domingo, 11 de novembro de 2012

Missa de 7º Dia

A Missa de 7º Dia pela alma da nossa irmã Lília de Melo será celebrada na Sexta-feira, dia 16, às 09:00h

Com humor, com amor

A sério?

A fé ensina a viver melhor?

... Cada vez estamos mais distantes da fonte, do original, do acontecimento, porque vivemos na novela dos comentários e das interpretações.

A fé, manifestada em Jesus, ensina-nos a viver neste mundo. O nosso ponto de partida pode ser a passagem da Carta a Tito (Tt 2, 12), onde se diz a propósito de Jesus: “a graça de Deus, fonte de salvação, manifestou-se a todos os homens, ensinando-nos a viver neste mundo”. Esta frase é um desafio, antes de tudo, a tomarmos a sério a humanidade de Jesus como narrativa de Deus e do Homem. Nessa humanidade temos o caminho, a verdade e a vida.
Hoje sentimos a necessidade muito grande de uma fé orientada para a vida. De uma fé que possa constituir uma arte de viver, um laboratório para uma existência autêntica e não apenas para a manutenção de um conjunto de práticas fragmentárias. E precisamos reencontrar ou reinventar, a partir da fé, uma gramática do humano. A fé é um exercício muito concreto de confiança na narrativa de Deus que Jesus nos relata com a sua própria vida, com o seu próprio corpo, os seus gestos, o seu silêncio, a sua história, a poética da sua humanidade. Que se pode concluir então? Que Deus, por exemplo, não bate a uma porta que nós não temos, mas está à nossa porta e bate; que Deus não está numa época passada ou futura simplesmente, mas Deus emerge no nosso presente histórico e é aí (é aqui!) que o encontro com Ele se torna para nós decisivo.
Há um ensaio literário de uma grande autora americana, Susan Sontag, onde ela se levanta contra a interpretação, porque diz, “O mundo encheu-se de comentários, já só vivemos de coisas em segunda mão”. De facto, cada vez estamos mais distantes da fonte, do original, do acontecimento, porque vivemos na novela dos comentários e das interpretações. Há sempre mais uma interpretação que se sobrepõe, à maneira de cascas de cebola. Mas o que é a essência do (nosso) problema? O que é o núcleo fundamental? Isso como que nos escapa. E Sontag dizia que o que temos a fazer é ensinar a ver melhor, a ouvir melhor, a saborear melhor, a tocar melhor. No fundo, a exercitar melhor a nossa humanidade. Uma fé vivida aqui e agora é também uma fé que não se deixa capturar pelo labirinto epidérmico dos meros comentários, mas arrisca-se a construir como uma aventura na ordem do ser.
José Tolentino Mendonça

sábado, 10 de novembro de 2012

Funeral da Dª Lilia de Melo

Participamos aos nossos amigos e benfeitores que o funeral da nossa irmã Lilia de Melo se realiza amanhã, Domingo, dia 11, pelas 15:30h, na nossa Igreja do Carmo.
E que o seu corpo aguarda o sepultamento na Sala dos Terceiros deste Convento.

Tomai Senhor e recebei!


Faleceu a Dª Lilia de Melo

Faleceu hoje, ao alvorecer o Sábado, dia de Nossa Senhora, a Dª Lilia de Melo, benfeitora desta Comunidade de Nossa Senhora do Carmo. O Senhor a cumulou com uma vida longa de mais de 91 anos. Era grande o seu amor a Nossa Senhora do Carmo - era Carmelita Secular - a São José e ao Menino Jesus de Praga. Era com os olhos no terno Menino Jesus que ela rezava por nós Carmelitas e sobretudo pelos nossos jovens. Deus a recompense.
Confiámo-la à oração dos nossos amigos e benfeitores, e à misericórdia de Deus. Paz à sua alma.

Tomai, Senhor

Tomai, Senhor, e recebei
toda a minha liberdade,
a minha memória,
o meu entendimento
e toda a minha vontade,
tudo o que tenho e possuo;

Vós mo destes;
a Vós, Senhor, o restituo.

Tudo é vosso,
disponde de tudo,
à vossa inteira vontade.
Dai-me o vosso amor e graça,
que esta me basta.
(Santo Inácio de Loyola)

Porque não ser Padre?


Oração pelas vocações

Senhor da messe e pastor do rebanho,
faz ressoar em nossos ouvidos
o teu forte e suave convite: "Vem e segue-Me"!

Derrama sobre nós o teu Espírito:
que Ele nos dê sabedoria
para ver o caminho
e generosidade para seguir a tua voz.

Senhor,
que a messe não se perca por falta de operários.
Desperta as nossas comunidades para a missão.
Ensina a nossa vida a ser serviço.

Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino,
na vida consagrada e religiosa.

Senhor,
que o rebanho não pereça por falta de pastores.
Sustenta a fidelidade dos nossos bispos,
padres e ministros.

Dá perseverança aos nossos seminaristas.
Desperta o coração dos nossos jovens
para o ministério pastoral na tua Igreja.

Senhor da messe e pastor do rebanho,
chama-nos para o serviço do teu povo.
Maria, Mãe da Igreja,
modelo dos servidores do Evangelho,
ajuda-nos a responder "sim".
Ámen.


Não é fácil sair da mesmice

 
(No início da Semana dos Seminários)

Abre neste domingo a Semana de Oração pelos Seminários. Sim, lembremo-nos deles ao menos uma vez no ano. Do meu Seminário lembrar-me-ei sempre com serena e grata nostalgia. E por isso compreendo bem que o número de vocações esteja a crescer, sobretudo na Ásia e na África, e que elas se equilibrem nos Estados Unidos (e que a Diocese de Boston sejam um caso de visível sucesso!). Na Europa elas baixam, porque, entre outras razões, a natalidade baixa e a família está em crise. Por vezes brilham esperanças: as vocações crescem na Holanda e na Roménia, onde os católicos são claramente minoritários. Mas infelizmente, é ainda verdade que por aqui, nas opções, cada vez mais apreciamos ser parecidos uns aos outros, e que não é fácil sair da mesmice de gostos e opções. Por que vale a pena, quem ousará fazê-lo?
Confesso a surpresa da confidência.
Uma mulher teve três filhos e por fim, quando já não esperava, nasceu um quarto. Aquela mulher vive a sua vida, não inquieta mas questionando-se qb.
Quando chegou a idade das grandes questões, perguntou-se que caminho haveria de tomar. Como era do tempo das cartas, escreveu e perguntou a quem de direito. Foi recebendo respostas e em função delas decidiu que seria o mesmo que a maioria: mãe. Mãe é uma missão bela! Abraçou-a com todas as suas forças. Nasceram-lhe filhos que lhe encheram os braços; no tempo oportuno foram-lhe descendo do colo. Começaram a caminhar, a fazer os respectivos planos. Aqui e acolá, hoje e além, foi interrogando, soprando as brasas da fé, tentando acender neles ou em algum deles a centelha vocacional sacerdotal. Nenhum foi ainda para o Seminário, talvez o mais novo venha a ir. Nunca se sabe. Considera pelo menos ter feito o que lhe competia como mulher e mãe crente. E fez. E rezando continua a fazer.
Confesso a surpresa, pois tal já não é comum.
ste é apenas um dos testemunhos que me surpreenderam o olhar nos últimos tempos. Dos Estados Unidos ao Brasil, de uma esquina a outra do planeta, da diocese mais folgada à mais pequenina tenho sentido um renovado chamamento à vocação sacerdotal. São chamamentos sem medo nem vergonha, para o serviço, para o testemunho, para um lugar que não se pode cumprir de outra maneira. Só para exemplo:
A Diocese de Leiria-Fátima lançou um convite aos adolescentes da suas escolas para contemplar e meditar na beleza da vocação cristã; e por isso vai perguntar-lhes: «Ser padre... porque não?»
Um arquitecto recém-encartado ia de carro a caminho de Aveiro. E ouvia a Comercial. Mas não ouvia. Rezava uma oração na qual apenas dizia: «Meu Deus, não me lixes a vida». Não lixou. Acabou entrado no Seminário, e a poucos dias de ser padre rezava: «É isto que eu peço com sincera verdade: Que eu habite na tua casa para o resto da minha vida.»
Às vezes ouço o que ouviu o P. Ramón quando escreveu no seu blog: «Outro dia estava celebrando a Eucaristia numa pequena cidade do interior, onde não havia padre. Disseram-me: "Por favor, fique connosco! Precisamos de um padre!" Mas porque eles não têm o padre de que precisam?... Na hora da homilia, igreja lotada, refleti com o povo: "Vocês estão sem padre. Isto não é bom. Vocês estão querendo um padre para esta comunidade. Isso é muito bom! Mas, nestes últimos dez anos, quantas jovens saíram desta comunidade para entrar no Seminário ou no Noviciado?... Foi aquele silêncio!».
Dom Pedro é bispo católico brasileiro. Em algum lugar escreveu que Deus chama todos a alguma vocação, porque Deus ama cada pessoa e nos chama para uma missão. Também chama, claro, para o sacerdócio, para que os sacerdotes estejam com o Senhor, ouçam as Suas palavras, partam em missão, cuidem dos outros e os ajudem a escutar o Senhor... e a também eles partirem em missão. Gostei do remate dele: chamemos rapazes e homens que ousem ser: «padres, somente padres e totalmente padres».
Por vezes dou por mim a pensar na noite que atravessamos e como a maioria dos nossos jovens se encandeia pelas luzes solitárias que a desoras iluminam as avenidas da vida vazias de gente! Quem quererá ser luz que a ninguém ilumina? Por que tantos atravessam a noite encantados por luzes que não aquecem nem levam a lugar algum? Por que é que, ao contrário, tanto custa acender um leve pavio no Círio de Cristo e partir levando-o na mão para incendiar o mundo?
Eu sei. É facil acomodarmo-nos ao leito dos sapatos que já conhecem a forma dos nossos pés. É sempre mais fácil seguir os carreiros de sempre. Porém, especialmente esta semana vou rezar por homens fartos da mesmice, que apreciem sandálias e ousem trilhar trilhos novos com uma chama renovada no peito.

Chama do Carmo I NS 162 | Novembro 11 2012



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Hoje é dia do Bem-aventurado Francisco Palau

«A grande obra de Deus no homem acontece no interior.»

Bem-aventurado Francisco Palau, Carmelita Descalço (1811 - 1872)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Quem é o teu presidente?


Forum da fé

No dia 1 de Dezembro iremos promover a primeira sessão sobre a fé. Será às 15:30, na Sala dos Terceiros.

A Palavra [Ordet, 1955] é uma obra mestra do cinema do cineasta dinamarquês Carl Dryer.
O filme é um dos testemunhos mais impressionantes sobre a fé cristã.
Quando o filme passou na televisão produziu enorme impressão em milhares de pessoas, especialmente nas que o teriam por aborrecido.
Destaque para a luz, a branca luz da esperança frente ao poder da morte.

Hoje é dia de São Nuno de Santa Maria

Vencerei, não só estes adversários, mas quantos a meu Rei forem contrários.
Luís de Camões
Fala de Nuno Álvares Pereira n’Os Lusíadas

domingo, 4 de novembro de 2012

Deus brinca?

 


Bom equílibrio

Queria dizer, bom Domingo!

Oração de louvor a Deus Pai pelo dom da Santa Madre Teresa de Jesus

Louvado sejas, Senhor bom e Deus de nossos pais,
que nos concedeis a graça de termos por mãe
a Santa Madre Teresa de Jesus.

Nós Vos louvamos e invocamos
porque nos ofereceis o exemplo da sua vida,
a ajuda eficaz da sua intercessão
e a comunhão no seu destino,

para que animados pelo gozoso testemunho da sua experiência
caminhemos sem desfalecer
pelo caminho que ela nos assinalou:

caminho de humildade e de verdade,
caminho de pobreza e de alegria,
caminho de obediência e de liberdade,
caminho de desprendimento e fraternidade,
caminho de oração e de compromisso:

enfim, o Caminho de Perfeição.

Caminho que é Jesus Cristo, vosso Filho,
que foi crucificado por nosso amor,
que foi ressuscitado por nosso amor.

Jesus é o nosso caminho, verdade e vida.
Se Jesus o não levar pela mão.
Jesus é o único caminho de salvação.
É o único caminho e báculo,
Único caminho e viático,
único caminho e companheiro que não falha,
único amigo verdadeiro.

Por intercessão da nossa Santa Madre Teresa de Jesus
concedei-nos, Senhor, a abundância do vosso Espírito Santo
para sabermos caminhar segundo os seus ensinamentos
e podermos gozar juntamente com ela
a vida verdadeira da vossa casa,
a casa que é de todos porque Tu és bom,
poderoso e clemente.
Ámen.

Ainda um toque a Finados


sábado, 3 de novembro de 2012

Amar o outro para amar a Deus

Quem segue Jesus encontra-se sempre em marcha para Jerusalém. Jerusalém, a capital do judaismo, será o lugar onde acontecerá o lugar fundador da fé cristã: a morte e ressurreição de Jesus.
O evangelho deste domingo posiciona-nos no fim da caminhada, precisamente em Jerusalém. O evangelista Marcos vai oferecer-nos para meditação um diálogo entre Jesus e um simpático escriba que acabará impressionado pelas respostas do Mestre. Uma questão aproximou o perito em leis de Jesus, e foi esta: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?» Não foi nada fácil para Jesus o último confronto com os sacerdotes, os escribas, os dirigentes do povo que residiam em Jerusalém.
Por entre tantas disputas pôde, porém, Jesus, saborear diálogos cálidos com alguns deles. À interpelação daquele escriba não respondeu sem mais com os mandamentos, porque, de facto, na religião judaica que ambos professavam, eles são uma montanha enorme! Jesus simplesmente lhe recitou a oração do Shemá que todo o judeu piedoso ainda hoje recita três vezes ao dia. (É a oração que encontramos hoje na primeira leitura da nossa Missa.)
Ao mandamento de amar a Deus (presente no Shemá) Jesus associou outro mandamento, e essa foi a sua originalidade que espantou o sábio da Lei: «Amarás o próximo como a ti mesmo». Este segundo mandamento completa o primeiro e os dois juntos não são mais que um!
Qual é pois a mensagem para este domingo?
1. Jesus é o verdadeiro profeta. Se Marcos narra este diálogo sereno imediatamente antes da condenação de Jesus, isso ajuda a perceber que Jesus poderia não ter sido condenado, sentenciado, martirizado. Aquele escriba é um especialista da Lei e acabou aprovando Jesus, reconhecendo-o como profeta de Israel: «Muito bem, Mestre.», confirmou a Jesus.
2. Jesus é a incarnação do Amor. O evangelista João tem várias formulações a este respeito, e numa diz: «Se alguém disser que ama a Deus e odiar o seu irmão é mentiroso»!
Marcos e João estão de acordo acerca de Jesus e do seu entendimento dos mandamentos e na forma como no principal se juntam Deus e o próximo. Talvez assim se possa entender que para Jesus Deus não deseja ser amado sozinho, que amar só se conjuga e se entende no tempo presente, que amar a Deus no próximo e o próximo em Deus é muito melhor que as oferendas e sacrifícios a Deus! Talvez devamos entender (e dizê-lo, e manifestá-lo) que a busca de Deus não se pode fazer fora dos caminhos do amor, fora do compromisso com o próximo, e que tal busca nos impele a apressar o passo de acordo com os batimentos do coração!
3. O maior mandamento hoje. A questão do sábio escriba tinha o seu quê. A verdade é que a Lei de Moisés que orientava a religião judaica tinha inscritos 613 mandamentos! Convenhamos: era algo difícil perceber qual deles seria o maior. Jesus evidenciou os dois que resumiam a montanha dos demais. Mas, afinal, como os vemos nós, hoje? Eis uma boa questão! Com facilidade esquecemos a agilidade que Jesus nos legou, e também nós ajuntamos e nos embrenhamo em preceitos, regras, interditos e doutrinas que fantasiam o cristianismo.
Valha aqui a recordação dos três degraus do amor propostos por S. Agostinho. O primeiro degrau supõe que todos gostamos de ser amados; e ou somos masoquistas ou é mesmo verdade. Por isso tanto amamos os que nos amam.
O segundo supõe amar o amor, fazer bem, ser-se generoso, ser-se até algo excessivo em dar, em dar-se.
O terceiro degrau e o mais elevado é simplesmente amar. Amar sem mais. Amar sem desejar retorno, por pura gratuidade. O modelo deste estilo de amor é Jesus. É Jesus que inspira o amor cristão que vale mais que todas as oferendas e sacrifícios. E se ainda não for assim é porque a beleza do amor ainda não foi por nós contemplada. Onde existirem suspeições, condenações, exclusões, aí ainda não reina o amor a Deus e ao próximo. E que pena é se elas existirem na nossa Igreja!
Resta-nos ainda, é certo, um longo caminho para ser verdade aquela afirmação de São João: «Sim, nós acreditamos no amor!»

Chama do Carmo I NS 161 I Novembro 4 2012

Postal de Jesus

Car@ amig@!

Não te pergunto como te encontras,
pois sei bem como tens passado.
Sei “quando te sentas e quando te levantas” (salmo 139);
conheço bem os teus pensamentos e preocupações.

Escrevo-te este e-mail para te fazer um convite.
Queria convidar-te para vires a Minha Casa,
Igreja do Carmo, na quarta-feira,
dia 7 de novembro, pelas 18h30.
É um encontro entre grandes e fortes amigos.
Foi uma ideia pensada pelos nossos amigos carmelitas,
que muito Me agrada.
Todas as primeiras quartas-feiras de cada mês,
encontramo-nos todos na Minha Casa,
para um “diálogo a sós com quem sabemos que nos ama”
(Sta Teresa de Jesus).
Às 18h30 é um momento especial dos jovens como tu!

É um momento aconchegadinho,
em que estarei exposto diante dos teus olhos.
Diante dos teus olhos!
Para te ouvir.
Para que desabafes as tuas preocupações e canseiras.
Para que olhes com o coração para aqueles
que podem estar a passar ainda pior do que tu.
Para que se levante “um impulso do coração”
em prece unânime por toda a Humanidade que sofre.
Para Eu te falar.
Mostrar-te as belezas da tua vida.
Para agradeceres tudo o que de mais belo tenho operado em ti.

Então?! Alinhas?!

Convido-te com antecedência,
caso tenhas que agilizar a tua agenda.
Vá! Pensa nisso!

Gosto tanto de estar contigo!
Não imaginas o bem que te/Nos  faz!
Diz-se por aí que os jovens perderam a Fé.
Mas tu e Eu sabemos que isso não é verdade.
Tu vens frequentemente à Igreja do Carmo.
E vais, de uma maneira ou de outra, amando e servindo.
Tenho observado!
Vem desta vez também!
E se não for desta, vem da próxima!
Não venhas sozinho. Traz aquel@ noss@ amig@.
Um forte abraço com amizade!

Jesus de Nazaré

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O medo da verdade

Há uma imagem que me dá pesadelos e que me assusta tanto que me custa olhar para ela: é o Perro Semihundido, de Goya. Evite vê-lo, se puder.
O medo é uma coisa fácil de mostrar mas difícil de fixar. O cão semiafogado de Goya, à beira de morrer afogado, tem os olhos abertos a olhar para a massa de água que o vai matar.
Os cães têm medo muitas vezes. Mas este sabe que vai morrer. É este o último momento de vida: a vida suficiente para saber ter medo do que lhe vai acontecer.
Na noite das bruxas brinca-se com os sustos. Os sustos não dão tempo para ter medo. Para ter medo é preciso tempo. É preciso um momento parado, como aquele durante um acidente violento de automóvel, em que o tempo, por crueldade, se alenta, para que possamos contemplar o horror que aí vem, que já não pode ser evitado, que parece fazer render o já ser tarde de mais para fazer qualquer coisa.
Quando se tem mesmo medo, não se consegue fechar os olhos. O cão de Goya tem os olhos bem abertos. É o único ser vivo. O resto são coisas brutas que não sabem o que fazem, que nem o prazer de matar têm.
Há muitas interpretações do mural de Goya mas nem sequer interessa se o cão está à beira da morte, seja por afogamento, seja por outra razão. O que importa é a aflição de quem olha para a cabeça daquele cão e imediatamente a reconhece. É por isso que faz medo: não ameaça nem assusta. Declara uma condição que um dia será a nossa, mas de que já temos medo desde que nascemos.

Público 2012-10-31 Miguel Esteves Cardoso

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O que pode um furacão?


Um furacão tem muito poder.
De repente, por causa de um furacão, um presidente em busca da re-eleição põe-se a governar, deixando para mais tarde a campanha eleitoral.

(Há quem simplesmente diga que fazer com acerto o trabalho presidencial lhe pode valer a dita re-eleição...)

O furacão Sandy arrastou tudo. Contudo não pode com a Virgem Maria! Ao que parece uma imagem da Mãe foi protegida da poderosa ameaça da natureza. O acontecimento foi fotografado no bairro de Queens, em Nova Iorque. Ali o temível furacão mostrou toda a sua força levando tudo à sua passagem. Cinquenta casas arderam e depois as cinzas foram levadas por Sandy. Mas a imagem de Nossa Senhora de Queens manteve-se ali, intacta, no meio daquela devastação.
A foto já deu a volta ao mundo e muitos ficaram surpreendidos pelo impacto da fotografia. E não só os crentes cristãos...
Terá sido protegida por alguma força divina? O certo é que está ali, de pé, e muitos julgam que foi milagre.

O rumo

 
Perguntava o Santo Cura d’Ars:
“Que direção tomará a nossa alma?”.
E respondia: “A que lhe tivermos dado na Terra.
Os bons cristãos nunca morrem;
dão todos os dias um passo para o paraíso.
As neblinas que escurecem a nossa razão serão dissipadas.
O nosso espírito terá a inteligência das coisas
que lhe são escondidas cá em baixo.
Havemos de vê-lO. Vê-lO-emos irmãos!
Já pensastes, nisso alguma vez? Havemos de ver Deus!
Nós vê-lO-emos a valer!
Vê-lO-emos tal como é, face a face!
Vê-lo-emos. Vê-lO-emos!"

Outra oração para rezar no cemitério (III)

Pai santo, Deus eterno e Todo-Poderoso,
nós Vos pedimos por .........
que chamastes deste mundo.

Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz.
Que ele, tendo passado pela morte,
participe do convívio de Vossos santos na luz eterna,
como prometestes a Abraão e à sua descendência.

Que sua alma nada sofra, 
e Vos digneis ressuscitá-lo com os Vossos santos
no dia da ressurreição e da recompensa.

Perdoai-lhe os seus pecados
para que alcance junto a Vós a vida imortal no reino eterno.

Por Jesus Cristo, Vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Amén.

(Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.)

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a Vossa luz!
Amén.

Outra oração para rezar no cemitério (II)

 
Oremos
Senhor, que perdoais os pecados
e quereis a salvação de todos os homens:
por intercessão da Virgem Maria e de todos os santos,
dai a todos os que já partiram deste mundo,
particularmente aos nossos pais, irmãos, parentes e benfeitores,
a alegria de participarem no banquete das núpcias do cordeiro,
por Nosso Senhor Jesus Cristo,
que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.
Amén.

Outra oração para rezar no cemitério (I)


SALMO 102

O Senhor é clemente e cheio de compaixão.
O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
Não nos tratou segundo os nossos pecados.

Como um pai se compadece dos seus filhos,
assim o Senhor Se compadece dos que O temem.
Ele sabe de que somos formados
e não Se esquece que somos pó da terra.

Os dias do homem são como o feno:
ele desabrocha como a flor do campo
mal sopra o vento desaparece
e não mais se conhece o seu lugar.

A bondade do Senhor permanece eternamente
sobre aqueles que O temem
e a sua justiça sobre os filhos dos seus filhos,
sobre aqueles que guardam a sua aliança
e se lembram de cumprir os seus preceitos.

Outra oração para rezar no cemitério

Oração de Santa Gertrudes:
Eterno Pai, eu vos ofereço o preciosíssimo Sangue de Vosso Filho e nosso Senhor, Jesus Cristo, em união com todas as Missas que hoje são celebradas em todo o mundo, por todas as santas almas do purgatório, pelos pecadores em todos os lugares, pelos pecadores na Santa Igreja Católica, pelos pecadores em todas as outras Igrejas, pelos de minha casa e meus vizinhos.
Amén!

Para orar no cemitério

Perguntaram-me se conhecia uma oração para hoje se rezar no cemitério. Respondi sem hesitar, que sim. Aqui fica:

Creio em um só Deus,
Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra
De todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigénito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, Luz da Luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
Gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação
desceu dos céus

E encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria.
e Se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras;
e subiu aos céus,
onde está sentado à direita do Pai.
De novo há-de vir em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo.
Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho
é adorado e glorificado:
Ele que falou pelos Profetas.

Creio na Igreja una, santa,
católica e apostólica.
Professo um só baptismo
Para remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos,
e vida do mundo que há-de vir. Amen.

A comunhão dos santos

A Irmã Maria da Eucaristia queria acender as velas para uma procissão e, como não tinha fósforos, vendo a lamparina que arde diante das relíquias, dela se aproxima mas oh!, encontra-a quase apagada, não lhe restando senão uma pálida luzinha no pavio carbonizado. Apesar disso, consegue acender a sua vela e, a partir dela, as da comunidade toda que, daí a pouco, tinha todas as velas acesas. Foi, pois, esta pequena lamparina, quase extinta, que produziu outras chamas seguras, as quais, por sua vez, puderam produzir uma infinidade doutras e, até, incendiar o universo. No entanto, se quiséssemos determinar a origem desse incêndio, seria preciso reportar-nos sempre àquela minúscula lamparina. Como poderiam então as outras chamas, sabendo disso, gloriar-se de ter causado tamanho incêndio, uma vez que apenas foram acesas por contágio da pequena centelha? [...]
O mesmo se passa com a comunhão dos santos. Sem o sabermos, muitas vezes as graças e as luzes que recebemos ficam a dever-se a uma alma escondida, porque o Deus de bondade quer que os santos comuniquem uns aos outros a graça através da oração, para poderem depois dedicar uns aos outros um grande amor no Céu, um amor muito maior do que o de qualquer família da terra, mesmo a mais perfeita. Quantas vezes pensei que todas as graças que recebi se ficaram a dever à oração que uma qualquer boa alma tenha feito por mim ao Deus de amor, e que só no Céu conhecerei. Sim, uma pequena centelha basta para fazer nascer grandes clarões em toda a Igreja, como doutores e mártires, que ocuparão no Céu um lugar bem acima do dela; mas nem por isso se pode concluir que a glória deles não será também a dela, porque no Céu não haverá olhares indiferentes todos reconhecerão que se devem mutuamente as graças que lhes mereceram essa coroa de glória.
Santa Teresinha do Menino Jesus


Um caminho de santidade


Uns turistas desejavam chegar prontamente a um castelo que se encontrava em certo declive da montanha.Existiam muitos caminhos, todos muito compridos e só um deles era curto, embora muito empinado e difícil. Se se fosse por esse caminho o mais certo era ir-se sozinho, sem tempo para descansar e até com alguma solidão, pois era um caminho pouco usado.
Todos escolheram os caminhos mais compridos e também os mais fáceis. Mas estes caminhos revelaram-se tão compridos que os caminheiros aborreceram-se e muitos deles desistiram. Outros deitaram-se à sombra, ali dormiram e conversaram esquecendo-se do caminho. e ali ficaram para sempre. Mas aquele que subiu sozinho, aquele que foi pelo atalho, sofreu todo o tipo de dificuldades, dores e suores, e quando pensou que não podia mais continuar, pôde verificar que já estava no castelo.
Foi o único a chegar.