quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Agradecimento ao Papa em nome da Ordem

O Santuário checo do Menino Jesus de Praga recebeu no sábado passado, 26 de Setembro, a visita do papa Bento XVI, com a qual o Pontífice iniciou a sua XIII Viagem Apostólica.
O Papa tinha mostrado gosto de visitar a Igreja de Nossa Senhora da Vitória, ao cuidado dos Padres Carmelitas Descalços. É aqui que se venera o muito conhecido Menino Jesus de Praga.
À sua chegada Bento XVI recebeu a saudação do P. Albert Wach, Definidor Geral para a Europa Central e enviado especial do Geral da Ordem, P. Saverio Cannistrà, que se encontra de visita à Ilha de Madagáscar. Em nome do Governo Geral e de toda a Ordem o Padre Albert agradeceu ao Papa «por ter escolhido a Igreja do Menino Jesus de Praga, de que somos responsáveis, para iniciar a sua visita à Republica Checa.»
Ao mesmo tempo o Padre Albert agradeceu ao Papa ter trazido da Santa Sé uma coroa de ouro que ofereceu ao Menino Jesus de Praga, e afirmou que «no prefácio do seu livro Jesus de Nazaré, Vós, Santidade, manifestastes a esperança de num segundo tomo escrever um capítulo dedicado à infância de Jesus. Neste Santuário e em nome de toda a Ordem quero dizer-lhe, Santo Padre, esperamos ler a vossa palavra.»

Bodas de Prata em Alvarães

O Frei Rui Rodrigues, conventual de Aveiro, natural de Alvarães, deste Concelho e Diocese de Viana do Castelo, celebrou no passado dia 2 de Setembro, na sua comunidade, o jubileu dos seus 25 anos como sacerdote.
Ontem, dia de São Miguel, ocorreu com igual alegria a celebração do mesmo jubileu, agora na sua terra natal. Estiveram presentes o pároco Mons. António Fernandes, os sacerdotes naturais da terra e a comunidade carmelitana de Viana do Castelo.
Nas palavras do Frei Rui só uma vez e em data perdida aquela comunidade paroquial conseguiu homenagear devidamente o Padroeiro, «foi com uma pequenina procissão até ao Cruzeiro». Mas desta vez, graças ao Padroeiro e também ao festejado, o templo estava cheio com os amigos da terra, de Viana e Aveiro, e outros muitos, e os familiares também. E talvez assim se siga fazendo a homenagem devida a tão nobre Padroeiro.
No final da Eucaristia o Pároco deu graças a Deus por aquela celebração tão bela, pelos 25 anos de sacerdócio do Frei Rui, pediu mais vocações que sigam e imitem o Frei Rui e deixou a concretização deste desejo aos festejados: o Anjo e o Sacerdote.
Disse ainda que quando há 42 anos chegou à Paróquia encontrou o Frei Rui na catequese, que cuidou de acompanhar o trilho da sua vocação por Avessadas e Viana, Salamanca e Porto, Roma e Aveiro. Recordou que nas férias o viu a trabalhar nas obras da Igreja de São José Operário, na Costeira, e, por fim, apresentou o seu livro QUE DEUS NOS OIÇA — colectânia de escritos seus —, que prontamente o Autor declarou oferecer os lucros para o vitral que passadas tantas décadas ainda falta colocar na Igreja de São José!
Mãos à obra, portanto, e olhos ao livro!

Pinturas na cara

Setembro está achegar ao fim, é tempo, portanto, de deitar contas à vida. As fotografias servem para testemunhar que depois do restauro do soalho da igreja, estamos agora a renovar as pinturas da fachada. A cara do convento vai ficar linda.

Não te rendas

Não te rendas, ainda estás a tempo
de alcançar e começar de novo,
aceitar as tuas sombras
enterrar os teus medos,
largar o lastro,
retomar o voo.

Não te rendas que a vida é isso,
continuar a viagem,
perseguir os teus sonhos,
destravar os tempos,
arrumar os escombros,
e destapar o céu.

Não te rendas, por favor, não cedas,
ainda que o frio queime,
ainda que o medo morda,
ainda que o sol se esconda,
e se cale o vento:
ainda há fogo na tua alma
ainda existe vida nos teus sonhos.

Porque a vida é tua, e teu é também o desejo,
porque o quiseste e eu te amo,
porque existe o vinho e o amor,
porque não existem feridas que o tempo não cure.

Abrir as portas,
tirar os ferrolhos,
abandonar as muralhas que te protegeram,
viver a vida e aceitar o desafio,
recuperar o riso,
ensaiar um canto,
baixar a guarda e estender as mãos,
abrir as asas
e tentar de novo
celebrar a vida e relançar-se no infinito.

Não te rendas, por favor, não cedas:
mesmo que o frio queime,
mesmo que o medo morda,
mesmo que o sol se ponha e se cale o vento,
ainda há fogo na tua alma,
ainda existe vida nos teus sonhos.
Porque cada dia é um novo início,
porque esta é a hora e o melhor momento.
Porque não estás só, por eu te amo.

(Mario Benedetti)

Algumas singularidades da mais jovem Doutora da Igreja

1. Teresinha é a mais jovem Doutora da Igreja (24 anos).
2. É a mais moderna e a mais próxima ao nosso tempo.
3. A causa do doutoramento de Teresa de Lisieux é a primeira que se tramita após a suspensão destas causas decretada por Paulo VI, em 1972.
4. É também a primeira que se instrui desde que entrou em vigor a constituição apostólica Pastor bonus de João Paulo II, de 28 de junho de 1988.
5. Teresinha é o único Doutor da Igreja que viveu no século XIX.
6. As cartas postulatórias para seu doutoramento eclesial não foram redigidas pelos bispos isoladamente, mas por Conferências Episcopais nacionais, que antes não existiam.
7. A Positio para o processo doutoral de Santa Teresinha é a mais ampla, a mais rigorosa e a mais rápida pelo tempo de sua redação (dois meses).
8. Transcorreu um verdadeiro recorde entre o anúncio deste doutoramento, feito pelo Papa e a sua efetiva proclamação: para Santa Teresa de Jesus, três anos 1967-1970; para S. Teresa do Menino Jesus, 55 dias).
9. Teresinha é o único Doutor da Igreja declarado por João Paulo II em seus 20 anos de pontificado.
10. Houve a novidade de se anexar esta declaração de Doutora da Igreja com a juventude e os jovens (Paris, Jornada Mundial da Juventude, 24-8-97; Roma, 19-10-97).
11. Fez-se coincidir intencionalmente esta proclamação com o dia do 70o. aniversário do patronato de Santa Teresinha sobre as Missões e os Missionários do mundo inteiro.
12. Foi a primeira proclamação doutoral celebrada com toda solenidade na praça de São Pedro.
13. A Missa concelebrada foi marcadamente poliglota, com textos em 12 línguas: Latim, grego, italiano, francês, espanhol, inglês, português, polaco, filipino, chinês, swahili e paleoeslavo conforme a liturgia bizantina russa.
14. A nova Doutora da Igreja é a autora mais editada, mais traduzida, mais lida, mais conhecida e mais venerada pelos cristãos orientais e ocidentais, por muitos não cristãos e até por não crentes.

Foi há 112 anos

Foi há 112 anos, no entardecer do dia 30 de Setembrom que faleceu a Irmã Teresa do Menino Jesus e da Santa Face. Segundo as anotações de sua irmã, a Madre Inês, ela teria, momentos antes de sua morte, invocado a Virgem Maria, como pedindo para que cumprisse nela o que ela teria pedido um dia, num de seus poemas: «Oh Mãe, cujo sorriso amável refulgiu-se na manhã do meu viver, volta ainda a sorrir-me, agora que a tarde se aproxima.» Suas últimas palavras formam uma declaração de amor ao Senhor: «Meu Deus, oh, eu vos amo.»

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Um vazio que só Deus pode preencher

Quantos homens e quantas mulheres tiveram esta facilidade de ter este contato com Jesus no Santíssimo Sacramento? Quase todos viveram esta mística. Eu entendo que nós cristãos nos devemos inclinar diante de Jesus Sacramentado e ter nele um amigo não muito distante, compreendermos e assumirmos de uma vez Jesus como nosso protector e salvador.
Jesus não permanece distante, não se afasta de nós. Aprendamos com S. Teresa ter esta intimidade com Cristo: «Vi que a felicidade do mundo não existe e as coisas do mundo deixam-me sempre um vazio que só Deus pode preencher por completo!» (S. Teresa dos Andes).

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O Papa, o Menino e os meninos

As imagens são grandes discursos. A XIII Visita Apostólica foi a Républica Checa e obviamente não poderia ignorar O Menino Jesus de Praga que se venera na Igreja de Nossa Senhora da Vitória. E honrando o Menino o Papa lembrou e honrou as crianças. foram momentos intensos e ternos: o templo estva repelto de famílias com crianças dando as mãos para que o Papa as tocasse.

Oração de Bento XVI diante do Menino Jesus de Praga

Ó meu Senhor Jesus,
contemplamos-te menino
e cremos que és o Filho de Deus,
que se fez homem
no seio da Virgem Maria,
por obra do Espírito Santo.
Tal como em Belém,
também nós, com Maria, José,
os anjos e os pastores,
te adoramos e te reconhecemos
como nosso único Salvador.

Fizeste-te pobre
para nos enriqueceres com a tua pobreza.
Concede-nos que nunca esqueçamos os pobres
nem todos quantos sofrem.

Protege as nossas famílias,
abençoa todas as crianças do mundo,
e faz com que o amor que nos trouxeste
possa sempre reinar entre nós
e conduzir-nos a uma vida mais feliz.
Faz, ó Menino Jesus, com que todos
possam reconhecer a verdade do teu nascimento,
para que possam saber
que vieste para trazer
a toda a família humana
luz, alegria e paz.
Tu és Deus e vives e reinas
com o Deus Pai
na unidade do Espírito Santo,
um só Deus, por todos os séculos dos séculos.

Ámen.

Saudação de Bento XVI na Igreja de Nossa Senhora da Vitória

Senhores Cardeais,
Senhor Prefeito e distintas Autoridades,
Caros irmãos e irmãs,
Queridas crianças,

Dirijo a todos a minha cordial saudação e exprimo a alegria de visitar esta Igreja, dedicada a Santa Maria da Vitória, onde é venerada a imagem do Menino Jesus, conhecida por todos como o “Menino Jesus de Praga”.
Agradeço a Dom Jan Graubner, Presidente da Conferência Episcopal, por suas palavras de boas-vindas em nome de todos os Bispos. Dirijo uma deferente saudação ao Prefeito e às outras Autoridades civis e religiosas, que desejaram estar presentes neste encontro. Saúdo-vos, caras famílias, que viestes tão numerosas para me encontrar.
A imagem do Menino Jesus faz-nos pensar imediatamente no mistério da Encarnação, no Deus Onipotente que se fez homem, e que viveu durante trinta anos na humilde família de Nazaré, confiado pela Providência ao premuroso cuidado de Maria e de José. O pensamento vai às vossas famílias e a todas as famílias do mundo, às suas alegrias e dificuldades. À reflexão associemos a oração, suplicando ao Menino Jesus o dom da unidade e da concórdia para todas as famílias. Pensamos especialmente naqueles jovens famílias, que devem fazer tantos esforços para dar aos filhos segurança e um futuro digno. Rezemos pelas famílias em dificuldades, provadas pela doença e pela dor, por aquelas em crise, desunidas ou feridas pela discórdia ou pela infidelidade. Confiemos todas ao Santo Menino Jesus de Praga, sabendo o quanto é importante a sua estabilidade e a sua concórdia para o verdadeiro progresso da sociedade e para o futuro da humanidade.
A imagem do Menino Jesus, com a ternura da sua infância, faz-nos ainda perceber a proximidade de Deus e o seu amor. Compreendemos o quanto somos preciosos aos seus olhos porque, graças a Ele, tornamo-nos filhos de Deus. Todo ser humano é filho de Deus e, pois, nosso irmão e como tal deve ser acolhido e respeitado. Possa a nossa sociedade compreender esta realidade! Toda pessoa humana seria então valorizada não por aquilo que tem, mas por aquilo que é, porque no vulto de todo ser humano, sem distinção de raça e cultura, brilha a imagem de Deus.
Isto vale sobretudo para as crianças. No Santo Menino Jesus de Praga contemplamos a beleza da infância e a predileção que Jesus Cristo sempre manifestou pelos pequenos, como lemos no Evangelho (cf. Mc 10,13-16). Quantas crianças não são amadas, nem acolhidas, nem respeitadas! Quantas são vítimas da violência e de toda forma de exploração da parte de pessoas sem escrúpulos! Possam ser reservados aos menores aquele respeito e aquela atenção que lhes são devidos: as crianças são o futuro e a esperança da humanidade.
Quero agora dirigir uma palavra particular a vós, queridas crianças, e às vossas famílias. Viestes numerosos para me encontrar e por isto vos agradeço de coração. Vós, que sois os prediletos do coração do Menino Jesus, sabei corresponder a seu amor e, seguindo Seu exemplo, sede obedientes, gentis e caridosos. Aprendei a ser, como Ele, o conforto dos vossos pais. Sede verdadeiros amigos de Jesus e recorrei a Ele sempre com confiança. Pedi a Ele por vós mesmos, pelos vossos pais, parentes, professores e amigos, e pedi também por mim. Mais uma vez obrigado pela vossa acolhida e de coração vos abençoo, enquanto invoco sobre todos a proteção do Santo Menino Jesus, da sua Mãe Imaculada e de São José.

BENEDICTUS XVI

Morreu a Ir. Maria da Graça do Menino Jesus de Praga

Foi hoje a sepultar a Irmã Maria da Graça do Menino Jesus de Praga, Carmelita Descalça do Carmelo de S. Teresinha, desta cidade de Viana do Castelo. Era natural de Viana do Castelo, da família Zamite, que sempre nos estimou e que noutros tempos deu um religioso à nossa Ordem.
A Irmã Maria da Graça morreu aos 88 anos de idade e 64 de consagração religiosa.
Ao Céu pedimos que a receba, a ela que reze por nós e vele sempre pelos sacerdotes.

O sacrário

O Sacrário possui o silêncio de uma tumba, a majestade de um trono, as alegrias de uma vida.
É que contém Jesus como vítima imolada,como rei do mundo, como alimento da vida. Gostou deste pensamento? (S. Teresa dos Andes).

domingo, 27 de setembro de 2009

As crianças são o futuro e a esperança da Humanidade

No passado dia 26, Sábado, depois de deixar o aeroporto, o Papa dirigiu-se para a Igreja de Nossa Senhora das Vitórias onde se encontra a imagem do Menino Jesus de Praga. O Santo Padre rezou na capela do Menino Jesus e a seguir, saudou as autoridades civis e religiosas, os fiéis e as famílias ali presentes. O papa coroou a famosa imagem do Menino Jesus de Praga.Em seu discurso, o Pontífice ressaltou que o Menino Jesus de Praga evoca o "mistério da encarnação, o Deus Omnipotente que se fez homem, e viveu durante 30 anos no seio da humilde família de Nazaré". O Papa disse ainda que a imagem do Menino Jesus recorda as famílias ali presentes e todas as famílias espalhadas pelo mundo, além das alegrias e dificuldades que enfrentam. E acrescentou: "Pensemos especialmente naqueles jovens que fazem muitos esforços a fim de dar a seus filhos segurança e um futuro digno. Rezemos pelas famílias em dificuldades, por aquelas marcadas pela doença e pela dor, por aquelas que estão em crise, desunidas ou dilaceradas pela discórdia e pela infidelidade. Confiamos todas as famílias ao Menino Jesus de Praga, sabendo como é importante a estabilidade e a concórdia familiar em vista do progresso da sociedade e para o futuro da humanidade."
Bento XVI disse ainda que o Menino Jesus de Praga lembra com a ternura de sua infância a proximidade de Deus e seu amor pelos homens e frisou que "cada ser humano é filho de Deus e nosso irmão e deve ser respeitado e acolhido. Possa a nossa sociedade compreender esta realidade. A pessoa humana deve ser valorizada não por aquilo que tem, mas por aquilo que é, porque no rosto de cada pessoa, sem distinção de raça e cultura, brilha a imagem de Deus."
O Papa recordou ainda a predileção de Jesus pelas crianças e recordou aquelas que estão doentes, que não são amadas, acolhidas e respeitadas. O Santo Padre lembrou ainda as crianças que são vítimas de violência e de toda forma de exploração, e fez um apelo para que sejam respeitadas. "As crianças são o futuro e a esperança da humanidade" – frisou o Pontífice.
Enfim, o Santo Padre pediu às crianças para que rezem por seus pais, parentes, professores, amigos e também por ele e invocou sobre todos a bênçãos do Menino Jesus de Praga, da Virgem Maria e São José.

Oração ao acender uma vela ou lâmpada

Senhor,
ofereço-Te esta luz
como sinal da minha fé e do meu amor.
Com a sua chama
quero apresentar diante de Ti
a minha oração e a minha vida,
a minha família, trabalho,
as preocupações, alegrias e tristezas,
o meu desejo
de ser fiel ao compromisso cristão,
e o meu agradecimento
por tudo o que de Ti recebi, Senhor.
Ámen.

sábado, 26 de setembro de 2009

XXVI Domingo do TempoComum

Frases que nos fazem (XII)

Não sou o resultado das minhas próprias decisões, mas um afortunado caçador de ventos que, até agora, me conduziram a bons portos. (Miguel Pasquau Liaño)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Frases que nos fazem (XI)

Um árvore dá glória a Deus, sendo simplesmente uma árvore. (Tomás Merton)

B. Josefa Naval Girbés, Secular do Carmo

Josefa Naval Girbés nasceu em Algemesi, Província de Valência, Espanha, no dia 11 de dezembro de 1820. Algemesi era um povoado eminentemente agrícola, com quase 8000 habitantes, uma única paróquia, um convento de Dominicanos, um hospital, escassos centros de instrução e poucas indústrias elementares. Foram seus pais Francisco Naval Carrasco e Josefa Girbés, e seus cinco irmãos: Maria Joaquina (morreu pequena), outra Maria Joaquina, Vicente, Peregrina (morreu aos 14 anos) e a pequena Josefa (que morreu apenas nascida).
De seus pais herdou Josefa, seu grande espírito de fé, sua ardente caridade, seu amor ao trabalho e o desejo ardente de viver sempre na graça de Deus. Maria Josefa recebeu o Santo Batismo no mesmo dia em que nasceu. Desde aquele momento só a chamavam com o nome de Josefa, mas alguns de seus devotos a seguem chamando de “Senhora Pêpa”.
Quando Josefa tinha oito anos, recebeu o Sacramento da Confirmação. Adquiriu uma cultura elementar, suficiente para desenvolver-se em meio no qual se passava sua vida. Aprendeu a bordar, atividade que com tanto acerto ensinou as suas numerosas alunas.
Sua infância transcorre sem acontecimentos especiais. Em sua formação religiosa colaborou eficazmente sua mãe. Desde pequena aprendeu a amar à Santíssima Virgem, venerada perto de sua casa, no convento dos Padres Dominicanos. Desde pequena já manifestava um caráter reto, um tanto enérgico, que ela depois administraria em sua atividade apostólica.
Fez sua Primeira Comunhão quando apenas contava com nove anos e, nesta época, se comungava pela primeira vez apenas aos onze anos cumpridos.
Sua mãe morreu quando ela tinha treze anos. A Virgem dos Padres Dominicanos a inspirou que nunca a abandonaria. Josefa, com seu pai e seus três irmãos, foi viver com sua avó materna.
Resultou em uma perfeita “ama” de casa, nos afazeres próprios da família. Dedicava um grande e doce cuidado com sua avó enferma, sem deixar sua vida de piedade nem dar concessões à rotina do cansaço. A avó morreu quando Josefa contava com 27 anos, ficando nesta casa com seu pai, seu tio Joaquim e seus irmãos sobreviventes Maria Joaquina e Vicente.
Seu pai morreu aos 62 anos, quando Josefa tinha 42 anos. Sua irmã Maria Joaquina se casou, morrendo aos 43 anos de idade. Seu irmão Vicente também se casou, teve três filhos que morreram muito pequenos, assim como sua esposa, pelo que já viúvo foi viver com ela. Seu tio Joaquim, um santo varão solteiro, morreu aos 77 anos, em 1870, ano no qual Josefa convidou sua discípula e confidente Josefa Esteve Trull a viver com ela, a quem, ao morrer, deixou seus bens em usufruto vitalício para que continuasse sua obra.
Josefa era de estatura mediana, nem alta, nem baixa; mais delgada do que gorda; de pele branca e fina; rosto ovalado, tinha um dente superior um pouquinho levantado que lhe fazia graça; olhos vivos e penetrantes, porém muito modestos; cabelos castanhos que logo se tornou grisalho; voz suave e acariciadora; sorria com muita freqüência, porém nunca se lhe viu rir forte; seu andar era moderado; vestia-se de cor escura, com sapato baixo e algo largo: o conjunto era de humildade e modéstia.
Para melhor agradar e entregar-se a Deus, em 04 de dezembro de 1838, escolheu a Jesus como seu único esposo, e a Ele consagrou para sempre sua virgindade; permanecendo indiviso seu coração (I Cor 7, 32-34), em sua união com Cristo fez progressos incessantes e se dedicou com todas suas forças à sua própria santificação e ao serviço da Igreja e das almas, demonstrando assim que a virgindade é o verdadeiro sinal e estímulo do amor e uma muito especial fonte de fecundidade espiritual no mundo (Documento Conciliar Lumem Gentium 42, Concílio Vaticano II).
Buscava todas as oportunidades para anunciar a Cristo, por palavras e com obras, tanto aos não crentes, para atrai-los à fé, como aos fiéis, para instruí-los, confirmá-los na mesma e estimulá-los a um maior fervor de vida. Com esta intenção ensinava às meninas a doutrina cristã, visitava aos enfermos, ajudava os pobres, aconselhava os quantos acudiam a ela, restaurava a paz em famílias desunidas, para as mães organizava em sua casa um círculo com a finalidade de conduzi-las à formação cristã, encaminhava de novo à virtude às mulheres que se haviam apartado do caminho reto e admoestava com prudência aos pecadores.
Porém, a obra a qual concentrou todos os seus cuidados e energias, foi a da educação humana e religiosa das jovens, para as quais abriu em sua casa uma escola gratuita de bordado, atividade manual que muito conhecia. Aquela atividade que por si mesma era “comercial”, à qual acudiam com assiduidade e entusiasmo muitas jovens de todas as esferas sociais, se converteu em um centro de convivência fraterna, oração, louvor a Deus, explicação e aprofundamento da Sagrada Escritura e das verdades eternas.
Deste modo contribuiu eficazmente para o incremento religioso de sua paróquia, formando assim muito boas mães de família, fomentando o germe da vocação à vida consagrada e ensinando a todos o que significa ser membros do Povo de Deus. Por tudo isso, ganhou grande estima e fama de santidade entre o clero e o povo. Inclusive depois de sua morte, que ocorreu piedosamente em 24 de fevereiro de 1893, continuou estendendo-se sua lembrança devido à santidade de sua vida e de suas obras.
Vestida com o hábito da Terceira Ordem do Carmo, seu venerável corpo foi depositado em um humilde ataúde. Pela manhã do dia seguinte, 25 de fevereiro, se celebrou o funeral e, pela tarde, o enterro. A caixa mortuária foi levada por suas alunas; as argolas brancas que pendiam do ataúde, por quatro das menores. Josefa foi depositada em um nicho que temporariamente adquirido e, definitivamente em 1902, por dona Josefa Esteve Trull, sua discípula predileta.
Ali permaneceu incorrupta até seu translado à paróquia, em 20 de outubro de 1946. A Cúria Arquiepiscopal de Valência iniciou a Causa de sua Canonização com a celebração do Processo Ordinário informativo durante os anos de 1950-1952, ao qual se seguiu um processo adicional em 1956. Em 03 de janeiro de 1987, Sua Santidade João Paulo II aprovava o decreto sobre as virtudes heróicas de Josefa Naval Girbés, e em setembro de 1988 o milagre proposto para sua Beatificação. A cerimônia de Beatificação se celebrou em São Pedro em 25 de setembro de 1988.

Ao Menino Jesus de Praga


Il neige.
Le grand monde est mort sans doute.
C’est décembre.
Mais qu’il fait bon, mon Dieu, dans la petite chambre!
La cheminée emplie de charbons rougeoyants
Colore le plafond d’un reflet somnolent,
Et l’on n’entend que l’eau qui bout à petit bruit.
Là-haut sur l’étagère, au-dessus des deux lits,
Sous son globe de verre, couronne en tête,
L’une des mains tenant le monde, l’autre prête
À couvrir ces petits qui se confient à elle,
Tout aimable dans sa grande robe solennelle
Et magnifique sous cet énorme chapeau jaune,
L’Enfant Jésus de Prague règne et trône.
Il est tout seul devant le foyer qui l’éclaire
Comme l’hostie cachée au fond du sanctuaire,
L’Enfant-Dieu jusqu’au jour garde ses petits frères.
Inentendue comme le souffle qui s’exhale,
L’existence éternelle emplit la chambre, égale
À toutes ces pauvres choses innocentes et naïves!
Quand il est avec nous, nul mal ne nous arrive.
On peut dormir, Jésus, notre frère, est ici.
Il est à nous, et toutes ces bonnes choses aussi:
La poupée merveilleuse, et le cheval de bois,
Et le mouton sont là, dans ce coin tous les trois.
Et nous dormons, mais toutes ces bonnes choses sont à nous!
Les rideaux sont tirés...
Là-bas, on ne sait où,
Dans la neige et la nuit sonne une espèce d’heure.
L’enfant dans son lit chaud comprend avec bonheur
Qu’il dort et que quelqu’un qui l’aime bien est là,
S’agite un peu, murmure vaguement, sort le bras,
Essaye de se réveiller et ne peut pas.

(Paul Claudel)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Frases que nos fazem (X)

Às vezes sinto-me como uma pobre colina,
e outras como uma montanha de cumes alcantilados.
(Mario Benedetti)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Inspirou O Principezinho

O Menino Jesus de Praga inspirou «O Principezinho». O Pe. Sleich revela que a conhecida história «O Principezinho», de Antoine de Saint-Exupéry, está inspirada no Menino Jesus. «O que poucos sabem é que Antoine de Saint-Exupéry estava muito familiarizado com a veneração do Menino Jesus de Praga. O seu livro é lido nas escolas por não se tratar de uma obra religiosa, mas a verdade é que o é em altíssimo grau, pois inspira-se directamente no Menino Jesus de Praga. Um menino que vem do céu, que oferece a sua amizade, morre e volta às alturas...». «As crianças que visitam o Menino Jesus de Praga entendem que ele não é uma peculiaridade católica estranha e compreendem a sua mensagem», acrescenta o sacerdote. «São precisamente os símbolos que não precisam de longa reflexão os mais eficazes», concluiu.

Bento XVI vai coroar o Menino Jesus de Praga

A visita do Papa à República Checa, de 26 a 28 de Setembro, voltará a dar «visibilidade e presença» a Cristo, num país em que apenas 25% da população se declara crente, afirmou o Pe Petr Sleich, prior do Carmo de Praga.
Apesar dos números e do baixo índice de vocações, o sacerdote está optimista: «Esta situação pode mudar rapidamente, como já pudemos comprovar com os nossos próprios olhos, quando, há 20 anos caiu a Cortina de Ferro».
Um dos primeiros gestos de Bento XVI, depois de chegar à capital, será a coroação da imagem do Menino Jesus de Praga. A imagem encontra-se na Igreja de Santa Maria da Vitória desde 1628 e recebe anualmente um milhão de peregrinos, quase todos estrangeiros. A sua devoção começou no séc. XVI e estendeu-se a todos os continentes, sento especialmente activa na Índia, onde existem vários santuários.
«Muitos checos que se declaram não-crentes amam o Menino Jesus de Praga, e estou certo de que muitos acabarão por se tornar amigos dEle», adiantou o Pe Sleich.
«O coração humano é sensível à imagem do Menino Jesus, e o Natal também é uma festa querida e apreciada por pessoas não muito crentes na República Checa, apesar de ser considerada a nação mais marcada pelo ateísmo na Europa», afirmou.
Em Portugal a imagem do Divino Menino Jesus de Praga é venerada em muitas igrejas e capelas, nas igrejas dos conventos do Carmo, nos Carmelos e conta também com um Santuário que lhe está dedicado em Avessadas, Marco de Canaveses.

Frases que nos fazem (IX)

[Entender-nos-emos] Não no idioma único do imperador romano, mas nos nossos próprios idiomas. NUm idioma de libertação, de relação e unificação desde a base. (Chung Hyung-Kiung)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Frases que nos fazem (VII)

Queridos amigos:
sede semeadores de confiança e de esperança, pois é profunda a sensação de extravio que frequentemente vive a juventude de hoje. (Bento XVI)

domingo, 20 de setembro de 2009

sábado, 19 de setembro de 2009

Frases que nos fazem (V)

Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia. (S. João Maria Vianney)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Amen

Numa Eucaristia a assembleia responde umas dez vezes a palavra Amen, palavra hebraica — que é uma língua primária e sintética — e que nos seus vários sentidos quer dizer:

1. Assim seja! — Expressão de um desejo;
2. Aceito! — manifestação de um desejo;
3. Assim farei! — Vontade de entrega;
4. Comprometo-me! — Reforço de um compromisso;
5. Creio! — Um acto de fé;
6. Subscrevo-o! — Uma assinatura;
7. Adoro-te! — Um acto de adoração;
8. Amo-te! — Expressão de amor pessoal a Jesus e ao seu corpo místico;
9. Calo, creio e adoro! — Expressão do que já não se pode dizer;
10. Sim, assim é! — Reconhecimetno;
11. Muito bem! — Expressão de concordância;
12. Consinto, assim seja! — Expressão-eco do fiat de Maria.
(Xavier Morlans)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Santo Alberto de Jerusalém

É hoje dia de S. Alberto de Jerusalém, legislador da nossa Ordem. Assem se inicia a Regra por si entregue aos Carmelitas algures nos anos 1106-1109:


Alberto, pela graça de Deus chamado a ser Patriarca da Igreja de Jerusalém, aos amados filhos em Cristo, B. e outros eremitas que, sob a sua obediência, vivem junto da Fonte, no Monte Carmelo, saudações no Senhor e a bênção do Espírito Santo.
Muitas vezes e de muitos modos os Santos Padres estabeleceram como cada um - qualquer que seja o estado de vida a que pertença ou a forma de vida religiosa que tiver escolhido - deve viver em obséquio de Jesus Cristo e servi-Lo fielmente com coração puro e recta consciência.
(Regra, 1-2)