Frei Bartolomeu dos Mártires nasceu em Lisboa no dia 3 de Maio de 1514, na rua dos Tanoeiros.
Seus pais, Domingos Fernandes, tanoeiro de profissão, e Maria Correia, doméstica, eram naturais de Verdelha, Lisboa. Tinham mais uma filha que também foi para a vida religiosa, com o nome de Catarina do Espírito Santo, no mosteiro do Rosário – Lisboa.
Aos 14/15 anos de idade, entrou na escola do Convento de São Domingos, em Lisboa, onde aprendeu as primeiras letras e lições de gramática e rapidamente dominou o latim, além da ciência de querer bem a Deus e ao próximo, sobretudo aos pobres.
Salientou-se pla sua inteligência e compostura e pelo interesse revelado pelas coisas de Deus, tendo os frades aconselhado os seus pais a que o mandassem seguir estudos.
Por vontade própria continuou naquele Convento, sentindo um cada vez maior apelo à vida religiosa, tendo-lhe sido explicado, por Frei Jorge Vogado, o rigor e a austeridade da Ordem.
Admitido ao Convento, recebe o hábito dominicano a 11 de Novembro de 1528 e faz a sua profissão a 29 de Novembro do ano seguinte, tomado o nome de Frei Bartolomeu dos Mártires. Com esta decisão renuncia aos apelidos “Fernandes” e “Vale” para homenagear Nossa Senhora Rainha dos Mártires, padroeira da igreja paroquial onde fora baptizado.
Concluiu os estudos filosóficos e teológicos em 1538.
De 1538-1557, ensina nos conventos de Lisboa, “da Batalha” e Évora. Entretanto, vai aprofundando o seu percurso académico, tendo feito um interregno na leccionação para, em Salamanca, preparar e apresentar provas de doutoramento na Faculdade de Teologia (28 de Março de 1591). Entre Agosto de 1557 e Maio de 1558, foi eleito Prior do Convento de S. Domingos de Benfica, em Lisboa.
Neste último ano, é apresentado pela rainha Catarina para suceder a D. Frei Baltasar Limpo, da Ordem do Carmo, como Arcebispo da Arquidiocese de Braga.
Apesar da resistência em aceitar a Mitra de Braga, “obrigado” pelo seu Provincial a aceitar, ainda antes de ser ordenado, começou a estudar a situação daquela região pastoral.
Só uma ano mais tarde o Papa Paulo IV o haveria de confirmar como Arcebispo, com a Bula “Gratiae divinae praemium”, data de 27 de Janeiro de 1559. É ordenado bispo em 3 de Setembro em S. Domingos de Lisboa.
Inicia a sua actividade na vastíssima Arquidiocese no dia 4 de Outubro de 1559.
A sua actividade apostólica é multifacetada. Recordemos alguns elementos mais sugestivos. Notabilizou-se pela realização de3 actividades pastorais; empenha-se na evangelização do povo, tendo para o efeito, preparado um “Catecismo ou doutrina cristã e práticas espirituais”; a solicitude pela cultura e santificação do clero leva-o a instituir aulas de teologia moral em vários locais da Diocese e a escrever. Entre as 32 obras doutrinais merece particular relevo o “Stimulus Pastorum”,distribuído aos Padres dos Concílios Vaticano I e II, que já conhece a vigésima segunda edição.
A concretização do empenho de reforma encontra-se, também, em espaços estruturais a que deu vida, como o Convento de S. Domingos, em Viana do Castelo, para nele fundar uma escola de Moral. Verdadeiramente inovador, o Arcebispo descentralizou a formação com escolas em diversas partes da Arquidiocese.
Em 24 de Março de 1561 sai de Braga para Trento, cidade italiana que acolhe a realização do Concílio de Trento, entre 1562 e 1563, convocado por Pio IV, cujos padres sinodais foram brindados com 268 petições como síntese das interpelações de Reforma para a Igreja.
Para concretizar as Reformas Tridentinas efectuou um Sínodo Diocesano, em 1564, e outro Provincial, em 1566.
Em 1571 ou 1572, dá início à construção do Seminário Conciliar do Campo da Vinha, não sem enfrentar uma forte oposição no seio da hierarquia bracarense.
Em 23 de Fevereiro de 1582 renuncia ao Arcebispado e recolhe-se ao convento dominicano da Santa Cruz, na cidade de Viana do Castelo, nascido por seu empenho (1561) para favorecer os estudos eclesiásticos e a pregação.
Morre nesse convento a 16 de Julho de 1590, reconhecido e aclamado pelo povo como o Arcebispo Santo, pai dos pobres e dos enfermos. O seu túmulo é venerado na antiga igreja dominicana em Viana do Castelo, Monserrate.
Foi declarado Venerável por Gregório XVI em 23 de Março de 1845.
O Papa João Paulo II reconheceu em 7 de Julho de 2001 o milagre proposto para a beatificação, celebrada a 4 de Novembro deste ano, dia litúrgico de São Carlos Borromeu, com quem trabalhou arduamente na prossecução dos objectivos do Concílio de Trento.
in Notícias de Viana, 1 de Maio de 2014, p.5
Somos Carmelitas Descalços, filhos de Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, Ordem dos Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, Senhora do Sim, nossa Mãe e nossa Irmã, em Viana do Castelo, Alto Minho, Portugal, a viver «em obséquio de Nosso Senhor Jesus Cristo e a servi-l’O de coração puro e consciência recta».
Mostrar mensagens com a etiqueta Biografia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Biografia. Mostrar todas as mensagens
sábado, 3 de maio de 2014
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
(Primeira) Biografia da Irmã Lúcia
Um caminho sob o Olhar de Maria: Biografia da Irmã Lúcia
“Um caminho sob o olhar de Maria” é o título do novo livro que apresenta a biografia completa da Irmã Lúcia. O lançamento do livro realizou-se no passado Sábado em Coimbra e já se encontra disponível nas livrarias.
O Prefácio do livro é da autoria de D. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra, que se refere à Irmã Lúcia como “a criança abençoada e escolhida para difundir no mundo a mensagem de paz e salvação de Deus. Enquanto religiosa carmelita, é conhecida como pessoa privilegiada na dedicação a Deus e no serviço à Sua Igreja, em quem o povo deposita uma enorme confiança, ancorada no facto de ter sido a confidente de Nossa Senhora. ”
O livro conta, ainda, com uma fotobiografia que acompanha o desenrolar dos capítulos que narram a sua vida.
Será publicado pelas Edições Carmelo, com o apoio especial da Rádio Renascença.
Refira-se, que esta obra, que se distingue por ser a primeira biografia completa da Irmã Lúcia, pretende ser uma ajuda à sua causa da beatificação, numa altura em que se conclui a fase Diocesana do Processo, um aprofundamento da mensagem de Fátima, tal como a entendeu e a viveu a Irmã Lúcia, e pretende, ainda, dar a conhecer, ao grande público, quem foi verdadeiramente esta mulher, cuja vida é hoje conhecida e admirada em todo o mundo.
“A leitura da biografia, Um caminho sob o olhar de Maria, permite-nos ter uma perspetiva mais abrangente da personalidade da Irmã Lúcia, pois é fruto de um conhecimento relacional, de um convívio quotidiano, de escritos e testemunhos que espelham a profundidade de uma alma.” – Refere D. Virgílio Antunes.
In www.carmelitas.pt
Etiquetas:
Biografia,
Carmelitas,
Coimbra,
Irmã Lúcia,
Maria
domingo, 6 de outubro de 2013
Biografia da Irmã Lúcia
(Notícia do DN de hoje)
As Irmãs Carmelitas de Coimbra editaram a primeira biografia da Irmã Lúcia. A obra publica partes das Memórias já editadas e vários documentos inéditos do seu diário, e ainda 250 fotografias.
Etiquetas:
aparições,
beatificação,
Biografia,
caminho,
Carmelo,
Carmelo de Coimbra,
Coimbra,
Irmã Lucia,
Maria,
Memórias,
Olhar de Maria,
Pastorinha,
Vidente de Fátima
Subscrever:
Mensagens (Atom)


