

Somos Carmelitas Descalços, filhos de Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, Ordem dos Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, Senhora do Sim, nossa Mãe e nossa Irmã, em Viana do Castelo, Alto Minho, Portugal, a viver «em obséquio de Nosso Senhor Jesus Cristo e a servi-l’O de coração puro e consciência recta».
sábado, 31 de janeiro de 2009
Ser fiel até ao fim

neste domingo quero entregar-te todos aqueles e aquelas que,
ao longo destes meus anos de Vida Religiosa e Carmelitana
foram testemunho, amparo e mão amiga.
Concede-nos, Maria, a graça de oferecer ao Pai,
não um casal de pombas, pela nossa pobreza,
mas tudo o que somos e temos,
tudo é d’Ele e a Ele entregamos.
Como Tu, Maria, Senhora do Sim a Deus e à Humanidade,
quero dizer sim unido a tantos sacerdotes,
religiosos e religiosas, missionários e missionárias,
irmãos e irmãs em formação,
rapazes e raparigas apaixonados e em espera,
contemplativos e fraternidades de vida activa.
Com todos eles quero ser fiel até ao fim.
Contigo, Maria e Mãe,
no mais íntimo do meu coração de filho pecador
me abandono nas mãos do Pai:
Ecce Fiat Magnificat.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Adoração Eucarística

É bom não nos dispersarmos e que nos juntemos diante do Santíssimo, sentados, de pé ou de joelhos, para que haja espírito de união entre nós e o Criador, através da oração.
Pode rezar-se aos santos, mas não deve esquecer-se o Santo dos Santos, o Dono da Casa que está no Sacrário. A Ele a honra, a glória e o poder...
Também devemos, sempre que podermos, orar em casa, num ambiente de recato e oração — em conjunto ou individualmente.
Devemos por-nos em consonância com o Criador através da oração, nos locais mais propícios, tendo o espírito de isenção quanto aos chamados respeitos humanos, que mais não são que travão, ao nosso desenvolvimento espiritual.
Oremos ao Divino Mestre, à Mãe Santíssima, aos santos, porque, no fundo, estamos a orar, e sempre, a Deus! Deus sabe o que cada um de nós precisa e, quem ora recebe a Graça de Deus por acréscimo ...
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Viana, que linda és (visita do Marcelo)
O Referendo foi assim (convém olhar para a mão!)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Viagem cultural, Europa e as religiões

Trata-se de uma viagem cultural, ao abrigo de um Curso intitulado a Europa e as Religiões que a Europa Viva realiza em parceria com a Universidade de Lisboa e para a qual convidou o senhor padre Armindo Vaz como conferencista e autor de um seminário com o mesmo tema.
Contactos: 91 901 48 72 + 96 565 38 34
Ana Paula Lemos
São Paulo – o meu olhar pessoal sobre o quadro da nossa igreja
O quadro patente nesta Igreja do Carmo, pintado pelo jovem Hugo Soares, leva-me à seguinte tentativa de reflexão interpretativa: eis um homem — Saulo, Paulo, o Apóstolo —, aparentemente baixo, calvo, de feições marcadas pela vida, sem beleza disitintiva. Segundo dados aproximados à tradição da Igreja.
A perna esquerda de São Paulo está firme e bem apoiada no chão, pois foi um homem de convicções fortes e temente a Deus, mas não à justiça volúvel dos homens.
A perna direita encontra-se dobrada num plano superior, num estrado, e por isso mais longe da terra e mais próxima do céu, mas em sinal de sujeição ao Criador.
Este estrado está em fractura desde o chão fazendo-me recordar os períodos de maior bonança da história, nos quais o homem sempre mais se afastou da palavra dos profetas de Deus. Todavia Paulo é exemplo de quem nunca deixou de estar sempre atento à vontade de Deus.
A túnica que praticamente não cobre o corpo de Paulo simboliza o estar nu, isto é, desprotegido, mas receptivo à vontade de Deus e disponível para a acção.
Na mão esquerda, a espada aponta para baixo, para a terra onde está a maçã e ao mesmo tempo apresenta-o combatente de todos os males terrenos; na mão direita figura um livro representando as suas Cartas de inspiração divina e legadas à Humanidade.
A tez morena de homem mediterrâneo aproxima-o ainda mais de nós, pecadores.
A maçã, bichada, remete o meu pensamento para o Paraíso, para o momento em que a serpente tenta Eva e a insidia a desrespeitar a vontade do Criador, colhendo o fruto e dando-o a Adão, seu marido.
Desde então a terra está contaminada pelo mal, pelo bicho da maçã, sendo necessário ao homem, estar permanentemente alerta para não ser atingido pelo mal, que se encontra, em permanência, ao seu lado.
Também a vida de Saulo — dir-se-ia uma má vida —, se transformou numa vida de serviço, de luta permanente pela justiça, e de arrojado anúncio da boa nova do Evangelho.
O Apóstolo é um homem admirado e venerado pelos séculos — nem faltou quem o apelidasse de fundador do Cristianismo! —, porém, permanentemente, ele dobra-se humilde à vontade divina, embora mantenha a cabeça firme e erguida para Quem num sobressalto o fulgurou durante uma noite em pleno meio dia.
João Ramos
Chama do Carmo I NS 15 I 25 Janeiro 09
domingo, 25 de janeiro de 2009
Domingo das bênçãos
— Preciso da sua bênção.
— Pois que Deus a abençoe, então.
— Pois que Deus a abençoe, então.
Semana da unidade, dia 8

Senhor Deus, nós te agradecemos pela sabedoria que nos transmitem tuas Escrituras. Dá-nos a coragem de abrir nosso coração e nosso espírito ao próximo. Seja ele um fiel de outra Confissão cristã, seja ele um seguidor de outra religião. Ensina-nos a superar as barreiras da indiferença, dos preconceitos e do ódio. Revigora nossa visão dos últimos dias, quando todos os cristãos se dirigirão unidos para o banquete final, quando toda lágrima e desacordo serão vencidos pelo amor.
Amen.
Abençoa, Senhor, a família, amen.
Que ninguém vá dormir sem pedir ou dar seu perdão.
Que as crianças aprendam no colo o sentido da vida.
Que a família celebre a partilha do abraço e do pão.
Abençoa, Senhor, a família, Amen.
Abençoa, Senhor, a minha também.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Testamento paulino

Vós permanecestes a meu lado nas provações,
quando todos me abandonaram e ninguém me acompanhou.
Não o leveis em conta,
e perdoai-o.
Vós, Senhor, sempre estiveste a meu lado
e me concedestes força para anunciar
integramente a mensagem,
a fim de que todos os povos a ouvissem.
Aprendi a confiar em Vós, Senhor,
e tenho plena confiança
em que continuareis livrando-me do todo o mal,
me salvareis
e me levareis ao vosso reino celestial.
A Vós toda a glória
pelos séculos dos séculos.
Amen.
(A partir de IITimóteo 4:16-18)
A Luz de Damasco

para a ovelha que regressa.
A luz de Damasco
é um tombar do trigo,
um cair do grão
– cega tanto como os olhos
de um homem perseguido
quando se volta
para nós!
A luz de Damasco golpeia.
É circuncisão que abre,
limpa!
A luz de Damasco é dura.
Da dureza das pedras
que um mártir junta com as mãos
com que empedra o caminho para a morte.
A luz de Damasco
é esse lume
da oração
de um mártir
ao morrer.
Daniel Faria (1971-1999)
Daniel Faria (1971-1999)
Semana da unidade, dia 7

Senhor, escuta teu povo quando este grita por ti, aflito pela doença e pela dor. Que aqueles que são saudáveis se façam dom pelo bem-estar dos outros; que eles possam servir os que sofrem com coração generoso e mãos abertas. Senhor, dá-nos viver na tua graça e pela tua providência, tornando-nos uma comunidade de reconciliação onde todos te louvem unidos.
Amen.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Semana da unidade, dia 6

Senhor, escuta teu povo quando este grita por ti, aflito pela doença e pela dor. Que aqueles que são saudáveis se façam dom pelo bem-estar dos outros; que eles possam servir os que sofrem com coração generoso e mãos abertas. Senhor, dá-nos viver na tua graça e pela tua providência, tornando-nos uma comunidade de reconciliação onde todos te louvem unidos.
Amen,
Homilia breve, em jeito de poema

que só havia uma maneira de fazer: a correr.
Está-se mesmo a ver
só se iria inscrever
quem não gostasse mesmo nada de perder.
Corria então nessa estrada
Corria então nessa estrada
um famoso corredor,
a transbordar de zelo e de ardor,
indómito lutador.
Já se sabia,
saía
sempre vencedor.
Até que um dia
à hora do meio-dia,
do sol a pique e de Deus na via,
um novo corredor vindo de fora,
não se sabe de onde,
agarrava
e ultrapassava
nessa estrada
o corredor.
A estrada era para os lados de Damasco,
Paulo o corredor,
Jesus o novo vencedor.
Começa aqui outra história
de outro amor
com Paulo a correr
por dentro e por fora
até morrer.
Fora de si,
dentro de si,
movimento transitivo
no mapa, nos mares, nas estradas, nas cidades,
movimento intransitivo,
ao jeito de Abraão,
rasgando avenidas no próprio coração.
Mas não quis mais correr sozinho.
Para mim correr é Cristo,
dizia,
e corria agarrado à sua mão.
Uma mão na mão de Cristo,
a outra apertando a de um irmão
e outro irmão e outro irmão,
uma verdadeira multidão
em comunhão.
É verdade,
quando Jesus irrompe na vida de alguém,
interrompe a normalidade de um percurso,
e rompe essa vida em duas partes desiguais:
uma que fica para trás,
outra que se abre agora à nossa frente,
recta como uma seta directa a uma meta,
a um alvo, um objectivo intenso e claro,
tão intenso e claro que na vida de cada um
só pode haver um!
Dom António Couto
Dom António Couto
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Semana da unidade, dia 5

Oração
Senhor, faz-nos perceber as discriminações e exclusões que marcam nossa sociedade. Conduze nosso olhar e ajuda-nos a reconhecer os preconceitos que habitam em nós. Ensina-nos a expulsar todo desprezo de nosso coração, para apreciarmos a alegria de viver jutos em unidade.
Senhor, faz-nos perceber as discriminações e exclusões que marcam nossa sociedade. Conduze nosso olhar e ajuda-nos a reconhecer os preconceitos que habitam em nós. Ensina-nos a expulsar todo desprezo de nosso coração, para apreciarmos a alegria de viver jutos em unidade.
Amen.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Pela mão do Apóstolo Paulo
I. Questões preliminares: 1) A figura de Paulo; 2) Escritos e forma de escrever do Apóstolo; 3) Destinatário.
II. Introdução às Cartas da primeira época paulina: 1) Tessalonicenses; 2) Coríntios; 3) Gálatas; 4) Romanos; 5) Filipenses; 6) Filémon.
III. Introdução às Cartas da segunda época paulina: 1) Colossenses; 2) Efésios; 3) Timóteo; 4) Tito.
IV. A mulher nas comunidades paulinas.
V. Comentário de alguns textos paulinos.
Encontros com a Palavra
Vai ser belo ler as cartas de Paulo como proposta de encontro com Deus, isto é, são Palavra de Deus que nos é dirigida pela mediação da palavra paulina, escrita por esse extraordinário portador da Palavra, quando por ela ou pela força dos acontecimentos se sentiu impelido a falar e a escrever.
Bem-vindo, P. Vasco. Parabéns, P. Vasco, a ti e a todos os que começaram estes encontros feitos caminhada.
Maria Puga, Maria do Carmo
Fizeste bem, Maria. E mais bem fizeste quando contigo trouxeste os teus pais de quem já tínhamos saudades. Por isso, sempre que vieres a Viana vem ver-nos e ao Menino Jesus. Entretanto, para que d'Ele não tenhas saudades (nem de nós) guarda Esse que tens nas mãos, e que Ele te abençoe, como te abençoou no primeiro dia que arranjaste forças para aqui vir.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Semana da unidade, dia 4

Deus Criador, formaste o mundo pela da tua Palavra e viste que tudo era bom. Mas hoje nós cumprimos obras de morte e provocamos irremediavelmente a depredação do meio-ambiente. Dá-nos o arrependimento de nossas ganâncias; ensina-nos a cuidar das tuas criaturas. Juntos, nós queremos proteger a criação. Amen.
Faltava um presépio
Festividade do Menino Jesus de Praga

No Domingo passado — Festa do Baptismo do Senhor — beijámos o Menino Jesus pela última vez. Este domingo, a espiritualidade da nossa Ordem convida-nos de novo a relançar o olhar para a infância de Jesus, com a celebração da festividade do Divino Menino Jesus de Praga, invocação e devoção muito querida da nossa família espiritual.
Jesus era verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. É isso que confessamos quando rezamos o Credo. Isto é, o Verbo Filho de Deus ao incarnar assumiu completamente a humanidade e todas suas limitações que tal eleição supôs. Porque estávamos separados de Deus por causa do pecado, foi necessário que Deus Filho incarnasse na história para que pudéssemos regressar à inteira comunhão com Ele. Assim porque Jesus é Deus torna eficaz a sua obra realizada na Cruz, e porque é homem garante que os méritos da sua morte sejam aplicáveis a todos os humanos.
Jesus foi tão humano quanto divino; e se é certo que é fácil reconhecê-lo como Deus, também é certo que muitos hesitam ou sentem dificuldades em aceitá-lo como homem.
O Novo Testamento diz-nos que Jesus nasceu duma mulher, e não desceu simplesmente dos céus. Da Virgem Maria Jesus recebeu ascendência; e o mesmo se diga de José, que deu o nome ao Menino e lhe garantiu a paternidade legal.
Cresceu como qualquer criança, com debilidades e limitações, não era sobre--humano, teve fome e sede, canseiras e dores. Trabalhou na oficina ao lado de José; foi visto e tocado pelos que o rodearam, não era um fantasma nem um espírito, nem um sonho.
Teve sentimentos e emoções de alegria e de júbilo, tristeza e angústia, surpresa e indignação, festejava, comovia-se e chorava.
Porque homem não sabia tudo, mas possuía um conhecimento superior ao normal: ninguém como Ele proferiu palavras tão belas; ninguém como Ele percebia o que no intímo pensavam os amigos e inimigos. Sabia coisas sobre o passado, o presente e o futuro das pessoas.
Jesus foi uma pessoa singular, o humano mais humano dos humanos, o humano que é para nós sinal, referência e aspiração de toda a humanidade. Ele é Deus perfeito e homem perfeito, uma só pessoa, ainda que nos seja difícil compreender como Deus e homem estão unificados num único ser.
O Filho ao assumir forma humana adquire as qualidades humanas e continua sendo Deus. Quando São Paulo afirma que Ele se esvaziou da sua condição proclama apenas que Ele se esvazia da sua igualdade com Deus, não da condição divina. Em consequência, as suas acções não foram umas vezes humanas e outras divinas, foram sempre humanas e divinas.
Jesus é o perfeito humano, sem pecado e submisso ao Pai. É o perfeito Deus, em honra, majestade e poder, que assumiu a humanidade porque se compadecera do homem.
A devoção ao Menino Jesus de Praga funda-se precisamente neste baluarte, que radicalmente confessamos: Jesus era Deus e era homem. Era Jesus, salvador, e homem, menino nascido na gruta humilde de Belém. Foi aí que nasceu a devoção ao Menino. Foi bela e ternamente iniciada por Maria e José, seguida pelos anjos e pastores, continuada pelos Magos em representação de todos os povos até ao fim do mundo, até ao fim dos tempos. Quem alguma vez foi tocado por Jesus não pode deixar de ser atraído pela sua infância, embora mais frequentemente nos centremos na sua vida adulta, de anúncio salvador.
É justo que nos surpreendamos que os santos se encantem com este mistério imenso da incarnação do Verbo Filho de Deus, que depois cresceu e amadureceu no seio da família de Maria e José? Não. Foi exactamente isso que sucedeu com nossos pais S. João da Cruz e S. Teresa de Jesus. Foi no seio da nossa família carmelitana que nasceu a devoção ao Menino Jesus sob o título de Praga, por ter nascido no Convento do Carmo dessa cidade checa. Daqui se universalizou por todo o orbe cristão, como um tesouro comum.
A todos, como a irmãos queridos, Ele, Divino Reizinho, proclama: «Quanto mais me honrardes, mais Eu vos favorecerei!»
Seja! Assim seja! Deus seja louvado! Amen!
Jesus era verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. É isso que confessamos quando rezamos o Credo. Isto é, o Verbo Filho de Deus ao incarnar assumiu completamente a humanidade e todas suas limitações que tal eleição supôs. Porque estávamos separados de Deus por causa do pecado, foi necessário que Deus Filho incarnasse na história para que pudéssemos regressar à inteira comunhão com Ele. Assim porque Jesus é Deus torna eficaz a sua obra realizada na Cruz, e porque é homem garante que os méritos da sua morte sejam aplicáveis a todos os humanos.
Jesus foi tão humano quanto divino; e se é certo que é fácil reconhecê-lo como Deus, também é certo que muitos hesitam ou sentem dificuldades em aceitá-lo como homem.
O Novo Testamento diz-nos que Jesus nasceu duma mulher, e não desceu simplesmente dos céus. Da Virgem Maria Jesus recebeu ascendência; e o mesmo se diga de José, que deu o nome ao Menino e lhe garantiu a paternidade legal.
Cresceu como qualquer criança, com debilidades e limitações, não era sobre--humano, teve fome e sede, canseiras e dores. Trabalhou na oficina ao lado de José; foi visto e tocado pelos que o rodearam, não era um fantasma nem um espírito, nem um sonho.
Teve sentimentos e emoções de alegria e de júbilo, tristeza e angústia, surpresa e indignação, festejava, comovia-se e chorava.
Porque homem não sabia tudo, mas possuía um conhecimento superior ao normal: ninguém como Ele proferiu palavras tão belas; ninguém como Ele percebia o que no intímo pensavam os amigos e inimigos. Sabia coisas sobre o passado, o presente e o futuro das pessoas.
Jesus foi uma pessoa singular, o humano mais humano dos humanos, o humano que é para nós sinal, referência e aspiração de toda a humanidade. Ele é Deus perfeito e homem perfeito, uma só pessoa, ainda que nos seja difícil compreender como Deus e homem estão unificados num único ser.
O Filho ao assumir forma humana adquire as qualidades humanas e continua sendo Deus. Quando São Paulo afirma que Ele se esvaziou da sua condição proclama apenas que Ele se esvazia da sua igualdade com Deus, não da condição divina. Em consequência, as suas acções não foram umas vezes humanas e outras divinas, foram sempre humanas e divinas.
Jesus é o perfeito humano, sem pecado e submisso ao Pai. É o perfeito Deus, em honra, majestade e poder, que assumiu a humanidade porque se compadecera do homem.
A devoção ao Menino Jesus de Praga funda-se precisamente neste baluarte, que radicalmente confessamos: Jesus era Deus e era homem. Era Jesus, salvador, e homem, menino nascido na gruta humilde de Belém. Foi aí que nasceu a devoção ao Menino. Foi bela e ternamente iniciada por Maria e José, seguida pelos anjos e pastores, continuada pelos Magos em representação de todos os povos até ao fim do mundo, até ao fim dos tempos. Quem alguma vez foi tocado por Jesus não pode deixar de ser atraído pela sua infância, embora mais frequentemente nos centremos na sua vida adulta, de anúncio salvador.
É justo que nos surpreendamos que os santos se encantem com este mistério imenso da incarnação do Verbo Filho de Deus, que depois cresceu e amadureceu no seio da família de Maria e José? Não. Foi exactamente isso que sucedeu com nossos pais S. João da Cruz e S. Teresa de Jesus. Foi no seio da nossa família carmelitana que nasceu a devoção ao Menino Jesus sob o título de Praga, por ter nascido no Convento do Carmo dessa cidade checa. Daqui se universalizou por todo o orbe cristão, como um tesouro comum.
A todos, como a irmãos queridos, Ele, Divino Reizinho, proclama: «Quanto mais me honrardes, mais Eu vos favorecerei!»
Seja! Assim seja! Deus seja louvado! Amen!
Chama do Carmo l NS 14 l 18 janeiro 09
Consagração ao Menino Jesus de Praga

eu Vos ofereço todo o meu ser e me consagro a Vós,
para o presente e para o futuro.
Recebei a minha alma e enchei-a com o Vosso amor.
Acolhei o meu coração e guardai-o junto do Vosso.
Guardai a minha boca e fazei da minha vida um louvor.
Sede a luz dos meus olhos e iluminai os meus passos.
Falai aos meus ouvidos e convertei o meu coração.
Estendei a Vossa mão e amparai a minha vida.
Escutai o meu pensar e seja feita a Vossa vontade.
Vede a cruz da minha vida e vinde em meu auxílio;
consolai-me na tristeza e abençoai-me na alegria.
Aliviai-me na doença e conservai-me em saúde.
Consagro-me ao Vosso serviço nas coisas do Pai
para estar vigilante nas boas obras.
Fazei que eu me perca só em Vós
e me encontrem sempre os que Vos procuram.
E quando chegar a minha hora concedei-me, Jesus bendito,
o conforto da Virgem Mãe para que, vencida a morte,
triunfe a vida e se estabeleça para sempre
Vosso reino de paz e amor.
Amen.
O pedido:
Divino Menino Jesus de Praga, que prometestes:
"Quanto mais Me honrardes, mais Eu Vos oferecerei",
pelos méritos da Vossa Santa Infância,
concedei-me a graça que Vos peço
(nomeia-se a graça).
A bênção:
Divino Menino Jesus de Praga,
abençoai-me e guardai-me de todo o mal.
Semana da unidade, dia 3

Deus de Justiça, em nosso mundo existem lugares em que transborda comida; mas outros em que não se tem o bastante, com uma legião de doentes e famintos.
Deus da Paz, em nosso mundo há pessoas que tiram proveito da violência e da guerra, enquanto outros, por causa da guerra e da violência, são obrigados a abandonar seus lares e encontrar refúgio em terra estranha.
Deus de Compaixão faz-nos compreender que não podemos viver apenas do dinheiro, mas que somos necessitados da tua Palavra. Ajuda-nos a compreender que não podemos chegar à vida e à prosperidade verdadeira senão amando a Ti, na obediência à tua vontade e aos teus ensinamentos.
Nós te pedimos em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor.
Amen.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Semana da unidade, dia 2

Senhor, tu que te entregaste na cruz pela unidade do género humano, nós te oferecemos nossa humanidade ferida pelo egoísmo, arrogância, vaidade e ira. Senhor, não abandones teu povo oprimido a sofrer toda forma de violência, de ira e de ódio, vítima de falsas crenças e de divergências ideológicas. Senhor, concede que nós, cristãos, trabalhemos juntos para que se cumpra a tua justiça, antes que a nossa.Dá-nos coragem de ajudar os outros a levar sua cruz, ao invés de colocar a nossa sobre seus ombros.Senhor, ensina-nos a sabedoria de tratar nossos inimigos com amor ao invés de odiá-los.
Amen.
domingo, 18 de janeiro de 2009
S. Paulo e S. Teresinha encontraram-nos
Não são jamais de desprezar as oportunidades de crescimento e formação espiritual, por isso muito agradecemos ao P. Alpoim Portugal, da Comunidade do Santuário do Menino Jesus, a sua disponibilidade e a partilha do seu estudo e saber, que irão para além deste Encontro pois se disponibilizou prontamente a vir um dia falar-nos a figura da Bem-aventurada Isabel da Trindade, cujas obras completas foram agora editadas pela primeira vez em Portugal. Aguardamos. Agradecemos também a todos os participantes (cerca de trinta) por terem saído espiritualmente enriquecidos e por assim nos animarem a criar novas oportunidades de formação que a todos beneficiem.
Qual é o vosso nome, meus meninos?
Uma comunidade faz-se com muito trabalho e muito amor. A cantar e a rir. A rezar e às vezes a chorar. Mas Deus é Pai. O Blog foi este Sábado ver um ensaio e encontrou lá muito ânimo, boas vozes, caras bonitas, vontade de aprender, gente grande, gente de palmo e meio. O Coro era o da Missa Vespertina. Acabado de juntar-se lá vai ensaiando para na Missa seguir com a voz os zag-zigues do Mestre Teclas. E fazem-no bem. só aqui fica uma pergunta: Qual é o nome do vosso coro, meus meninos? (E por falar em meninos só lá existe um, onde estão os outros?)
Avisos para a Semana 18 - 25 Janeiro

Início da Semana de oração pela unidade dos cristãos, sob o tema «Serão um só, na tua mão» (Ezequiel 37:17).
19 I Segunda-feira
Dia de oração pelos defuntos da nossa Ordem.
21:00h I Encontro com a Bíblia.
21 I Quarta-feira
Memória de S. Inês, virgem e mártir
22 I Quinta-feira
Dia de oração pela evangelização dos povos.
24 I Sábado
Memória de São Francisco de Sales.
17:00h I Sé I Celebração paulina diocesana na Conversão de S. Paulo, presidida pelo nosso Bispo.
25 I Domingo
Festa da Conversão de São Paulo.
Domingo das bênçãos:
Vespertina Bênção dos filhos
08:00h Bênção dos avós
10:00h Bênção da família
11:30h Bênção das crianças
18:30h Bênção dos casais.
Semana da unidade, dia 1

Deus de compaixão, tu nos amaste e perdoaste em Cristo. Tu reconciliaste toda a humanidade em teu amor redentor. Olha com bondade todos aqueles que trabalham e rezam pela unidade das Comunidades cristãs, ainda divididas. Dá-lhes serem irmãos e irmãs em teu amor. Possamos nós ser um, “um em tua mão”.
Amen.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Encontro de Espiritualidade
O professor do Encontro é o P. Alpoim Portugal, Director do Centro de Espiritualidade Santa Teresa de Jesus, homem espiritual e profundamente enfarinhado na espiritualidade da infância e da pequena via.
O Encontro congregou mais de vinte pessoas de Viana do Castelo e, algumas vindas de Lamego, Viseu e Vigo (Espanha).
O Encontro respira pelos dois pulmões da oração e do estudo, alicerçado na frase do Apóstolo: «Durante a oração abri as Epistolas de São Paulo».
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Festividade do Menino Jesus de Praga

Uma semana antes de celebrarmos o Domingo das Bênçãos, em Viana vamos honrá-lo e festejá-lo porque Ele é o nosso Reizinho.
— Divino Menino Jesus de Praga, abençoai-nos.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Consagrados, chás e bolachas
A equipa da CIRP de Viana do Castelo reuniu-se ontem na nossa Comunidade. Apesar do frio e do bréu da noite nada deteve ninguém e todos estiveram presentes, para com amor e algum humor levar em frente a dinamização do Dia do Consagrado, que há-de celebrar-se com algum relevo na paróquia de Barroselas.
No fim, para animar a enfrentar o frio que esperava fora de portas tomámos um chá. Afinal de contas na Vida Religiosa a mesa da fraternidade não é de modo algum a mesa menor.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
O fim dos presépios
Passados os dias do Natal recolhemos aos presépios. Chegou ao fim este pequeno enlevo da nossa Comunidade em dar mais visibilidade e carinho ao mistério imenso da Natividade do Senhor. Parabéns a quem trabalhou com amor. Obrigado a quem além do musgo pôs a sua vida, suor e ternura a aconchegar o Salvador. Para o ano haverá mais. Espera-se.
Mas porque será que havia mais alegria — ao que percebi — ao montar os presépios que ao desmontá-los?
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Oh! Como é bom!
Oh! Como é bom e agradável viverem os irmãos em harmonia. De tempos a tempos assim é, que nem sempre é. Daí o anseio e a exclamação!
Hoje foi dia de encontros dos irmãos da nossa Província, para retiro e encontro, diálogo, partilha e oração. Acolheu-nos a Comunidade da Foz do Douro, que comandou a batuta. O P. Armindo Vaz falou-nos de São Paulo, da sua releitura escatológica da vida, a partir do que chamou os buracos negros e estrelas cintilantes. A saber, pecado, Lei e morte, e da fé, esperança e caridade.
Foi um dia diferentemente bem passado com promessas de mais. Que nunca é demais.
Hoje foi dia de encontros dos irmãos da nossa Província, para retiro e encontro, diálogo, partilha e oração. Acolheu-nos a Comunidade da Foz do Douro, que comandou a batuta. O P. Armindo Vaz falou-nos de São Paulo, da sua releitura escatológica da vida, a partir do que chamou os buracos negros e estrelas cintilantes. A saber, pecado, Lei e morte, e da fé, esperança e caridade.
Foi um dia diferentemente bem passado com promessas de mais. Que nunca é demais.
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