quinta-feira, 31 de março de 2011

StellaMariS_Quaresma21

Pelo baptismo somos irmãos em Cristo. Então, bom dia, irm@! E somos milhões! Somos Igreja! Tens consciência de que tu também és Igreja? Empenhas-te na tua comunidade? Sem ti,a Igreja fica mais pobre! Põe-te ao serviço da tua comunidade!

quarta-feira, 30 de março de 2011

StellaMariS_Quaresma20

Terça-feira da Semana III
«Olá, como estás? Ser baptizado é aceitar a vontade de Deus a nosso respeito. É estar atento aos sinais que Ele nos vai dando. Presta atenção aos gestos de bondade e generosidade à tua volta e dá-te conta como Deus te fala através deles. Fala hoje a um colega da alegria de ser cristão.»

Visão solidária



Visão Solidária
consiste na recolha de óculos usados muitas vezes esquecidos pelas pessoas e que poderão ser úteis a muitas outras!
Recolhemos todo o tipo de óculos com o objectivo de os reutilizar, fazendo prévia avaliação dos mesmos e uma posterior doação das respectivas armações a instituições carenciadas.
Dê o seu contributo a esta causa.
Nós agradecemos. Com os melhores cumprimentos;
O Grupo: Carolina Maganete, Luana Amorim, Maria João Cerqueira, Sara Freixo e Pedro Franco.

O importante é ter visão!

(Texto à Miguel Esteves Cardoso, que ergue monumentos da cinza dos dias.)
Hoje era o meu dia de confissões. Houve mais que o costume. E não foi por ser Quaresma. Levantando-me no fim tinha um par de jovens à minha espera. Queriam falar comigo. Medi-lhes a idade e conclui que eram novos de mais para serem noivos. Não poderia ser esse o assunto.
Perguntaram-me então se eu aceitava uma caixa com visão solidária. Eu disse que sim. Depois a Maria João e o Pedro explicaram o que seria a caixa e que deveria ficar no lugar mais acessível e visível. (Sabem tudo de estratégia, os miúdos!)
A visão solidária é um projecto da disciplina da Área de Projecto. São do 12º E da Escola Secundária de Santa Maria Maior. A minha Escola. Que bem anda saída da casca, a minha Escola! No dia da poesia ungiram-me com um poema urgente de Eugénio de Andrade na rua mais longa da Cidade. E mais além deram-me outro num rolinho, creio que Vinicius de Moraes.
Enquanto afeiçoávamos um lugar solidário para a caixa surgiu a Sara que guardava mais caixas. Ah! Falta dizer que já podiam ter encerrado o projecto da Área de Projecto. Mas eles acham que podem trabalhar mais para ajudar mais. E vão ajudar porque encontraram em nós gente com visão.
Obrigado por franquearem aquela porta cujo encosto a mostra sempre tão cerrada como a do cofre do Banco Central Europeu.
Obrigado, são melhores que o meu tempo!
Enquanto nos trouxeram poesia para a cinza dos dias nós manteremos solidária a visão das pombas que descem à Cidade.

terça-feira, 29 de março de 2011

StellaMariS_Quaresma19

Segunda-feira da semana III
«Bom dia. Hoje Jesus convida-nos a perdoar. Quando esquecemos a santidade do nosso Batismo, temos o sacrametno da reconciliação para renovar esta vida nova, s laços de pertença a Cristo e à Igreja. É-te fácil receber e dar o perdão?»

segunda-feira, 28 de março de 2011

Parabéns!

Celebramos hoje  o 496º aniversário de Teresa de Cepeda y Ahumada, Santa Teresa de Jesus.
Com ela neste tempo de Quaresma rezamos o poema à Cruz:


Ó bandeira que amparaste o fraco
e o fizeste forte!

Ó vida da nossa morte,
quão bem a ressuscitaste!
O Leão de Judá domaste,
pois por ti perdeu a vida.
Sê bem-vinda, cruz querida.

Quem não te ama vive atado,
e da liberdade alheio;
quem te abraça sem receio
não toma caminho errado.

Oh! ditoso o teu reinado,
onde o mal não tem cabida!
Sê bem-vinda, cruz querida.

Do cativeiro do inferno,
ó cruz, foste a liberdade;a
os males da humanidade
deste o remédio mais terno.

Deu-nos, por ti, Deus Eterno,
alegria sem medida.
Sê bem-vinda, cruz querida. 

domingo, 27 de março de 2011

Domingo da semana III:
«Bom dia. Na Eucaristia de hoje, Jesus, em diálogo com a Samaritana, fala-nos da Água Viva. Que Água será esta? Identifica as tuas sedes de infinito e liberdade. Na fonte que mana e corre da Eucaristia poderás saciar-te. Encontramo-nos lá.»

Quase intifada!

Sem água não vivemos. Sem pão também não.
Para caminhar nos basta um pedaço de pão e um gole de água. Depois chegam as outras necessidades.
O episódio da Samaritana é muito especial. Bem lido ele mostra-nos como a fé, a conversão e o amor se parecem a um corrente de água pura. Daquelas correntes que saltando de pedra em pedra chegam até à eternidade.
Uma mulher cansada de mal caminhar acabou aproximando-se de Jesus e aceitou que Jesus se aproximasse dela. E Ele prometeu-lhe vida e água, que não lhe faltaria nem uma nem outra.
A vida tem os seus mistérios. Tem imensos ventos, marés, trilhos para caminhar. E águas para beber; algumas de tanto bebermos pouco nos saciam. São águas que nos trazem açaimados a fontes que nos aumentam a sede e os calores.
E por mais que bebamos não nos saciamos.
O problema não é novidade, porque já é antigo. Já ao tempo de Moisés se reclamava pela água da liberdade sem se saber o que fosse a liberdade. No Egipto o povo tinha muita água, pepinos e melancias. Mas não era livre. E quando foi livre estava no deserto seco mas não tinha água, nem pepinos, nem melancias.
E berrou! E protestou!
Pobres de nós, prezamos a água à liberdade! Não importa o preço, queremos é água! E até aceitamos a perda da liberdade.
A alternativa, porém, é confiar.
No tempo de Jesus a sede ainda persistia apesar das muitas vezes que se saía à fonte. É isso que nos diz o excerto do Evangelho de hoje: Havia uma mulher afeiçoada ao caminho da fonte e ao peso do almude de água. Andava presa e não sabia, bebia e não se saciava.
Mas bastou-lhe um encontro com Jesus. Que Jesus faz-se encontrado pelos estiolados.

(Toca o telemóvel. Reconheço o número.)

«– Como estás?
– Estou bem. Muito bem. Mudei de vida, dei um salto, um rumo novo. Arrisquei e estou bem.
– (...) Olha lá, nem falamos dois minutos e já disseste 12 ‘Estou bem!’.
– Porque estou bem!, que queres? Tenho emprego quando tantos não o têm. Estou numa posição de liderança a nível ibérico. Há sempre ciúmes, mas estou bem. Mudei de carro, tenho agora um carrão. Sou nova e mando. Os miúdos da minha idade nem sequer estão todos a trabalhar. Vim do nada e olha onde estou: a comandar em Madrid! Comprei uma boa casa. Cheguei cedo aqui, mais cedo do que pensava. Que queres que diga...
– Só que...
– És tramado! Claro que estou bem. Não há muitos assim e tão cedo quanto eu! Sou uma mulher de sucesso! E isso dá muitas invejas. Mas com isso posso eu... Tenho das melhores férias, nem imaginas!
– hummm...
– Pois. Sinto-me vazia e seca. Como não vejo se posso subir mais, sinto-me velha aos 32! Não sei nada do futuro. Sinto-me presa do sucesso. Já não vou à Missa há muito tempo, pois estou sempre a trabalhar. Apetece-me ir a um retiro, mas não tenho tempo. Leio todas as tuas carminhadas e sinto inveja. Deus deve andar por aí, mas já nem O reconheço. Aprendi com os Carmelitas e S. Teresa de Jesus que rezar é um acto de amizade; mas eu devo ter deixado o Amigo à minha espera numa cadeira da esplanada durante tantos anos que já nem sei reconhecê-lO nem na esplanada nem na igreja...
– ...
– Olha, preciso de ir a Viana falar contigo a ver se isto muda, a ver se encontro o caminho.»

Moisés lidarava um povo com sede. Sede tem hoje o povo do Senhor. Hoje aqui; amanhã além. Ontem também. Não importa a hora, não importa o local: O povo tem sede. Alguns sabem dizê-lo, outros não. Alguns têm palavras, outros para dizê-la apenas pedras na mão.
E Jesus está à beira do poço. De cada poço cuja rota palminhamos todos os dias e donde todos os dias regressamos com o cântaro a moer-nos a cabeça e as espáduas.
Por onde passas e páras, pode muito bem nem ser numa igreja – o mais certo é que não seja mesmo uma igreja, mas uma dessas fontes que dão de beber sem matar a sede –, Jesus aguarda-te. Há-de falar, há-de falar-te a ti que tantas vezes ouves sem reparar. Não vai pregar moral, não vai debitar sermão, não te chamará à pedra nem à razão. Vai simplesmente dizer-te a sede que traz, uma sede verdadeira: sede de ti, da tua vida seca, dos teus sonhos vazios. Ele é discreto, não impõe a voz. Dirá o que sem saber esperas ouvir: A melhor água é Ele!
Oh! Felizes são os que dela bebem! Felizes são os que dão dela aos passantes.
O povo continua com sede. Conhece a fonte, mas tarda em ir lá. Talvez não saiba, mas para beber o mais certo é ter de fustigar a dureza do seu coração de pedra.
Sim, eu sei. Vou aceitar a promessa de pedrada como uma oração, ou um anseio que rebenta mudo como uma revolta por água viva!
Chama do Carmo I NS 103 I Março 25, 201

sábado, 26 de março de 2011

StellaMariS_Quaresma18

Sábado da Semana II
«Ao iniciares este fim de semana, por que não tirares umtempo para Deus? Pega na tua Bíblia e medita a parábola do Pai Misericordioso: Lucas 15:1-32. Já experimentaste o abraço deste Pai? O nosso abraço.»

Por falar em poço

Era uma vez o país dos poços. Qualquer visitante estranho que chegasse àquele país só conseguia ver poços: grandes, pequenos, feios, bonitos, ricos, pobres... À volta dos poços, pouca vegetação. A terra estava seca!
Os poços falavam entre si, mas à distância e gabavam-se daquilo que tinham nas suas bocas, mas havia sempre um pedaço de terra entre eles. Na realidade, quem falava era a boca do poço e dava a impressão que ao falar ressoava um eco, porque na verdade a fala provinha de lugares ocos.
Como a boca dos poços estava oca, os poços davam a sensação de vazio, de angústia e cada um procurava encher esse vazio como podia: com coisas, ruídos, sensações raras, livros, sabedorias... Havia poços com a boca tão larga que permitia colocar nela muitas coisas. As coisas, com o tempo, passavam de moda: então, com as mudanças, chegavam continuamente coisas novas aos poços, coisas diferentes... e quem possuía muitas coisas era o mais respeitado, admirado. Mas, no fundo, o poço nunca estava contente com o que possuía. A boca estava sempre ressequida e sedenta.
Diante desta sensação tão rara, uns sentiam medo e procuravam não voltar a senti-la. Outros, encontravam tantas dificuldades por causa das coisas que abarrotavam das suas bocas, que se punham a rir e logo esqueciam aquilo que se encontrava no fundo...
Até que houve alguém que começou a olhar mais para o fundo do poço e, entusiasmado com aquela sensação que experimentou no seu interior, procurou ficar quieto, mas, como as coisas que abarrotavam a sua boca o incomodavam, procurou libertar-se delas. E, aos poucos, os ruídos silenciaram, até chegar o silêncio completo. Então, fazendo-se silêncio na boca do poço, pôde escutar-se o barulho da água lá no fundo e sentir-se uma paz profunda, uma paz que vinha do fundo do poço.
No fundo, ele sentia-se ele mesmo. Até então acreditava que a sua razão de ser era ter uma boca larga, rica e embelezada, bem cheia de coisas... E assim, enquanto os outros poços tratavam de alargar a sua boca, para que nela coubessem mais coisas, este poço, olhando para o seu interior, descobriu que aquilo que ele tinha de melhor estava bem no fundo e que, quanto mais profundidade tivesse mais poço seria.
Feliz com a sua descoberta, procurou tirar água do seu interior, e a água, ao sair, refrescava a terra e tornava-a fértil e logo as flores brotavam ao seu redor.
A notícia espalhou-se rapidamente e as reacções foram diversas: uns mostravam-se cépticos, outros sentiam saudade de algo que, no fundo, percebiam também e outros ainda desprezavam aquele lirismo e achavam perda de tempo tirar água do seu interior.
Sem dúvida alguns tentaram fazer a experiência de se libertar das coisas que enchiam a boca e acabavam por encontrar água no seu interior. A partir de então comprovaram que, por mais água que tirassem do interior do poço, este não esvaziava. A seguir, aprofundando mais para o interior, descobriram que todos os poços estavam unidos por aquilo que lhes dava razão de ser: a água.
Assim começou uma comunicação profunda entre eles, as paredes dos poços deixaram de ser barreiras entre eles, já que a comunicação passou a ser feita através da água que os unia.
Mas a descoberta mais sensacional veio depois, quando os poços já viviam em profundidade: chegaram à conclusão que a água que lhes dava vida não nascia em cada poço, mas sim num lugar comum a todos eles. Então, resolveram seguir a corrente da água e descobriram o manancial! O manancial estava bem longe: na montanha do país dos poços, e ninguém sabia da sua presença. Mas estava lá!
A montanha sempre esteve lá. Umas vezes apenas visível entre as nuvens, outras mais radiante... Desde então, os poços que haviam descoberto a razão do seu ser, esforçaram-se por aumentar o seu interior e aumentar a sua profundidade, para que o manancial pudesse chegar mais facilmente até eles. E a água que tiravam de si mesmos tornou fértil a terra ao seu redor.
Mas, por muito que uns tivessem encontrado o manancial ainda havia outros que ainda se entretinham a encher as suas bocas com adereços…

sexta-feira, 25 de março de 2011

StellaMariS_Quaresma17

Sexta-feira da Semana II
«Hoje o Anjo do Senhor anuncia a Maria que será Mãe do Salvador. Daqui a nove meses celebramos o Natal. A jovem de Nazaré respondeu à iniciativa divina: 'Eis a escrava do Senhor, faça-se a Tua vontade'. E tu, a que precisas de dizer sim?»

quinta-feira, 24 de março de 2011

StellaMariS_Quaresma16

Quinta-feira da Semana II
«Todos gostamos de cultivar amizades. Algumas amizades traem-nos. Jesus, o verdadeiro amigo, é sempre fiel, mesmo que O esqueças. Hoje conversa com Ele como amigo. Repara como Ele te envia sinais de amizade.»

quarta-feira, 23 de março de 2011

StellaMariS_Quaresma15

Quarta-feira da Semana II:
«Jesus diz-nos hoje que «não veio para ser servido mas para servir e dar a vida». Já descobriste a alegria do serviço generoso aos outros. Serve alguém da tua família ou do teu grupo de amigos e experimenta a felicidade. Fica com Deus!»

terça-feira, 22 de março de 2011

Não é só pela cor!

StellaMariS_Quaresma14

Terça-feira da Semana da II
«Bom dia! Dormiste bem?
Os evangelhos falam-nosmuitas vezes de perdão. És consciente do pecado na tua vida e no mundo? O amor e o perdão de Deus são sempre muito maiores que o nosso pecado. Perdoa e confia também que Deus te perdoa.»

segunda-feira, 21 de março de 2011

StellaMariS_Quaresma13

Segunda-feira da Semana II:
«Entramos na segunda semana da Quaresma. Como estás a receber estas SMS no meio das anedotas e mensagens pessoais? Tens coragem de as reencaminhar para um amigo como fazes com as anedotas? Redige uma mensagem com tema do perdão e envia-a aos teus amigos.»

domingo, 20 de março de 2011

Homens da poda!

(Mais um atraso) Na casa do Menino Jesus andaram os podadores. A Primavera estava a chegar, o Verão é já ali. É urgente preparar a casa para os que hão-de vir rezar e repousar no Verão.
Vieram de longe, por devoção. Mas ganharam direito a saborear do que cuidaram. Assim seja,

Uma oliveira!

 
 
A Aidinha (Que saudades!) e o João, primos, o António Brito e a Iolanda já nos falhavam à uns meses! Regressatram, sobretudo o António que chegou do Pais da Doença! Bem-vindo, homem! A oliveira estava à sua espera. Viu como ficou bonita! Muito obrigado!

Vestir de Quaresma!

 
Atrasos são atrasos, mas um blog não é nenhum comboio.
Porém aqui fica o registo: enquanto a cidade já começava a recolher as fitas e os confetis para os reduzir a cinza, nós, no Carmo, começávamos a vestir de Quaresma a nossa igreja!
É só um registo, nada mais que um registo!

Espiritualidade, bolos e risos

 
Decorreu mais um Encontro de Espiritualidade. Foi no Sábado. Foi dedicado a Santa Teresa de Jesus: mulher com vida, com história e com uma meta muito definida a alcançar.
O palestrante foi o P. Alpoim Alves Portugal, carmelita do Convento de Avessadas. Tudo decorreu como o costume: profundo, animado, carmelita, teresiano. Com bom ambiente, oração, recolhimento, serenidade, desejo de aprender. A Maria da Luz esqueceu-se do papel das adivinhas em casa, mas declarou que não perdemos pela demora.
O cronista não esteve até ao fim, mas consta que o fim acabou melhor do que começou.
P. Alpoim, prepara-te. Estás avisado!
Ao almoço houve bolo de aniversário para o P. Alpoim oferecido por São José!
Ora venham mais dessas!

Noviciado da Verónica Parente

Ontem, sábado, o Carmelo de Santa Teresa de Coimbra amanheceu feliz. E desde o céu São José sorriu quando viu mais uma carmelita revestida com o hábito de Nossa Senhora do Carmo. Assim foi. Na manhã da Solenidade de São José a Verónica Parente, que tantos anos foi da nossa Comunidade do Carmo de Viana do Castelo, disse sim e iniciou o seu noviciado como Carmelita Descalço no Carmelo de S. Teresa de Coimbra.
Para ela a nossa amizade e oração para que seja fiel e feliz.

O que devo dizer ao Padre?

A Quaresma enquanto tempo de renovação e mudança de vida anda muito associada à celebração do sacramento da Reconciliação, ou Confissão.
O pecado aperta e colesteraliza coração. Não nos deixa livres nem nos abre para a graça do perdão.
Muitos se perguntam — alguns ao sacerdote diante de quem se acabam de ajoelhar: O que devo dizer?
Para isso é proveitoso o reconhecimento do pecado através dum exame de vida, que alguns fazem regularmente. Que poderia fazer-se diariamente até! Eis aqui uma proposta simples.
Este exame ou análise da nossa vida faz-se diante de Deus, ouvindo a sua voz na consciência.
Mais que enumerar pecados procure descobrir com serenidade as atitudes do seu coração e lamentar os seus pecados, propondo-se não voltar a cometê-los.
O reconhecimento dos pecados pode ser feito em qualquer altura, diariamente até; a confissão só pode ser feita diante de um sacerdote.
No Exame de Consciência examine-se, ajudado por estas perguntas (ou outras). Trate de não ficar no exterior, procure avaliar-se nas atitudes do coração e nas omissões.

1. Ruptura com Deus
Amo a Deus com todo meu coração?
Preocupei-me em renovar minha fé através da oração, da participação activa e atenta da Missa dominical, da leitura da Palavra de Deus? Celebro os domingos e dias de festa da Igreja?
Tenho uma relação de confiança e amizade com Deus, ou cumpro somente com ritos externos?
Professei sempre, com vigor e sem temor, a minha fé em Deus? Manifestei a minha condição de cristão na vida pública e privada?
Ofereço ao Senhor os meus trabalhos e alegrias?
Tenho reverência e amor para com o Nome de Deus ou ofendo-O com blasfémias, falsos juramentos ou usando seu Nome em vão?

2. Ruptura comigo mesmo
Sou soberbo e vaidoso? Considero-me superior aos outros? Procuro aparentar algo que não sou para ser valorizado pelos outros? Aceito-me, ou vivo na mentira e no engano?
Que uso tenho feito do tempo e dos talentos que Deus me deu? Esforço-me por superar os vícios e as más inclinações como a preguiça, a avareza, a gula, a bebida, a droga?
Caí na luxúria com palavras e pensamentos impuros, com desejos ou acções impuras?
Realizei leituras ou assisti a espectáculos que reduzem a sexualidade a um mero objecto de prazer?

3. Ruptura com os irmãos
Amo o meu próximo como a mim mesmo e como o Senhor Jesus me pede que o ame?
Na minha família ajudo a construir um clima de reconciliação com paciência e espírito de serviço?
Se sou filho, fui obediente a meus pais, prestei--lhes respeito e ajuda?
Se sou pai, preocupei-me por educar na vida cristã os meus filhos e por respeitá-los no seu compromisso de vida com o Senhor Jesus?
Explorei os meus irmãos mais fracos, usando-os para meus fins?
Insultei o meu próximo? Escandalizei-o gravemente com palavras ou com acções?
Se me ofenderam, sei perdoar, ou guardo rancor e desejo de vingança?
Partilho os meus bens e o meu tempo com os mais pobres, ou sou egoísta e indiferente à dor de outros? Participo nas obras de evangelização e promoção humana da Igreja?
Preocupo-me pelo bem e pela prosperidade da comunidade civil em que vivo, ou passo a vida preocupado somente comigo mesmo? Cumpri com meus deveres cívicos? Paguei os meus impostos?
Sou invejoso? Enganador? Difamei ou caluniei alguém? Violei segredos? Fiz julgamentos temerários sobre outros? Sou mentiroso?
Causei algum dano físico ou moral a alguém? Inimizei-me com ódios, ofensas ou brigas com o meu próximo? Fui violento?
Procurei ou induzi ao aborto?
Fui honesto no meu trabalho?

3. Ruptura com a criação
Colaborei na destruição da natureza? Explorei ou usei correctamente a natureza? Abusei dela com fins egoístas? Roubei? Participei do negócio ou consumo de droga? Recebi dinheiro ilícito?
O sacramento da confissão celebrado de modo frio, indiferente e por rotina e tradição não leva ao arrependimento nem à conversão. É uma paródia de conversa, que nem conversa é. Se costuma confessar-se assim deveria regressar ao início do texto e relê-lo com seriedade! Porque «se confessarmos os nossos pecados, fiel e justo é Deus para nos perdoar e purificar-nos de toda a iniquidade.» (1João 1:9)
Isto alcançaremos pelo amor que Jesus nos tem e que derrama em graça no nosso coração.
Chama do Carmo I NS 102 I Março 20, 2011

StellaMariS_Quaresma12

Domingo da Semana II
«Domingo é dia de descanso. Jesus convida-te hoje a subir com Pedro, Tiago e João ao Monte da Transfiguração. Tens forças para esclar com Ele a montanha? Ele espera-te na tenda da Eucaristia. É bom privar com Ele.»

sábado, 19 de março de 2011

Retiro de silêncio

Um dia, igual a tantos outros em que
me despachava a terminar mais uma tarefa do meu trabalho
para dar seguimento à seguinte da lista infindável das tarefas
deparei-me com um sinal


?!

Estranho... já o havia visto antes…
Humm? Aonde ?!!!
Sim!! No

Lá, estão sempre a inventar nomes estranhos como esse.
Curioso… Kerit
Sugeriu-me algo… retiro de silêncio
Hum?!
Serei capaz?
Começa sexta à noite…
Não, é melhor não
Na sexta tenho que sair do trabalho/Universidade a correr
Depois ir buscar o saco, a faixa e a bíblia a casa
Depois uma viagem a Avessadas… É melhor não.

“Fica-te a só com ele” - Santa Teresa

Bem que precisava,
Bem falta me faz parar um pouco e olhar para dentro…
E se fosse?
Um fim-de-semana…
Não, é melhor não
Tenho ainda trabalho pendente,
e se não consigo fazer tudo até sexta à noite?
Só se levar o PC comigo?
Mas para que vou levar o PC
Se a ideia é ver-me livre dele um dia
Para estar a sós com Ele?!

“Que deves fazer senão amá-Lo?” - Santa Teresa de Jesus

Sim, é verdade.
Não só de pão vive o Homem
Mas da Palavra de Deus que vou encontrar no Kerit!
Quero lá saber, só há um por ano!
Vou trabalhar a semana toda
Vou correr na sexta
Mas..
Vou Kerit no fim-de-semana!!!
Eu vou!

Faz a tua inscrição para:
carmojovem@gmail.com
Maria João: 967209808

StellaMariS_Quaresma11

Sábado da Semana I
«Hoje é dia de São José, pai adoptivo de Jesus, por isso também hoje recordamos os nossos pais. Agradece a Deus o dom do teu pai e manifesta-lhe a tua gratidão por tudo o que faz ou fez por ti. Um feliz dia para todos os pais!»

sexta-feira, 18 de março de 2011

StellaMariS_Quaresma10

Sexta-feira da Semana I
«Quaresma é tempo de reconciliação com Deus e com os outros. Precisas de fazer as pazes com alguém? E estás em paz contigo mesmo? Porque não aproveitar o dia de hoje para te aproximares de ti, dos outros e do Outro?»

quinta-feira, 17 de março de 2011

Calvário da Família Caramez

 A Ana Carolina escreveu o seguinte texto:

«No Domingo à tarde eu e a minha família fizemos uma construção de um calvário feito com plasticina e barro.
Com esta actividade aprendi como foi a condenação de Jesus, aprendi que ele foi crucificado junto dos ladrões.
Ao fazer as cruzes senti algo de esperança com essa condenação porque aprendi que Jesus ressuscitou ao terceiro dia. Senti pena da Virgem Maria e do S. João por terem de ver Jesus crucificado. Com as cruzes também aprendi e senti alguma pena pelos ladrões mas Jesus foi amigo deles e levou-os também para o céu.
Foi importante fazer esta actividade com os pais e a mana porque gosto de Jesus e porque é bom estar em Família, fazer coisas juntos, ajudar-nos e sentirmos o amor que nos une.»

Ana Carolina

Depois de fazer este texto, ela pediu que lhe escrevesse a palavra calvário na vertical e depois apresentou-me o seguinte:

Comunhão
Alegria
muLtidão
Vida
Ámor
Relação
camInho
oraçãO
Perguntei-lhe o que significava Relação e ela respondeu que com esta actividade estabelecemos uma Relação com Jesus e uma Relação entre nós!
Confesso que fiquei surpreendida!
A Matilde só diz que fizemos um presépio com cruzes!
Ana

StellaMariS_Quaresma9

Quinta-feira da Semana I
«Jesus diz: 'Quem pede recebe, a quem bate à porta abrir-se-á.' Que precisas de Lhe pedir? Confia Nele e procura-O dentro de ti.»

Dois minutos

Na escola, uma menina habitualmente distraída está superconcentrada a fazer um desenho. A professora pergunta-lhe:
- O que está a desenhar?
- Estou a desenhar Deus.
- Deus? Mas ninguém sabe como é Deus?
- Daqui a dois minutos já vão saber.

quarta-feira, 16 de março de 2011

StellaMariS_Quaresma8

Quarta-feira da Semana I
«A Quaresma começou à uma semana com um convite a optar pelos caminhos da vida e felicidade. O teu caminho tem muitas curvas, altos e baixos. A que sinais precisas de obedecer para seguires Jesus que é o Caminho?»