domingo, 24 de março de 2013

Em Domingo de Ramos


Domingo de Ramos com Poesia




Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte!
O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu!
Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também.
Onde nada está tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o teu corpo.
Dá-me alma para te servir e alma para te amar.
Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra,
ouvidos para te ouvir no vento e no mar,
e mãos para trabalhar em teu nome.
Torna-me puro como a água e alto como o céu.
Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos
nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos.
Faz com que eu saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um pai.
Minha vida seja digna da tua presença.
Meu corpo seja digno da terra, tua cama.
 Minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar.
Torna-me grande como o Sol,
para que eu te possa adorar em mim;
e torna-me puro como a lua, para que eu te possa rezar em mim;
e torna-me claro como o dia
para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te.
Senhor, protege-me e ampara-me.
Dá-me que eu me sinta teu.
Senhor, livra-me de mim.

Fernando Pessoa

Hossana!



Irmãos, celebremos hoje a vinda do nosso Rei, vamos ao Seu encontro, porque Ele também é o nosso Deus. [...] Elevemos o coração até Deus, não apaguemos o Espírito (1Ts 5,19), aprontemos alegremente as candeias (Mt 25,7), mudemos as vestes da alma. Quais vencedores, peguemos em palmas e, quais pessoas simples, aclamemo-Lo com o povo. Com as crianças, cantemos, com um coração infantil: «Hossana! Bendito seja O que vem em nome do Senhor!» (Mt 21,15) [...] Hoje mesmo Ele entra em Jerusalém, de novo se prepara a cruz, o documento de acusação de Adão foi abolido (Col 2,14); de novo se abre o Paraíso, e o ladrão nele entra (Lc 23,43); de novo a Igreja está em festa. [...]

São Cirilo de Alexandria

Domingo de Ramos

sexta-feira, 22 de março de 2013

Na última fila

O Papa rezou hoje missa para os jardineiros e mulheres de limpeza do Vaticano. Mas antes da Missa sentou-se na última fila a rezar. Ainda lhe custa a acreditar? A mim também.

terça-feira, 19 de março de 2013

Faleceu a Irmã Maria da Eucaristia

Ao início da noite faleceu no Carmelo de Santa Teresinha, de Viana do Castelo, a nossa irmã Madre Maria da Eucaristia e do Coração Imaculado (Maria Cristina), de 84 anos, várias vezes prioresa deste Carmelo. Era natural do Cadaval e seu pai era médico. Após o falecimento da esposa foi ordenado sacerdote e muito influenciou a opção vocacional pela vida contemplativa da Maria Cristina.
O seu funeral é na próxima Quinta-feira, pelas 10,30h.
Paz à sua alma.

Início do pontificado

O Papa Francisco iniciou o seu pontificado no dia de São José. Há quem proponha um novo papa-movel...

Feliz dia de São José


Feliz dia de São José, feliz dia do Pai!
Parabéns a todos os pais!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Brasão do Papa Francisco

No essencial, o Papa Francisco decidiu manter o seu brasão anterior, escolhido desde a sua consagração episcopal e caracterizado por uma linearidade simples, refere um comunicado da Santa Sé. O brasão inclui um escudo azul coberto pelos símbolos da dignidade pontifícia (mitra posicionada entre chaves de ouro e prata entrecruzadas, unidas por um cordão vermelho), com o emblema da Companhia de Jesus: um sol com as letras IHS, em vermelho, monograma de Cristo. Em baixo encontram-se uma estrela e uma flor de nardo, que simbolizam, respectivamente, a Virgem Maria e São José, patrono da Igreja, neste caso representado de acordo com a iconografia hispânica. O lema do novo Papa, 'miserando atque eligendo', frase que evoca uma passagem do Evangelho segundo São Mateus: "olhou-o com misericórdia e escolheu-o". A expressão é retirada de uma homilia de São Beda, o venerável (séculos VII-VIII), apresentada pelo Vaticano como "uma homenagem à misericórdia divina". Este lema e programa de vida evoca um episódio da vida do Papa argentino, que na festa de São Mateus, em 1953,"experimentou, com 17 anos de idade, de um modo muito particular, a presença amorosa de Deus na sua vida". A seguir a uma confissão, sentiu o seu coração ser tocado e percebeu a descida da misericórdia de Deus, que com olhar de terno amor o chamava à vida religiosa.

Bom dia!|

O Papa foi trabalhar.

Chama do Carmo_180

domingo, 17 de março de 2013

Delegado Geral OCD da Argentina escreve sobre o Papa


Queridos irmãos e irmãs:
Com muita alegria e emoção me uno a todos vós em acção de graças pela eleição do Papa Francisco e por toda a Igreja. Obrigado pela proximidade e por tantas felicitações de adesão que se vive por terras argentinas, «terras do fim do mundo», como bem expressou o novo Papa.
Não posso deixar de fazer referência ao significado particular para toda a família carmelitana da Argentina nesta eleição do Cardeal Bergoglio como sucessor de Pedro. O padre Jorge (como sabemos chamar-lhe em confiança), manifestou sempre a sua presença e amizade tanto para com as carmelitas descalças como para com os frades. Proximidade que se manifestou com a sua constante presença e atenção a tantos convites para celebrações festivas e de modo muito especial nas últimas 6 ordenações sacerdotais no Carmelo. Pela graça de Deus alguns dos nossos irmãos receberam este sacramento pela imposição das suas mãos e a acção do Espírito Santo e sempre resultou a graciosa presença e predilecção dos Santos do Carmo.
Conhecemo-lo desde que era um sacerdote mas na igreja da Companhia de Jesus, na cidade de Córdoba. Com a sua presença fiel no confessionário era dispensador de graça e consolo para quem fosse ali receber o sacramento. Ali começou a sua amizade e proximidade para com os frades e estudantes daquela época. Foi depois nomeado Bispo Auxiliar de Buenos Aires e mesmo tendo sido mudado para outro lugar, continuou a oferecer auxílio espiritual e atendendo os nossos convites a tal ponto que, numa oportunidade, veio a nossa Casa na cidade de La Plata (a uns 60km donde estava) para pregar um dia de retiro aos três postulantes. Recordo que se apresentou diante de nós com muita graça dizendo-nos que deviam ser três postulantes muito importantes para ser um bispo a pregar-lhes o retiro.
Era Arcebispo Buenos Aires. Sempre tinha uma referência espiritual para animar e estimular os nossos trabalhos ministeriais e pastorais. Teve gestos realmente inauditos quando, por exemplo, em lugar de presidir na Catedral na Quinta-feira Santa a Ceia do Senhor ia a um hospital de crianças doentes com sida, e a um asilo da cidade lavar e beijar os pés das pessoas necessitadas de Deus. Ou na missa de Natal, que celebrava preferentemente desde que fora nomeado Bispo Auxiliar de Buenos Aires nas paróquias dentro das «vilas miséria» (chamadas noutros países vilas de emergência) que existiam na periferia da cidade. Era comum encontrá-lo no metro, no autocarro, pois movimentava-se nos serviços públicos, juntamente com as pessoas. A sua grande sensibilidade social situava-o sempre perto de todos, mas em especial dos necessitados. Num encontro dizia-nos que a Igreja devia sair para fora. Dava sempre gosto ler as suas cartas pastorais, de uma imensa profundidade e riqueza e, ao mesmo tempo, sempre próximas; as suas homilias directas e concisas «acostumaram-nos mal» a receber em tantas ocasiões uma luz especial para encarar as reflexões comunitárias e outras tantas para a nossa Delegação General, serviram para dar início às nossas reuniões de Conselho como também para outras tantas cartas. No Carmo de Buenos Aires disfrutamos com a sua predilecção pela Capela de Santa Teresa dnde se fez presente em tantas oportunidades, acompanhado de variadas pessoas, a quem tratava familiarmente. Por felicidade acompanhou-nos no dia 23 de Dezembro passado celebrando o 100° aniversário da fundação da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, celebração que ainda hoje recordamos igualmente com as suas anedotas e comentários na sacristia onde nos deu a bênção e nos deixou palavras amenas à numerosíssima que sempre convoca a onde quer que vá.
Que mais dizer? Obrigado ao Espírito Santo, que com a sua força tocou as mentes e os corações dos Cardeais reunidos em Conclave e nos ofereceu um Papa nosso amigo e, por conseguinte amigo de todo o Carmelo.
Um abraço fraterno e seguimos em união de orações, especialmente pelo Papa Francisco

Fr. Daniel L. Meurzet, ocd.
Delegado Geral de Argentina

Furor!


Domingo

«Os cristãos devem encontrar-se, cumprimentar-se, falar-se ao domingo!»

PAPA FRANCISCO

Primeiro Angelus

«Deus nunca se cansa de perdoar. Um pouco de misericórdia muda o mundo, torna-o menos frio e mais justo.»

PAPA FRANCISCO

Falecimento da Irmã Maria de São José


Faleceu hoje ao início da madrugada no carmelo de São José, Fátima, a Irmã Maria de S. José,de 98 anos de idade, que se encontrava com prognóscio reservado depois de ter tido um AVC muito extenso há cinco dias atrás.
Que a nossa Irmã Maria de S. José interceda agora por todos nós junto do Senhor, onde certamente se encontra pelas mãos da Nossa Mãe do Carmo.
À comunidade os nossos pêsames, à Irmã Maria um feliz dia de São José no céu!

Delegado Geral OCD da Argentina escreve sobre o Papa

 

(Brevemente com tradução.)
 

Queridos hermanas y hermanos:
Con mucha alegría y emoción me uno a todos Uds. en acción de gracias por la elección del Papa Francisco para toda nuestra Iglesia.
Gracias por la cercanía y por tantos saludos de adhesión a lo que se está viviendo por estas tierras argentinas, tierras del "fin del mundo" como bien lo expresó el nuevo Papa.
No puedo dejar de hacer referencia al significado particular para toda la familia Carmelitana de Argentina de esta elección del Cardenal Bergoglio como sucesor de Pedro. El Padre Jorge (como solíamos decirle en confianza), ha manifestado desde siempre su cercanía y amistad tanto para con las Carmelitas Descalzas como para con los Frailes. Cercanía que se ha manifestado con su constante presencia y atención a tantos requerimientos en celebraciones festivas y de un modo muy especial en las últimas 6 Ordenaciones Sacerdotales del Carmelo. Por gracia de Dios algunos de nuestros hermanos -los PP. Pablo Fabián, Ricardo, Pablo Gabriel, Luis, Pablo Guillermo y David- han recibido este sacramento por la imposición de sus manos y la acción del Espíritu Santo y siempre nos ha resultado del todo grato su cercanía y predilección por los Santos del Carmelo.
Lo conocemos desde que era un sacerdote más en la Iglesia de la Compañía de Jesús, en la ciudad de Córdoba. Con su fiel presencia en el confesionario era dispensador de gracia y consuelo para quienes nos acercábamos allí. Ahí comenzó su cercanía y amistad para con unos cuantos frailes, estudiantes por aquellas épocas; luego fue nombrado Obispo Auxiliar de Buenos Aires y, aunque trasladado allí, siguió ofreciéndonos su auxilio espiritual y atendiendo a nuestros requerimientos a tal punto que, en una oportunidad, se acercó a nuestra Casa en la ciudad de La Plata (ubicada a unos 60km de donde él estaba) para predicarnos el día de retiro a quienes éramos por ese entonces solo tres postulantes. Recuerdo que se presentó a nosotros bromeando y diciéndonos que debíamos ser tres postulantes muy importantes para que sólo pudiera predicarnos el retiro un Obispo. Ya como Arzobispo de Buenos Aires ha significado siempre una referencia espiritual para animar y estimular nuestras tareas ministeriales y pastorales. Con gestos realmente inauditos cuando, por ejemplo, en lugar presidir en la Catedral el Jueves Santo en la misa de la tarde, se iba a un hospital de niños o a la sala de los enfermos de sida, o a uno de las tantos acilos de ancianos de la ciudad a lavar y besar los pies de esa gente tan necesitada de Dios. O en la misa del día de Navidad, la cual celebraba preferentemente desde que fue hecho Obispo Auxiliar de Buenos Aires en las parroquias dentro de las villas miseria (llamadas en otros países chabolas o villas de emergencia) que existen en la periferia de la ciudad, junto a los ahora llamados ‘curas villeros’. Era ya común encontrarse sorpresivamente con él en el subterráneo o en los colectivos de línea, pues se movilizaba comúnmente en servicios públicos, mezclándose con la gente. Su gran sensibilidad social lo mostró cercanos a todos, pero en especial a los más necesitados, a cuyo encuentro, decía, la Iglesia debía salir. Siempre daba gusto leer sus Cartas Pastorales, de una inmensa profundidad y riqueza y, al mismo tiempo, siempre cercanas; sus homilías agudas, directas y concisas nos han "mal acostumbrado" a recibir en tantas ocasiones una luz especial para encarar las reflexiones comunitarias y otras tantas para nuestra Delegación General, ya que han servido de reflexión para dar inicio a nuestras reuniones de Consejo como así también para otras tantas cartas. En el Carmelo de Buenos Aires lo hemos disfrutado con su predilección por la Capilla de Santa Teresa (situada a unas 7 cuadras de la sede parroquial) donde se hizo presente en tantas oportunidades, acompañando a la gente más variada, a la que trataba familiarmente. Por gracia nos acompañó el día 23 de Diciembre pasado con motivo del cierre del 100° Aniversario de la creación de nuestra Parroquia Ntra. Señora del Carmelo, celebración que todavía hoy recordamos al igual que sus anécdotas y comentarios dentro de la Sacristía, donde impartió bendiciones y palabras amenas a la numerosísima feligresía como la que siempre convoca a donde vaya.
¿Qué más decir?... gracias al Espíritu Santo, quien con su influjo tocó las mentes y los corazones de los Cardenales reunidos en Cónclave y nos regaló un Papa amigo nuestro y, en definitiva, amigo de todo el Carmelo.
Un fraterno abrazo y seguimos en unión de oraciones, especialmente por el Papa Francisco…

Fr. Daniel L. Meurzet, ocd.
Delegado General de Argentina

A ternura de Jesus

O que mais me impressiona em Jesus é a sua ternura e a sua misericórdia. Jesus perdoa sempre. Jesus espera-nos para nos poder perdoar. Jesus não se cansa de perdoar.
Se nós nos afastarmos muito de Jesus o nosso coração vai endurecer-se muito. Por isso, olha para Jesus e sentirás o que é o seu perdão. É isso o que digo a todos: Não tenhais medo de Jesus!
Alguns dizem:Repararai: Jesus está com o chicote na mão e vai-me bater por todos os lados.

É ao contrário: Jesus espera-te com ternura, com carinho, só é preciso que olhes para Ele.
Aquilo que a mim mais me aproxima de Jesus é a sua ternura e a sua misericórdia! Experimento e vivo isso desde o dia da minha ordenação!

CARDEAL BERGOGLIO, FRANCISCO

A paciente espera de Deus

«Mais depressa te cansas de pecar, que Jesus de perdoar!»

SANTA TERESA DE JESUS

sábado, 16 de março de 2013

Simples, alegre e fraterno


O povo ficou encantado com a novidade do nome ‘Francisco’ e o estilo despojado, simples, humano e até carinhoso do novo Papa.
Um jornalista espanhol, ateu, disse que não chorou na audiência de hoje, por vergonha dos seus colegas, mas que estava superemocionado por dentro ‘vendo’ e ‘escutado’ o ‘irmão’ Francisco...
O novo Papa encontrou-se hoje com os 6.000 jornalistas e suas famílias e, no fim abençoou-os em silêncio, por respeito aos que não são católicos (evangélicos, agnósticos, ateus, muçulmanos, etc).
Os jornalistas saíram emocionados e encantados chamando-o já de ‘irmão Francisco’.



O pastor segundo Francisco


Existem três maneiras de se ser pastor,
e às vezes na vida, nós temos de usar as três:
ou o pastor vai à frente do rebanho mostrando o caminho;
ou o pastor vai no meio do rebanho para que ele não se disperse;
ou o pastor vai atrás seguindo o caminho que as olvelhas escolhem com o seu olfacto.
Frequentemente quem tem o olfacto e a bússula na Igreja é o povo de Deus, o santo e fiel povo de Deus.
Temos, por isso, de ver para onde se encaminha o rebanho, porque o Espírito Santo é quem trabalha o coração do povo de Deus!


CARDEAL BERGOGLIO, FRANCISCO

De Benedicto a Abençoado!


Chama-se inesperadamente Francisco. É um jesuíta vestido de dominicano e com nome de franciscano, como alguém lembrou. Há oito anos foi eleito Bento (ou Benedicto); ao que dizem, Deus e os cardeais preferiram ali Ratzinger a Bergoglio. Agora que Ratzinger voltou a sê-lo emergiu Francisco da eleição dos cardeais, que, com a Igreja a rezar, imploraram que o Espírito Santo lhes mostrasse quem era o eleito de Deus.
A Igreja rezava e o mundo pedia um Papa não europeu, e menos ainda italiano. Mas não se esperava um vindo «quase do fim do mundo». Foi, porém, dali que veio, dali onde a Igreja cresce, é pobre, valente e sofrente. Mas mais jovem, ainda mais forte, mais alegre e menos encarquilhada que a nossa.
Benedicto retirou-se para orar; chegou Francisco, que antes de dar a bênção se inclinou e pediu ao povo que o abençoasse. Sim, nós o abençoaremos com a nossa oração e colaboração. Sejas bem-vindo, irmão Papa Francisco!

Abençoai-me!
Depois da aceitação da eleição o novo Papa recebe o juramento dos cardeais eleitores, tenham ou não votado nele. Diz a tradição que o faz sentado. Francisco ficou de pé!
Saiu dali e paramentou-se com as vestes brancas de Pontífice máximo da nossa Igreja e passou à Capela das Lágrimas, onde rezou. É assim chamada por ser ali que os recém-eleitos tomam consciência do peso do cargo recém-assumido, e chorarem. Terá chorado Francisco?
Apareceu depois à janela –  demasiado tardio para nosso gosto! E disse, simplesmente: «Irmãos e irmãs, buena sera, boa noite!».
Pediu de seguida para rezarmos pelo Papa emérito. E falou-nos de seguida com palavras simples de pai. Pediu que fôssemos irmãos, que reconstruíssemos a grande fratria. E que com confiança uns nos outros, bispo e povo, «caminhássemos juntos».
Depois, antes da bênção, a sua primeira bênção, pediu que orássemos e o abençoássemos primeiro. Inesperado e nunca visto! Fez-se um longo silêncio pelo mundo inteiro e abençoámo-lo. Benedicto renunciara, chegara o Abençoado. Retemperador!

Boas contas
Mandou-nos descansar e que dormíssemos bem. Dormi. Dali foi para a ceia dos cardeais. Eles aguardavam-no e surpreenderam-se: o novo Papa não chegava em carro protocolar, mas no último autocarro que levava os últimos cardeais!
O jantar foi sereno. Na despedida, com humor, disse-lhes: «Deus vos perdoe, senhores cardeais, pelo que fizestes!».
Acordou cedo e foi à Basílica de Santa Maria Maior rezar a Nossa Senhora. Levou-lhe nas mãos um belo ramo de flores, como convém a um cavalheiro que visita uma Senhora. E ali lhe rezou em privado, estou certo que por si, mas sobretudo por nós, como dissera durante a bênção Urbi et Orbe. Que pela intercessão de Francisco a Mãe nos cubra e aconchegue com o seu manto materno! Bem precisamos.
À saída saudou naturalmente alguns estudantes que o surpreenderam, dirigindo--se depois num simples carro sem escolta para o Hotel da Casa Internacional do Clero onde se alojara antes do Conclave. E foi ele que subiu ao seu quarto, recolheu os seus pertences e, descendo, tirou a carteira do bolso e pagou a sua despesa. Trouxe factura!

Verbos
Na tarde do primeiro dia de Papa celebrou missa na Capela Sistina. Os cardeais entraram e sentaram-se nos seus lugares do Conclave. Francisco chegou em último, como compete. Vinha revestido com uma simples casula côr amarela. Na homilia quase improvisada referiu três verbos urgentes para a nossa fé: «Caminhar, construir e confessar». Disse não ser fácil ser-se cristão a caminho, «porque quando se caminha e se constrói, confessa-se, mas às vezes aos solavancos». Deveremos, portanto, apoiar-nos na Cruz de Cristo, porque «quem não confessa a Cristo não reza a Deus mas ao diabo»!

Francisco
Auguraram alguns esse nome, nome pesado na Igreja. E acabou sendo Francisco o nome escolhido em «honra de São Francisco de Assis», construtor de fraternidade e reconstrutor da Igreja de Cristo. Paz e bem, fraternidade, calor e reconstrução são um bom programa de acção pastoral.
Mas o nome lembra ainda S. Francisco Xavier, o padroeiro das missões; e recorda-nos que a Igreja é universal e havemos de estender o olhar da fé até ao Oriente. E lembra ainda São Francisco de Borja, jesuita como Xavier e como Bergoglio, que deixando de ser vice-Rei de Espanha decidiu jamais obedecer a poderes deste mundo e só a Deus!
E lembra, como não, o nome de Francisco, pastorinho de Fátima. Sendo o Papa o servo dos servos de Cristo, fica-lhe bem o nome do pastorinho contemplativo de Jesus, que gostava de rebanhos, de silêncio, oração e contemplação e de tocar o pífaro e fazer as primas dançar! Dançará a Igreja ao som de Francisco que também gosta de tango, chimarrão e futebol?

Chama do Carmo I NS 180 I Março 17 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

Factura

A miha conta, por favor!

Papa velho?


«A idade do Velho Simeão permitiu-lhe reconhecer Jesus. Nós, anciãos, somos como um bom vinho que, com o passar dos anos, adquire mais sabor e assim podemos dar aos jovens a sabedoria para a sua vida!»

PAPA FRANCISCO

Caval(h)eiro

de Nossa Senhora!

De autocarro


Na Argentina, o bispo Jorge andava de autocarro. Em Roma, Francisco também. Por que haveria de mudar?

quinta-feira, 14 de março de 2013

4 verbos

Os quatros verbos iniciais de Francisco foram:«Caminhar, edificar,construir, confessar.» (Da sua primeira homilia como Papa)

Três gestos surpreendentes no primeiro dia de Francisco

 
1. A primeira deslocação do Papa Francisco foi à maior igreja romana dedicada a Nossa Senhora – a Basílica de Santa Maria Maior. Ali rezou e lhe ofereceu flores. Normalmente o Papa desloca-se em Itália na habitual viatura do chefe de estado do Vaticano. Francisco preferiu o carro da Polícia!
Na noite anterior declinou a limousine que o deveria trazer da Capela Sistina para a Casa de Santa Marta e veio de autocarro com os outros cardeais!

2. Antes de se iniciar o Conclave esteve hospedado no hotel chamado Casa Internacional do Clero, junto à Piazza Novona. Hoje de manhã pediu ao condutor do carro da Polícia que o levava que ali parasse. E parou. O Papa saiu, subiu ao seu quarto, recolheu os seus pertences e pagou a conta como qualquer cliente normal.

3. Depois da sua eleição, ainda na Capela Sistina, o Papa recebeu a homenagem e o juramento de obediência dos cardeais. Fê-lo de pé e não sentado, como manda a tradição.