Vós dizeis: «Dou, mas a quem merece.»
Mas as árvores não falam assim, nem os rebanhos. Eles dão
para que possam continuar a viver; reter é morrer. Quem é digno de receber de
Deus os dias e as noites, é digno também de receber de vós tudo o que precisa.
Quem mereceu beber do oceano da vida, merece também encher a sua taça no
pequeno arroio de cada um.
Por que exigir a um homem que exponha o seu íntimo, e
desnude o seu orgulho, a fim de que possam decidir se ele merece ajuda? Procura,
isto sim, ver se mereces dar.
E vós, que recebeis, não assumais nenhuma dívida de
gratidão, para que não se crie um laço de domínio com os teus benfeitores. Porque,
se ficares demasiadamente preocupado com estas dívidas terminarão duvidando da
generosidade da terra e do Pai – que foi de onde estas dádivas realmente vieram.
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