A Missa de 7º Dia pela alma da nossa irmã Lília de Melo será celebrada na Sexta-feira, dia 16, às 09:00h
Somos Carmelitas Descalços, filhos de Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, Ordem dos Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, Senhora do Sim, nossa Mãe e nossa Irmã, em Viana do Castelo, Alto Minho, Portugal, a viver «em obséquio de Nosso Senhor Jesus Cristo e a servi-l’O de coração puro e consciência recta».
domingo, 11 de novembro de 2012
A fé ensina a viver melhor?
... Cada vez estamos mais distantes da fonte, do original, do acontecimento, porque vivemos na novela dos comentários e das interpretações.
A fé, manifestada em Jesus, ensina-nos a viver neste mundo. O nosso ponto de partida pode ser a passagem da Carta a Tito (Tt 2, 12), onde se diz a propósito de Jesus: “a graça de Deus, fonte de salvação, manifestou-se a todos os homens, ensinando-nos a viver neste mundo”. Esta frase é um desafio, antes de tudo, a tomarmos a sério a humanidade de Jesus como narrativa de Deus e do Homem. Nessa humanidade temos o caminho, a verdade e a vida.
Hoje sentimos a necessidade muito grande de uma fé orientada para a vida. De uma fé que possa constituir uma arte de viver, um laboratório para uma existência autêntica e não apenas para a manutenção de um conjunto de práticas fragmentárias. E precisamos reencontrar ou reinventar, a partir da fé, uma gramática do humano. A fé é um exercício muito concreto de confiança na narrativa de Deus que Jesus nos relata com a sua própria vida, com o seu próprio corpo, os seus gestos, o seu silêncio, a sua história, a poética da sua humanidade. Que se pode concluir então? Que Deus, por exemplo, não bate a uma porta que nós não temos, mas está à nossa porta e bate; que Deus não está numa época passada ou futura simplesmente, mas Deus emerge no nosso presente histórico e é aí (é aqui!) que o encontro com Ele se torna para nós decisivo.
Há um ensaio literário de uma grande autora americana, Susan Sontag, onde ela se levanta contra a interpretação, porque diz, “O mundo encheu-se de comentários, já só vivemos de coisas em segunda mão”. De facto, cada vez estamos mais distantes da fonte, do original, do acontecimento, porque vivemos na novela dos comentários e das interpretações. Há sempre mais uma interpretação que se sobrepõe, à maneira de cascas de cebola. Mas o que é a essência do (nosso) problema? O que é o núcleo fundamental? Isso como que nos escapa. E Sontag dizia que o que temos a fazer é ensinar a ver melhor, a ouvir melhor, a saborear melhor, a tocar melhor. No fundo, a exercitar melhor a nossa humanidade. Uma fé vivida aqui e agora é também uma fé que não se deixa capturar pelo labirinto epidérmico dos meros comentários, mas arrisca-se a construir como uma aventura na ordem do ser.
José Tolentino Mendonça
sábado, 10 de novembro de 2012
Funeral da Dª Lilia de Melo
Participamos aos nossos amigos e benfeitores que o funeral da nossa irmã Lilia de Melo se realiza amanhã, Domingo, dia 11, pelas 15:30h, na nossa Igreja do Carmo.
E que o seu corpo aguarda o sepultamento na Sala dos Terceiros deste Convento.
E que o seu corpo aguarda o sepultamento na Sala dos Terceiros deste Convento.
Faleceu a Dª Lilia de Melo
Faleceu hoje, ao alvorecer o Sábado, dia de Nossa Senhora, a Dª Lilia de Melo, benfeitora desta Comunidade de Nossa Senhora do Carmo. O Senhor a cumulou com uma vida longa de mais de 91 anos. Era grande o seu amor a Nossa Senhora do Carmo - era Carmelita Secular - a São José e ao Menino Jesus de Praga. Era com os olhos no terno Menino Jesus que ela rezava por nós Carmelitas e sobretudo pelos nossos jovens. Deus a recompense.
Confiámo-la à oração dos nossos amigos e benfeitores, e à misericórdia de Deus. Paz à sua alma.
Confiámo-la à oração dos nossos amigos e benfeitores, e à misericórdia de Deus. Paz à sua alma.
Tomai, Senhor
Tomai, Senhor, e recebei
toda a minha liberdade,
a minha memória,
o meu entendimento
e toda a minha vontade,
tudo o que tenho e possuo;
Vós mo destes;
a Vós, Senhor, o restituo.
Tudo é vosso,
disponde de tudo,
à vossa inteira vontade.
Dai-me o vosso amor e graça,
que esta me basta.
(Santo Inácio de Loyola)
toda a minha liberdade,
a minha memória,
o meu entendimento
e toda a minha vontade,
tudo o que tenho e possuo;
Vós mo destes;
a Vós, Senhor, o restituo.
Tudo é vosso,
disponde de tudo,
à vossa inteira vontade.
Dai-me o vosso amor e graça,
que esta me basta.
(Santo Inácio de Loyola)
Oração pelas vocações
Senhor da messe e pastor do rebanho,
faz ressoar em nossos ouvidos
o teu forte e suave convite: "Vem e segue-Me"!
Derrama sobre nós o teu Espírito:
que Ele nos dê sabedoria
para ver o caminho
e generosidade para seguir a tua voz.
Senhor,
que a messe não se perca por falta de operários.
Desperta as nossas comunidades para a missão.
Ensina a nossa vida a ser serviço.
Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino,
na vida consagrada e religiosa.
Senhor,
que o rebanho não pereça por falta de pastores.
Sustenta a fidelidade dos nossos bispos,
padres e ministros.
Dá perseverança aos nossos seminaristas.
Desperta o coração dos nossos jovens
para o ministério pastoral na tua Igreja.
Senhor da messe e pastor do rebanho,
chama-nos para o serviço do teu povo.
Maria, Mãe da Igreja,
modelo dos servidores do Evangelho,
ajuda-nos a responder "sim".
Ámen.
faz ressoar em nossos ouvidos
o teu forte e suave convite: "Vem e segue-Me"!
Derrama sobre nós o teu Espírito:
que Ele nos dê sabedoria
para ver o caminho
e generosidade para seguir a tua voz.
Senhor,
que a messe não se perca por falta de operários.
Desperta as nossas comunidades para a missão.
Ensina a nossa vida a ser serviço.
Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino,
na vida consagrada e religiosa.
Senhor,
que o rebanho não pereça por falta de pastores.
Sustenta a fidelidade dos nossos bispos,
padres e ministros.
Dá perseverança aos nossos seminaristas.
Desperta o coração dos nossos jovens
para o ministério pastoral na tua Igreja.
Senhor da messe e pastor do rebanho,
chama-nos para o serviço do teu povo.
Maria, Mãe da Igreja,
modelo dos servidores do Evangelho,
ajuda-nos a responder "sim".
Ámen.
Não é fácil sair da mesmice
(No início da Semana dos Seminários)
Abre neste domingo a Semana de Oração pelos Seminários. Sim, lembremo-nos deles ao menos uma vez no ano. Do meu Seminário lembrar-me-ei sempre com serena e grata nostalgia. E por isso compreendo bem que o número de vocações esteja a crescer, sobretudo na Ásia e na África, e que elas se equilibrem nos Estados Unidos (e que a Diocese de Boston sejam um caso de visível sucesso!). Na Europa elas baixam, porque, entre outras razões, a natalidade baixa e a família está em crise. Por vezes brilham esperanças: as vocações crescem na Holanda e na Roménia, onde os católicos são claramente minoritários. Mas infelizmente, é ainda verdade que por aqui, nas opções, cada vez mais apreciamos ser parecidos uns aos outros, e que não é fácil sair da mesmice de gostos e opções. Por que vale a pena, quem ousará fazê-lo?
Confesso a surpresa da confidência.
Uma mulher teve três filhos e por fim, quando já não esperava, nasceu um quarto. Aquela mulher vive a sua vida, não inquieta mas questionando-se qb.
Quando chegou a idade das grandes questões, perguntou-se que caminho haveria de tomar. Como era do tempo das cartas, escreveu e perguntou a quem de direito. Foi recebendo respostas e em função delas decidiu que seria o mesmo que a maioria: mãe. Mãe é uma missão bela! Abraçou-a com todas as suas forças. Nasceram-lhe filhos que lhe encheram os braços; no tempo oportuno foram-lhe descendo do colo. Começaram a caminhar, a fazer os respectivos planos. Aqui e acolá, hoje e além, foi interrogando, soprando as brasas da fé, tentando acender neles ou em algum deles a centelha vocacional sacerdotal. Nenhum foi ainda para o Seminário, talvez o mais novo venha a ir. Nunca se sabe. Considera pelo menos ter feito o que lhe competia como mulher e mãe crente. E fez. E rezando continua a fazer.
Confesso a surpresa, pois tal já não é comum.
ste é apenas um dos testemunhos que me surpreenderam o olhar nos últimos tempos. Dos Estados Unidos ao Brasil, de uma esquina a outra do planeta, da diocese mais folgada à mais pequenina tenho sentido um renovado chamamento à vocação sacerdotal. São chamamentos sem medo nem vergonha, para o serviço, para o testemunho, para um lugar que não se pode cumprir de outra maneira. Só para exemplo:
A Diocese de Leiria-Fátima lançou um convite aos adolescentes da suas escolas para contemplar e meditar na beleza da vocação cristã; e por isso vai perguntar-lhes: «Ser padre... porque não?»
Um arquitecto recém-encartado ia de carro a caminho de Aveiro. E ouvia a Comercial. Mas não ouvia. Rezava uma oração na qual apenas dizia: «Meu Deus, não me lixes a vida». Não lixou. Acabou entrado no Seminário, e a poucos dias de ser padre rezava: «É isto que eu peço com sincera verdade: Que eu habite na tua casa para o resto da minha vida.»
Às vezes ouço o que ouviu o P. Ramón quando escreveu no seu blog: «Outro dia estava celebrando a Eucaristia numa pequena cidade do interior, onde não havia padre. Disseram-me: "Por favor, fique connosco! Precisamos de um padre!" Mas porque eles não têm o padre de que precisam?... Na hora da homilia, igreja lotada, refleti com o povo: "Vocês estão sem padre. Isto não é bom. Vocês estão querendo um padre para esta comunidade. Isso é muito bom! Mas, nestes últimos dez anos, quantas jovens saíram desta comunidade para entrar no Seminário ou no Noviciado?... Foi aquele silêncio!».
Dom Pedro é bispo católico brasileiro. Em algum lugar escreveu que Deus chama todos a alguma vocação, porque Deus ama cada pessoa e nos chama para uma missão. Também chama, claro, para o sacerdócio, para que os sacerdotes estejam com o Senhor, ouçam as Suas palavras, partam em missão, cuidem dos outros e os ajudem a escutar o Senhor... e a também eles partirem em missão. Gostei do remate dele: chamemos rapazes e homens que ousem ser: «padres, somente padres e totalmente padres».
Por vezes dou por mim a pensar na noite que atravessamos e como a maioria dos nossos jovens se encandeia pelas luzes solitárias que a desoras iluminam as avenidas da vida vazias de gente! Quem quererá ser luz que a ninguém ilumina? Por que tantos atravessam a noite encantados por luzes que não aquecem nem levam a lugar algum? Por que é que, ao contrário, tanto custa acender um leve pavio no Círio de Cristo e partir levando-o na mão para incendiar o mundo?
Eu sei. É facil acomodarmo-nos ao leito dos sapatos que já conhecem a forma dos nossos pés. É sempre mais fácil seguir os carreiros de sempre. Porém, especialmente esta semana vou rezar por homens fartos da mesmice, que apreciem sandálias e ousem trilhar trilhos novos com uma chama renovada no peito.
Chama do Carmo I NS 162 | Novembro 11 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Hoje é dia do Bem-aventurado Francisco Palau
«A grande obra de Deus no homem acontece no interior.»
Bem-aventurado Francisco Palau, Carmelita Descalço (1811 - 1872)
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Forum da fé
No dia 1 de Dezembro iremos promover a primeira sessão sobre a fé. Será às 15:30, na Sala dos Terceiros.
A Palavra [Ordet, 1955] é uma obra mestra do cinema do cineasta dinamarquês Carl Dryer.
O filme é um dos testemunhos mais impressionantes sobre a fé cristã.
Quando o filme passou na televisão produziu enorme impressão em milhares de pessoas, especialmente nas que o teriam por aborrecido.
Destaque para a luz, a branca luz da esperança frente ao poder da morte.
Hoje é dia de São Nuno de Santa Maria
Vencerei,
não só estes adversários, mas quantos a meu Rei forem
contrários.
Luís de
Camões
Fala de Nuno Álvares Pereira n’Os Lusíadas
Fala de Nuno Álvares Pereira n’Os Lusíadas
domingo, 4 de novembro de 2012
Oração de louvor a Deus Pai pelo dom da Santa Madre Teresa de Jesus
Louvado sejas, Senhor bom e Deus de nossos pais,
que nos concedeis a graça de termos por mãe
a Santa Madre Teresa de Jesus.
Nós Vos louvamos e invocamos
porque nos ofereceis o exemplo da sua vida,
a ajuda eficaz da sua intercessão
e a comunhão no seu destino,
para que animados pelo gozoso testemunho da sua experiência
caminhemos sem desfalecer
pelo caminho que ela nos assinalou:
caminho de humildade e de verdade,
caminho de pobreza e de alegria,
caminho de obediência e de liberdade,
caminho de desprendimento e fraternidade,
caminho de oração e de compromisso:
enfim, o Caminho de Perfeição.
Caminho que é Jesus Cristo, vosso Filho,
que foi crucificado por nosso amor,
que foi ressuscitado por nosso amor.
Jesus é o nosso caminho, verdade e vida.
Se Jesus o não levar pela mão.
Jesus é o único caminho de salvação.
É o único caminho e báculo,
Único caminho e viático,
único caminho e companheiro que não falha,
único amigo verdadeiro.
Por intercessão da nossa Santa Madre Teresa de Jesus
concedei-nos, Senhor, a abundância do vosso Espírito Santo
para sabermos caminhar segundo os seus ensinamentos
e podermos gozar juntamente com ela
a vida verdadeira da vossa casa,
a casa que é de todos porque Tu és bom,
poderoso e clemente.
Ámen.
que nos concedeis a graça de termos por mãe
a Santa Madre Teresa de Jesus.
Nós Vos louvamos e invocamos
porque nos ofereceis o exemplo da sua vida,
a ajuda eficaz da sua intercessão
e a comunhão no seu destino,
para que animados pelo gozoso testemunho da sua experiência
caminhemos sem desfalecer
pelo caminho que ela nos assinalou:
caminho de humildade e de verdade,
caminho de pobreza e de alegria,
caminho de obediência e de liberdade,
caminho de desprendimento e fraternidade,
caminho de oração e de compromisso:
enfim, o Caminho de Perfeição.
Caminho que é Jesus Cristo, vosso Filho,
que foi crucificado por nosso amor,
que foi ressuscitado por nosso amor.
Jesus é o nosso caminho, verdade e vida.
Se Jesus o não levar pela mão.
Jesus é o único caminho de salvação.
É o único caminho e báculo,
Único caminho e viático,
único caminho e companheiro que não falha,
único amigo verdadeiro.
Por intercessão da nossa Santa Madre Teresa de Jesus
concedei-nos, Senhor, a abundância do vosso Espírito Santo
para sabermos caminhar segundo os seus ensinamentos
e podermos gozar juntamente com ela
a vida verdadeira da vossa casa,
a casa que é de todos porque Tu és bom,
poderoso e clemente.
Ámen.
sábado, 3 de novembro de 2012
Amar o outro para amar a Deus
Quem segue Jesus encontra-se sempre em marcha para Jerusalém. Jerusalém, a capital do judaismo, será o lugar onde acontecerá o lugar fundador da fé cristã: a morte e ressurreição de Jesus.
O evangelho deste domingo posiciona-nos no fim da caminhada, precisamente em Jerusalém. O evangelista Marcos vai oferecer-nos para meditação um diálogo entre Jesus e um simpático escriba que acabará impressionado pelas respostas do Mestre. Uma questão aproximou o perito em leis de Jesus, e foi esta: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?» Não foi nada fácil para Jesus o último confronto com os sacerdotes, os escribas, os dirigentes do povo que residiam em Jerusalém.
Por entre tantas disputas pôde, porém, Jesus, saborear diálogos cálidos com alguns deles. À interpelação daquele escriba não respondeu sem mais com os mandamentos, porque, de facto, na religião judaica que ambos professavam, eles são uma montanha enorme! Jesus simplesmente lhe recitou a oração do Shemá que todo o judeu piedoso ainda hoje recita três vezes ao dia. (É a oração que encontramos hoje na primeira leitura da nossa Missa.)
Ao mandamento de amar a Deus (presente no Shemá) Jesus associou outro mandamento, e essa foi a sua originalidade que espantou o sábio da Lei: «Amarás o próximo como a ti mesmo». Este segundo mandamento completa o primeiro e os dois juntos não são mais que um!
Qual é pois a mensagem para este domingo?
1. Jesus é o verdadeiro profeta. Se Marcos narra este diálogo sereno imediatamente antes da condenação de Jesus, isso ajuda a perceber que Jesus poderia não ter sido condenado, sentenciado, martirizado. Aquele escriba é um especialista da Lei e acabou aprovando Jesus, reconhecendo-o como profeta de Israel: «Muito bem, Mestre.», confirmou a Jesus.
2. Jesus é a incarnação do Amor. O evangelista João tem várias formulações a este respeito, e numa diz: «Se alguém disser que ama a Deus e odiar o seu irmão é mentiroso»!
Marcos e João estão de acordo acerca de Jesus e do seu entendimento dos mandamentos e na forma como no principal se juntam Deus e o próximo. Talvez assim se possa entender que para Jesus Deus não deseja ser amado sozinho, que amar só se conjuga e se entende no tempo presente, que amar a Deus no próximo e o próximo em Deus é muito melhor que as oferendas e sacrifícios a Deus! Talvez devamos entender (e dizê-lo, e manifestá-lo) que a busca de Deus não se pode fazer fora dos caminhos do amor, fora do compromisso com o próximo, e que tal busca nos impele a apressar o passo de acordo com os batimentos do coração!
3. O maior mandamento hoje. A questão do sábio escriba tinha o seu quê. A verdade é que a Lei de Moisés que orientava a religião judaica tinha inscritos 613 mandamentos! Convenhamos: era algo difícil perceber qual deles seria o maior. Jesus evidenciou os dois que resumiam a montanha dos demais. Mas, afinal, como os vemos nós, hoje? Eis uma boa questão! Com facilidade esquecemos a agilidade que Jesus nos legou, e também nós ajuntamos e nos embrenhamo em preceitos, regras, interditos e doutrinas que fantasiam o cristianismo.
Valha aqui a recordação dos três degraus do amor propostos por S. Agostinho. O primeiro degrau supõe que todos gostamos de ser amados; e ou somos masoquistas ou é mesmo verdade. Por isso tanto amamos os que nos amam.
O segundo supõe amar o amor, fazer bem, ser-se generoso, ser-se até algo excessivo em dar, em dar-se.
O terceiro degrau e o mais elevado é simplesmente amar. Amar sem mais. Amar sem desejar retorno, por pura gratuidade. O modelo deste estilo de amor é Jesus. É Jesus que inspira o amor cristão que vale mais que todas as oferendas e sacrifícios. E se ainda não for assim é porque a beleza do amor ainda não foi por nós contemplada. Onde existirem suspeições, condenações, exclusões, aí ainda não reina o amor a Deus e ao próximo. E que pena é se elas existirem na nossa Igreja!
Resta-nos ainda, é certo, um longo caminho para ser verdade aquela afirmação de São João: «Sim, nós acreditamos no amor!»
Chama do Carmo I NS 161 I Novembro 4 2012
O evangelho deste domingo posiciona-nos no fim da caminhada, precisamente em Jerusalém. O evangelista Marcos vai oferecer-nos para meditação um diálogo entre Jesus e um simpático escriba que acabará impressionado pelas respostas do Mestre. Uma questão aproximou o perito em leis de Jesus, e foi esta: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?» Não foi nada fácil para Jesus o último confronto com os sacerdotes, os escribas, os dirigentes do povo que residiam em Jerusalém.
Por entre tantas disputas pôde, porém, Jesus, saborear diálogos cálidos com alguns deles. À interpelação daquele escriba não respondeu sem mais com os mandamentos, porque, de facto, na religião judaica que ambos professavam, eles são uma montanha enorme! Jesus simplesmente lhe recitou a oração do Shemá que todo o judeu piedoso ainda hoje recita três vezes ao dia. (É a oração que encontramos hoje na primeira leitura da nossa Missa.)
Ao mandamento de amar a Deus (presente no Shemá) Jesus associou outro mandamento, e essa foi a sua originalidade que espantou o sábio da Lei: «Amarás o próximo como a ti mesmo». Este segundo mandamento completa o primeiro e os dois juntos não são mais que um!
Qual é pois a mensagem para este domingo?
1. Jesus é o verdadeiro profeta. Se Marcos narra este diálogo sereno imediatamente antes da condenação de Jesus, isso ajuda a perceber que Jesus poderia não ter sido condenado, sentenciado, martirizado. Aquele escriba é um especialista da Lei e acabou aprovando Jesus, reconhecendo-o como profeta de Israel: «Muito bem, Mestre.», confirmou a Jesus.
2. Jesus é a incarnação do Amor. O evangelista João tem várias formulações a este respeito, e numa diz: «Se alguém disser que ama a Deus e odiar o seu irmão é mentiroso»!
Marcos e João estão de acordo acerca de Jesus e do seu entendimento dos mandamentos e na forma como no principal se juntam Deus e o próximo. Talvez assim se possa entender que para Jesus Deus não deseja ser amado sozinho, que amar só se conjuga e se entende no tempo presente, que amar a Deus no próximo e o próximo em Deus é muito melhor que as oferendas e sacrifícios a Deus! Talvez devamos entender (e dizê-lo, e manifestá-lo) que a busca de Deus não se pode fazer fora dos caminhos do amor, fora do compromisso com o próximo, e que tal busca nos impele a apressar o passo de acordo com os batimentos do coração!
3. O maior mandamento hoje. A questão do sábio escriba tinha o seu quê. A verdade é que a Lei de Moisés que orientava a religião judaica tinha inscritos 613 mandamentos! Convenhamos: era algo difícil perceber qual deles seria o maior. Jesus evidenciou os dois que resumiam a montanha dos demais. Mas, afinal, como os vemos nós, hoje? Eis uma boa questão! Com facilidade esquecemos a agilidade que Jesus nos legou, e também nós ajuntamos e nos embrenhamo em preceitos, regras, interditos e doutrinas que fantasiam o cristianismo.
Valha aqui a recordação dos três degraus do amor propostos por S. Agostinho. O primeiro degrau supõe que todos gostamos de ser amados; e ou somos masoquistas ou é mesmo verdade. Por isso tanto amamos os que nos amam.
O segundo supõe amar o amor, fazer bem, ser-se generoso, ser-se até algo excessivo em dar, em dar-se.
O terceiro degrau e o mais elevado é simplesmente amar. Amar sem mais. Amar sem desejar retorno, por pura gratuidade. O modelo deste estilo de amor é Jesus. É Jesus que inspira o amor cristão que vale mais que todas as oferendas e sacrifícios. E se ainda não for assim é porque a beleza do amor ainda não foi por nós contemplada. Onde existirem suspeições, condenações, exclusões, aí ainda não reina o amor a Deus e ao próximo. E que pena é se elas existirem na nossa Igreja!
Resta-nos ainda, é certo, um longo caminho para ser verdade aquela afirmação de São João: «Sim, nós acreditamos no amor!»
Chama do Carmo I NS 161 I Novembro 4 2012
Postal de Jesus
Car@ amig@!
Não te pergunto como te encontras,
pois sei bem como tens passado.
Sei “quando te sentas e quando te levantas” (salmo 139);
conheço bem os teus pensamentos e preocupações.
Escrevo-te este e-mail para te fazer um convite.
Queria convidar-te para vires a Minha Casa,
Igreja do Carmo, na quarta-feira,
dia 7 de novembro, pelas 18h30.
É um encontro entre grandes e fortes amigos.
Foi uma ideia pensada pelos nossos amigos carmelitas,
que muito Me agrada.
Todas as primeiras quartas-feiras de cada mês,
encontramo-nos todos na Minha Casa,
para um “diálogo a sós com quem sabemos que nos ama”
(Sta Teresa de Jesus).
Às 18h30 é um momento especial dos jovens como tu!
É um momento aconchegadinho,
em que estarei exposto diante dos teus olhos.
Diante dos teus olhos!
Para te ouvir.
Para que desabafes as tuas preocupações e canseiras.
Para que olhes com o coração para aqueles
que podem estar a passar ainda pior do que tu.
Para que se levante “um impulso do coração”
em prece unânime por toda a Humanidade que sofre.
Para Eu te falar.
Mostrar-te as belezas da tua vida.
Para agradeceres tudo o que de mais belo tenho operado em ti.
Então?! Alinhas?!
Convido-te com antecedência,
caso tenhas que agilizar a tua agenda.
Vá! Pensa nisso!
Gosto tanto de estar contigo!
Não imaginas o bem que te/Nos faz!
Diz-se por aí que os jovens perderam a Fé.
Mas tu e Eu sabemos que isso não é verdade.
Tu vens frequentemente à Igreja do Carmo.
E vais, de uma maneira ou de outra, amando e servindo.
Tenho observado!
Vem desta vez também!
E se não for desta, vem da próxima!
Não venhas sozinho. Traz aquel@ noss@ amig@.
Um forte abraço com amizade!
Jesus de Nazaré
Não te pergunto como te encontras,
pois sei bem como tens passado.
Sei “quando te sentas e quando te levantas” (salmo 139);
conheço bem os teus pensamentos e preocupações.
Escrevo-te este e-mail para te fazer um convite.
Queria convidar-te para vires a Minha Casa,
Igreja do Carmo, na quarta-feira,
dia 7 de novembro, pelas 18h30.
É um encontro entre grandes e fortes amigos.
Foi uma ideia pensada pelos nossos amigos carmelitas,
que muito Me agrada.
Todas as primeiras quartas-feiras de cada mês,
encontramo-nos todos na Minha Casa,
para um “diálogo a sós com quem sabemos que nos ama”
(Sta Teresa de Jesus).
Às 18h30 é um momento especial dos jovens como tu!
É um momento aconchegadinho,
em que estarei exposto diante dos teus olhos.
Diante dos teus olhos!
Para te ouvir.
Para que desabafes as tuas preocupações e canseiras.
Para que olhes com o coração para aqueles
que podem estar a passar ainda pior do que tu.
Para que se levante “um impulso do coração”
em prece unânime por toda a Humanidade que sofre.
Para Eu te falar.
Mostrar-te as belezas da tua vida.
Para agradeceres tudo o que de mais belo tenho operado em ti.
Então?! Alinhas?!
Convido-te com antecedência,
caso tenhas que agilizar a tua agenda.
Vá! Pensa nisso!
Gosto tanto de estar contigo!
Não imaginas o bem que te/Nos faz!
Diz-se por aí que os jovens perderam a Fé.
Mas tu e Eu sabemos que isso não é verdade.
Tu vens frequentemente à Igreja do Carmo.
E vais, de uma maneira ou de outra, amando e servindo.
Tenho observado!
Vem desta vez também!
E se não for desta, vem da próxima!
Não venhas sozinho. Traz aquel@ noss@ amig@.
Um forte abraço com amizade!
Jesus de Nazaré
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
O medo da verdade
Há uma imagem que me dá pesadelos e que me assusta tanto que me custa olhar para
ela: é o Perro
Semihundido, de Goya. Evite vê-lo, se puder.
O medo é uma coisa fácil de mostrar mas difícil de fixar. O cão semiafogado de Goya, à beira de morrer afogado, tem os olhos abertos a olhar para a massa de água que o vai matar.
Os cães têm medo muitas vezes. Mas este sabe que vai morrer. É este o último momento de vida: a vida suficiente para saber ter medo do que lhe vai acontecer.
Na noite das bruxas brinca-se com os sustos. Os sustos não dão tempo para ter medo. Para ter medo é preciso tempo. É preciso um momento parado, como aquele durante um acidente violento de automóvel, em que o tempo, por crueldade, se alenta, para que possamos contemplar o horror que aí vem, que já não pode ser evitado, que parece fazer render o já ser tarde de mais para fazer qualquer coisa.
Quando se tem mesmo medo, não se consegue fechar os olhos. O cão de Goya tem os olhos bem abertos. É o único ser vivo. O resto são coisas brutas que não sabem o que fazem, que nem o prazer de matar têm.
Há muitas interpretações do mural de Goya mas nem sequer interessa se o cão está à beira da morte, seja por afogamento, seja por outra razão. O que importa é a aflição de quem olha para a cabeça daquele cão e imediatamente a reconhece. É por isso que faz medo: não ameaça nem assusta. Declara uma condição que um dia será a nossa, mas de que já temos medo desde que nascemos.
O medo é uma coisa fácil de mostrar mas difícil de fixar. O cão semiafogado de Goya, à beira de morrer afogado, tem os olhos abertos a olhar para a massa de água que o vai matar.
Os cães têm medo muitas vezes. Mas este sabe que vai morrer. É este o último momento de vida: a vida suficiente para saber ter medo do que lhe vai acontecer.
Na noite das bruxas brinca-se com os sustos. Os sustos não dão tempo para ter medo. Para ter medo é preciso tempo. É preciso um momento parado, como aquele durante um acidente violento de automóvel, em que o tempo, por crueldade, se alenta, para que possamos contemplar o horror que aí vem, que já não pode ser evitado, que parece fazer render o já ser tarde de mais para fazer qualquer coisa.
Quando se tem mesmo medo, não se consegue fechar os olhos. O cão de Goya tem os olhos bem abertos. É o único ser vivo. O resto são coisas brutas que não sabem o que fazem, que nem o prazer de matar têm.
Há muitas interpretações do mural de Goya mas nem sequer interessa se o cão está à beira da morte, seja por afogamento, seja por outra razão. O que importa é a aflição de quem olha para a cabeça daquele cão e imediatamente a reconhece. É por isso que faz medo: não ameaça nem assusta. Declara uma condição que um dia será a nossa, mas de que já temos medo desde que nascemos.
Público 2012-10-31 Miguel
Esteves Cardoso
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
O que pode um furacão?
Um furacão tem muito poder.
De repente, por causa de um furacão, um presidente em busca da re-eleição põe-se a governar, deixando para mais tarde a campanha eleitoral.
(Há quem simplesmente diga que fazer com acerto o trabalho presidencial lhe pode valer a dita re-eleição...)
O furacão Sandy arrastou tudo. Contudo não pode com a Virgem Maria! Ao que parece uma imagem da Mãe foi protegida da poderosa ameaça da natureza. O acontecimento foi fotografado no bairro de Queens, em Nova Iorque. Ali o temível furacão mostrou toda a sua força levando tudo à sua passagem. Cinquenta casas arderam e depois as cinzas foram levadas por Sandy. Mas a imagem de Nossa Senhora de Queens manteve-se ali, intacta, no meio daquela devastação.
A foto já deu a volta ao mundo e muitos ficaram surpreendidos pelo impacto da fotografia. E não só os crentes cristãos...
Terá sido protegida por alguma força divina? O certo é que está ali, de pé, e muitos julgam que foi milagre.
O rumo
“Que direção tomará a nossa alma?”.
E respondia: “A que lhe tivermos dado na Terra.
Os bons cristãos nunca morrem;
dão todos os dias um passo para o paraíso.
As neblinas que escurecem a nossa razão serão dissipadas.
O nosso espírito terá a inteligência das coisas
que lhe são escondidas cá em baixo.
Havemos de vê-lO. Vê-lO-emos irmãos!
Já pensastes, nisso alguma vez? Havemos de ver Deus!
Nós vê-lO-emos a valer!
Vê-lO-emos tal como é, face a face!
Vê-lo-emos. Vê-lO-emos!"
Outra oração para rezar no cemitério (III)
Pai santo, Deus eterno e Todo-Poderoso,
nós Vos pedimos por .........
que chamastes deste mundo.
Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz.
Que ele, tendo passado pela morte,
participe do convívio de Vossos santos na luz eterna,
como prometestes a Abraão e à sua descendência.
Que sua alma nada sofra,
e Vos digneis ressuscitá-lo com os Vossos santos
no dia da ressurreição e da recompensa.
Perdoai-lhe os seus pecados
para que alcance junto a Vós a vida imortal no reino eterno.
Por Jesus Cristo, Vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Amén.
(Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.)
Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a Vossa luz!
Amén.
nós Vos pedimos por .........
que chamastes deste mundo.
Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz.
Que ele, tendo passado pela morte,
participe do convívio de Vossos santos na luz eterna,
como prometestes a Abraão e à sua descendência.
Que sua alma nada sofra,
e Vos digneis ressuscitá-lo com os Vossos santos
no dia da ressurreição e da recompensa.
Perdoai-lhe os seus pecados
para que alcance junto a Vós a vida imortal no reino eterno.
Por Jesus Cristo, Vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Amén.
(Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.)
Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a Vossa luz!
Amén.
Outra oração para rezar no cemitério (II)
Oremos
Senhor, que perdoais os pecados
e quereis a salvação de todos os homens:
por intercessão da Virgem Maria e de todos os santos,
dai a todos os que já partiram deste mundo,
particularmente aos nossos pais, irmãos, parentes e benfeitores,
a alegria de participarem no banquete das núpcias do cordeiro,
por Nosso Senhor Jesus Cristo,
que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.
Amén.
Outra oração para rezar no cemitério (I)
SALMO 102
O Senhor é clemente e cheio de compaixão.
O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
Não nos tratou segundo os nossos pecados.
Como um pai se compadece dos seus filhos,
assim o Senhor Se compadece dos que O temem.
Ele sabe de que somos formados
e não Se esquece que somos pó da terra.
Os dias do homem são como o feno:
ele desabrocha como a flor do campo
mal sopra o vento desaparece
e não mais se conhece o seu lugar.
A bondade do Senhor permanece eternamente
sobre aqueles que O temem
e a sua justiça sobre os filhos dos seus filhos,
sobre aqueles que guardam a sua aliança
e se lembram de cumprir os seus preceitos.
Outra oração para rezar no cemitério
Oração de Santa Gertrudes:
Eterno Pai, eu vos ofereço o preciosíssimo Sangue de Vosso Filho e nosso Senhor, Jesus Cristo, em união com todas as Missas que hoje são celebradas em todo o mundo, por todas as santas almas do purgatório, pelos pecadores em todos os lugares, pelos pecadores na Santa Igreja Católica, pelos pecadores em todas as outras Igrejas, pelos de minha casa e meus vizinhos.
Amén!
Eterno Pai, eu vos ofereço o preciosíssimo Sangue de Vosso Filho e nosso Senhor, Jesus Cristo, em união com todas as Missas que hoje são celebradas em todo o mundo, por todas as santas almas do purgatório, pelos pecadores em todos os lugares, pelos pecadores na Santa Igreja Católica, pelos pecadores em todas as outras Igrejas, pelos de minha casa e meus vizinhos.
Amén!
Para orar no cemitério
Perguntaram-me se conhecia uma oração para hoje se rezar no cemitério. Respondi sem hesitar, que sim. Aqui fica:
Creio em um só Deus,
Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra
De todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigénito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, Luz da Luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
Gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação
desceu dos céus
E encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria.
e Se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras;
e subiu aos céus,
onde está sentado à direita do Pai.
De novo há-de vir em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo.
Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho
é adorado e glorificado:
Ele que falou pelos Profetas.
Creio na Igreja una, santa,
católica e apostólica.
Professo um só baptismo
Para remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos,
e vida do mundo que há-de vir. Amen.
Creio em um só Deus,
Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra
De todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigénito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, Luz da Luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
Gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas.
E por nós, homens, e para nossa salvação
desceu dos céus
E encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria.
e Se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras;
e subiu aos céus,
onde está sentado à direita do Pai.
De novo há-de vir em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo.
Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho
é adorado e glorificado:
Ele que falou pelos Profetas.
Creio na Igreja una, santa,
católica e apostólica.
Professo um só baptismo
Para remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos,
e vida do mundo que há-de vir. Amen.
A comunhão dos santos
A Irmã Maria da
Eucaristia queria acender as velas para uma procissão e, como não tinha
fósforos, vendo a lamparina que arde diante das relíquias, dela se aproxima mas
oh!, encontra-a quase apagada, não lhe restando senão uma pálida luzinha no
pavio carbonizado. Apesar disso, consegue acender a sua vela e, a partir dela,
as da comunidade toda que, daí a pouco, tinha todas as velas acesas. Foi, pois,
esta pequena lamparina, quase extinta, que produziu outras chamas seguras, as
quais, por sua vez, puderam produzir uma infinidade doutras e, até, incendiar o
universo. No entanto, se quiséssemos determinar a origem desse incêndio, seria
preciso reportar-nos sempre àquela minúscula lamparina. Como poderiam então as
outras chamas, sabendo disso, gloriar-se de ter causado tamanho incêndio, uma
vez que apenas foram acesas por contágio da pequena centelha?
[...]
O mesmo se passa
com a comunhão dos santos. Sem o sabermos, muitas vezes as graças e as luzes que
recebemos ficam a dever-se a uma alma escondida, porque o Deus de bondade quer
que os santos comuniquem uns aos outros a graça através da oração, para poderem
depois dedicar uns aos outros um grande amor no Céu, um amor muito maior do que
o de qualquer família da terra, mesmo a mais perfeita. Quantas vezes pensei que
todas as graças que recebi se ficaram a dever à oração que uma qualquer boa alma
tenha feito por mim ao Deus de amor, e que só no Céu conhecerei. Sim, uma
pequena centelha basta para fazer nascer grandes clarões em toda a Igreja, como
doutores e mártires, que ocuparão no Céu um lugar bem acima do dela; mas nem por
isso se pode concluir que a glória deles não será também a dela, porque no Céu
não haverá olhares indiferentes ─ todos
reconhecerão que se devem mutuamente as graças que lhes mereceram essa coroa de
glória.
Santa Teresinha
do Menino Jesus
Um caminho de santidade
Uns turistas desejavam chegar prontamente a um castelo que se encontrava em certo declive da montanha.Existiam muitos caminhos, todos muito compridos e só um deles era curto, embora muito empinado e difícil. Se se fosse por esse caminho o mais certo era ir-se sozinho, sem tempo para descansar e até com alguma solidão, pois era um caminho pouco usado.
Todos escolheram os caminhos mais compridos e também os mais fáceis. Mas estes caminhos revelaram-se tão compridos que os caminheiros aborreceram-se e muitos deles desistiram. Outros deitaram-se à sombra, ali dormiram e conversaram esquecendo-se do caminho. e ali ficaram para sempre. Mas aquele que subiu sozinho, aquele que foi pelo atalho, sofreu todo o tipo de dificuldades, dores e suores, e quando pensou que não podia mais continuar, pôde verificar que já estava no castelo.
Foi o único a chegar.
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