior.

G. K. Chesterton

sábado, 21 de dezembro de 2013

Apareceu um menino

 
Apareceu a bondade de Deus e o seu amor à humanidade.
SÃO PAULO

José da Anunciação, o homem a mais na história

São José. A menina Virgem Maria teve a visita de um Anjo; o jovem José também. O Anjo falou em nome de Deus à menina; e a José também. À menina disse-lhe que ia ser mãe, a José que ia ser pai. A menina soube que ia ser por milagre, José soube que o que estava a acontecer era o Milagre. Maria assustou-se com a notícia, José — só podia! — também!
Dificilmente haverá santo mais simpático. Para começar não fala muito e ouve de tudo. Às vezes até penso que é Deus, porque só Deus está à altura de Deus para o educar. Jesus era Deus, e José educou-o. Que grande, que enorme era José! Outras vezes medito no terror que terá sofrido só por lhe ter tocado em sorte a obrigação de acolher a Deus, dar-lhe um nome, apresentá-lo à sociedade, fazer Dele um homem, ensiná-lo a ser bom judeu, ensiná-lo a rezar, dizer-lhe que o Pai era o pai.
Este IV domingo de Advento traz-nos José com as suas dúvidas e a sua fé. Na surpresa da sua anunciação.
Só de pensar nos trabalhos que José houve de passar assusto-me! Ainda bem que era justo; justo e santo. Deus Pai gostava tanto de José que lhe confiou o Filho. Mas não o livrou de uma dificuldade que fosse, não o livrou de medos, nem de surpresas, nem de dúvidas, nem de durezas – as provas da fé.
Trabalhou como carpinteiro. (Se fosse hoje seria – seria, sei lá! –, seria um designer, alguém que com um pouco de magia semeia no cinzento dos dias o calor e a luz de um grande sol!) Alguns dizem que foi operário para toda a obra, uma espécie de sucateiro ou cacharreiro capaz de tudo fazer, de em nada ver o inviável ou só com defeitos, de consertar o inenarrável. Era forte, dedicado, delicado e de quando em vez também ele dava com o mascoto rijo nos dedos e aleijava-se. Mas em mais ninguém como nele os lábios se moviam levemente para se ouvir com ternura e leveza: «Valha-me Deus!». E Ele ali tão perto, tão sereno, sorrindo e brincando com as fitas de madeira e os caracóis ao ar!
Maria disse sim e sim disse José. A Deus.
A história que segue passou-se algures num colégio católico. Era a preparação da festa de Natal e certo menino empenhara-se muito nos ensaios para fazer de São José no teatrinho do presépio. Era o menino perfeito para o papel: sério, sereno, cuidadoso. Pouco antes do teatrinho o menino adoeceu. Não faltou coisa que se fizesse a fim de o menino participar. Na véspera o pai ligou para o colégio informando que o menino não recuperara pelo que não iria à festa e não faria o seu papel. Do lado de lá fez-se ouvir uma resposta: – «Já é muito tarde para encontrar substituto. Vamos tirá-lo da peça e ninguém dará por isso.»
E foi assim que a figura de José foi tirada da representação sem que muitos dessem pela sua falta!
Parece que José conta pouco. Que conta pouco nesta história e em toda a história da salvação. Mas o certo é que o papel do José histórico é fundamental e imprescindível. O papel de José não se pode anular. Sem a sua presença a vida de Jesus seria muito de suspeitar e até inaceitável. E a vida de Maria nem sequer seria possível na comunidade da Nazaré natal.
Para executar o seu plano de salvação da humanidade Deus quis precisar da ajuda de Maria, e não precisou menos da de José.
Para nascer Deus precisou de Maria e de José. Jesus é fruto do Espírito Santo, mas para nascer precisou do consentimento de ambos. Precisou de Maria que era cheia de graça e precisou de José que era justo, silencioso, trabalhador, respeitado, sabia rezar e amar.
Deus precisa sempre de nós. Até para (nos) salvar.
José parece estar a mais na história do Natal, mas de um homem assim é que o natal de Deus precisa: um homem inteiro, franco e aberto, ágil e disponível, disposto a agir e sem medo das consequências, um homem capaz de Deus e de ir entendendo a Deus e os seus planos.
Há histórias de vida que nem Deus imagina, dizemos nós. E existem dias cheios de dramas e de dúvidas, dias em que não entendemos a Deus nem os seus planos, dias em que nos enciumamos por nos crermos esquecidos do seu amor, preteridos por outros.
Mais valia olhássemos para José, o quási-esquecido que o Evangelho logo esquece. Que drama ele viveu! Maria apareceu grávida e ele sem nada ter a ver com o assunto. Alguém pode imaginar os seus ciúmes? a sua preocupação? a sua dor? as suas dúvidas?
Eu imagino-o batendo à porta do Pároco: – E, agora, padre, que devo fazer? E o padre igualmente ferido de aflição rebuscando a solução por entre as letras das Escrituras...
Maria disse sim, e José disse-o também ou foi forçado a dizê-lo? – Não sei. Sei que coisas há que nem os párocos sabem como ajudar e vai daí, antes do divórcio, José, que era justo, pediu ao céu um sinal. E Deus deu-lho. Falou num sonho e disse-lhe: – José, tu não temas!
(Foi com essa candura que ele o contou a Maria antes de chorarem os dois!)
E José aceitou e acreditou no sinal de Deus.
E você é justo?
Chama do Carmo I NS 208 I Dezembro 22 2013

Natal com Chesterton – Parte I


  A antiga frase “o Natal está chegando” é especialmente apropriada para uma época em que esta é quase a única coisa a respeito da qual sabemos algo: que ela está chegando. Pode ser verdade, num sentido mais amplo, que o Natal esteja chegando: no sentido de que o Natal está voltando. O Natal pertence a uma ordem de ideias que nunca realmente pereceu, e seu desaparecimento é agora pouco provável. Ele teve de início uma espécie de glamour de uma causa perdida; foi como um por do sol eterno. São as coisas que nunca morrem que ganham a reputação de estarem moribundas. 
Somos constantemente lembrados, especialmente por aqueles céticos empedernidos que parecem nunca ser capazes de dar um passo além em suas concepções, que muitos costumes do Natal são coisas pagãs. O que essas pessoas não veem é um fato muito interessante: que se essas coisas são pagãs, elas sobreviveram o paganismo. Se essas tradições foram tão fortes que sobreviveram a tão tremenda insurreição, como foi a mudança de toda a religião da Europa, a queda do império universal e o surgimento da Igreja universal, não parece impossível que elas possam sobreviver a alguns poucos mecanismos elétricos e a tateantes e ineficientes leis educacionais.

G. K. Chesterton

Porquê, Senhor! (E é quase Natal!)

Diante do sofrimento de uma criança a única oração de que me lembro é: porquê, Senhor? Porquê, Senhor.
FRANCISCO

Mensageiros da Alegria


Queridos irmãos e irmãs carmelitas, paz e alegria no Senhor Jesus que «das alturas nos visita como Sol Nascente» (Lc 1,78) para encher de luz e sentido a nossa vida! O Natal de Jesus é fonte de alegria que inspira a nossa forma de olhar, interpretar e intervir no curso da história. Contemplemos neste Natal o grande anúncio do Anjo do Senhor: «Não temais, anuncio-vos uma grande alegria, hoje nasceu o Salvador, Cristo Senhor!» (Lc 2,10). O Anjo anuncia e convoca a ir ao encontro de Jesus, acabado de nascer, na pobreza de uma gruta, na periferia da cidade de Belém.
Aqueles que chegam à gruta, os pastores, contemplam o mistério e, do encontro com o Menino recém-nascido, enchem-se de grande alegria e partem a anunciar o que viram, não podendo conter o que lhes foi dado pelo Céu naquele encontro com o Menino, rodeado da ternura e do afecto de Maria e José.
Diz-nos o Papa Francisco na recente Exortação Apostólica: «A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo renasce sem cessar a alegria» (A Alegria do Evangelho, 1). Assim acontece sempre na vida dos que se deixam encontrar por Jesus. Assim aconteceu com os nossos fundadores Santa Teresa de Jesus e S. João da Cruz. Ainda hoje, com a actualidade dos seus escritos, nos ensinam a meditar e contemplar a humanidade de Jesus, a tirar todas as consequências do acontecimento da Encarnação do Filho de Deus e a partir sem demora.
O encontro com Jesus não nos deixa mais da mesma forma. O encontro com Ele é sempre transformador. Quando a sedução por Cristo e pelo Seu Evangelho toma conta de nós e nos apanha interiormente, a nossa vida, à semelhança dos pastores de Belém, transfigura-se, torna-se transparente, brilhante e com um desejo imenso de sair para fora de nós mesmos e anunciar a alegria do Evangelho da Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus a todos os cantos da terra. Na verdade, como diz o Papa Francisco: «Na Palavra de Deus aparece constantemente este dinamismo de “saída”, que Deus quer provocar nos crentes. Naquele “ide” de Jesus, estão presentes os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja, e hoje todos somos chamados a esta “saída” missionária (…), a sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (GE, 20). Ora, a saída do nosso comodismo em direcção às periferias da minha vida pessoal, da vida da Igreja e da humanidade, é a melhor forma de acolher e testemunhar a Luz radiante de Jesus nascido em Belém, tornando-nos missionários da Alegria que Ele trouxe à terra ao encarnar.
A nossa família religiosa carmelita vive momentos de graça e enfrenta desafios concretos que nos fazem sair de nós mesmos e encarnar esta Alegria do Evangelho nas nossas famílias, fraternidades e comunidades carmelitas.
Um carmelita é, por natureza e vocação, alguém que se encontrou profundamente com Jesus e, partir deste encontro, transforma-se num discípulo de Jesus que cuida e mima a comunidade e a família; e a partir da vida fraterna em comunhão e pela oração constante, irradia, pela presença contrastante e alternativa no mundo, pelos mais diversos compromissos pastorais e missionários, esta alegria de se ter encontrado com Jesus Vivo tal como Maria e José, os Anjos e os Pastores se encontraram e alegraram com o Seu Nascimento histórico.
Este movimento de saída de nós próprios materializa-se em compromissos concretos com a evangelização em todos os âmbitos e contextos para onde somos enviados. Seja para longe, numa missão ad gentes, seja nos nossos contextos habituais, seja em Comunidade, precisamos de repetir a mensagem dos Anjos em Belém: «Não temais, anuncio-vos uma grande alegria, hoje nasceu o Salvador, Cristo Senhor!» (Lc 2,10).
Nós estamos chamados a irradiar, a anunciar esta grande alegria, orando sem cessar, trabalhando pela conversão própria e dos demais, pelas vocações, pelas missões, pelos valores da dignidade da pessoa humana e da família, pelo direito ao emprego, à saúde, ao ensino… A oração e a vida de um carmelita testa a sua veracidade quando se traduz em obras concretas para com os pobres, em gestos de serviço, de amor e ternura com a família, os Irmãos e Irmãs da comunidade, com cada pessoa que venha ao nosso encontro. Celebrar o Natal é encarnar todos os gestos de Jesus no presente da nossa vida e da nossa história.
Convido-vos, queridos irmãos e irmãs, neste tempo de Natal, a levar ao Presépio de Belém tudo quanto nos ocupa e preocupa neste momento: o sustento económico das famílias, o presente e o futuro das nossas crianças e dos jovens, o respeito pela vida, a luta pela justiça e pela verdade, a nova aurora de esperança que se vive na Igreja universal, o Capítulo Provincial cuja preparação já iniciamos, deixando que seja o Espírito a inspirar cada sondagem, cada voto, cada decisão… o desafio da reestruturação e renovação dos consagrados, das comunidades e das províncias no espaço ibérico, as interpelações que as missões de Angola e Timor Leste nos lançam, a fidelidade aos nossos sacramentos, Matrimónio e Ordem, aos nossos compromissos com os Conselhos Evangélicos segundos os diferentes estados de vida…
Nós, carmelitas descalços (as), com as suas diferentes tonalidades, seculares, contemplativos ou apostólicos, ao fortalecermos a unidade e a comunhão entre nós, seremos cada vez mais estimulados à santidade de vida, traduzida na missão evangelizadora a partir dos meios familiares e profissionais, passando pela pregação, pela pastoral sacramental, académica, social, espiritual... até à vida silenciosa e contemplativa, gastando as nossas forças ao serviço da construção do Reino. «A quem muito se dá, muito mais será pedido» (Lc 12,48). Nós recebemos muito dos nossos fundadores e mestres espirituais, por isso, sejamos sempre generosos na entrega e doação. Tal como o Filho de Deus tomou a condição humana desvelando-Se por nós, também nós queremos encarnar na nossa vida, tudo quanto Ele fez e ensinou.
Que Maria e José nos ensinem a ternura com que souberam amar e cuidar de Jesus. Que eles nos ajudem a encarnar e a traduzir a vida do Seu e nosso Menino na nossa vida de cada dia. O Papa Francisco confidencia-nos que «sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afecto» (GE 288). Foi este afecto e ternura que os pastores contemplaram na gruta de Belém e os transformou em mensageiros e portadores da Alegria de Deus! Que o Mistério de Natal provoque no coração de cada um de nós esta revolução da ternura e do afecto que são a condição e possibilidade para todas as transformações necessárias da nossa vida, das nossas famílias e das nossas comunidades! Na ternura e no afecto que damos e recebemos, actualiza-se o mistério da Encarnação de Jesus no meio de nós, perpetuado através da nossa humanidade!
Um Santo Natal para todos vós!

Pe Joaquim Teixeira, prov.
Natal 2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Amigos, prendas e sorrisos!






 
 




 

 
Amigos que nos trouxeram prendas com sorrisos. Prendas saborosas. Aqui fica o filme que o Sr. Valentim um dia contará, porque só sabe quem viu e quem viu não sei se não prefere guardar para si. Valentim, por favor, queremos um áudio para por aqui no blog!

Uma tarde cheia de amigos

A tarde foi cheia de amigos. Foi uma hora bem passada.

Que o digam os pinheiros

Até o vento por entre as ramas dos pinheiros dizem do que por aqui anda. Que pela aragem...

Isto anda agitado!

Isto anda como eu gosto. Rebuliço e agitação. até se ouvem as asas dos anjos!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Há sempre solução

1. Com o objectivo de "derrotar a amargura" que se vive no país..
2. ... O Presidente da Venezuela decidiu antecipar o Natal para Novembro.
3. E se, depois, as pessoas estiverem amarguradas em Dezembro?
4. Bem, talvez antecipando o Carnaval...