Somos Carmelitas Descalços, filhos de Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, Ordem dos Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, Senhora do Sim, nossa Mãe e nossa Irmã, em Viana do Castelo, Alto Minho, Portugal, a viver «em obséquio de Nosso Senhor Jesus Cristo e a servi-l’O de coração puro e consciência recta».
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Parabéns aos noivos
Durante dois anos, nas vésperas do 2000, o Marcelo Palma foi aluno do nosso Seminário. A Ana Cristina, noiva, e a Dª Conceição, sogra, também são do Carmo. É um gosto e uma opção. Entretanto a vida levou outros caminhos. Na Quarta-feira regressaram juntos para preparam o casamento dos jovens. São muito bemvindos. E a festa promete ser bonita. Parabéns aos noivos.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Cestas vazias
Já imaginou que pode sair da Missa dominical com a boca ainda mais doce? Ok, eu sei. Mas olhe que alguns já tiveram a experiência. Quem a conta bem são os jovens do Carmo Jovem. Esperemos que acontem no seu blog para a irmos lá colher. Entretanto, um dia destes, ao final da Missa eles supreendem-nos outran vez com as suas doçuras e gostosuras. Só faltam os frascos. Se os vir a vender às portas da igreja, compre que é uma ajdua que lhes faz. Mas não compre muito, que as compotas são tão boas que mais apetece não vendê-las.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Capela Stilla Maris, um caso de capela
A Capela Stilla Maris é um caso. E há-de ser maior. Primeiro, recebeu o nome na Carmicoque. Segundo, também se chama Das Bonecas. E é que ali não faltam bonecas desde o dia 4 de Junho passado. Os orantes que lá vão são de palamo e meio. E não creio que saibam quem é Jesus ou Maria ou Teresinha (alguns sabem, alguns sabem), mas nem isso é importante. O interessante é que vão a uma capela que é sua. É como digo, esta capela é um caso!
Falecimentos
Faleceu ontem em Suai,Timor, o sr. Adelino Pereira, pai do P. Nuno Pereira, do Carmo do Funchal.
Faleceu ontem também a Madre Maria Andreia da Cruz, do Carmelo de São Nuno, no Crato. Paz às suas almas e as suas famílias. No nosso coração reconhecimento, gratidão e a certeza da nossa pobre oração.
Faleceu ontem também a Madre Maria Andreia da Cruz, do Carmelo de São Nuno, no Crato. Paz às suas almas e as suas famílias. No nosso coração reconhecimento, gratidão e a certeza da nossa pobre oração.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Ontem: 11.09.11 em NY
Junto à Bolsa, em Wall Street, foi montada uma «Prayer Station», para quem quiser rezar. Uns passos para Norte, um homem sentado numa pequena cadeira segura um cartão: «Ouço os seus problemas. Cinco dólares». Que qualificações tem para tal? «Sei ouvir e aceitar dólares», responde. Como se chama? «Estou aqui para ouvir e não para responder a perguntas», atira.
Victor Oliveira Ferreira, no PUBLICO de hoje.
Victor Oliveira Ferreira, no PUBLICO de hoje.
A propósito do perdão (I)
«O perdão verdadeiro é algo muito difícil, porque somos habitados pelo nosso próprio passado, fixados pelas cicatrizes recebidas ou pelas feridas que foram causadas; é como uma espécie de morte. A inimizade e o ódio não continuam sendo, talvez, realidades entre as mais duradouras da história pessoal e colectiva? Cristo, com a sua paixão, oferece a graça de uma fraternidade renovada... Ele mesmo está em atitude de perdão... A sua paixão é, de certo modo, um perdão realizado antes de ser uma palavra... Perdoar é fazer com que, lá onde haja ferida e injustiça, haja abertura de si e do outro à descoberta da grandeza do dom de Deus, uma abertura que passa justamente pela consciência das feridas que um faz ao outro. E quando isso é possível, vemos então uma promessa e uma esperança, lá, onde, caso contrário, estaríamos encurralados no desespero.»
Padre Jacques Sommet, ex-deportado de Dachau
Padre Jacques Sommet, ex-deportado de Dachau
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Definitório Extraordinário
Iniciou-se no passado dia 6 em Ariccia, Itália, perto de Castelgandolfo, o Definitório Extraordinário da nossa Ordem. Estamos ali representados pelo nosso Provincial P. Joaquim Teixeira. Na missa inaugural, do Espírito Santo, o Padre Geral, Saverio Canistrà animou os presentes a colocar Cristo como centro das nossas vidas, a seguir os passos de Jesus, para com Jesus e como Jesus servirem os irmãos e irmãs.
Logo depois expôs o seu relatório sobre a identidade do carisma e a vivência que dele se faz nas diferentes regiões do mundo em que a Ordem está implantada. Também se falou da unificação de Províncias, do repensar de presenças e de abertura de novas.No dia seguinte os Secretariados de Formação e das Missões expuseram os seus relatórios. Logo de seguida o da Economia. Na sequência escutaram-se os relatórios sobre a nossa persença no Monte Carmelo, sobre a Faculdade de Teologia - Teresianum, o Seminários das Missões, a Comunidade do Teresianum, o CITes e as actividades do V Centenário do nascimento da Santa Madre Teresa.
O Definitório prepara um pedido para que a Igreja proclame o ano de 2015 como o Ano da Oração.
Os trabalhos não se ficam por aqui.
sábado, 3 de setembro de 2011
Renovação de votos
Na manhã do dia 1 de Setembro, na Missa das 8:00h, presidida pelo Provincial de Burgos, P. Pedro Tomás Navajas, renovaram os seus votos cinco jovens irmãos: Frei Jon, de Navarra; Frei Vidas (de origem lituana), de Castela; Frei Rafael, de Burgos; e os nossos Frei Danny e Ricardo.
O ambiento era sereno e festivo, porque aqueles jovens irmãos renovaram livremente por um ano o seu compromisso de professos na nossa Ordem.
Na sua exortação o P. Tomás a viver para Deus, de modo que Ele fosse tudo nas suas vidas. Os irmãos Carmelitas de Burgos participaram na celebração e da sua alegria, e em nosso nome abraçaram-nos e animaram-nos a caminhar. oremos por eles para que permaneçam firmes e fiéis no compromisso assumido e renovado.
Estes cinco jovens irmãos estão ali durante um mês em formação, sobretudo sobre São João da Cruz.
O ambiento era sereno e festivo, porque aqueles jovens irmãos renovaram livremente por um ano o seu compromisso de professos na nossa Ordem.
Na sua exortação o P. Tomás a viver para Deus, de modo que Ele fosse tudo nas suas vidas. Os irmãos Carmelitas de Burgos participaram na celebração e da sua alegria, e em nosso nome abraçaram-nos e animaram-nos a caminhar. oremos por eles para que permaneçam firmes e fiéis no compromisso assumido e renovado.
Estes cinco jovens irmãos estão ali durante um mês em formação, sobretudo sobre São João da Cruz.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Testemunho do João Tiago sobre as JMJ
O João Tiago celebra a sua fé no Carmo. Aos Domingos vêmo-lo a colaborar na liturgia da Eucaristia das 11:30h. Obviamente teria de participar nas Jornadas Mundiais da Juventude de Madrid. Foi e aqui nos deixa o relato daqueles momentos de partilha e enraizamento da fé.
«As JMJ são por excelência um momento de comunhão e de partilha, por isso venho partilhar convosco o meu crescimento na fé e as novas formas de ver o Ressuscitado.
Foi um momento de descoberta profunda, da palavra, do sentimento de ser Cristão, mas sobretudo de partilha de experiência com milhares de jovens que partilham a nossa fé e a vivem, sim vivem-na profundamente, muitas vezes em situações muito adversas culturalmente, mas que ao contrario de muitos de nós, que por vezes não nos lembramos da felicidade que temos em poder demonstrar a nossa fé sem qualquer medo de repressão.
Nesta jornada, com o mote Paulino de Firmes na Fé, Enraizados em Cristo, aprendemos, de facto a ser firmes nas atitudes, no contacto com o outro, no dia a dia, sempre com Cristo como guia e pedra fundamental da nossa vida.
Todas as catequeses foram momentos de crescimento individual e de grupo, desde a catequese ministrada pelo D. Manuel Clemente, bem como a catequese ministrada pelo D. Ilídio Pinto, onde existiu uma partilha sincera e profícua, eu diria quase pessoal por parte de cada um de nós.
Depois tivemos o encontro dos portugueses no Madrid Arena. E que dizer deste encontro, onde estiveram todos os bispos de todas as dioceses, bem como o Sr. Cardeal Patriarca? Este foi um momento de “Orgulho Nacional”, a portugalidade no seu máximo expoente, o Portugal Católico no seu melhor, dando o melhor de si na sua juventude.
E então chega Sua Santidade, que belo momento em Cibeles, que palavra e que partilha, o nosso Pastor incentivando a sua juventude. No dia a seguir foi a Via-Sacra, com toda a imponência inédita de imagens da Semana Santa Espanhola, de todo o país: algo inédito e irrepetível.
E então que chega o momento primordial das JMJ, a noite mais longa e o dia mais brilhante, em Cuatro Vientos.
A vigília foi algo de quase transcendente, desde o temporal que assolou o aeródromo, a palavra de incentivo e de tranquilidade de Sua Santidade, simplesmente magnífica!
Todas estas jornadas foram momentos de crescimento espiritual e religioso, bem como um momento de partilha incrível com pessoas fantásticas.
Que venham depressa as JMJ Rio de Janeiro 2013!»
João Tiago Bompastor Ferreira
domingo, 28 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Um coração ferido por servir
Na família do Carmo celebramos hoje a memória da graça da transverberação do coração de S. Teresa de Jesus, nossa mãe. A transverberação do coração é uma graça extraordinária.
O coração da pessoa escolhida por Deus para acolher esta graça é traspassado por uma flecha misteriosa ou por um dardo, que ao nele penetrar deixa atrás de si uma ferida de amor que queima enquanto a alma é elevada aos níveis mais altos da contemplação do amor e da dor.
Jesus disse: «Eu vim lançar o fogo à terra e só quero que ele se ateie"!
Este fogo é o amor de Deus que em Santa Teresa de Jesus foi derramado com tal abundância que abrasou o seu coração. Por isso a transverberação é manifestação da força do amor de Deus aceite, desejado e vivido pela Santa no seu matrimónio espiritual. Este fenómeno místico é-nos magistralmente explicado por São João da Cruz e apresentado no seu significado eclesial pelos textos da liturgia.
Um anjo traspassou o coração de Santa Teresa de Jesus com uma seta de fogo. É este facto que a nossa Ordem comemora na memória da transverberação do coração de Santa Teresa, a 26 de Agosto.
O coração da pessoa escolhida por Deus para acolher esta graça é traspassado por uma flecha misteriosa ou por um dardo, que ao nele penetrar deixa atrás de si uma ferida de amor que queima enquanto a alma é elevada aos níveis mais altos da contemplação do amor e da dor.
Jesus disse: «Eu vim lançar o fogo à terra e só quero que ele se ateie"!
Este fogo é o amor de Deus que em Santa Teresa de Jesus foi derramado com tal abundância que abrasou o seu coração. Por isso a transverberação é manifestação da força do amor de Deus aceite, desejado e vivido pela Santa no seu matrimónio espiritual. Este fenómeno místico é-nos magistralmente explicado por São João da Cruz e apresentado no seu significado eclesial pelos textos da liturgia.
Um anjo traspassou o coração de Santa Teresa de Jesus com uma seta de fogo. É este facto que a nossa Ordem comemora na memória da transverberação do coração de Santa Teresa, a 26 de Agosto.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
A Turma do Damião
O Damião Porto é um mestre. De pintura. Como não quis guardar o saber para si ocupou uma sala do nosso convento e tem-se dedicado a ensinar pintura. Os resultados estão à vista. E vale a pena ver. Vale a pena passar pelo Espaço E e repousar o olhar nas telas da Turma do Damião. Atá ao fim de Agosto.
Aqui fica o registo dos nomes Dezassete da Turma. E também os nossos parabéns e agradecimento pela animação daquele Espaço:
Anabela Martins
Ana Maria Ribeiro
Catarina Oliveira
Cristina Diales
Ernestina Lima
Joaquim Barros
José Maltez
Maria Adelaide Brás
Maria de Fátima Assis
Maria Fernanda Correia
Maria Gorete Viana
Maria José Ribeiro
Maria de Lourdes Vieira
Maria Vitória Rafael
Martine de Sousa
Regina Lima
Rui Azevedo.
Dia de S. Luis, amigo dos Carmelitas
Hoje é dia de S. Luis, rei de França, único rei daquela nação que foi canonizado. Reinou dos 12 anos aos 50 anos. Ao seu patrocínio muito devem os Carmelitas a sua migração do Monte Carmelo para a Europa. Dele se narra a história seguinte sobre o trabalho:
Um dia, o rei Luís IX, S. Luís de França, visitou as obras da catedral de Chartres, em reconstrução depois do seu incêndio em 1194, causado por um raio. O rei, passeando pela construção, ia perguntando a cada um o que estava a fazer. As respostas foram várias.
Um carpinteiro afirmou-lhe que estava a fazer um dos bancos da nave central; um pedreiro lamentou-se que estava a trabalhar para ganhar a vida e dar de comer aos filhos; um escultor, apontando para um capitel, a que dava os últimos retoques, explicou que estava a seguir as novas regras da arte gótica, criando uma linha decorativa revolucionária.
Depois de perguntar a muita gente e de ter recebido respostas variadas, o rei encontrou, num canto escuro, um velhinho curvado que varria aparas de madeira. Quando o rei lhe perguntou o que estava a fazer, o velho respondeu: "Estou a construir uma catedral".
Um dia, o rei Luís IX, S. Luís de França, visitou as obras da catedral de Chartres, em reconstrução depois do seu incêndio em 1194, causado por um raio. O rei, passeando pela construção, ia perguntando a cada um o que estava a fazer. As respostas foram várias.
Um carpinteiro afirmou-lhe que estava a fazer um dos bancos da nave central; um pedreiro lamentou-se que estava a trabalhar para ganhar a vida e dar de comer aos filhos; um escultor, apontando para um capitel, a que dava os últimos retoques, explicou que estava a seguir as novas regras da arte gótica, criando uma linha decorativa revolucionária.
Depois de perguntar a muita gente e de ter recebido respostas variadas, o rei encontrou, num canto escuro, um velhinho curvado que varria aparas de madeira. Quando o rei lhe perguntou o que estava a fazer, o velho respondeu: "Estou a construir uma catedral".
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
Um mulher serena para uma Europa triste
No dia 9 de Agosto celebramos a memória de S. Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) - essa mulher fecunda que o Papa João Paulo II converteu em co-padroeira da Eutopa. Também ela é mãe desta Europa enferma e estéril. Vale a pena tela por mãe; veja: «Perante a inegável realidade de a minha existência ser fugaz, prorrogada, por assim dizer, de momento em momento e sempre exposta à possibilidade do nada, está outra realidade, igualmente irrefutável, que me diz que, não obstante esta fugacidade, eu sou, e que, momento após momento, sou conservado no ser e que, neste ser fugaz, colho algo de duradouro. Sei que sou conservado, e, por isso, estou tranquilo e seguro: não que esta segurança me advenha por virtude própria; antes, é a doce, feliz segurança da criança segura por um braço forte, segurança que, objectivamente considerada, não é menos da ordem da razão. Ou seria “da ordem da razão” a criança que vivesse com um medo permanente de que a sua mãe a deixasse cair?».
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Exposição de Pintura da Alvo - Oficina das Artes
No espaço E - Antiga portaria do Convento do Carmo - vão expor os seus trabalhos os Alunos do Curso Prático de Formação, Pintura nível I, da Alvo-Oficina das Artes, sob orientação do pintor Damião Porto. A Oficina das Artes tem no nosso Convento uma delegação que funciona desde há dois anos.
Abertura da Exposição no próximo dia 13, Sábado, pelas 18:30h.
A Exposição encontrar-se-á aberta todo o dia.
Abertura da Exposição no próximo dia 13, Sábado, pelas 18:30h.
A Exposição encontrar-se-á aberta todo o dia.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Aberto o processode canonização da Irmã Isabel da Trindade
No dia 11 de Julho, pp, napresença de D. Rouland Minnerah. Bispo de Dijon, deu-se início ao processo «Super Miro» em vista à canonização da Bem-aventurada Isabel da Trindade, (1880-1906) nossa irmã carmelita.
Depois duma breve oração e em presença duma relíquia da Carmelita de Dijon, prestaram juramento os membros daquele tribuinal diocesano. De seguida leu-se a Carta Suplice Libello do Vice-postulador da Causa, Frei António da Mãe de Deus OCD, na qual se pedia a abertura do processo tendo em vista o preseumível milagre atribuído à intercessão da Bem-aventurada.
Depois duma breve oração e em presença duma relíquia da Carmelita de Dijon, prestaram juramento os membros daquele tribuinal diocesano. De seguida leu-se a Carta Suplice Libello do Vice-postulador da Causa, Frei António da Mãe de Deus OCD, na qual se pedia a abertura do processo tendo em vista o preseumível milagre atribuído à intercessão da Bem-aventurada.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Tão discrestos, tão discretos que ninguém os viu!
Foi pena.
A nossa Família do Carmo ordenou cinco novos sacerdotes. A data foi a mais bonita: o dia 16 de Julho. Foi no Santuário do Menino Jesus, que este ano completa os 50 anos de fundação. A festa foi singela e sóbria, solene e nobre. Um orgulho.
Dois jovens Freis são portugueses o Frei Marco Paulo e o Frei João Rego.
Outros dois são timorenses: O Frei Noé Martins e o Frei Nuno Pereira.
O Frei Daniel Jorge Sachipangue é angolano.
No dia 17 o P. João Rego celebrou na nossa Igreja a sua Missa Nova. Num blog vizinho encontrámos esta foto, verdadeira relíquia do contecimento porque quase ninguém os viu em Viana! Uma pena!
A nossa Família do Carmo ordenou cinco novos sacerdotes. A data foi a mais bonita: o dia 16 de Julho. Foi no Santuário do Menino Jesus, que este ano completa os 50 anos de fundação. A festa foi singela e sóbria, solene e nobre. Um orgulho.
Dois jovens Freis são portugueses o Frei Marco Paulo e o Frei João Rego.
Outros dois são timorenses: O Frei Noé Martins e o Frei Nuno Pereira.
O Frei Daniel Jorge Sachipangue é angolano.
No dia 17 o P. João Rego celebrou na nossa Igreja a sua Missa Nova. Num blog vizinho encontrámos esta foto, verdadeira relíquia do contecimento porque quase ninguém os viu em Viana! Uma pena!
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Crónica duma saborosa homilia anunciada
A novena de Nossa Senhora do Carmo culminou, como é óbvio, no dia 15 de Julho; e no dia 16 de Julho teve lugar a solene concelebração presidida por D. José Augusto Pedreira, com a presença dos religiosos da Comunidade Carmelita, do pároco P. Artur Coutinho e do Capelão de S. Luzia, P. Quintas.
Apesar do dia cinzento e chuvoso, um número significativo de fiéis e devotos de Nossa Senhora do Carmo acorreu à Igreja do Convento do Carmo para mais um momento de oração e reflexão mariana.Coube a tarefa de presidir à Eucaristia, o bispo emérito de Viana do Castelo que na sua homilia, breve mas enriquecedora, começou por saudar os presentes lançando-lhes uma questão para a qual não esperava, de certo, resposta! Prendia-se a mesma com o facto de na celebração ter sido lida uma belíssima passagem do Livro dos Reis. Nela é descrito a forma intensa e confiante com que o profeta Elias, inspirador da Ordem Carmelita, orou, pedindo a Deus a sua intervenção, para que chovesse, uma vez tal não acontecia há três anos e meio. Desta forma, o pregador começou por destacar a necessidade de oração constante e confiante por parte dos crentes; da nossa entrega confiante a Deus à semelhança de Maria.
Do texto do Evangelho enunciou a missão particular atribuída por Jesus a Maria, considerando-a mãe de João, mãe dos homens e mãe da Igreja. Junto da Cruz, no momento mais crucial da vida/morte de Cristo, o Filho atribui a Maria a missão extraordinária de ser Mãe de todos nós e de nos conduzir ao “estado de graça” da presença de Deus.
D. José Pedreira salientou que o culto mariano é por vezes criticado por outras religiões e por dissidentes católicos, uma vez que, segundo opinião daqueles parece ser-lhe dado mais atenção do que a Jesus. Mas no turbilhão da História da Humanidade, referiu o prelado, há um local onde estas questões não se colocam ou pelo menos se desvanecem! Em Éfeso, na Turquia, existe uma capela que é partilhada por crentes católicos, ortodoxos e maometanos. Cada uma das comunidades crentes coloca Maria no centro da meditação e como modelo da sua vida!
Segundo o Evangelho, ao ser crucificado, Jesus pediu ao discípulo João para cuidar de sua mãe. O que ele providenciou diligentemente. Assim sendo, João trouxe Maria para Éfeso por volta do ano 37 d.C., onde ela passou o resto da sua vida, numa modesta casa. A casa da Santíssima Virgem Maria, fica no alto do monte Coresus (Panaya Kapulu) a oito quilómetros do centro da cidade num local conhecido agora como Maryemana Kultur Parki. A casa foi oficialmente declarada Igreja Católica Romana em 1896 e desde então tornou-se local de peregrinação de cristãos e muçulmanos, além de peregrinos de vários outros cultos. Para os muçulmanos, ela tem grande importância também, pois, para eles, Nossa Senhora foi a mãe de um grande profeta. Fazem também orações na casa, mas do lado de fora, pois dentro os desenhos humanos impedem esta prática. Saliente-se ainda que Maria é a única mulher a ser exaltada no livro sagrado muçulmano.
No decorrer da sua homilia, D. José Pedreira destacou a importância da Ordem Carmelita na História, contextualizando o seu aparecimento. Assim, entre 874 e 852 a.C., o profeta Elias exerceu o seu ministério no Monte Carmelo, uma pequena cordilheira montanhosa na costa de Israel com vista para o Mar Mediterrâneo. O seu nome, Karmel, significa "vinha florida", "jardim" ou "campo fértil". E foi aqui, no seu refúgio, que Elias provou aos israelitas que o Deus de Israel era o verdadeiro Deus, o Deus da aliança que não falha.
No século XII muitos cruzados abandonaram as armas e acolheram-se à solidão do Carmelo. A eles se juntaram muitos peregrinos da Terra Santa, cansados das longas jornadas de busca. Coube ao Prior Bertoldo configurar a primeira organização da vida dos Carmelitas. E depois ao Prior Brocardo receber a Regra de Vida das mãos do Patriarca S. Alberto de Jerusalém.
Já no século XIII, São Simão Stock reorganizou a norma da vida religiosa Carmelita e ao princípio Ora et Labora – oração e trabalho – que S. Bento legou à Igreja, acrescentou as dimensões comunitária e apostólica ao núcleo central do dia-a-dia conventual. Consta na história da Ordem que a Virgem Maria lhe apareceu na alvorada de 16 de Julho de 1251 para lhe entregar o Escapulário com a promessa de que aqueles que morressem com ele seriam salvos. Por esta razão a devoção popular a São Simão Stock é geralmente associada à devoção ao Escapulário e a Nossa Senhora do Monte Carmelo.
O Escapulário do Carmo é um sinal externo de devoção mariana. Os seus portadores (quer sejam religiosos, quer sejam leigos) pertencem à Ordem Carmelita e consagram-se à Virgem do Carmo, na esperança de obter a sua especial protecção e intercessão. O distintivo externo desta pertença ou consagração/devoção é o pequeno escapulário castanho, que é constituído por duas peças de tecido de lã castanha atadas entre si por um fio. O escapulário recorda-nos o nosso compromisso cristão e a dimensão mariana do nosso carisma carmelita (que se caracteriza por uma vida de familiaridade com Maria, impregnada de oração, imitação, presença e prática das virtudes). O escapulário só pode ser pode usar-se após uma singela cerimónia de imposição, à semelhança do que foi feito no domingo após a Missa das Dez a que presidiu o Prior do Convento.
A devoção dos católicos afirma que com o seu materno amor Maria cuida dos irmãos de Seu Filho que ainda peregrinam, vivendo no meio de perigos e dificuldades, até que cheguem à Pátria Celeste. A doutrina católica mariana afirma peremptoriamente que «um verdadeiro devoto de Maria se salvae». O Escapulário do Carmo, assim entendido, concretiza a maternidade espiritual de Maria que protege na vida, salva na morte e intercede depois a morte. E tal como afirmou João Paulo II, o escapulário não deve ser visto como uma espécie de amuleto mas sim como símbolo que marca a íntima relação e compromisso com Deus.
Acreditando que a comunidade de religiosos deve ser activa, destaca-se a necessidade de não deixar de ser contemplativa sob o olhar materno de Nossa Senhora do Carmo.
D. José Pedreira reforçou, por fim, a importância da Igreja ser capaz de fazer chegar a Palavra de Deus a uma sociedade cada vez mais esclarecida, moderna e exigente, sendo para isso muito necessário a verdadeira atenção e acolhimento por parte dos irmãos da Ordem do Carmo a quem os procura.
D. José encerrou a homilia exprimindo o desejo de que todos possamos viver na confiança da Fé e na Esperança fazendo o que o Senhor espera de nós, a fim de alcançarmos a salvação que todos desejamos.
Ana Margarida
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Cumprirei as minhas promessas ao Senhor
(Frei Daniel Jorge Sachipangue)
O site Carmelitas.pt propôs aos novos sacerdotes carmelitas um inquérito. Eis as respostas do Frei Daniel Jorge Sachipangue:
1. Que sentimentos experimentas ao aproximar-se o dia da tua ordenação presbiteral? Ao aproximar-se o dia da minha ordenação presbiteral, quero convosco dar graças a Deus, pelo ministério que me será confiado; por me ter escolhido no número dos seus ministros. De igual modo sinto uma profunda gratidão aos meus pais e padrinhos por me terem ajudado a crescer na fé e doação generosa de mim mesmo por amor a Deus.
2. A quem gostarias mais de agradecer o percurso feito até este momento? Ao longo deste percurso, contei sempre com a ajuda dos colegas, familiares, formadores, benfeitores, amigos e muitas outras pessoas que não conheço. O meu muito obrigado. Continuai a rezar comigo a Deus para que complete a obra que em mim começou, não só a mim, mas também aos quatro meus irmãos para benefício da Sua Igreja, e nos ajude com a graça da perseverança a oferecermos este dom.
3. Que tens recebido da Ordem dos Carmelitas e da Igreja e esperas continuar a receber? Tenho recebido e espero continuar a receber um sentimento interior de satisfação e alegria, um sentido profundo de celebração que não se confunde com euforia. Tenho recebido o estilo de vida fundado por Santa Teresa com o seu sentido de fraternidade, de humanismo e cultivo das virtudes humanas.
4. Que tens dado e estás disposto a dar? Parece-me que a missão da Igreja e dos sacerdotes é muito mais do que humanizar a sociedade, vai além disso, pede-nos que partamos ao encontro das necessidades e angústias espirituais dos homens deste tempo e deste contexto cultural. Para isso preciso de me inculturar, de me adaptar-me, de tomar consciência da relatividade e da transitoriedade de certas formas de ser e de estar e fixar-me no essencial que é Cristo.
5. Que santo ou faceta da vida e espiritualidade da Ordem Carmelita mais valorizas e porquê? Todos os santos do Carmelo nos dão uma força impulsionadora para podermos chegar mais facilmente à oração e contemplação. De todos eles tenho uma maior predilecção por S. João da Cruz por ser, talvez o que mais me questiona e desafia, até pela dificuldade em o entender.
6. Que lema gostarias de adoptar para o teu ministério sacerdotal? Recordo-me muitas vezes deste versículo do Salmo 116, 14: «Cumprirei as minas promessas ao Senhor na presença de todo o povo». Eu também gostaria de dizer: O que prometo diante de vós, diante de Vós o quero cumprir.
7. Quais os principais desafios dum sacerdote e carmelita nos dias de hoje? Os principais desafios dum sacerdote e carmelita nos dias de hoje são o de se dedicar incondicionalmente ao povo de Deus, tetemunhando o Deus vivo e sendo um verdadeiro ministro de Deus.
8. O que é que te dá medo? Um dos meus orientadores espirituais, em Angola, dizia-me que as crises no ministério sacerdotal aparecem e são de diferentes naturezas consoante as idades. Normalmente relacionam com os conselhos evangélicos, mas confio na graça de Deus que estará sempre comigo para ser fiel ao Senhor, mas não deixo de sentir medos.
9. O que é que te dá segurança e esperança para ires em frente com passo firme e determinado? Cristo foi sempre o meu caminho, o lugar seguro onde sempre encontrei repouso e por isso estou certo que assim como Ele nunca faltou, também não me faltará. Conheço as minhas fragilidades e por isso conto com os braços da Virgem do Carmo e com a ajuda do glorioso S. José para que assim como protegeram o Menino Jesus em seu braços, me protejam a mim também.
10. Que mensagem queres deixar aos jovens da tua geração? Um dos sinais vocacionais verifica-se no desejo ardente de servir, de forma generosa e desinteressada. Num mundo materialista e interesseiro, verificar que há alguém que serve de forma generosa e gratuita, ou seja, ao jeito de Jesus, é sinal de chamamento e interpelação.
Na verdade, aos adolescentes e jovens chamados para seguir o Senhor Jesus no ministério ordenado ou na vida religiosa é necessário disponibilidade de serviço, grandeza de alma para abraçar os ideais do Evangelho e responder às necessidades de cada tempo. Os chamados vão clarificando e consolidando a sua vocação mediante a oração, o acompanhamento espiritual, o estudo e a docilidade ao Espírito.
Se um(a) jovem evidencia este desejo ardente de servir, de se dar e disponibilizar para as necessidades da Igreja, merece ser apoiado pela família e demais cristãos sensíveis à voz do Senhor que continua a chamar. Sede corajosos se Ele vos bater à porta.
fr. Daniel Jorge
O Espírito do Senhor está sobre mim
(Frei João Rego)
O site Carmelitas.pt propôs aos novos sacerdotes carmelitas um inquérito. Eis a resposta do Frei João Rego:
3. Que tens recebido da Ordem Carmelita e da Igreja e esperas continuar a receber? A espiritualidade, a fraternidade, o testemunho.
4. Que tens dado e estás disposto a dar? O melhor de mim mesmo e o que Deus me quiser dar.
5. Que santo ou faceta da vida e espiritualidade da Ordem Carmelita mais valorizas e porquê? Na espiritualidade carmelita destacaria a centralidade do Amor, omnipresente na vida e doutrina nos nossos santos.
6. Que lema gostarias de adoptar para o teu ministério sacerdotal? «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos, a proclamar o ano da graça do Senhor» (Lc 4, 18-19)
7. Quais os principais desafios dum sacerdote e carmelita nos dias de hoje? Anunciar o Evangelho ao mundo de hoje, numa linguagem credível e inteligível. Levar os homens ao encontro pessoal com Cristo.
8. O que é que te dá medo? Neste momento, nada.
9. O que é que te dá segurança e esperança para ires em frente com passo firme e determinado? O facto de ir muito bem acompanhado.
10. Que mensagem queres deixar aos jovens da tua geração? “Quem a Deus tem nada lhe falta. Só Deus basta.” (S. Teresa)
Fr. João Rego
Amar é dar-se a si mesmo
(Frei Marco Caldas)
O site Carmelitas.pt propôs aos novos sacerdotes carmelitas o seguinte inquérito: 1. Que sentimentos experimentas ao aproximar-se o dia da tua ordenação presbiteral? 2. A quem gostarias mais de agradecer o percurso feito até este momento? 3. Que tens recebido da Ordem dos Carmelitas e da Igreja e esperas continuar a receber? 4. Que tens dado e estás disposto a dar? 5. Que santo ou faceta da vida e espiritualidade da Ordem Carmelita mais valorizas e porquê? 6. Que lema gostarias de adoptar para o teu ministério sacerdotal? 7. Quais os principais desafios dum sacerdote e carmelita nos dias de hoje? 8. O que é que te dá medo? 9. O que é que te dá segurança e esperança para ires em frente com passo firme e determinado? 10. Que mensagem queres deixar aos jovens da tua geração? Eis a resposta do Frei Marco Caldas:
Nestes momentos experimento uma imensa alegria por ter concluído mais uma etapa do projecto que Deus desenhou para mim e por dar inicio a outra com a ordenação sacerdotal.
A minha gratidão vai em primeiro lugar para os meus pais, pelo apoio incondicional que sempre me deram.
Da Ordem dos Carmelitas Descalços recebi a abertura, acolhimento e disponibilidade para me ajudarem na realização vocacional e missionária a que o Senhor me chamou.
Espero, agora, dar tudo o que sou e tenho. E como diz Santa Teresinha do Menino Jesus, dar "até à última gota de sangue".
Santa Teresinha do Menino Jesus tem sido a minha grande mestra e referência de vida. Foi a sua espiritualidade missionária e o seu desejo de entrega total que me levou a descobrir e a optar por esta família dos carmelitas descalços.
Também, me inspiram as palavras da Santa de Lisieux ao pensar num lema sacerdotal: «Amar é tudo dar e dar-se a si mesmo».
A principal missão que tenho e temos pela frente é a de nos pormos à procura de Deus, conhecer a Sua vontade, amá-Lo e ajudar muitos outros a reconhecê-lo também a fim de alcançar a «estatura» de cristãos adultos.
Ao acolher o dom da vocação sacerdotal, tenho medo de ficar pela mediocridade, de não abraçar os grandes ideais do Evangelho, de dar seguimento à vocação missionária para a qual me sinto chamado.
No meio destes medos e dúvidas, tenho a certeza que Deus nunca me abandonou e nunca me abandonará.
Ao jovens, gostaria de dizer: está na hora de deixar de ter medo de um Deus tão amigo e tão terno.
Fr. Marco Caldas
Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo...
(O Frei Noé é o mais próximo na fotografia)
O site Carmelitas.pt propôs aos novos sacerdotes carmelitas o seguinte inquérito: 1. Que sentimentos experimentas ao aproximar-se o dia da tua ordenação presbiteral? 2. A quem gostarias mais de agradecer o percurso feito até este momento? 3. Que tens recebido da Ordem dos Carmelitas e da Igreja e esperas continuar a receber? 4. Que tens dado e estás disposto a dar? 5. Que santo ou faceta da vida e espiritualidade da Ordem Carmelita mais valorizas e porquê? 6. Que lema gostarias de adoptar para o teu ministério sacerdotal? 7. Quais os principais desafios dum sacerdote e carmelita nos dias de hoje? 8. O que é que te dá medo? 9. O que é que te dá segurança e esperança para ires em frente com passo firme e determinado? 10. Que mensagem queres deixar aos jovens da tua geração? Eis a resposta do Frei Noé:
Ao aproximar-me o dia da minha ordenação, sinto um grande nervosismo e o sentido da responsabilidade à espera do meu sim e da minha entrega total ao Senhor que me chama. Sei e tenho certeza de que Ele chama por mim pelo meu nome e espera pelo meu sim generoso. Gostaria de agradecer, à Ordem dos Carmelitas Descalços e a todos aqueles que me abriram a porta e me deram a oportunidade de dizer Sim a Deus e continuar a procurá-l’O de maneira especial na vida consagrada no Carmelo Descalço. Agradeço o apoio e a oração de todos, em especial da minha família, dos meus pais, irmãos e sobrinhos que não se cansam de rezar dia e noite por mim.
Agora, ao fazer parte desta família religiosa, fundada por santa Teresa de Jesus, tenho consciência de que estou a fazer parte duma família que tem dado à Igreja um grande testemunho de vida e de oração. Nesta Ordem, cujo hábito é da Virgem do Carmo, muitos se santificaram e continuam a rezar e a oferecer a vida pela santificação dos outros. Todos queremos continuar a fazer o bem, sobretudo através da oração, tendo presentes as intenções da Igreja, do Santo Padre, de todas as vocações e de todo o povo santo de Deus.
Sinto uma grande responsabilidade para com o Senhor e todos aqueles que acreditam em mim e continuam a confiar no meu desejo de seguir o caminho do Mestre através do estímulo e experiencia dos grandes santos: Teresa de Jesus, João da Cruz, Teresa do Menino Jesus, Teresa Benedita da Cruz, Isabel da Trindade e muitos outros.
Tenho recebido muita coisa desta Ordem. A pedagogia da oração, o encontro com Aquele que ora e nos ensina a orar foi o grande tesouro que aqui encontrei. O método carmelitano da oração, a vivência fraterna e a partilha generosa e alegre são outros valores que aqui aprendi. S. João da Cruz recorda-me muitas vezes: “Há que se dirigir tudo para Cristo”, “Ponhamos os olhos só n’Ele”. De Santa Teresa gravei em mim estas palavras: “andar na verdade com humildade”, uma verdade enraizada em Cristo. Aqui tenho-me exercitado a escutar a voz de Cristo. Nas dificuldades que reencontrei sempre caminho, tive, e espero continuar a ter, mestres e irmãos que me acompanharam e ajudaram a seguir os passos de Cristo. Escutar e abrir o meu coração ao plano de Deus, determinar-me a caminhar com Ele e a servir a sua Igreja em pobreza, castidade e obediência é o meu grande desejo. Consagrar-me ao serviço dos outros levando-lhe o testemunho do Deus vivo.
A leitura e meditação das obras dos santos carmelitas tem sido uma ajuda constante na compreensão da minha caminhada como cristão e religioso carmelita, no conhecimento e seguimento de Jesus. S. João da Cruz é o mestre que mais admiro. Ele é o meu director como o foi de Santa Teresa, nossa mãe e fundadora. Dirigiu muitas almas para Deus e continua a orientar, hoje, por nosso intermédio, muitos homens e mulheres para Deus através dos seus escritos e doutrinas.
A minha escolha como lema do meu ministério é esta expressão de S. Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo…». Pedro, na dúvida, na queda, nas incertezas e em tudo o que imaginava e pensava sobre a vontade do Senhor, pediu para ir com ter com Ele, pediu para que ser fortalecido na fé. Assim também eu, identifico-me muito com o apóstolo.
Encaro os desafios dos dias de hoje com serenidade e exigência. O Senhor está connosco. A experiencia de Jesus, na oração, «estando muitas vezes a sós, com Aquele que sabemos que nos ama», como diz S. Teresa de Jesus, é o sustento da vida carmelita e sacerdotal. Por isso, peço ao Senhor que me fortaleça com a Sua graça para caminhar sempre de bem em melhor como seu sacerdote, seu escolhido. Que eu seja seu testemunho «até aos confins do mundo».
Tenho confiança na ajuda de todo o povo de Deus, que pela sua oração, sustém e apoia aqueles que o Senhor chama. Também confio nos irmãos que o Senhor pôs no meu caminho na vida religiosa de carmelita descalço, sem esquecer a presença incondicional da família que me deu a vida e ensinou a caminha em fé, os meus pais e irmãos.
Aos jovens de hoje queria deixar, mais do que um desafio, um convite a descobrir na vida a beleza do encontro com Cristo. Ele fala a partir dos irmãos, do próximo e a partir dos acontecimentos da vida de cada dia. Fiquem atentos à Sua voz. Talvez Ele tenha algo mais importante para convosco. Escutai atentamente a Sua voz que chama a ser seus instrumentos para que a sua Boa Nova chegue a todos os povos.
Frei Noé de Santa Teresa Benedita da Cruz
Basta-te a minha graça!
(O Frei Nuno é o mais distante na fotografia)
O site Carmelitas.pt propôs aos novos sacerdotes carmelitas o seguinte inquérito: 1. Que sentimentos experimentas ao aproximar-se o dia da tua ordenação presbiteral? 2. A quem gostarias mais de agradecer o percurso feito até este momento? 3. Que tens recebido da Ordem dos Carmelitas e da Igreja e esperas continuar a receber? 4. Que tens dado e estás disposto a dar? 5. Que santo ou faceta da vida e espiritualidade da Ordem Carmelita mais valorizas e porquê? 6. Que lema gostarias de adoptar para o teu ministério sacerdotal? 7. Quais os principais desafios dum sacerdote e carmelita nos dias de hoje? 8. O que é que te dá medo? 9. O que é que te dá segurança e esperança para ires em frente com passo firme e determinado? 10. Que mensagem queres deixar aos jovens da tua geração? Eis a resposta do Frei Nuno Pereira:
Neste momento da preparação para a minha ordenação sacerdotal sinto-me em paz; quero agradecer ao meu Deus que me acompanhou com a sua graça, à minha família, aos Padres dos Seminários de Timor, às Irmãs Carmelitas Descalças de Timor, aos Padres Jesuítas, aos nossos Padres Carmelitas Descalços e Irmãs Carmelitas Descalças em Portugal, e todas as pessoas que me ajudaram até este momento. Neste meu percurso recebi a formação académica, espiritual, pastoral e humana tanto nos carmelitas e como na Igreja. Continuo a contar com a sua ajuda para melhor servir o povo de Deus e espero a continuar a receber formação e experiência necessárias para responder às necessidades dos homens deste século.
Santa Teresa de Jesus é a figura do Carmelo e da Igreja que mais me tem acompanhado, porque a sua doutrina sobre a oração e o caminho ao interior a que nos chama tem-me ajudado a fazer este caminho de encontro comigo mesmo e com o verdadeiro Deus.
Sempre ecoou na minha mente esta afirmação de S. Paulo que Santa Teresinha reafirmou: Basta-te a minha graça (2 Cor 12,9), porque tudo é graça (Santa Teresinha do Menino Jesus)… e este serão os meus lemas para o meu ministério sacerdotal.
Sonho ser verdadeira testemunha do amor de Deus e do Evangelho de Cristo. E sê-lo a partir da espiritualidade sacerdotal e carmelita, pois assim poderei responder carismaticamente às questões mais profundas dos homens de hoje.
Confesso o medo de não responder ao seu amor e à sua graça até ao fim, mas a minha confiança na sua graça dá-me a esperança e a segurança necessárias para ir em frente.
Para os jovens de hoje, gostaria de pedir: se sentirdes o chamamento de Deus à vida religiosa e/ou sacerdotal no vosso interior, acolhei-o pois vale a pena de lançar as suas redes para “outra margem”.
Fr. Nuno Pereira
Nós vos louvamos ó Stella Maris! Nós vos louvamos ó Stilla Maris!
Julho é o mês de Nossa Senhora com o doce título do Carmo. Dezasseis é o seu dia, e este o seu domingo. O Monte Carmelo é louvado na Bíblia pela sua beleza e também por causa dela sempre foi tido e estimado como sagrado. Oitocentos anos antes de Cristo viveu ali Elias, que o procurou e nele se acoitou como o último refúgio de fidelidade ao Deus único e verdadeiro.
Nos dias de Elias o Carmelo foi lugar de encontros únicos entre o Senhor e o seu povo. Ainda hoje o Monte Carmelo guarda a memória do Profeta que ali viveu abrasado de zelo pelo Deus vivo e a da Virgem Maria que ali se revelou como Stella e Stilla Maris!
A memória do Profeta Elias distendeu-se pela suavidade dos declives e regatos do Monte Carmelo até à gesta das Cruzadas que por fim, cansados da vida e quem sabe do sem sentido do combate militar, se refugiaram nas covas daquele monte belo e sereno. Depostas as armas sanguinárias ali viveram muitos anos juntamente com outros tantos peregrinos que abandonaram as correrias da vida e a dureza do pó dos caminhos. Por fim, nos inícios do século XIII constituíram uma família religiosa: a Ordem de Maria, a quem o Patriarca Alberto de Jerusalém deu uma Regra, em 1209.
O Monte Carmelo é um monte emblemático da Palestina. Não passa duma pequena colina que se eleva como uma estrela sobre o Mar Mediterrâneo e se destaca da planície da Galileia nas proximidades de Nazaré, onde viveu Maria que «tudo conservava em seu coração». Por essa razão os irmãos da Ordem de Maria, a Senhora do Monte Carmelo, escolheram-na como Padroeira e Mãe dos contemplativos porque a sua vida de atenção a Jesus resumia o ideal da contemplação.
Crê-se, embora sem fundamento, que a proximidade entre o Carmelo e Nazaré possibilitou a vinda da Virgem que ali visitava os seguidores do Profeta; e também se diz que a Sagrada Família igualmente os distinguia com a sua visita para com eles permanecer em doces colóquios.
No séc. XVI, São João da Cruz e Santa Teresa de Jesus regressaram à fonte, ao Monte Carmelo das nossas origens, e propuseram a caminhada até ao Carmelo como o sinal do caminho até Deus.
E nós, Carmelitas, precisamente no dia da Senhora do Carmo, e também no seu Domingo, pedimos que graças à intercessão da Virgem Maria, a Stella Maris e Stilla Maris, caminhemos até Cristo, o verdadeiro monte da salvação.
Na sequência do I Carmicoque do Carmo Jovem, realizado no passado dia 4 de Julho, rebaptizamos a Capela do Seminário deste Convento do Carmo de Viana do Castelo com o nome de [Capela] Stilla Maris. Alguns mirando o inusitado do nome creram que me enganara, e que deveria ter dito Stella Maris. Mas não, era mesmo Stilla.
Sim, à Virgem Maria, a Senhora do Carmo, chamamos-lhe nós, Carmelitas, com especial devoção, a Stella Maris.
Os primeiros eremitas do Monte Carmelo distiguiram-se pela sua profunda devoção a Nossa Senhora, e é deles a interpretação da pequenina nuvem que o criado de Elias viu subir do mar como um símbolo da Virgem Santa.
E tal como os antigos marinheiros liam as estrelas para adivinhar o rumo que haveriam de tomar no mar, assim Maria – a Stella ou Estrela do Mar – nos guia pelas águas difíceis do mundo até ao porto seguro que é Cristo. E quando a doçura do Carmelo foi amargurada pelas invasões dos sarracenos, tiveram então os Carmelitas de fugir dali em direcção à Europa donde eram provindos. Na última tarde, antes do último embarque, reunidos os últimos na pequenina Capelinha da Senhora do Carmelo, cantaram-lhe a Salve Regina, e, diz-se, ela lhes apareceu gloriosa prometendo-lhes que seria sempre a sua e nossa Estrela do Mar.
O nome de Stilla Maris é mais modesto mas não menos significativo. Provém do mesmo levezinho movimento daquela nuvenzinha branca do tamanho da palma duma mão humana que, depois de anos de seca, foi avistada desde o Monte Carmelo a elevar-se do mar. Era pequenina como uma stilla. Porém, era bastante para ser promessa de abundância de vida.
Aquela nuvenzinha avistada no horizonte depois de muita oração insistente é também ela símbolo da Virgem, que qual pequena gotinha se eleva do mar salgado da humanidade. Ela é mulher do seu povo e razão da nossa esperança: eleva-se cheia de graça do mar revolto em desgraças; pequenina como uma stilla de água do mar é contudo branca e pura como a água fresca. Só dela, pequenina e pura, poderia brotar o ámen iniciador da nossa Salvação. Por isso, nós vos louvamos e agradecemos, ó Stella-Estrela do mar! Nós vos louvamos e agradecemos, ó pequenina Stilla-Gotinha do mar!
Chama do Carmo I NS 119 I Julho 17 2011
Nos dias de Elias o Carmelo foi lugar de encontros únicos entre o Senhor e o seu povo. Ainda hoje o Monte Carmelo guarda a memória do Profeta que ali viveu abrasado de zelo pelo Deus vivo e a da Virgem Maria que ali se revelou como Stella e Stilla Maris!
A memória do Profeta Elias distendeu-se pela suavidade dos declives e regatos do Monte Carmelo até à gesta das Cruzadas que por fim, cansados da vida e quem sabe do sem sentido do combate militar, se refugiaram nas covas daquele monte belo e sereno. Depostas as armas sanguinárias ali viveram muitos anos juntamente com outros tantos peregrinos que abandonaram as correrias da vida e a dureza do pó dos caminhos. Por fim, nos inícios do século XIII constituíram uma família religiosa: a Ordem de Maria, a quem o Patriarca Alberto de Jerusalém deu uma Regra, em 1209.
O Monte Carmelo é um monte emblemático da Palestina. Não passa duma pequena colina que se eleva como uma estrela sobre o Mar Mediterrâneo e se destaca da planície da Galileia nas proximidades de Nazaré, onde viveu Maria que «tudo conservava em seu coração». Por essa razão os irmãos da Ordem de Maria, a Senhora do Monte Carmelo, escolheram-na como Padroeira e Mãe dos contemplativos porque a sua vida de atenção a Jesus resumia o ideal da contemplação.
Crê-se, embora sem fundamento, que a proximidade entre o Carmelo e Nazaré possibilitou a vinda da Virgem que ali visitava os seguidores do Profeta; e também se diz que a Sagrada Família igualmente os distinguia com a sua visita para com eles permanecer em doces colóquios.
No séc. XVI, São João da Cruz e Santa Teresa de Jesus regressaram à fonte, ao Monte Carmelo das nossas origens, e propuseram a caminhada até ao Carmelo como o sinal do caminho até Deus.
E nós, Carmelitas, precisamente no dia da Senhora do Carmo, e também no seu Domingo, pedimos que graças à intercessão da Virgem Maria, a Stella Maris e Stilla Maris, caminhemos até Cristo, o verdadeiro monte da salvação.
Na sequência do I Carmicoque do Carmo Jovem, realizado no passado dia 4 de Julho, rebaptizamos a Capela do Seminário deste Convento do Carmo de Viana do Castelo com o nome de [Capela] Stilla Maris. Alguns mirando o inusitado do nome creram que me enganara, e que deveria ter dito Stella Maris. Mas não, era mesmo Stilla.
Sim, à Virgem Maria, a Senhora do Carmo, chamamos-lhe nós, Carmelitas, com especial devoção, a Stella Maris.
Os primeiros eremitas do Monte Carmelo distiguiram-se pela sua profunda devoção a Nossa Senhora, e é deles a interpretação da pequenina nuvem que o criado de Elias viu subir do mar como um símbolo da Virgem Santa.
E tal como os antigos marinheiros liam as estrelas para adivinhar o rumo que haveriam de tomar no mar, assim Maria – a Stella ou Estrela do Mar – nos guia pelas águas difíceis do mundo até ao porto seguro que é Cristo. E quando a doçura do Carmelo foi amargurada pelas invasões dos sarracenos, tiveram então os Carmelitas de fugir dali em direcção à Europa donde eram provindos. Na última tarde, antes do último embarque, reunidos os últimos na pequenina Capelinha da Senhora do Carmelo, cantaram-lhe a Salve Regina, e, diz-se, ela lhes apareceu gloriosa prometendo-lhes que seria sempre a sua e nossa Estrela do Mar.
O nome de Stilla Maris é mais modesto mas não menos significativo. Provém do mesmo levezinho movimento daquela nuvenzinha branca do tamanho da palma duma mão humana que, depois de anos de seca, foi avistada desde o Monte Carmelo a elevar-se do mar. Era pequenina como uma stilla. Porém, era bastante para ser promessa de abundância de vida.
Aquela nuvenzinha avistada no horizonte depois de muita oração insistente é também ela símbolo da Virgem, que qual pequena gotinha se eleva do mar salgado da humanidade. Ela é mulher do seu povo e razão da nossa esperança: eleva-se cheia de graça do mar revolto em desgraças; pequenina como uma stilla de água do mar é contudo branca e pura como a água fresca. Só dela, pequenina e pura, poderia brotar o ámen iniciador da nossa Salvação. Por isso, nós vos louvamos e agradecemos, ó Stella-Estrela do mar! Nós vos louvamos e agradecemos, ó pequenina Stilla-Gotinha do mar!
Chama do Carmo I NS 119 I Julho 17 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Missa Nova do Frei João Rego
Com a unção das mãos ainda fresca e com o coração muito cheio de alegria, o frei João Rego, novo sacerdote carmelita, celebrou hoje Missa Nova na nossa Igreja do Carmo de Viana do Castelo. Começou a celebração recordando que só presidia, mas que o centro era Cristo. A celebração decorreu às 16:00h e chamou muitos familiares e amigos, de dentro e fora do país. Estiveram ainda presentes os outros quatro neo-sacerdotes com ele ontem ordenados.
A cerimónia decorreu cheia de unção e alegria muito bem suportada pelo rosto alegre do jovem sacerdote e de outros muitos jovens que o rodearam para o ajudar a cantar Missa!
Estiveram também presentes sacerdotes carmelitas e diocesanos, que, juntamente com a família, Deus e os amigos ajudaram a construir o ícone da amizade.
No final da Eucaristia o Padre Provincial Joaquim Teixeira tomou a palavra para saudar a assembleia, particularmente o Padre João Rego e os outros neo-sacerdotes, as famílias de ambos, os seus párocos e professores. Chamou depois ao presbitério os seus pais e abraçou-os a eles e ao seu pároco, em sinal de profunda comunhão e gratidão.
O Padre João Rego é natural do morto, mas residente desde a infância na Paróquia da Meadela, Viana do castelo.
Da sua primeira homilia como sacerdote registamos:
- O Senhor é semeador e tem nas mãos só boa semente. E tudo o que faz faz sempre bem.
- Alguns, porém, na calada da noite, gostam de semear jóio por entre a semente boa de Deus.
- Quando ambos crescem Deus impede que se arranque o jóio. Isto é, impede a nossa tentação de criarmos um mundo de perfeitos e uma sociedade de perfeitos. Mas será que nós, que tanto jóio queremos arrancar, sabemos distinguir as boas das más plantas?
- Façamos antes como Jesus que preferiu aproximar-se do jóio do seu tempo e entrar em suas casas, falar-lhe e com ele conviver ao ponto de também Ele ser considerado jóio e ser condenado por isso.
- Os resultados estão à vista: só Deus pode separa o mal do bem, o trigo do jóio. Não nos punhamos no lugar de Deus decidindo quem se salva e quem não. Aprendamos o olhar de Jesus que não teve medo de se aproximar do jóio da sociedade.
- O encontro com Jesus transforma por dentro e não apenas por fora. Nós somos mais atreitos a mostrar o fora, mas Jesus muda também por dentro. A sociedade perfeita começa por dentro de cada um de nós quando preferimos não arrancar o jóio.
- A nossa vida é como a semente que cresce e se torna árvore e acolhe muitos pássaros: é aí que se torna possível a mudança da sociedade.
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