domingo, 2 de março de 2014

Aos filhos


Fitai as aves na amplidão celeste,
A garça branca que nos ares vai…
Nem uma pena da plumagem cai
Sem permissão de Deus, que assim as veste…

Vede os lírios do campo; quem reveste
Seu ouro de lavor? Considerai
Que, lá no céu, tendes um Deus que é Pai
E faz chover amor no solo agreste…

Por que trazeis vossas feições tão graves?
Não valeis, porventura, mais que as aves?
Mais que os lírios do campo não valeis?
Desventura é viver sentindo o travo,

O gosto amargo de um viver escravo,
Sem saber que sois filhos… que sois reis…
Orai sem cessar: “Senhor, a tua mão direita me sustenta!” (Sl. 63,9)

A. S. Santini

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