Somos Carmelitas Descalços, filhos de Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, Ordem dos Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, Senhora do Sim, nossa Mãe e nossa Irmã, em Viana do Castelo, Alto Minho, Portugal, a viver «em obséquio de Nosso Senhor Jesus Cristo e a servi-l’O de coração puro e consciência recta».
sábado, 29 de outubro de 2011
Espaço Teresinha
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Espaço E
Ainda antes da abertura do Ano Pastoral abriu o Espaço E. Ficou ali, de porta aberta. Uma chama ardente. Um Bíblia rente ao chão. Duas cadeiras. Se tudo estiver fechado, o EE abre-se. Está aberto no tempo de calor e no tempo de frio. É sempre quente mesmo quando nos sabe bem o seu frescor. Ali pode-se descansar, ler ou rezar. Ou ficar. À espera. A descansar. O EE tem calor. Tem calma. É sereno. Não tem mais regras que a de usar e deixar igual. E voltar se se quiser.
Obrigado a quem tanto fez para que o EE fosse um E bem aberto!
Obrigado a quem tanto fez para que o EE fosse um E bem aberto!
sábado, 22 de outubro de 2011
Celebração de acção de graças pelas bodas de ouro de Profissão Religiosa
Amanhã, em Avessadas, Marco de Canavezes, será um grande dia de festa. Especialmente no Santuário do Menino Jesus, fundado que foi neste dia de há cinquenta anos. Também ali celebraremos as Bodas de Ouro dos dois religiosos vivos, que professaram nesse dia: o Frei António da Virgem do Minho e o Frei Manuel do Divino Salvador. Ambos de Viana do Castelo.
Amanhã em Avessadas, hoje em Viana. O dia foi deles. O dia foi inteiramente deles, mas foi deles especialmente a coroa: a Eucaristia, a que presidiu o conventual da casa, o Frei António. O Frei Manuel concelebrou com ele, e a restante comunidade também. Na homilia o Frei António recordou sábias palavras do Bem-aventurado João Paulo II sobre a consagração religiosa, e no final o Frei Manuel derramou sobre nós palavras de gratidão à família, ao Seminário e aos formadores. No fim houve palmas, abraços e sorrisos de parte a parte, dos amigos para os homenageados e dos homenageados para os amigos. O dia encerrou no refeitório do Centro de Espiritualidade, onde, os festejados, as suas famílias e a comunidade partilharam a mesa e deram vivas à vida, consagração e saúde de ambos irmãos.
Amanhã em Avessadas, hoje em Viana. O dia foi deles. O dia foi inteiramente deles, mas foi deles especialmente a coroa: a Eucaristia, a que presidiu o conventual da casa, o Frei António. O Frei Manuel concelebrou com ele, e a restante comunidade também. Na homilia o Frei António recordou sábias palavras do Bem-aventurado João Paulo II sobre a consagração religiosa, e no final o Frei Manuel derramou sobre nós palavras de gratidão à família, ao Seminário e aos formadores. No fim houve palmas, abraços e sorrisos de parte a parte, dos amigos para os homenageados e dos homenageados para os amigos. O dia encerrou no refeitório do Centro de Espiritualidade, onde, os festejados, as suas famílias e a comunidade partilharam a mesa e deram vivas à vida, consagração e saúde de ambos irmãos.
Homilia da Missa de Abertura do Ano Pastoral
1. Caríssimos irmãos e irmãs:
Em primeiro lugar dizer-vos que ontem realizámos uma pequena reunião às 16:00h. Foi o ponto de partida para o novo Ano Pastoral desta comunidade do Carmo. Uma organização, neste caso uma comunidade cristã, tem sempre algumas actividades que estruturam a sua vida de comunhão, e por isso necessita de pessoas que lhe dêem corpo e as desenvolvam, que as estimem e acarinhem.Desde lavar o chão da nossa igreja à prática da caridade fraterna, desde a garantia dos serviços litúrgicos a outros serviços é preciso a ajuda de muitos corações. Em nome de quem servimos a todos vós quero agradecer o trabalho, o suor e dores de cabeça, a dedicação, a oração, a estima e o carinho a este rebanhinho de Jesus que somos aqui no Carmo.
2. Ontem não éramos muitos, talvez uns trinta. Foi com algum humor, e até com sorrisos, que nos demos conta que somos tão pequenos e tão fraquinhos.
Eu dou graças a Deus pelas comunidades cristãs grandes, muito bem organizadas e espectaculares nos serviços que proporcionam. Aqui, porém, somos pequeninos. Aqui apoiamo-nos ora num coxo ora num careca, num meio cego, e quase todos cansados e moídos pela vida, mas todos com vontade de dar, de ajudar, de servir. É isto que eu hoje rezo, é isto que agradeço a Jesus: a dádiva que me dais para bem servir. Vejo-vos com vontade de serdes uma pedrinha capaz no edifício desta Comunidade. Se olharmos para esta nossa igreja vemos que as pedras que aqui se encontram umas são mais bonitas que outras, umas enormes outras já estragadas, umas mais escondidas outras mais trabalhadas, umas estão na base outras são tão pequeninas que se escondem na argamassa, umas lá no tecto outras são lajes onde colocamos os pés. Enfim, todos temos lugar e função neste edifício. Sim, cada um de nós tem aqui um lugar!
Ontem recomeçámos o caminho com Jesus de forma comunitária e mais organizada. Coragem para a nova caminhada pastoral com Jesus, nosso amigo e bom pastor!
3. Começámos com humor, a sorrir e a rezar pela nossa pequenez e fragilidade. Assim começámos, assim continuemos.
4. A segunda meditação que quero partilhar convosco é sobre a santidade de Teresa de Jesus, nossa mãe. Ontem, dia 15, foi o seu dia. Aqui está ela, connosco, representada nesta sua bela imagem.
Na sala da Comunidade temos uma agenda. Na página do dia de ontem, um dos padres escreveu: Santa Teresa de Jesus: Grande Mulher! Grande Mulher! Grande Mulher!
Eu não podia calar hoje na nossa celebração o seu nome e a sua vida santa! A nós que habitamos a sua casa e a vós todos que aqui rezais, a todos nós seus filhos, deixai que diga: Que grande mulher temos por mãe!
Porém, quando fala de si mesma, apenas diz: Sou muito pequena e tão ruim!
Uma coisa é certa: viveu há quinhentos anos e continuamos a fazer memória dela. Quantos viveram há cinco séculos e ainda se faz memória deles?
5. Santa Teresa de Jesus viveu num tempo em que as mulheres tinham um estatuto de… quer dizer, não tinham estatuto! Não podiam falar, não podiam pregar, não podiam ensinar, não podiam dizer nada na Igreja nem na sociedade. Podiam ter filhos e pouco mais. Porém a memória de Teresa de Jesus estendeu-se pelos séculos fora, porque algo fez de grande e de invulgar. Por que não podia falar, escreveu. Por que não podia ensinar, juntou mulheres que educou e ensinou-lhes a sabedoria de Deus. Por que não podia pregar e defender a fé, rezou. Por que não podia ajudar a Igreja com a força dos varões, dedicou-se a uma especial relação de amizade com Deus – que é a oração – juntamente com as suas irmãs. Ajudou-as a ser mulheres e a crescer na fé, e juntas, desde os seus mosteiros, rezando, defenderam a Igreja do seu tempo. Rezaram corajosamente, intensamente, por aqueles que ensinavam, pelos que pregavam, governavam e cuidavam da Igreja e das nações. Onde quero chegar? Aqui, nada mais que aqui: ontem e hoje e em qualquer tempo, cada um e cada uma tem o seu lugar na Igreja. Talvez ao procurarmos já encontremos doze pessoas sentadas num banco de três! Talvez na busca não encontremos exactamente o lugar confortável que desejávamos, porém cada um de nós tem lugar no coração de Deus e no coração da Igreja. Talvez procuremos um trono, mas já não será mau se encontrarmos lugar para nos sentarmos aos pés do Mestre. Sentemo-nos, pois aí. Esse é o melhor lugar: e não nos será tirado!
6. A vida de Santa Teresa de Jesus mostra-nos que na Igreja todos têm lugar. E por vezes é um lugar inesperado. Pergunto-me: Quantos de nós já se questionaram sobre o seu lugar, ou melhor, pelo lugar em que Deus o quer? Quantos?... Quantos estamos dispostos a ocupar o lugar que Deus tem reservado para cada um? Ou não será mais fácil, por vezes, não chegar a ocupá-lo?
Teresa encontrou um lugar na Igreja. E como brilhou a Luz desde o coração e o lugar de Teresa!
7. Li ontem uma carta do Cardeal Albino Luciani, futuro João Paulo I. Uma carta que publicou dirigindo-a Santa Teresa de Jesus. Gostaria de a ler toda aqui, mas não posso. Dizia ele recordando um dito da nossa Santa: «Teresa sozinha não vale nada. Teresa e um euro – ela diz um maravedi – vale menos que nada. Teresa um euro e Deus, pode tudo.»
Com Deus Teresa pode tudo e nós tudo podemos! Não fiquemos sozinhos, façamos comunidade com os irmãos e com Deus e tudo poderemos! Oxalá tenhamos o eurito para a sopa, que o Senhor não nos falhará com o resto. Não nos faltará a sua graça, a sua bênção, a sua vida: e com Ele tudo poderemos! Não vale a pena ficarmos sós em casa a choramingar e lamber as feridas. Façamos comunhão. Aqui, no Carmo, nós e alguns leigos, havemos de ajudar a caminhar com Jesus, como Igreja sua. Quem quiser não ficar só pode juntar-se a nós. Aviso desde já: somos muito fraquinhos, muitos fraquinhos. Não mostro o que não somos. Mas, olhai, apesar de ruins e fraquinhos, mesmo coxos ou mancos, iremos andando ao encontro do Senhor, com a graça de Deus.
8. Gostava de partilhar algo do meu entendimento da Palavra de Deus que hoje escutámos juntos. Dizer-vos que na Segunda Leitura escutámos o início do primeiro escrito do Novo Testamento. (Quando abrimos o Novo Testamento a primeira coisa que encontramos são os Santos Evangelhos. Porém, não foram os primeiros a ser escritos.) O primeiro texto inspirado foi a Carta do Apóstolo Paulo aos cristãos da cidade portuária de Tessalónica. Foi escrita vinte anos depois da morte de Jesus.
Quando Paulo sentiu o impulso de evangelizar aqueles que não eram Israel, dirigiu-se em primeiro lugar aos homens e mulheres de Tessalónica. Ficou lá menos de um mês, porque, entretanto, atentaram contra a sua vida e teve de fugir. Um mês dá para muito pouco. Ainda assim, naqueles poucos dias Paulo baptizou um punhado de homens e mulheres.
Agora aquela era uma comunidade apaixonada e intensa, mas Paulo não sabia julgando-a muito instável e frágil!
Um dia Timóteo visita Paulo que vive noutra cidade, em Corinto. O Apóstolo vivia ali frustrado e abatido, coisa que também acontece aos santos. E lá ia pregando, mas, mas… não vivia feliz. Timóteo diz-lhe então: tu sabes, Paulo, que os cristãos que deixaste em Tessalónica são gente boa e dão boa conta de si e da sua fé cristã? Sabes que tiveste de fugir; mas ali vivem e rezam cristãos ardentes e muito capazes?
Paulo deu então um salto! E dum fôlego escreveu a Carta que ouviremos durante cinco Domingos. É muito bela. É uma exultação com a vitória do Evangelho, pela graça de Deus, naquela comunidade.
Deixai-me sublinhar uma palavra de Paulo no trecho de hoje. Diz o Apóstolo mais ou menos assim: Dou graças a Deus pelas maravilhas que acontecem nas vossas vidas. Quando rezo, eu dou graças a Deus por vós.
9. Deixai agora que fale o meu coração. Quero, meus irmãos, nesta eucaristia, ao lado do Padre Caetano e do Padre Carlos, meus professores – o P. Maciel e o P. Silvino não puderam estar – ladeado por deles quero dizer-vos, por mim e por eles, que com eles apreendi: também eu, também nós, damos muitas graças a Deus por vós. Tenho pais, irmãos e sobrinhos. Mas em primeiro lugar dou graças a Deus por vós. Na minha oração, na nossa oração comunitária, nós damos muitas graças a Deus por vós, nós alegramo-nos e agradecemos as maravilhas que Deus vai fazendo em vós e por vós nas vossas famílias. Sim, irmãos e irmãs, a mim o que me faz sorrir e o que me faz andar para a frente é a vossa vida, a vida das vossas famílias, os vossos anseios de crescer, o desejo de juntos sermos fiéis ao Senhor, de amarmos o seu Evangelho, de sermos irmãos, de rezarmos em comum, de nos amimamos uns outros, de sairmos lá para fora sem ir de boca fechada e anunciarmos o mistério da salvação que aqui sempre renovamos.
Meus irmãos e irmãs:
o que a mim me alegra é a vossa vida! A vida dos que conheço e dos que não conheço. Não vos conheço a todos, mas a todos quero dizer que nós, Carmelitas desta Igreja do Carmo, nos alegramos com as vossas vidas que amam, crescem e rezam na nossa igreja, que rezam connosco, que rezam por nós, pelo bem da Santa Igreja, tal como fez e ensinou Santa Teresa Jesus.
10. Termino. Mas olho ainda a moeda que estenderam a Jesus. (Não falarei de César nem da moeda, nem da economia nem da política.) Quem está nesta moeda, perguntou Jesus? Responderam-Lhe: César. E Jesus retorquiu: dai a César o que é de César. E visto que eles eram tão religiosos mas não falavam de Deus, acrescentou: e a Deus o que é de Deus!
Caríssimos irmãos:
o discurso do dinheiro, dos impostos e das finanças é muito terra a terra. Infelizmente o discurso do dinheiro é para fazer mais dinheiro. Infelizmente o discurso dos ricos é para pensar nos ricos e no aumento das suas riquezas. É um discurso horizontal, fechado, sem abertura. Se nos seus discursos pensassem em Deus, pensariam também nos pobres que são a outra face do rosto de Deus.
Por isso, assim estamos. Fechados e pensando só em dinheiro sem sopesar que o senhor do mundo, do dinheiro e dos pobres é Ele e sempre Ele. Fechamo-nos em vez de nos abrirmos, falamos de dinheiro e esquecemos a Deus, e em consequência nós é que ficamos pobres por não O olharmos e respeitarmos o Seu rosto que são os pobres.
11. Agora sim, termino!
Que a graça deste Evangelho e desta Eucaristia nos animem a nos mostramos ao mundo e à Igreja. A nos abrimos a Deus e aos irmãos, a fim de trazermos cada vez mais Deus para a vida. Como poderemos seguir olhando o rosto dos irmãos sem vermos o de Deus? Como poderemos falar e trabalhar sem nos referirmos a Ele?
12. Que onde o mundo falhou, não falhemos nós.
Que Deus nos ampare, a nós que escutamos a sua Palavra e comungamos o seu Corpo.
Assim seja.
Frei João Costa, Prior
Carmo de Viana do Castelo, Outubro 16 2011
Chama do Carmo NS 120 Outubro 16 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Bodas de Ouro de Profissão Religiosa
A vida tem coisas inesperadas.
E não é que Sábado temos uma grande festa por aqui, no Carmo!Sim, isto é Portugal. Sim, somos Carmelitas.
Por isso, por fim, quase no fim, estamos a prepará-la.
Como convém à gente lusa de bons hábitos.
Sábado, na Eucaristia das 18:00h, nós, religiosos,
vamos dar graças a Deus
pelos 50 anos de consagração do Frei António Fernandes Gonçalves da Virgem do Minho.
Não sabes quem é?
– Deita uma olhada à foto mais uma vez.
Vais ver que o reconhecerás.
A nós se há-de juntar a sua família de sangue
e o Frei Manuel Dias Vieira da Costa do Divino Salvador,
que vem do Funchal e celebra o mesmo jubileu.
Também não sabes quem é?
– Não acredito. Vai outra vez à foto, por favor...
Eles estão lá.
Queres unir-te ao nosso louvor, na Eucaristia?
Pois bem, estás convidado.
Nestas alturas nunca somos demais para agradecer o dom da vida
e da consagração na nossa família Carmelita.
Eu sei que eles apreciariam a tua presença e a tua oração de gratidão ao Senhor.
Aqui fica o convite.
Sei que só não virás se não puderes.
Abraço e bênção.
Frei João, Prior.
Um desafio de Bento XVI!
O Papa Bento XV desafiou a que a história mostrasse factos que pudessem competir com as realizações de Santa Teresa de Jesus. Num tempo ingrato e agreste para a mulher autónoma, a Santa fundou 17 Carmelos em vinte anos, de 1562 a 1582. E ainda colaborou na fundação de dois conventos do Carmo!
Você imagina-se a dedicar vinte anos da sua vida a fundar conventos? Sabe o que custava fazer uma fundação? Sabe o que era preciso? Era preciso ter boas vocações, isto é mulheres que neles quisessem entrar consagrando-se ao Senhor! Era preciso arranjar dinheiro, que muito havia onde o gastar: em erguer fundações; contratar pedreiros que acomodassem as casas; contratar carroceiros para ir duma cidade para outra; conseguir bons confessores para as religiosas; conseguir autorizações; responder, calar ou fugir de perseguições…
Qual é o espírito necessário para se fazer uma empresa destas? Bastará a vaidade? Chegaria o reconhecimento público? — Não. Claro que não! A Santa Madre Teresa sabia que Deus a cumulava com tantas graças, que não era justo guardar só para si esse tesouro. Tinha de ser partilhado. Era por isso que não ficava sem fazer nada: era uma mulher inquieta e andarilha!
Ouçámo-la justificar-se: «O tempo fazia crescer em mim o desejo de contribuir para o bem de alguma alma; eu muitas vezes sentia-me como quem tem um grande tesouro guardado e deseja dá-lo para que todos gozassem, e ao mesmo tempo tem as mãos atadas para não poder distribuí-lo. Eu tinha a impressão de estar com as mãos atadas dessa maneira, porque eram tantas as graças recebidas naqueles anos que me pareciam mal empregues apenas em mim. Eu servia ao Senhor com minhas pobres orações e procurava que as irmãs fizessem o mesmo e valorizassem muito o bem das almas e o progresso de Sua Igreja. Quem com elas se relacionava saía edificado. E nisso se embebiam os meus grandes desejos.” [Livro das Fundações. 1, 6]
É impossível narrar todas as fundações teresianas. Baste recordar que elas foram feitas com muitas dificuldades, mas também com muita oração e determinação não somente por parte da Madre Fundadora, mas por todas aquelas monjas que participaram daqueles feitos e muitos outros amigos que também os tinha. Santa Teresa fundou mosteiros por toda a Espanha: em Ávila (1562), Medina del Campo (1567), Malagón, Valladolid (1568), Toledo, Pastrana (1569), Salamanca (1570), Alba de Tormes (1571), Segóvia (1574), Beas, Sevilla (1575), Caravaca (1576), Villanueva de la Jara, Palencia (1580), Soria (1581), Granada e Burgos (1582). Algo que sempre marcava as fundações de Santa Teresa de Jesus era a presença do Santíssimo Sacramento, em primeiro lugar. A casa só estaria realmente edificada quando o Santíssimo estivesse no sacrário.
Dos quatro grandes livros que a Santa escreveu, o Livro das Fundações é o que talvez menos se leia. É porém um livro onde a Santa Madre escolheu tratar do que acontecia com ela e com suas irmãs nas suas fundações. Escreve-o em tom de aventura e de narrativa bem contada. Nesse caso, o mais interessante é descobrir no livro as peripécias pelas quais passou, as dificuldades e até as anedotas, sempre recheadas do seu bom humor.
Você imagina-se a dedicar vinte anos da sua vida a fundar conventos? Sabe o que custava fazer uma fundação? Sabe o que era preciso? Era preciso ter boas vocações, isto é mulheres que neles quisessem entrar consagrando-se ao Senhor! Era preciso arranjar dinheiro, que muito havia onde o gastar: em erguer fundações; contratar pedreiros que acomodassem as casas; contratar carroceiros para ir duma cidade para outra; conseguir bons confessores para as religiosas; conseguir autorizações; responder, calar ou fugir de perseguições…
Qual é o espírito necessário para se fazer uma empresa destas? Bastará a vaidade? Chegaria o reconhecimento público? — Não. Claro que não! A Santa Madre Teresa sabia que Deus a cumulava com tantas graças, que não era justo guardar só para si esse tesouro. Tinha de ser partilhado. Era por isso que não ficava sem fazer nada: era uma mulher inquieta e andarilha!
Ouçámo-la justificar-se: «O tempo fazia crescer em mim o desejo de contribuir para o bem de alguma alma; eu muitas vezes sentia-me como quem tem um grande tesouro guardado e deseja dá-lo para que todos gozassem, e ao mesmo tempo tem as mãos atadas para não poder distribuí-lo. Eu tinha a impressão de estar com as mãos atadas dessa maneira, porque eram tantas as graças recebidas naqueles anos que me pareciam mal empregues apenas em mim. Eu servia ao Senhor com minhas pobres orações e procurava que as irmãs fizessem o mesmo e valorizassem muito o bem das almas e o progresso de Sua Igreja. Quem com elas se relacionava saía edificado. E nisso se embebiam os meus grandes desejos.” [Livro das Fundações. 1, 6]
É impossível narrar todas as fundações teresianas. Baste recordar que elas foram feitas com muitas dificuldades, mas também com muita oração e determinação não somente por parte da Madre Fundadora, mas por todas aquelas monjas que participaram daqueles feitos e muitos outros amigos que também os tinha. Santa Teresa fundou mosteiros por toda a Espanha: em Ávila (1562), Medina del Campo (1567), Malagón, Valladolid (1568), Toledo, Pastrana (1569), Salamanca (1570), Alba de Tormes (1571), Segóvia (1574), Beas, Sevilla (1575), Caravaca (1576), Villanueva de la Jara, Palencia (1580), Soria (1581), Granada e Burgos (1582). Algo que sempre marcava as fundações de Santa Teresa de Jesus era a presença do Santíssimo Sacramento, em primeiro lugar. A casa só estaria realmente edificada quando o Santíssimo estivesse no sacrário.
Dos quatro grandes livros que a Santa escreveu, o Livro das Fundações é o que talvez menos se leia. É porém um livro onde a Santa Madre escolheu tratar do que acontecia com ela e com suas irmãs nas suas fundações. Escreve-o em tom de aventura e de narrativa bem contada. Nesse caso, o mais interessante é descobrir no livro as peripécias pelas quais passou, as dificuldades e até as anedotas, sempre recheadas do seu bom humor.
sábado, 15 de outubro de 2011
Reunião de Abertura do Ano Pastoral
Hoje é dia de S. Teresa. Foi na tarde quente do dia desta mulher que animou a caminhar de bem em melhor que celebramos a Reunião de Abertura do Ano Pastoral do Carmo.
Não chegávamos a trinta, mas não há nisso grande mal: o Colégio Apostólico era bem menor!
Depois da oração inicial, cantada com fervor, o Prior apresentou a nova comunidade religiosa saída do último Capítulo Provincial, com especial relevo para o novo irmão: o Frei Silvino Teixeira. Apresentou depois os traços gerais do Programa de Vida e animou-nos a todos a caminhar.
Seguidamente distribuiu a brochura do referido Programa e abriu-se o debate, que não foi muito alargado. Porém, serviu para nos animarmos, para reconhecermos o quão pequeninos somos, e ainda assim muito queridos de Deus. Logo depois encerramos a reunião com uma oração a Santa Teresa,nossa mãe, e um hino que ela nos ensinou. O caminho é de bem em melhor. Amanhã celebraremos a Eucaristia de Compromisso às 11:30h.
Não chegávamos a trinta, mas não há nisso grande mal: o Colégio Apostólico era bem menor!
Depois da oração inicial, cantada com fervor, o Prior apresentou a nova comunidade religiosa saída do último Capítulo Provincial, com especial relevo para o novo irmão: o Frei Silvino Teixeira. Apresentou depois os traços gerais do Programa de Vida e animou-nos a todos a caminhar.
Seguidamente distribuiu a brochura do referido Programa e abriu-se o debate, que não foi muito alargado. Porém, serviu para nos animarmos, para reconhecermos o quão pequeninos somos, e ainda assim muito queridos de Deus. Logo depois encerramos a reunião com uma oração a Santa Teresa,nossa mãe, e um hino que ela nos ensinou. O caminho é de bem em melhor. Amanhã celebraremos a Eucaristia de Compromisso às 11:30h.
Solenidade de Santa Teresa de Jesus (A sua cronologia e a de S. João da Cruz)
Celebramos hoje a festa de S. Teresa de Jesus. Nossa mãe!
Alguém disse que o na Igreja o lugar a seguir à Mãe de Jesus é o de Teresa.
Teresa, mulher que valia por vinte homens!
Teresa, mulher que não era de se ficar sem tentar explorar todas as possibilidades.
Teresa, mulher próxima, prática, de rir e fazer rir.
Teresa, mmulher de língua sincera e caneta elegante e cortante!
Teresa, mulher inquieta,sábia, obediente, atenta.
Teresa, mulher doente, mas não pouca ou apoucada.
Hoje celebramos S. Teresa de Jesus.
Teresa que só pouco vale.
Teresa que com um maravedi vale menos que nada.
Teresa que com um maravedi e Deus tudo pode!
CRONOLOGIA
1515: Nasce Santa Teresa, em Ávila.
1522: Episódio da sua partida para «terra de mouros».
1528: Morte da sua mãe.
1529-31: Crise da adolescência. Escreve uma novela de cavalaria. Internada no Colégio de Santa Maria da Graça.
1532: Doença grave. Maturação da sua vocação religiosa.
1535: Entra no mosteiro da Encarnação.
1538-9: Nova doença grave. É dada por morta. O pai impede o funeral durante quatro dias. Vida de oração a partira da leitura do livro Terceiro Abecedário de Francisco de Osuna.
1539-1542: Longa e lenta recuperação da saúde.
1542: Nasce em Fontiveros João de Yepes, futuro São João da Cruz.
1543: Morre D. Alonso, pai de Santa Teresa.
1544-55: Vida irregular de oração com altos e baixos e distracções exteriores e sociais.
1545: Morre o pai de João de Yepes. A família fica na penúria e passa fome.
1551: A família de João emigra para Medida del Campo.
1555: Conversão de S. Teresa, diante duma imagem de Cristo «muito chagado»
1557: Encontro com São Francisco de Borja.
1559: Teresa de Jesus tem as primeiras visões de Jesus Cristo. João da Cruz estuda humanidades nos Jesuitas de Medina.
1560: Transverberação de Santa Teresa. Visão do Inferno. Primeiro encontro com São Pedro de Alcántara. Começa a ponderar a reforma da Ordem. Escreve a primeira Relação.
1562: Fundação do mosteiro de São José de Ávila. Primeira redacção do Livro da Vida.
1563-1566: Priora do mosteiro de São José. Segunda redacção do Livro da Vida. Escreve o Caminho de Perfeição.
1563: João de Yepes entra nos Carmelitas de Medina del Campo. Toma o nome de Frei João de São Matias.
1564: Inicia os estudos universitários em Salamanca.
1567: Frei João é ordenado sacerdote. A Ir. Teresa de Jesus inicia as suas viagens fundacionais. Teresa encontra-se com Frei João, que se compromete com a reforma da Ordem.
1568: Primeira fundação masculina. Em Duruelo,com Frei João da Cruz.
1568-1571: Fundações teresianas de Malagón, Valladolid, Toledo, Pastrana (frades e freiras), Salamanca e Alba de Tormes.
1571: Teresa de Jesus é nomeada priora da Encarnação de Ávila. Frei João da Cruz é nomeado primeiro reitor do Colégio de Alcalá de Henares.
1572: Teresa de Jesus chama Frei João da Cruz para confessor do mosteiro da Encarnação. Neste período Frei João colabora em várias fundações da Santa e outros trabalhos. Teresa de Jesus recebe a graça do Matrimónio Espiritual, cume do seu processo interior de união com Deus.
1573: Santa Teresa inicia a escrita do Livro das Fundações. Retoma as suas viagens fundacionais.
1575: Fundação de Sevilha.
1577: Aumentam as oposições à fundação dos Descalços. Frei João é preso pelos Calçados em Ávila e levado secretamente para o cárcere conventual de Toledo. Passa ali nove meses de cativeiro e humilhações. Teresa de Jesus escreve o Livro das Moradas.
1578: Depois do dia 15 de Agosto Frei João decide fugir. Fuga e ocultamento durante vários meses. É nomeado superior do Calvario (Jaén). Aparecem as primeiras poesias.
1579: Frei João é nomeado reitor da nova fundação de Baeza. Continua a colaborar com Santa Teresa. Ajuda e dirige espiritualmente diferentes comunidades de monjas. Morre a sua mãe Catalina.
1580-1581: Fundações teresianas de Villanueva de la Jara, Palencia y Soria.
1582: Santa Teresa realiza a sua última fundação em Burgos. Acaba de escrever o Livro das Fundações. Adoece gravemente e morre no 4 de Outubro, em Alba de Tormes. Frei João funda em Granada, onde é prior. Ali escreve a maioria das suas obras.
1585: Frei João é eleito vigário provincial de Andaluzia; empreende numerosas viagens.
1587: Volta a ser prior de Granada.
1589: Prior de Segóvia.
1591: Problemas com os Ssuperiores Descalços. Finda todos os seus cargos. Adoece e morre em Úbeda no dia 14 de Dezembro. Os seus restos mortais são posteriormente trasladados para Segóvia onde ainda hoje repousam.
1614: Beatificação de Santa Teresa.
1622: Canonização de Santa Teresa.
1675: Beatificação de São João da Cruz.
1726: Canonização de São João da Cruz.
1926: São João da Cruz é proclamado Doutor da Igreja.
1952: São João da Cruz é nomeado patrono dos poetas espanhóis.
1970: Santa Teresa é proclamada Doutora da Igreja: a primeira mulher da história.
Alguém disse que o na Igreja o lugar a seguir à Mãe de Jesus é o de Teresa.
Teresa, mulher que valia por vinte homens!
Teresa, mulher que não era de se ficar sem tentar explorar todas as possibilidades.
Teresa, mulher próxima, prática, de rir e fazer rir.
Teresa, mmulher de língua sincera e caneta elegante e cortante!
Teresa, mulher inquieta,sábia, obediente, atenta.
Teresa, mulher doente, mas não pouca ou apoucada.
Hoje celebramos S. Teresa de Jesus.
Teresa que só pouco vale.
Teresa que com um maravedi vale menos que nada.
Teresa que com um maravedi e Deus tudo pode!
CRONOLOGIA
1515: Nasce Santa Teresa, em Ávila.
1522: Episódio da sua partida para «terra de mouros».
1528: Morte da sua mãe.
1529-31: Crise da adolescência. Escreve uma novela de cavalaria. Internada no Colégio de Santa Maria da Graça.
1532: Doença grave. Maturação da sua vocação religiosa.
1535: Entra no mosteiro da Encarnação.
1538-9: Nova doença grave. É dada por morta. O pai impede o funeral durante quatro dias. Vida de oração a partira da leitura do livro Terceiro Abecedário de Francisco de Osuna.
1539-1542: Longa e lenta recuperação da saúde.
1542: Nasce em Fontiveros João de Yepes, futuro São João da Cruz.
1543: Morre D. Alonso, pai de Santa Teresa.
1544-55: Vida irregular de oração com altos e baixos e distracções exteriores e sociais.
1545: Morre o pai de João de Yepes. A família fica na penúria e passa fome.
1551: A família de João emigra para Medida del Campo.
1555: Conversão de S. Teresa, diante duma imagem de Cristo «muito chagado»
1557: Encontro com São Francisco de Borja.
1559: Teresa de Jesus tem as primeiras visões de Jesus Cristo. João da Cruz estuda humanidades nos Jesuitas de Medina.
1560: Transverberação de Santa Teresa. Visão do Inferno. Primeiro encontro com São Pedro de Alcántara. Começa a ponderar a reforma da Ordem. Escreve a primeira Relação.
1562: Fundação do mosteiro de São José de Ávila. Primeira redacção do Livro da Vida.
1563-1566: Priora do mosteiro de São José. Segunda redacção do Livro da Vida. Escreve o Caminho de Perfeição.
1563: João de Yepes entra nos Carmelitas de Medina del Campo. Toma o nome de Frei João de São Matias.
1564: Inicia os estudos universitários em Salamanca.
1567: Frei João é ordenado sacerdote. A Ir. Teresa de Jesus inicia as suas viagens fundacionais. Teresa encontra-se com Frei João, que se compromete com a reforma da Ordem.
1568: Primeira fundação masculina. Em Duruelo,com Frei João da Cruz.
1568-1571: Fundações teresianas de Malagón, Valladolid, Toledo, Pastrana (frades e freiras), Salamanca e Alba de Tormes.
1571: Teresa de Jesus é nomeada priora da Encarnação de Ávila. Frei João da Cruz é nomeado primeiro reitor do Colégio de Alcalá de Henares.
1572: Teresa de Jesus chama Frei João da Cruz para confessor do mosteiro da Encarnação. Neste período Frei João colabora em várias fundações da Santa e outros trabalhos. Teresa de Jesus recebe a graça do Matrimónio Espiritual, cume do seu processo interior de união com Deus.
1573: Santa Teresa inicia a escrita do Livro das Fundações. Retoma as suas viagens fundacionais.
1575: Fundação de Sevilha.
1577: Aumentam as oposições à fundação dos Descalços. Frei João é preso pelos Calçados em Ávila e levado secretamente para o cárcere conventual de Toledo. Passa ali nove meses de cativeiro e humilhações. Teresa de Jesus escreve o Livro das Moradas.
1578: Depois do dia 15 de Agosto Frei João decide fugir. Fuga e ocultamento durante vários meses. É nomeado superior do Calvario (Jaén). Aparecem as primeiras poesias.
1579: Frei João é nomeado reitor da nova fundação de Baeza. Continua a colaborar com Santa Teresa. Ajuda e dirige espiritualmente diferentes comunidades de monjas. Morre a sua mãe Catalina.
1580-1581: Fundações teresianas de Villanueva de la Jara, Palencia y Soria.
1582: Santa Teresa realiza a sua última fundação em Burgos. Acaba de escrever o Livro das Fundações. Adoece gravemente e morre no 4 de Outubro, em Alba de Tormes. Frei João funda em Granada, onde é prior. Ali escreve a maioria das suas obras.
1585: Frei João é eleito vigário provincial de Andaluzia; empreende numerosas viagens.
1587: Volta a ser prior de Granada.
1589: Prior de Segóvia.
1591: Problemas com os Ssuperiores Descalços. Finda todos os seus cargos. Adoece e morre em Úbeda no dia 14 de Dezembro. Os seus restos mortais são posteriormente trasladados para Segóvia onde ainda hoje repousam.
1614: Beatificação de Santa Teresa.
1622: Canonização de Santa Teresa.
1675: Beatificação de São João da Cruz.
1726: Canonização de São João da Cruz.
1926: São João da Cruz é proclamado Doutor da Igreja.
1952: São João da Cruz é nomeado patrono dos poetas espanhóis.
1970: Santa Teresa é proclamada Doutora da Igreja: a primeira mulher da história.
sábado, 8 de outubro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Parabéns aos noivos
Durante dois anos, nas vésperas do 2000, o Marcelo Palma foi aluno do nosso Seminário. A Ana Cristina, noiva, e a Dª Conceição, sogra, também são do Carmo. É um gosto e uma opção. Entretanto a vida levou outros caminhos. Na Quarta-feira regressaram juntos para preparam o casamento dos jovens. São muito bemvindos. E a festa promete ser bonita. Parabéns aos noivos.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Cestas vazias
Já imaginou que pode sair da Missa dominical com a boca ainda mais doce? Ok, eu sei. Mas olhe que alguns já tiveram a experiência. Quem a conta bem são os jovens do Carmo Jovem. Esperemos que acontem no seu blog para a irmos lá colher. Entretanto, um dia destes, ao final da Missa eles supreendem-nos outran vez com as suas doçuras e gostosuras. Só faltam os frascos. Se os vir a vender às portas da igreja, compre que é uma ajdua que lhes faz. Mas não compre muito, que as compotas são tão boas que mais apetece não vendê-las.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Capela Stilla Maris, um caso de capela
A Capela Stilla Maris é um caso. E há-de ser maior. Primeiro, recebeu o nome na Carmicoque. Segundo, também se chama Das Bonecas. E é que ali não faltam bonecas desde o dia 4 de Junho passado. Os orantes que lá vão são de palamo e meio. E não creio que saibam quem é Jesus ou Maria ou Teresinha (alguns sabem, alguns sabem), mas nem isso é importante. O interessante é que vão a uma capela que é sua. É como digo, esta capela é um caso!
Falecimentos
Faleceu ontem em Suai,Timor, o sr. Adelino Pereira, pai do P. Nuno Pereira, do Carmo do Funchal.
Faleceu ontem também a Madre Maria Andreia da Cruz, do Carmelo de São Nuno, no Crato. Paz às suas almas e as suas famílias. No nosso coração reconhecimento, gratidão e a certeza da nossa pobre oração.
Faleceu ontem também a Madre Maria Andreia da Cruz, do Carmelo de São Nuno, no Crato. Paz às suas almas e as suas famílias. No nosso coração reconhecimento, gratidão e a certeza da nossa pobre oração.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Ontem: 11.09.11 em NY
Junto à Bolsa, em Wall Street, foi montada uma «Prayer Station», para quem quiser rezar. Uns passos para Norte, um homem sentado numa pequena cadeira segura um cartão: «Ouço os seus problemas. Cinco dólares». Que qualificações tem para tal? «Sei ouvir e aceitar dólares», responde. Como se chama? «Estou aqui para ouvir e não para responder a perguntas», atira.
Victor Oliveira Ferreira, no PUBLICO de hoje.
Victor Oliveira Ferreira, no PUBLICO de hoje.
A propósito do perdão (I)
«O perdão verdadeiro é algo muito difícil, porque somos habitados pelo nosso próprio passado, fixados pelas cicatrizes recebidas ou pelas feridas que foram causadas; é como uma espécie de morte. A inimizade e o ódio não continuam sendo, talvez, realidades entre as mais duradouras da história pessoal e colectiva? Cristo, com a sua paixão, oferece a graça de uma fraternidade renovada... Ele mesmo está em atitude de perdão... A sua paixão é, de certo modo, um perdão realizado antes de ser uma palavra... Perdoar é fazer com que, lá onde haja ferida e injustiça, haja abertura de si e do outro à descoberta da grandeza do dom de Deus, uma abertura que passa justamente pela consciência das feridas que um faz ao outro. E quando isso é possível, vemos então uma promessa e uma esperança, lá, onde, caso contrário, estaríamos encurralados no desespero.»
Padre Jacques Sommet, ex-deportado de Dachau
Padre Jacques Sommet, ex-deportado de Dachau
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Definitório Extraordinário
Iniciou-se no passado dia 6 em Ariccia, Itália, perto de Castelgandolfo, o Definitório Extraordinário da nossa Ordem. Estamos ali representados pelo nosso Provincial P. Joaquim Teixeira. Na missa inaugural, do Espírito Santo, o Padre Geral, Saverio Canistrà animou os presentes a colocar Cristo como centro das nossas vidas, a seguir os passos de Jesus, para com Jesus e como Jesus servirem os irmãos e irmãs.
Logo depois expôs o seu relatório sobre a identidade do carisma e a vivência que dele se faz nas diferentes regiões do mundo em que a Ordem está implantada. Também se falou da unificação de Províncias, do repensar de presenças e de abertura de novas.No dia seguinte os Secretariados de Formação e das Missões expuseram os seus relatórios. Logo de seguida o da Economia. Na sequência escutaram-se os relatórios sobre a nossa persença no Monte Carmelo, sobre a Faculdade de Teologia - Teresianum, o Seminários das Missões, a Comunidade do Teresianum, o CITes e as actividades do V Centenário do nascimento da Santa Madre Teresa.
O Definitório prepara um pedido para que a Igreja proclame o ano de 2015 como o Ano da Oração.
Os trabalhos não se ficam por aqui.
sábado, 3 de setembro de 2011
Renovação de votos
Na manhã do dia 1 de Setembro, na Missa das 8:00h, presidida pelo Provincial de Burgos, P. Pedro Tomás Navajas, renovaram os seus votos cinco jovens irmãos: Frei Jon, de Navarra; Frei Vidas (de origem lituana), de Castela; Frei Rafael, de Burgos; e os nossos Frei Danny e Ricardo.
O ambiento era sereno e festivo, porque aqueles jovens irmãos renovaram livremente por um ano o seu compromisso de professos na nossa Ordem.
Na sua exortação o P. Tomás a viver para Deus, de modo que Ele fosse tudo nas suas vidas. Os irmãos Carmelitas de Burgos participaram na celebração e da sua alegria, e em nosso nome abraçaram-nos e animaram-nos a caminhar. oremos por eles para que permaneçam firmes e fiéis no compromisso assumido e renovado.
Estes cinco jovens irmãos estão ali durante um mês em formação, sobretudo sobre São João da Cruz.
O ambiento era sereno e festivo, porque aqueles jovens irmãos renovaram livremente por um ano o seu compromisso de professos na nossa Ordem.
Na sua exortação o P. Tomás a viver para Deus, de modo que Ele fosse tudo nas suas vidas. Os irmãos Carmelitas de Burgos participaram na celebração e da sua alegria, e em nosso nome abraçaram-nos e animaram-nos a caminhar. oremos por eles para que permaneçam firmes e fiéis no compromisso assumido e renovado.
Estes cinco jovens irmãos estão ali durante um mês em formação, sobretudo sobre São João da Cruz.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Testemunho do João Tiago sobre as JMJ
O João Tiago celebra a sua fé no Carmo. Aos Domingos vêmo-lo a colaborar na liturgia da Eucaristia das 11:30h. Obviamente teria de participar nas Jornadas Mundiais da Juventude de Madrid. Foi e aqui nos deixa o relato daqueles momentos de partilha e enraizamento da fé.
«As JMJ são por excelência um momento de comunhão e de partilha, por isso venho partilhar convosco o meu crescimento na fé e as novas formas de ver o Ressuscitado.
Foi um momento de descoberta profunda, da palavra, do sentimento de ser Cristão, mas sobretudo de partilha de experiência com milhares de jovens que partilham a nossa fé e a vivem, sim vivem-na profundamente, muitas vezes em situações muito adversas culturalmente, mas que ao contrario de muitos de nós, que por vezes não nos lembramos da felicidade que temos em poder demonstrar a nossa fé sem qualquer medo de repressão.
Nesta jornada, com o mote Paulino de Firmes na Fé, Enraizados em Cristo, aprendemos, de facto a ser firmes nas atitudes, no contacto com o outro, no dia a dia, sempre com Cristo como guia e pedra fundamental da nossa vida.
Todas as catequeses foram momentos de crescimento individual e de grupo, desde a catequese ministrada pelo D. Manuel Clemente, bem como a catequese ministrada pelo D. Ilídio Pinto, onde existiu uma partilha sincera e profícua, eu diria quase pessoal por parte de cada um de nós.
Depois tivemos o encontro dos portugueses no Madrid Arena. E que dizer deste encontro, onde estiveram todos os bispos de todas as dioceses, bem como o Sr. Cardeal Patriarca? Este foi um momento de “Orgulho Nacional”, a portugalidade no seu máximo expoente, o Portugal Católico no seu melhor, dando o melhor de si na sua juventude.
E então chega Sua Santidade, que belo momento em Cibeles, que palavra e que partilha, o nosso Pastor incentivando a sua juventude. No dia a seguir foi a Via-Sacra, com toda a imponência inédita de imagens da Semana Santa Espanhola, de todo o país: algo inédito e irrepetível.
E então que chega o momento primordial das JMJ, a noite mais longa e o dia mais brilhante, em Cuatro Vientos.
A vigília foi algo de quase transcendente, desde o temporal que assolou o aeródromo, a palavra de incentivo e de tranquilidade de Sua Santidade, simplesmente magnífica!
Todas estas jornadas foram momentos de crescimento espiritual e religioso, bem como um momento de partilha incrível com pessoas fantásticas.
Que venham depressa as JMJ Rio de Janeiro 2013!»
João Tiago Bompastor Ferreira
domingo, 28 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Um coração ferido por servir
Na família do Carmo celebramos hoje a memória da graça da transverberação do coração de S. Teresa de Jesus, nossa mãe. A transverberação do coração é uma graça extraordinária.
O coração da pessoa escolhida por Deus para acolher esta graça é traspassado por uma flecha misteriosa ou por um dardo, que ao nele penetrar deixa atrás de si uma ferida de amor que queima enquanto a alma é elevada aos níveis mais altos da contemplação do amor e da dor.
Jesus disse: «Eu vim lançar o fogo à terra e só quero que ele se ateie"!
Este fogo é o amor de Deus que em Santa Teresa de Jesus foi derramado com tal abundância que abrasou o seu coração. Por isso a transverberação é manifestação da força do amor de Deus aceite, desejado e vivido pela Santa no seu matrimónio espiritual. Este fenómeno místico é-nos magistralmente explicado por São João da Cruz e apresentado no seu significado eclesial pelos textos da liturgia.
Um anjo traspassou o coração de Santa Teresa de Jesus com uma seta de fogo. É este facto que a nossa Ordem comemora na memória da transverberação do coração de Santa Teresa, a 26 de Agosto.
O coração da pessoa escolhida por Deus para acolher esta graça é traspassado por uma flecha misteriosa ou por um dardo, que ao nele penetrar deixa atrás de si uma ferida de amor que queima enquanto a alma é elevada aos níveis mais altos da contemplação do amor e da dor.
Jesus disse: «Eu vim lançar o fogo à terra e só quero que ele se ateie"!
Este fogo é o amor de Deus que em Santa Teresa de Jesus foi derramado com tal abundância que abrasou o seu coração. Por isso a transverberação é manifestação da força do amor de Deus aceite, desejado e vivido pela Santa no seu matrimónio espiritual. Este fenómeno místico é-nos magistralmente explicado por São João da Cruz e apresentado no seu significado eclesial pelos textos da liturgia.
Um anjo traspassou o coração de Santa Teresa de Jesus com uma seta de fogo. É este facto que a nossa Ordem comemora na memória da transverberação do coração de Santa Teresa, a 26 de Agosto.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
A Turma do Damião
O Damião Porto é um mestre. De pintura. Como não quis guardar o saber para si ocupou uma sala do nosso convento e tem-se dedicado a ensinar pintura. Os resultados estão à vista. E vale a pena ver. Vale a pena passar pelo Espaço E e repousar o olhar nas telas da Turma do Damião. Atá ao fim de Agosto.
Aqui fica o registo dos nomes Dezassete da Turma. E também os nossos parabéns e agradecimento pela animação daquele Espaço:
Anabela Martins
Ana Maria Ribeiro
Catarina Oliveira
Cristina Diales
Ernestina Lima
Joaquim Barros
José Maltez
Maria Adelaide Brás
Maria de Fátima Assis
Maria Fernanda Correia
Maria Gorete Viana
Maria José Ribeiro
Maria de Lourdes Vieira
Maria Vitória Rafael
Martine de Sousa
Regina Lima
Rui Azevedo.
Dia de S. Luis, amigo dos Carmelitas
Hoje é dia de S. Luis, rei de França, único rei daquela nação que foi canonizado. Reinou dos 12 anos aos 50 anos. Ao seu patrocínio muito devem os Carmelitas a sua migração do Monte Carmelo para a Europa. Dele se narra a história seguinte sobre o trabalho:
Um dia, o rei Luís IX, S. Luís de França, visitou as obras da catedral de Chartres, em reconstrução depois do seu incêndio em 1194, causado por um raio. O rei, passeando pela construção, ia perguntando a cada um o que estava a fazer. As respostas foram várias.
Um carpinteiro afirmou-lhe que estava a fazer um dos bancos da nave central; um pedreiro lamentou-se que estava a trabalhar para ganhar a vida e dar de comer aos filhos; um escultor, apontando para um capitel, a que dava os últimos retoques, explicou que estava a seguir as novas regras da arte gótica, criando uma linha decorativa revolucionária.
Depois de perguntar a muita gente e de ter recebido respostas variadas, o rei encontrou, num canto escuro, um velhinho curvado que varria aparas de madeira. Quando o rei lhe perguntou o que estava a fazer, o velho respondeu: "Estou a construir uma catedral".
Um dia, o rei Luís IX, S. Luís de França, visitou as obras da catedral de Chartres, em reconstrução depois do seu incêndio em 1194, causado por um raio. O rei, passeando pela construção, ia perguntando a cada um o que estava a fazer. As respostas foram várias.
Um carpinteiro afirmou-lhe que estava a fazer um dos bancos da nave central; um pedreiro lamentou-se que estava a trabalhar para ganhar a vida e dar de comer aos filhos; um escultor, apontando para um capitel, a que dava os últimos retoques, explicou que estava a seguir as novas regras da arte gótica, criando uma linha decorativa revolucionária.
Depois de perguntar a muita gente e de ter recebido respostas variadas, o rei encontrou, num canto escuro, um velhinho curvado que varria aparas de madeira. Quando o rei lhe perguntou o que estava a fazer, o velho respondeu: "Estou a construir uma catedral".
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
Um mulher serena para uma Europa triste
No dia 9 de Agosto celebramos a memória de S. Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) - essa mulher fecunda que o Papa João Paulo II converteu em co-padroeira da Eutopa. Também ela é mãe desta Europa enferma e estéril. Vale a pena tela por mãe; veja: «Perante a inegável realidade de a minha existência ser fugaz, prorrogada, por assim dizer, de momento em momento e sempre exposta à possibilidade do nada, está outra realidade, igualmente irrefutável, que me diz que, não obstante esta fugacidade, eu sou, e que, momento após momento, sou conservado no ser e que, neste ser fugaz, colho algo de duradouro. Sei que sou conservado, e, por isso, estou tranquilo e seguro: não que esta segurança me advenha por virtude própria; antes, é a doce, feliz segurança da criança segura por um braço forte, segurança que, objectivamente considerada, não é menos da ordem da razão. Ou seria “da ordem da razão” a criança que vivesse com um medo permanente de que a sua mãe a deixasse cair?».
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Exposição de Pintura da Alvo - Oficina das Artes
No espaço E - Antiga portaria do Convento do Carmo - vão expor os seus trabalhos os Alunos do Curso Prático de Formação, Pintura nível I, da Alvo-Oficina das Artes, sob orientação do pintor Damião Porto. A Oficina das Artes tem no nosso Convento uma delegação que funciona desde há dois anos.
Abertura da Exposição no próximo dia 13, Sábado, pelas 18:30h.
A Exposição encontrar-se-á aberta todo o dia.
Abertura da Exposição no próximo dia 13, Sábado, pelas 18:30h.
A Exposição encontrar-se-á aberta todo o dia.
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