Somos Carmelitas Descalços, filhos de Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, Ordem dos Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, Senhora do Sim, nossa Mãe e nossa Irmã, em Viana do Castelo, Alto Minho, Portugal, a viver «em obséquio de Nosso Senhor Jesus Cristo e a servi-l’O de coração puro e consciência recta».
domingo, 25 de dezembro de 2011
Diz Deus
Nasci nu, diz Deus,
para que saibas despojar-te de ti mesmo.
Nasci pobre, para que possas socorrer quem é pobre.
Nasci frágil, diz Deus,
para que nunca tenhas medo de Mim.
Nasci por amor
para que não duvides nunca do Meu amor.
Nasci pessoa, diz Deus,
para que nunca tenhas vergonha de seres tu mesmo.
Nasci perseguido para que saibas aceitar as dificuldades.
Nasci na simplicidade para que deixes de ser complicado.
Nasci na tua vida, diz Deus,
para te levar, a ti e a todos, para a casa do Pai.
Lambert Noben
para que saibas despojar-te de ti mesmo.
Nasci pobre, para que possas socorrer quem é pobre.
Nasci frágil, diz Deus,
para que nunca tenhas medo de Mim.
Nasci por amor
para que não duvides nunca do Meu amor.
Nasci pessoa, diz Deus,
para que nunca tenhas vergonha de seres tu mesmo.
Nasci perseguido para que saibas aceitar as dificuldades.
Nasci na simplicidade para que deixes de ser complicado.
Nasci na tua vida, diz Deus,
para te levar, a ti e a todos, para a casa do Pai.
Lambert Noben
sábado, 24 de dezembro de 2011
Quase todas as manhãs o despertador toca de novo de nove em nove minutos. É tão molesto no seu ruído que raramente o deixo tocar mais de uma vez.
Acabou o Advento, acabou a preparação. Chegou a festa porque nasceu a Razão da festa. O próprio do Advento é que acabe e que dê lugar a Quem ele não é digno de contemplar. O Advento caminha e fica à porta. O Natal entra-nos no coração. É Natal. Feliz Natal. Chegou por fim O que esperávamos. Valeu a pena esperar. Valeu a pena porque a alma não era pequena, e Deus não falha nunca o encontro.
Santas Festas da Natividade do Senhor.
Mesmo quando não se quer o tempo marcha em frente e o calor dá lugar ao frio. Vem depois a queda das folhas e a crise. Ou o inverso, não sei. Diligentes os Pais Natal começam a trepar paredes. Seguem-se-lhes luzinhas e mais luzinhas e enfeites. Não muitos que a vida está cara. Ainda não era Natal, mas por que já nada importa como seja cantava-se o natal comercial, que alguma coisa tem de se comprar, com algo temos de contribuir para a felicidade de alguém.
Mesmo que quiséssemos a roda do tempo não pára. E não parou.
Dentro das igrejas o tempo era mais austero, tinha cheiro a espera e a maranatha e também não parava.
Vem, Senhor Jesus. Rezávamos. Vem depressa, Senhor. Cantávamos.
O tempo também é de Deus. Apesar de Deus não sair para as compras nem ter loja para vender. Deus é grátis, mas não sai ao nosso encontro num qualquer talão de compras como desconto.
Deus nasce grátis na plenitude do tempo certo. Basta esperá-Lo, erguer os olhos para o alto. Fazer um deserto onde só pode morar a verdade que nos vai assinalando a Sua chegada à medida do acender ritmado das velas.
Ardendo morrem as velas que nos foram colorindo os dias e os cantos, as orações, as esperanças e os desejos de que Deus viesse.
Morrendo a luz reacendeu-se a esperança e o alerta da sentinela rasgou os ares. Era tempo de preparar a vinda do Senhor. O primeiro alerta trazia-nos um grito: Acordai! Estai vigilantes! Acordai, enfim, que nada garante que o hiperactivismo não seja um estado de sonolência e até bem profunda!
O arauto cumpriu a função elevando um grito de alerta. Porém, não nos basta sair do doce sonambolismo para a dureza do despertar. É preciso despertar e agir. Porque o Senhor quer vir. E é preciso preparar os caminhos.
João Baptista recordou-nos a necessidade de aprender a viver de esperança, que se o vazio nos tocar devemos ser capazes de crer que a vida tem sentido. Que mesmo quando não vemos a luz ao fim do túnel não podemos desistir do caminho, de preparar o caminho, pelo qual o Senhor vem ao nosso encontro. Pelo qual vamos nós também ao seu encontro.
Não há palavra mais aberta que o sim, aquele sim que fermenta, clareia e ensina todos os sins, aquele que amplia o interior a fim de que Deus possa actuar em nós como Deus.
Dos lábios da Mulher brotou um sim como um acto de fé que afirma a vida e confia em Deus. Sim, Deus chegou finalmente no ventre duma mulher que no-Lo deu à luz. Eis, que depois duma longa noite de espera o Desejado nasceu!
Cantem, cantem os Anjos a Deus um hino.
Como numa respiração eterna Ele nasce hoje como um dia novo e um alento poderoso.
É de novo Natal. Recomeçam as correrias, renovam-se as famílias porque um Filho nos foi dado, um Menino nos nasceu. Ele é inteiramente Deus e inteiramente homem. As suas mãos são como as nossas mãos, os seus pés como os nossos pés. Ele é nosso, nós somos Dele.
É Natal, é tempo de celebração. Tempo de amor. Tem de amar e de reamar. De sorrir. De deixar a alma sonhar e voar alto, de pedir boleia e subir pela escada do incenso.
É Natal, é tempo de descobrir em nós bons sentimentos e possibilidades, de romper as cadeias que nos separam da divindade.
É Natal, é tempo de beijar a mão que nos conduzirá pela via da verdade. É tempo de entrega e doação, generosidade e fraternidade, compaixão, perdão e sobretudo amor.
Irmãos e irmãs, é Natal!
Como foi bom preparar o Natal, esperar o Natal, sorrir pelo Natal.
Valeu bem a pena preparar e esperar o Natal. Valeu bem a pena!
Em nome do coração de Deus que late no coração do divino Filho: Feliz Natal para todos!
Chama do Carmo I NS130 I Dezembro 25 2011
Acabou o Advento, acabou a preparação. Chegou a festa porque nasceu a Razão da festa. O próprio do Advento é que acabe e que dê lugar a Quem ele não é digno de contemplar. O Advento caminha e fica à porta. O Natal entra-nos no coração. É Natal. Feliz Natal. Chegou por fim O que esperávamos. Valeu a pena esperar. Valeu a pena porque a alma não era pequena, e Deus não falha nunca o encontro.
Santas Festas da Natividade do Senhor.
Mesmo quando não se quer o tempo marcha em frente e o calor dá lugar ao frio. Vem depois a queda das folhas e a crise. Ou o inverso, não sei. Diligentes os Pais Natal começam a trepar paredes. Seguem-se-lhes luzinhas e mais luzinhas e enfeites. Não muitos que a vida está cara. Ainda não era Natal, mas por que já nada importa como seja cantava-se o natal comercial, que alguma coisa tem de se comprar, com algo temos de contribuir para a felicidade de alguém.
Mesmo que quiséssemos a roda do tempo não pára. E não parou.
Dentro das igrejas o tempo era mais austero, tinha cheiro a espera e a maranatha e também não parava.
Vem, Senhor Jesus. Rezávamos. Vem depressa, Senhor. Cantávamos.
O tempo também é de Deus. Apesar de Deus não sair para as compras nem ter loja para vender. Deus é grátis, mas não sai ao nosso encontro num qualquer talão de compras como desconto.
Deus nasce grátis na plenitude do tempo certo. Basta esperá-Lo, erguer os olhos para o alto. Fazer um deserto onde só pode morar a verdade que nos vai assinalando a Sua chegada à medida do acender ritmado das velas.
Ardendo morrem as velas que nos foram colorindo os dias e os cantos, as orações, as esperanças e os desejos de que Deus viesse.
Morrendo a luz reacendeu-se a esperança e o alerta da sentinela rasgou os ares. Era tempo de preparar a vinda do Senhor. O primeiro alerta trazia-nos um grito: Acordai! Estai vigilantes! Acordai, enfim, que nada garante que o hiperactivismo não seja um estado de sonolência e até bem profunda!
O arauto cumpriu a função elevando um grito de alerta. Porém, não nos basta sair do doce sonambolismo para a dureza do despertar. É preciso despertar e agir. Porque o Senhor quer vir. E é preciso preparar os caminhos.
João Baptista recordou-nos a necessidade de aprender a viver de esperança, que se o vazio nos tocar devemos ser capazes de crer que a vida tem sentido. Que mesmo quando não vemos a luz ao fim do túnel não podemos desistir do caminho, de preparar o caminho, pelo qual o Senhor vem ao nosso encontro. Pelo qual vamos nós também ao seu encontro.
Não há palavra mais aberta que o sim, aquele sim que fermenta, clareia e ensina todos os sins, aquele que amplia o interior a fim de que Deus possa actuar em nós como Deus.
Dos lábios da Mulher brotou um sim como um acto de fé que afirma a vida e confia em Deus. Sim, Deus chegou finalmente no ventre duma mulher que no-Lo deu à luz. Eis, que depois duma longa noite de espera o Desejado nasceu!
Cantem, cantem os Anjos a Deus um hino.
Cantem, cantem os Homens ao Deus Menino.
Cantem, cantem os Anjos a Deus um hino.
Cantem, cantemos todos ao Deus Menino!
A palavra dos profetas se cumpriu. O sim se revelou verdadeiramente fecundo. No horizonte da noite brilhou a Luz, no céu cantaram-Lhe os anjos. Os animais deram-Lhe o seu bafo quente e os humanos seus ais.Como numa respiração eterna Ele nasce hoje como um dia novo e um alento poderoso.
É de novo Natal. Recomeçam as correrias, renovam-se as famílias porque um Filho nos foi dado, um Menino nos nasceu. Ele é inteiramente Deus e inteiramente homem. As suas mãos são como as nossas mãos, os seus pés como os nossos pés. Ele é nosso, nós somos Dele.
É Natal, é tempo de celebração. Tempo de amor. Tem de amar e de reamar. De sorrir. De deixar a alma sonhar e voar alto, de pedir boleia e subir pela escada do incenso.
É Natal, é tempo de descobrir em nós bons sentimentos e possibilidades, de romper as cadeias que nos separam da divindade.
É Natal, é tempo de beijar a mão que nos conduzirá pela via da verdade. É tempo de entrega e doação, generosidade e fraternidade, compaixão, perdão e sobretudo amor.
Irmãos e irmãs, é Natal!
Como foi bom preparar o Natal, esperar o Natal, sorrir pelo Natal.
Valeu bem a pena preparar e esperar o Natal. Valeu bem a pena!
Em nome do coração de Deus que late no coração do divino Filho: Feliz Natal para todos!
Chama do Carmo I NS130 I Dezembro 25 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Às voltas com a Exposição
A Exposição dos presépios já começou. Ou melhor já começou o começo, a preparação. Esta manhã chegou um de Angola. Inesperadamente. Mas já chegaram os de Sintra. E o Manel e a Maria de Viana. E outros mais, vários mais. Dizem que vale a pena. Que devemos falar bem dela no altar. Mas se quem diz que vale bem a pena que o diga de boca em boca. Porque, de facto, vale bem a pena.
Reconhecimento das virtudes heróicas de Frei Eugénio Maria do Menino Jesus
Frei Eugénio Maria do Menino Jesus (1894 - 1967)
Excelente notícia nas vésperas do Natal do Menino Jesus: O Papa Bento XVI reconheceu no passado dia 19 as virtudes heróicas do Servo de Deus Frei Eugénio Maria do Menino Jesus, nascido Henry Grialou, de família humilde, no dia 2 de Dezembro de 1894, na povoação de Gua-Aveyron França. Este Carmelita Descalço é fundador do Instituto Nossa Senhor da Vida. Foi Provincial, Definidor Geral e Geral da Ordem dos Carmelitas Descalços. Escreveu duas grandes obras espirituais: «Quero ver a Deus» e «Movidos pelo Espírito».
Morreu a 27 de Março de 1967, aos 73 anos de idade.
Este primeiro passo oficial em ordem à beatificação e canonização significa que depois de ser terem estudado todos os testemunhos dos que o conheceram, os seus escritos, cartas e ensinamentos, a Igreja reconheceu nele um modelo de vida segundo o Evangelho.
O jovem Henry ingressou no Seminário aos 17 anos de idade. Três anos depois ofereceu-se como voluntário para a guerra, a I Guerra Mundial. O seu batalhão experimentou especial protecção da Irmã Teresa do Menino Jesus.
Depois da guerra regressou ao Seminário e foi ordenado sacerdote aos 28 anos. Vinte dias depois da sua ordenação pediu para entrar no Noviciado dos Carmelitas Descalços, em Avon, próximo de Paris. Ali cresceu na oração e nos ensinamentos dos mestres do Carmo, que tratou de divulgar pela palavra e pela escrita.
Demos graças a Deus.
domingo, 18 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
Solenidade de São João da Cruz
— Então o São João da Cruz não chegou a Viana?
— Claro que chegou. Chegou este anos como noutros. Não houve foi tempo para mostrar a celebração.
As Missas das 08:00h e 09:00h foram solenes. E acrescentou-se uma mais às 20:30h, com garra e arreganho. E depois do altar fomos para a mesa. Tomámos um chá e saímos para enfrentar a noite. Pode não ter sido inesquecível, mas que o Santo firmou em nós a esperança lá isso firmou.
Bendito seja Deus!
— Claro que chegou. Chegou este anos como noutros. Não houve foi tempo para mostrar a celebração.
As Missas das 08:00h e 09:00h foram solenes. E acrescentou-se uma mais às 20:30h, com garra e arreganho. E depois do altar fomos para a mesa. Tomámos um chá e saímos para enfrentar a noite. Pode não ter sido inesquecível, mas que o Santo firmou em nós a esperança lá isso firmou.
Bendito seja Deus!
As antífonas do Ó
Do dia 17 ao dia 23 de Dezembro na oração da Igreja rezamos ou cantamos umas pequeninas frases a que se dá o nome de antífonas. São especiais. Porque são curtas e densas, cheias de beleza e de simbolismo. Chamam-se Antífonas do Ó porque se iniciam todas com este vocativo.
São orações já muito antigas, rezadas há mais de doze séculos na Igreja. No seu conjunto são um resumo da fé em Cristo Jesus cujo santo nascimento nos preparamos para celebrar. Estas preces da Igreja dirigidas a Cristo expressam o nosso desejo de salvação, nosso e de toda a humanidade.
Nelas a Igreja proclama admiravelmente a sua admiração perante o mistério de Deus Incarnado. Iniciadas pela interjeição «Ó» expressamos com toda a força as nossas ânsias de salvação e ao mesmo tempo lançamo-nos para dentro do mistério que nos envolve e nos ajuda a suplicar «Vem e não tardes mais»!
Estas súplicas a Cristo preparam-nos para viver com fervor o Natal. São súplicas ardentes de quem não pode esperar mais. Assim, em cada dia rezamos uma nova súplica pela qual reverenciamos o Senhor com um título messiânico retirado do Antigo Testamento, porque é convicção da nossa fé que em nossos dias esse título se realizará em plenitude.
Como surgiram pela primeira vez em língua latina, as iniciais das primeiras palavras (Sapientia, Adonai, Radiz Iesse, Clavis, Oriens, Rex gentium, Emmanuel) lidas ao contrário, dão origem ao acróstico «ero cras», que significa «serei amanhã, estarei, virei amanhã», jogo de palavras que a Idade Média tanto apreciava e que alguém não tardou a interpretar como uma misteriosa resposta do Messias, assegurando-nos a sua vinda.
Rezemo-las dia a dia calmamente e nela contemplemos o doce mistério anunciado e tão desejado:
DIA 17 DE DEZEMBRO
Ó Sabedoriaque saístes da boca do Altíssimo,
e atingis os confins de todo o universo e com força e suavidade
governais o mundo inteiro!
Oh! Vinde ensinar-nos o caminho da prudência!
DAI 18 DE DEZEMBRO
Ó Adonai,guia da casa de Israel, que aparecestes a Moisés na sarça ardente
e lhe destes a vossa lei
sobre o Sinai:
Vinde salvar-nos com o braço poderoso!
DIA 19 DE DEZEMBRO
Ó Raiz de Jessé, ó estandarte, levantado em sinal para as nações!
Ante vós se calarão os reis da terra,
e as nações implorarão misericórdia:
DIA 20 DE DEZEMBRO
Ó Chave de David:
Ceptro da casa de Israel, que abris e ninguém fecha,
que fechais e ninguém abre:
Vinde logo e libertai o homem prisioneiro,
que nas trevas e na sombra da morte, está sentado.
DIA 21 DE DEZEMBRO
Ó Sol nascente,justiceiro, resplendor da luz eterna:
na sombra do pecado e da morte,
estão sentados!
DIA 22 DE DEZEMBRO
Ó Rei das nações, Desejado dos povos;
Ó Pedra angular, que os opostos unis:
Oh! Vinde e salvai este homem tão frágil,
que um dia criastes do barro da terra.
DIA 23 DE DEZEMBRO
Ó Emanuel:Deus-connosco, nosso Rei Legislador,
Esperança das nações e dos povos Salvador:
Vinde enfim para salvar-nos,
ó Senhor e nosso Deus!
Chama do Carmo I NS 128 I Dezembro 18 2011
São orações já muito antigas, rezadas há mais de doze séculos na Igreja. No seu conjunto são um resumo da fé em Cristo Jesus cujo santo nascimento nos preparamos para celebrar. Estas preces da Igreja dirigidas a Cristo expressam o nosso desejo de salvação, nosso e de toda a humanidade.
Nelas a Igreja proclama admiravelmente a sua admiração perante o mistério de Deus Incarnado. Iniciadas pela interjeição «Ó» expressamos com toda a força as nossas ânsias de salvação e ao mesmo tempo lançamo-nos para dentro do mistério que nos envolve e nos ajuda a suplicar «Vem e não tardes mais»!
Estas súplicas a Cristo preparam-nos para viver com fervor o Natal. São súplicas ardentes de quem não pode esperar mais. Assim, em cada dia rezamos uma nova súplica pela qual reverenciamos o Senhor com um título messiânico retirado do Antigo Testamento, porque é convicção da nossa fé que em nossos dias esse título se realizará em plenitude.
Como surgiram pela primeira vez em língua latina, as iniciais das primeiras palavras (Sapientia, Adonai, Radiz Iesse, Clavis, Oriens, Rex gentium, Emmanuel) lidas ao contrário, dão origem ao acróstico «ero cras», que significa «serei amanhã, estarei, virei amanhã», jogo de palavras que a Idade Média tanto apreciava e que alguém não tardou a interpretar como uma misteriosa resposta do Messias, assegurando-nos a sua vinda.
Rezemo-las dia a dia calmamente e nela contemplemos o doce mistério anunciado e tão desejado:
DIA 17 DE DEZEMBRO
Ó Sabedoriaque saístes da boca do Altíssimo,
e atingis os confins de todo o universo e com força e suavidade
governais o mundo inteiro!
Oh! Vinde ensinar-nos o caminho da prudência!
DAI 18 DE DEZEMBRO
Ó Adonai,guia da casa de Israel, que aparecestes a Moisés na sarça ardente
e lhe destes a vossa lei
sobre o Sinai:
Vinde salvar-nos com o braço poderoso!
DIA 19 DE DEZEMBRO
Ó Raiz de Jessé, ó estandarte, levantado em sinal para as nações!
Ante vós se calarão os reis da terra,
e as nações implorarão misericórdia:
DIA 20 DE DEZEMBRO
Ó Chave de David:
Ceptro da casa de Israel, que abris e ninguém fecha,
que fechais e ninguém abre:
Vinde logo e libertai o homem prisioneiro,
que nas trevas e na sombra da morte, está sentado.
DIA 21 DE DEZEMBRO
Ó Sol nascente,justiceiro, resplendor da luz eterna:
na sombra do pecado e da morte,
estão sentados!
DIA 22 DE DEZEMBRO
Ó Rei das nações, Desejado dos povos;
Ó Pedra angular, que os opostos unis:
Oh! Vinde e salvai este homem tão frágil,
que um dia criastes do barro da terra.
DIA 23 DE DEZEMBRO
Ó Emanuel:Deus-connosco, nosso Rei Legislador,
Esperança das nações e dos povos Salvador:
Vinde enfim para salvar-nos,
ó Senhor e nosso Deus!
Chama do Carmo I NS 128 I Dezembro 18 2011
Por terras e letras da Terra Santa
Por estes dias santos o nosso P. Alpoim entrega-se á solidão e ao estudo, à oração e peregrinação, por terras da Terra Santa. As notícias que nos manda de lá são cheias de beleza e de estudo, de paz e serenidade. As fotos dizem respeito á visita ao Monte Carmelo e à celebração da Eucarístia nas ruínas da primeira igreja dedicada a Nossa Senhora do Carmo.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Orar com os místicos
Orar com os místicos é uma iniciativa nova. é assim explicada pelo nosso P. Joaquim Teixeira. Se puder colabore com o pedido. Se apreciar inscreva-se. Não custa nada. Eis as palavras do P. Joaquim:
«Estimados irmãos espero que já estejais a celebrar a festa de S.João da Cruz com toda a alegria e gratidão aos Céus por nos dar tão grande mestre do espírito.
«Estimados irmãos espero que já estejais a celebrar a festa de S.
Em tempo de Advento, e na solenidade do nosso pai S. João da Cruz , com a colaboração de muitos de vós, das nossas irmãs carmelitas, dos carmelitas seculares e do Delfim Machado enriquecemos um pouco mais a página web da nossa província com o lançamento da iniciativa «Orar com os místicos», com a qual se pretende oferecer diariamente alguns pensamentos orantes e orações dos nossos santos. Estas orações podem chegar todos os dias às nossas caixas de correio electrónico, basta fazer a inscrição na newsletter http://www.carmelitas.pt/lists/?p=subscribe&id=1
«Se na vida nos juntamos para tantas coisas porque não fazê-lo para orar?» (Vida, 7,20) – perguntava Santa Teresa de Jesus. E nós podemo-nos perguntar: Se na net aparece tanta coisa porque não colocarmos lá também as coisas da oração?
Se acharem bem, divulguem a vossa lista de emails. Todos podeis colaborar nesta iniciativa enviando os textos e imagens conforme indicações em anexo.
Um abraço amigo, Joaquim Teixeira.»
domingo, 11 de dezembro de 2011
Falecimento do Padre Santos
Ao início da noite do dia 1 de Dezembro recebemos a seguinte comunicação do nosso Provincial:
«Estimados irmãos, é com pesar que informo que esta tarde, dia 1 de Dezembro, cerca das 18h00, faleceu o P. Santos Zabala Soluluce, em Vitória, Espanha.
Segundo informações do Faleceu com os irmãos de comunidade e com as suas irmãs que o visitavam frequentemente.
Que o Senhor o receba no seu Reino de paz e descanso.
A eucaristia do funeral será no Sábado, dia 3 de Dezembro, às 17h00, em Vitória.»
Hoje, às 00:01, recebemos um mail do amigo João Freitas, reclamando e com razão não termos publicado ainda a notícia da morte do nosso bom Irmão Padre Santos. Tem razão o João Freitas, de cuja lavra são as letras que seguem: «Apresento aos Padres Carmelitas e em particular à comunidade do Funcha, as minhas sentidas condolências pela morte do Rev. Pe Santos Zabala Sololuce. Embora o Rev. Pe Santos, estivesse a residir em Espanha e limitado por motivos de saúde, a sua vida e o seu trabalho no Funchal, onde passou a quase totalidade do seu ministério sacerdotal não podem ser esquecidos, devendo por isso ser lembrados e reconhecidos. Creio que nunca é demais lembrar e recordar o Rev. Pe Santos, por tudo aquilo que ele fez e nos deixou. Lembrar e homenageá-lo é nossa recordação e mesmo obrigação. A Ordem dos Padres Carmelitas e muito particularmente a Comunidade do Funchal, muito devem a este sacerdote e seu membro. Era bom não esquece-lo e ao menos fazer referência à sua Passagem ao Pai, no site, ou na página da Comunidade, como devia ser feito e não foi.
Com amizade em Cristo, joao freitas.»
Está reposta a dívida, de que muito nos penitenciamos. Pessoalamente corroboro e confirmo todas as palavras do João Freitas, apesar de só ter visto o Padre Santos cinco ou seis vezes. Mas bastaria uma para confirmar e poder dizer que o homem condizia com o nome.
Não publicitamos qualquer imagem deste santo carmelita por lamentavelmente não possuirmos nenhuma. Porém, se alguém no-la fizer chegar publica-la-emos com muuito gosto.
Retiro de Advento
O Retiro de Advento chegou. Mais uma vez. Ainda há cristãos — sobretudo cristãs — que sabem perder para ganhar tempo. Foi bom perdê-lo para ganhá-lo em qualidade. Orientou o retiro a Gemma Mannau, teóloga da UCP - Porto.
Num clima de calma, porque a calma atrai a calma, todos rezámos pelas famílias com a família de Jesus. E claro, também rezámos pelas nossas. Como convém.
Obrigado Gemma.
Num clima de calma, porque a calma atrai a calma, todos rezámos pelas famílias com a família de Jesus. E claro, também rezámos pelas nossas. Como convém.
Obrigado Gemma.
Testemunhas da Luz
(By Tiago Gonçalves)
«João... não era a luz mas veio para dar testemunho da luz.»
(João 1, 6-8.19-28)
sábado, 10 de dezembro de 2011
Uma prece secreta a S. João da Cruz
Eu li a prece que deixaram aos pés da imagem de S. João da Cruz que, desde o início do Advento, está à boca do nosso presbitério. Esta prece secreta bem merece que falemos mais de nosso pai São João da Cruz. Dizia ela assim: «Bem-aventurado S. João da Cruz: Hoje me prostro a teus pés, porque mais do que nunca preciso de ti. Eu sei que conheces a minha amiga A. e tenho a certeza que sabes que muito em breve ela vai partir para o jardim de Deus, que é o Céu, e é com imensa saudade e um carinho sem fim que te rogo que te intercedas pela A. junto do Senhor da vida e do tempo. Quero dizer-te que se a saudade e a tristeza da separação me entristecem, dá-me uma alegria sem fim a certeza de que um dia junto de Deus vamos voltar a encontrar-nos na Ressurreição!
Imploro-te que rogues a Deus pela A.
Um beijo carinhoso.
Sou quem Tu sabes bem.
São João da Cruz (1542-1591), fundador dos Carmelitas Descalços, é uma das mais importantes figuras do Catolicismo. Foi homem de oração e guia na fé de eleição, místico refinado e poeta calejado num cativeiro de nove meses, no Carmo de Toledo.
Juan de Yepes, de baptismo, nasceu em Fontiveros, próximo de Ávila, Espanha, numa família pobre. Depois da morte do pai, um comerciante nobre deserdado, a família foi para Medina del Campo, em 1551. Juan tenta, sucessivamente, aprender ofícios num orfanato e trabalha num hospital de doenças infecciosas. Entre 1559 e 1563 estudou humanidades num colégio para órfãos dos Jesuítas.
No ano seguinte entrou, para surpresa de todos, no convento de Medina del Campo dos Carmelitas. Adoptou o nome de Frei Juan de San Matias, e depois do noviciado foi estudar para Salamanca, sendo ordenado três anos depois. É nessa ocasião, aos 25 anos, que se encontrou pela primeira vez com a Madre Teresa de Jesus. Tinha ela já mais de 50 anos. Juan confessa-lhe a sua insatisfação com o que vivia no Carmo. O seu objectivo era, então, entrar num convento de monges cartuxos.
Aquele providencial encontro singular muda o rumo da vida do jovem frade. A Madre Teresa vivia já com um pequeno grupo de Carmelitas Descalças e Juan decide trabalhar com ela no sentido de renovar a vida da família carmelitana. Abandona o hábito de mitigado e, em Novembro de 1568, funda em Duruelo, os Carmelitas Descalços, assinando pela primeira vez como Frei João da Cruz.
Os obstáculos, as acusações e os conflitos de que foi vítima sucederam-se. O clima adensa-se. Os Carmelitas mitigados e os descalços são então peões de brega da política expansionista de Filipe II. Nove anos depois, a 2 de Dezembro de 1577, Frei João foi preso em Ávila, por homens e frades armados que o levaram, às escondidas, para o convento do Carmo de Toledo.
Ali, o Carmelita é colocado num buraco com cerca de três metros de comprimento por dois de largura. Apenas sai para lhe darem uma refeição de pão e água e alguma sardinha, servida de joelhos, no chão. Come no meio de muitos irmãos – palavra desadequada, como se vê – que, a cada sexta-feira, lhe aplicam duramente a disciplina (instrumento de correias que servia para a autoflagelação).
Deste degredo, do qual quase ninguém sabe o paradeiro -e os seus amigos nenhum sabe! – , Frei João fugiu a 15 de Agosto de 1578. Contará mais tarde que foi Nossa Senhora que a isso o incitou. E, para o fazer, teve a ajuda do novo carcereiro, o jovem Irmão João de Santa Maria, seu admirador, que nos últimos três meses, o vinha também fornecendo de papel, pena e tinta.
Na fuga, Frei João da Cruz leva consigo um caderninho. Nele escrevera os seus poemas – entre os quais o Cântico Espiritual, a Chama de Amor Viva e Noite Escura. E, mesmo se sua poesia não ocupa mais de 40 páginas, o poeta e tradutor José Bento não tem dúvida em colocar aqueles três poemas entre os "mais belos poemas da língua espanhola e porventura de qualquer língua".
A prosa e a poesia de São João da Cruz inclui ainda mais de 20 cartas e oito textos (disponíveis nas Obras Completas, Ed. Carmelo), três dos quais são comentários aos três poemas referidos.
Frei João da Cruz morreu no dia 14 de Dezembro de 1591, aos 49 anos, depois de fundar vários conventos do Carmo. Em Outras coplas a lo Divino, escreve: «A mais forte conquista/ na escuridão se fazia.»
Talvez por isso, volvidos tantos anos e habitando tempos duros de incerteza, São João da Cruz continue a ter discípulos e discípulas que o estimam e nele se releem como num Evangelho, ou a ele se confiam com a serenidade de quem confia na benção dum pai.
Chama do Carmo I NS 127 I Dezembro 10, 2011
Imploro-te que rogues a Deus pela A.
Um beijo carinhoso.
Sou quem Tu sabes bem.
São João da Cruz (1542-1591), fundador dos Carmelitas Descalços, é uma das mais importantes figuras do Catolicismo. Foi homem de oração e guia na fé de eleição, místico refinado e poeta calejado num cativeiro de nove meses, no Carmo de Toledo.
Juan de Yepes, de baptismo, nasceu em Fontiveros, próximo de Ávila, Espanha, numa família pobre. Depois da morte do pai, um comerciante nobre deserdado, a família foi para Medina del Campo, em 1551. Juan tenta, sucessivamente, aprender ofícios num orfanato e trabalha num hospital de doenças infecciosas. Entre 1559 e 1563 estudou humanidades num colégio para órfãos dos Jesuítas.
No ano seguinte entrou, para surpresa de todos, no convento de Medina del Campo dos Carmelitas. Adoptou o nome de Frei Juan de San Matias, e depois do noviciado foi estudar para Salamanca, sendo ordenado três anos depois. É nessa ocasião, aos 25 anos, que se encontrou pela primeira vez com a Madre Teresa de Jesus. Tinha ela já mais de 50 anos. Juan confessa-lhe a sua insatisfação com o que vivia no Carmo. O seu objectivo era, então, entrar num convento de monges cartuxos.
Aquele providencial encontro singular muda o rumo da vida do jovem frade. A Madre Teresa vivia já com um pequeno grupo de Carmelitas Descalças e Juan decide trabalhar com ela no sentido de renovar a vida da família carmelitana. Abandona o hábito de mitigado e, em Novembro de 1568, funda em Duruelo, os Carmelitas Descalços, assinando pela primeira vez como Frei João da Cruz.
Os obstáculos, as acusações e os conflitos de que foi vítima sucederam-se. O clima adensa-se. Os Carmelitas mitigados e os descalços são então peões de brega da política expansionista de Filipe II. Nove anos depois, a 2 de Dezembro de 1577, Frei João foi preso em Ávila, por homens e frades armados que o levaram, às escondidas, para o convento do Carmo de Toledo.
Ali, o Carmelita é colocado num buraco com cerca de três metros de comprimento por dois de largura. Apenas sai para lhe darem uma refeição de pão e água e alguma sardinha, servida de joelhos, no chão. Come no meio de muitos irmãos – palavra desadequada, como se vê – que, a cada sexta-feira, lhe aplicam duramente a disciplina (instrumento de correias que servia para a autoflagelação).
Deste degredo, do qual quase ninguém sabe o paradeiro -e os seus amigos nenhum sabe! – , Frei João fugiu a 15 de Agosto de 1578. Contará mais tarde que foi Nossa Senhora que a isso o incitou. E, para o fazer, teve a ajuda do novo carcereiro, o jovem Irmão João de Santa Maria, seu admirador, que nos últimos três meses, o vinha também fornecendo de papel, pena e tinta.
Na fuga, Frei João da Cruz leva consigo um caderninho. Nele escrevera os seus poemas – entre os quais o Cântico Espiritual, a Chama de Amor Viva e Noite Escura. E, mesmo se sua poesia não ocupa mais de 40 páginas, o poeta e tradutor José Bento não tem dúvida em colocar aqueles três poemas entre os "mais belos poemas da língua espanhola e porventura de qualquer língua".
A prosa e a poesia de São João da Cruz inclui ainda mais de 20 cartas e oito textos (disponíveis nas Obras Completas, Ed. Carmelo), três dos quais são comentários aos três poemas referidos.
Frei João da Cruz morreu no dia 14 de Dezembro de 1591, aos 49 anos, depois de fundar vários conventos do Carmo. Em Outras coplas a lo Divino, escreve: «A mais forte conquista/ na escuridão se fazia.»
Talvez por isso, volvidos tantos anos e habitando tempos duros de incerteza, São João da Cruz continue a ter discípulos e discípulas que o estimam e nele se releem como num Evangelho, ou a ele se confiam com a serenidade de quem confia na benção dum pai.
Chama do Carmo I NS 127 I Dezembro 10, 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
Segundo domingo do Advento | B
(By Tiago Gonçalves)
«Eram baptizados por João Baptista no Rio Jordão, confessando os seus pecados.»
(Marcos 1, 1-8)
Enquanto esperais, empenhai-vos!
Senhor, bom Deus, dá-nos profetas como Isaías!
De novo te pedimos: dá-nos quem em teu Nome proclame uma Boa Notícia de consolação e nos fale ao coração…
Sim, pelas frinchas das janelas da alma entra-nos muito frio e esvai-se-nos o calor. Por isso precisamos de quem nos fale ao coração, de quem nos serene a alma e nos acalme os pensamentos. A espera é por vezes longa e o trabalho cansa-nos. A lufa-lufa esgota-nos. Manda-nos quem nos guie, quem nos anime, quem connosco enfrente as tempestades.
Tu bem sabes, Senhor, dos nossos cansaços. Bem sabes como precisamos de ser consolados, como a vida às vezes nos aperta e nos violenta, como nós mesmos às vezes lhe torcemos as voltas e depois nos despenhamos nas curvas inesperadas e nos precipícios que pouco antes construímos…
Erguemos tantos castelos no ar, levantamos tantas estradas de montanha de que não sabemos regressar...
Vem, Senhor, e devolve-nos à vida!
Tu sabes, Senhor, como precisamos de consolação e libertação! Dá-nos profetas que nos gritem ao coração a notícia de que estás a chegar, de que vens sempre novo e de novo, para altear os vales que escavámos, para abater os montes que levantámos, para derrubar as muralhas que edificámos e restaurar os caminhos que vedámos…
Dá-nos, Senhor, profetas maiores que o medo, maiores que a sensatez do mundo, homens e mulheres cujas vidas ultrapassem as fronteiras das linguagens dogmáticas e nos falem de Ti com desassombro, com encanto e tão enamorados que nos façam sentir-Te próximo e atento, cuidando de nós como um pastor que apascenta o seu rebanho e congrega à sua volta as ovelhas que se tinham perdido, que toma os cordeirinhos no seu próprio colo e dá ao rebanho a voz que chama ao descanso em segurança…
Dá-nos, Senhor, profetas como João, que nos abrem ao "princípio do Evangelho de Jesus Cristo" nas nossas próprias vidas, homens e mulheres que nos falem de Jesus como quem nos apresenta à pessoa mais importante que conheceram, o centro das suas vidas!
Dá-nos profetas assim, Senhor, como ele, que não guardava ninguém à volta de si mesmo mas apontava os que o procuravam para "Aquele que viria, maior que ele". Dá-nos profetas humildes, que sabem que estão na festa das bodas mas não querem ocupar o lugar do noivo…
Dá-nos gente de Coração audaz, sem medo dos gestos fortes e das palavras inconvenientes, porque só esses são capazes de apontar verdadeiramente para além de si mesmos, são capazes de aplanar caminhos em que os débeis deixam de tropeçar e cair e rasgar veredas novas.
Nós que somos da Nova Aliança que João já não teve tempo de conhecer, precisamos ainda de gente como ele para renovarmos a nossa vivência do Baptismo no Espírito, porque muitas vezes não passamos do baptismo da água que molha e se limpa com a toalha, e o resto seca pouco depois.
Tu, que és o Senhor do tempo e da história, faz-nos estar atentos aos tantos sinais proféticos que existem nos nossos dias, mergulha o nosso coração na sabedoria da vigilância e faz crescer em nós a esperança desses "novos céus e nova terra onde habita a justiça" de que falam sempre os teus profetas, esse mundo admiravelmente novo a emergir ao qual Jesus chamava Reino de Deus.
Senhor, nós vivemos esperando e apressando o tempo novo, como nos diz a segunda carta do Pedro, que neste domingo lemos na Eucaristia.
Ajuda-nos a entender bem este apelo, Senhor.
Ajuda-nos a esperar e a apressar.
Esperar não é para nós uma atitude passiva; mas é o impulso que nos faz antecipar o que se espera, viver segundo o que se ama, mesmo quando ainda não é tudo evidente.
Esperar o advento do Reino é estar permanentemente apressando essa vinda, antecipando-o, vivendo segundo os critérios do Reino revelados plenamente na vida de Jesus. Ou seja: enquanto esperais tudo isto, empenhai-vos!
Senhor, sê Tu, hoje, a dizer com a Tua ternura estas palavras dentro de nós, para que compreendamos o que significa esperar, e o que é preparar a tua chegada, que é permanente, se torne visível e sensível nos nossos gestos e atitudes…
Senhor, digo com a Igreja primitiva: Maranatha! Vem, Senhor! Vem! Vem!
E sinto, hoje, que tu me apontas o mundo povoado por tantos irmãos e irmãs e me dizes, como resposta: Vai! Vai!
Chama do Carmo I NS 126 I Dezembro 4 2011
De novo te pedimos: dá-nos quem em teu Nome proclame uma Boa Notícia de consolação e nos fale ao coração…
Sim, pelas frinchas das janelas da alma entra-nos muito frio e esvai-se-nos o calor. Por isso precisamos de quem nos fale ao coração, de quem nos serene a alma e nos acalme os pensamentos. A espera é por vezes longa e o trabalho cansa-nos. A lufa-lufa esgota-nos. Manda-nos quem nos guie, quem nos anime, quem connosco enfrente as tempestades.
Tu bem sabes, Senhor, dos nossos cansaços. Bem sabes como precisamos de ser consolados, como a vida às vezes nos aperta e nos violenta, como nós mesmos às vezes lhe torcemos as voltas e depois nos despenhamos nas curvas inesperadas e nos precipícios que pouco antes construímos…
Erguemos tantos castelos no ar, levantamos tantas estradas de montanha de que não sabemos regressar...
Vem, Senhor, e devolve-nos à vida!
Tu sabes, Senhor, como precisamos de consolação e libertação! Dá-nos profetas que nos gritem ao coração a notícia de que estás a chegar, de que vens sempre novo e de novo, para altear os vales que escavámos, para abater os montes que levantámos, para derrubar as muralhas que edificámos e restaurar os caminhos que vedámos…
Dá-nos, Senhor, profetas maiores que o medo, maiores que a sensatez do mundo, homens e mulheres cujas vidas ultrapassem as fronteiras das linguagens dogmáticas e nos falem de Ti com desassombro, com encanto e tão enamorados que nos façam sentir-Te próximo e atento, cuidando de nós como um pastor que apascenta o seu rebanho e congrega à sua volta as ovelhas que se tinham perdido, que toma os cordeirinhos no seu próprio colo e dá ao rebanho a voz que chama ao descanso em segurança…
Dá-nos, Senhor, profetas como João, que nos abrem ao "princípio do Evangelho de Jesus Cristo" nas nossas próprias vidas, homens e mulheres que nos falem de Jesus como quem nos apresenta à pessoa mais importante que conheceram, o centro das suas vidas!
Dá-nos profetas assim, Senhor, como ele, que não guardava ninguém à volta de si mesmo mas apontava os que o procuravam para "Aquele que viria, maior que ele". Dá-nos profetas humildes, que sabem que estão na festa das bodas mas não querem ocupar o lugar do noivo…
Dá-nos gente de Coração audaz, sem medo dos gestos fortes e das palavras inconvenientes, porque só esses são capazes de apontar verdadeiramente para além de si mesmos, são capazes de aplanar caminhos em que os débeis deixam de tropeçar e cair e rasgar veredas novas.
Nós que somos da Nova Aliança que João já não teve tempo de conhecer, precisamos ainda de gente como ele para renovarmos a nossa vivência do Baptismo no Espírito, porque muitas vezes não passamos do baptismo da água que molha e se limpa com a toalha, e o resto seca pouco depois.
Tu, que és o Senhor do tempo e da história, faz-nos estar atentos aos tantos sinais proféticos que existem nos nossos dias, mergulha o nosso coração na sabedoria da vigilância e faz crescer em nós a esperança desses "novos céus e nova terra onde habita a justiça" de que falam sempre os teus profetas, esse mundo admiravelmente novo a emergir ao qual Jesus chamava Reino de Deus.
Senhor, nós vivemos esperando e apressando o tempo novo, como nos diz a segunda carta do Pedro, que neste domingo lemos na Eucaristia.
Ajuda-nos a entender bem este apelo, Senhor.
Ajuda-nos a esperar e a apressar.
Esperar não é para nós uma atitude passiva; mas é o impulso que nos faz antecipar o que se espera, viver segundo o que se ama, mesmo quando ainda não é tudo evidente.
Esperar o advento do Reino é estar permanentemente apressando essa vinda, antecipando-o, vivendo segundo os critérios do Reino revelados plenamente na vida de Jesus. Ou seja: enquanto esperais tudo isto, empenhai-vos!
Senhor, sê Tu, hoje, a dizer com a Tua ternura estas palavras dentro de nós, para que compreendamos o que significa esperar, e o que é preparar a tua chegada, que é permanente, se torne visível e sensível nos nossos gestos e atitudes…
Senhor, digo com a Igreja primitiva: Maranatha! Vem, Senhor! Vem! Vem!
E sinto, hoje, que tu me apontas o mundo povoado por tantos irmãos e irmãs e me dizes, como resposta: Vai! Vai!
Chama do Carmo I NS 126 I Dezembro 4 2011
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