Somos Carmelitas Descalços, filhos de Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, Ordem dos Irmãos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, Senhora do Sim, nossa Mãe e nossa Irmã, em Viana do Castelo, Alto Minho, Portugal, a viver «em obséquio de Nosso Senhor Jesus Cristo e a servi-l’O de coração puro e consciência recta».
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Há sempre solução
1. Com o objectivo de "derrotar a amargura" que se vive no país..
2. ... O Presidente da Venezuela decidiu antecipar o Natal para Novembro.
3. E se, depois, as pessoas estiverem amarguradas em Dezembro?
4. Bem, talvez antecipando o Carnaval...
2. ... O Presidente da Venezuela decidiu antecipar o Natal para Novembro.
3. E se, depois, as pessoas estiverem amarguradas em Dezembro?
4. Bem, talvez antecipando o Carnaval...
Baú de Teresa
Olha que Ele te olha
Hoje é dia do Bem-aventurado Francisco Palau
(1811 - 1872)
«Tenho hoje 54 anos, e há não mais de quatro anos que te conheço, ó Igreja! Quão perdido andou o meu coração sem ti! Porque não te revelaste na minha juventude? Quão diferentes teriam sido as minhas obras! Uma só palavra saída dos teus lábios ter-me-ia advertido de que tu és a minha amada que eu tanto buscava! Até te encontrar o meu coração persegui-te perguntando pela sua Amada; mas, ai de mim! Ninguém me falou de ti!»
B. Francisco Palau
B. Francisco Palau
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Hoje é dia de São Nuno de Santa Maria
(1360 - 1431)
O Condestável D. Nuno sempre orava antes das batalhas. A quem lhe gritou em alerta: «Nada de orações ou morremos todos!», respondeu calmamente o «forte Nuno»: «Amigo, ainda não é a hora! Aguardai um pouco e acabarei de orar.»
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V Centenário (III)
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Frase Teresiana (VII)
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V Centenário (II)
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Baú de Teresa
Hino Internacional do V Centenário do nascimento de Santa Teresa de Jesus
Vives hoje aqui
Teresa de Jesus, hoje aqui
Jesus de Teresa hoje aqui
Teresa de Jesus
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V Centenário
domingo, 3 de novembro de 2013
Frase Teresiana (VI)
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Não desanimes
Se trazes um peso na tua consciência, não desanimes. Deus espera por ti, porque nunca deixou de se lembrar e de pensar em ti!
FRANCISCO
Porque é Domingo!
sábado, 2 de novembro de 2013
Despedida
É hora de partir, meus irmãos, minhas irmãs.
Eu já devolvi as chaves da minha porta
E desisto de qualquer direito à minha casa.
Fomos vizinhos durante muito tempo
E recebi mais do que pude dar.
Agora vai raiando o dia
E a lâmpada que iluminava o meu canto escuro
Apagou-se.
Veio a intimação e estou pronto para a minha jornada.
Não indaguem sobre o que levo comigo.
Sigo de mãos vazias e o coração confiante.
Tagore
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Poema
Um cão, um homem
Um cão
que morre
e sabe
que morre
e pode dizer
que sabe
que morre
como um cão
é um homem.
Erich Fried
Olhar-me desde Ti
Olha-me tu, Jesus de Nazaré
que eu sinta pousar-se sobre mim
o teu olhar livre,
sem escravidão de sinagoga,
sem exigência que me ignorem,
sem a distância que congela,
sem a cobiça que me compre.
Que o teu olhar se pouse
em meus sentidos,
e se filtre até os desvãos
inacessíveis onde te espera
meu eu desconhecido
semeado por ti desde meu início
e germine meu futuro
rompendo em silêncio
com o verde de suas folhas
a terra machucada que me sepulta
e que me nutre.
Deixa-me entrar dentro de ti,
para olhar-me desde ti,
e sentir que se dissolvem
tantos olhares
próprios e alheios
que me deformam e me rompem.
Benjamim Gonzalez Buelta
O judeu errante
O tumulto levou as pessoas às ruas de Jerusalém. Jesus, filho de José, entrara triunfante na cidade, desafiara os comerciantes e os guardiões do templo, presidira a ceia com os seus apóstolos, transmitira a sua mensagem definitiva no Monte das Oliveiras, para cair, tragicamente nas mãos de soldados, sendo julgado, açoitado, humilhado e condenado a ser crucificado.
As festas da Páscoa em Jerusalém foram interrompidas para que se acompanhasse o martírio daquele que se dizia o Messias, que viera para elevar o seu povo, acabar com os sofrimentos dos judeus. Pelas ruas da cidade, o Profeta caminhava humilhado, a levar a cruz nas costas, a mesma que serviria como suplício final. Caminhando enfraquecido, quando se deixava cair, era obrigado a levantar através dos açoites impiedosos dos soldados romanos.
Alheio ao tumulto da cerimónia que precedia à crucificação, Ahasverus trabalhava dentro da sua casa, a preparar o couro que usava para fazer os sapatos que vendia. Era um homem calado, frio e alheio aos dramas e às pessoas à volta. Sua barba espessa escondia as marcas que lhe ia esculpindo o tempo. Não havia Páscoa ou tradições que o arrebatasse do cheiro do couro curtido, trabalhado artesanalmente. Fechar um acerto de casamento com uma jovem estava longe de qualquer plano que fizera. A sua solidão latente era o prémio maior que já adquirira. A sua arte com o couro a realização da alma.
À medida que o supliciado se aproximava da rua onde Ahasverus morava, o tumulto tornava-se insuportável. Pessoas gritavam, algumas pediam a morte do suposto Messias, outras pediam misericórdia por sua vida. O sapateiro procurou ignorar o barulho. Continuou a recortar o couro curtido. De repente um estrondo bateu-lhe na porta, fazendo com que ela se abrisse. Parte de uma cruz entrou pela sala. Ahasverus viu um homem atormentado, caído na sua porta, com uma coroa de espinhos na cabeça, o rosto coberto de sangue e as costas em carne viva. Ahasverus irritou-se com aquela imagem. Sentiu-se profundamente incomodado, como se aquele homem ensanguentando, a descansar por um momento na sua porta, fizesse com que todos os males da sua alma se lhe fosse revelado. Tomou-se de cólera quando viu gotas de sangue a sujar a sua porta. Deixou os afazeres e aproximou-se do supliciado, que caído no chão, lhe pediu ajuda para se erguer. Mas Ahasverus não se deixou comover, com o pé direito, empurrou o Nazareno, vociferando com arroubo:
- Sai da minha porta! Anda, põe-te a andar! Vá, logo!
Naquele momento Simão, o Cireneu, apiedando-se de Jesus, ofereceu-se para ajudá-lo a reerguer-se do chão com a cruz. Antes de continuar o caminho para o martírio, o Nazareno olhou profundamente Ahasverus, falando-lhe mansamente:
- Eu vou, mas tu ficarás... Caminharás errante e sem descanso pelo mundo até a minha volta...
O olhar que Jesus, filho de José, lançou para o sapateiro, fez com que ele estremecesse a alma. Sentiu-se paralisado, ao ver aquele homem caminhar para a morte, afastando-se da sua tenda, deixando-o com uma maldição eterna. Ainda no fim da tarde daquela sexta-feira, quando o céu escureceu e o Nazareno morreu na cruz, Ahasverus viu a barba do seu rosto ficar branca, as mãos envelheceram, sem que tivessem mais habilidade para trabalhar o couro. Ahasverus perdera a juventude e a sua arte. A solidão passou a queimar-lhe o peito.
Lentamente Ahasverus viu o tempo passar, os seus contemporâneos sugados pela morte. Sua alma tornou-se inconstante, peregrina. Uma grande nuvem de poeira bateu-lhe na porta, arrebatando-o e levando-o para as estradas do mundo. Quanto mais envelhecia, mais se distanciava da morte. Ahasverus passou a percorrer cidades com ruas sem fim. Por onde passava, era conhecido como o Judeu Errante, o eterno estrangeiro, sem pátria, sem raízes.
Nas vilas, nas aldeias, nas terras mais distantes, o povo era surpreendido por um redemoinho de poeira, era o Judeu Errante que vinha dentro dele, numa peregrinação permanente, a carregar consigo a maldição por ter sido cruel com o Nazareno. Todos, quando viam o redemoinho, fechavam as suas portas e janelas, até que passasse o amaldiçoado, evitando que o agouro entrasse pela casa. O Judeu Errante vaga no meio da poeira, atormentado e solitário, na esperança do dia em que Jesus, filho de José, retorne ao mundo e anuncie o fim da sua maldição e dos tempos.
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Olhares sobre vidas (sem) abrigo
Missão. Há 19 anos atrás, iniciava esta caminhada dos Padres Carmelitas, com o Gabinete de Atendimento à Família - GAF, rumo à inclusão, desenvolvimento e cidadania de famílias desfavorecidas. Caminhada que persiste enquanto tal realidade existir e enquanto o GAF puder cumprir a missão que tem designada: “Desenvolver respostas sociais de qualidade, com um espírito humanista e solidário, que promovam os direitos, a qualidade de vida, a inclusão e a cidadania de indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade social e/ou económica.”
Desde então, o GAF tem dado respostas a famílias de todo o Distrito e de outros pontos do país. Intervindo em áreas como a inserção sócio-profissional de pessoas em situação de sem-abrigo, carência económica, violência doméstica e toxicodependência, o GAF promove estratégias de intervenção comunitária que vão desde a prevenção com crianças e jovens em idade escolar (intervindo também com pais e professores) à intervenção de última linha e reinserção.
Com múltiplos serviços, e projetos, o GAF conta com cerca de 60 colaboradores, voluntários e estagiários de diversas escolas e universidades. Tratando-se de respostas que abordam direitos, liberdades e garantias, o seu financiamento deriva de contratualizações públicas com os Ministérios, donativos e prestação de serviços que contribuem para a sustentabilidade do GAF como é exemplo a empresa de lavagem manual de automóveis, Washgaf.
Olhares sobre vidas (sem) abrigo
Esta iniciativa designada “Olhares sobre Vidas (Sem) Abrigo”, do serviço de Unidade de apoio na Toxicodependência (UAT) do Gabinete de Atendimento à Família (GAF), deriva da necessidade sentida pelos serviços para a adoção de novos olhares sociais, quer acerca da problemática da toxicodependência, quer acerca da problemática dos sem abrigo.
Assim, com a colaboração do Pintor Mário Rebelo de Sousa, do Convento do Carmo em Viana do Castelo e de diversos pintores, escultores e fotógrafos pretendemos concretizar esta exposição “ Olhares sobre Vidas (Sem) Abrigo” onde as fotografias retratam a realidade sem abrigo e as pinturas e esculturas a sua representação simbólica. Procuramos através de várias formas de expressão sensibilizar a comunidade em geral para esta problemática de “Vidas (Sem) Abrigo”.
As obras estarão disponíveis para venda, cujo valor reverte para o Gabinete de Atendimento à família. A exposição estará patente nos claustros do Convento do Carmo entre os dias 03 e 30 de Novembro.
Dr. Miguel Fernandes
O sem abrigo é
toda a pessoa que não possui residência fixa, pernoita na rua, carros e prédios abandonados, estações de metro ou de combóio, contentores, ou aquele indivíduo que recorre a alternativas habitacionais precárias como albergues nocturnos, quartos ou espaços cedidos por familiares, ou que se encontra a viver temporariamente em instituições, centros de recuperação, hospitais ou prisões. Em termos mais precisos, a tónica é assente na falta de uma habitação digna e estável.
Todos os seres humanos têm direitos e deveres. Encarar o fenómeno dos sem abrigo como “coitados dos pobrezinhos” não ajuda ninguém a sair do ciclo reprodutivo da pobreza: “Filho(a) de sem abrigo será sem abrigo”. A visão paternalista de lidar com as questões da pobreza não promove a eliminação da mesma. A igualdade de oportunidades para todo(a)s exige o exercício pleno de uma democracia participativa. Quem detém alguma responsabilidade sobre estas questões da pobreza deverá encará-la como uma questão humanista. Todos os humanos independentemente da sua condição socioeconómica têm direito à felicidade, ao amor, à ternura, ao bem estar de um lar. Não se trata de dar comida e cama, trata-se de se criar estruturas que possam conferir ao ser humano que se encontra na situação de sem abrigo o acesso à felicidade, ao amor e ao exercício pleno da cidadania de acordo com as suas reais capacidades. Não podemos exigir a um ser humano que nasceu nas piores condições (sem acesso à saúde, à educação, à cultura, ao desporto, ao trabalho e a um lar) o mesmo que exigimos a quem sempre teve tudo à nascença. Cada ser humano é único e todos merecemos que nos tratem com a dignidade que as constituições e os direitos humanos nos conferem.
Antes de serem sem abrigo são pessoas.
Bem hajam todos(as) os(as) que dedicam a sua vida a dignificar seres humanos.
Ana Ferreira Martins
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Porque é Domingo!
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Frase Teresiana (V)
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Do outro lado do caminho
A morte não é nada.
Eu somente passei para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vós sois vós.
O que era para vós, eu continuarei a sê-lo.
Deem-me o nome que vós sempre me destes,
falem comigo como sempre falastes.
Vós continuais a viver no mundo das criaturas,
eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste,
continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que o meu nome seja pronunciado como sempre foi,
sem ênfase de tipo algum.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que sempre significou,
o fio não foi cortado.
Por que eu estaria fora
dos vossos pensamentos,
agora que estou apenas fora das vossas vistas?
Eu não estou longe,
apenas estou do outro lado do Caminho...
Tu que aí ficaste, segue em frente.
A vida continua linda e bela como sempre foi.
Santo Agostinho
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Parágrafo teresiano
Quando comecei a ler as «Confissões», parecia-me ver-me ali. Comecei a encomendar-me muito a este glorioso Santo. Quando cheguei à sua conversão e li como ouviu aquela voz no jardim, não me parecia senão que o Senhor me falava a mim; de tal modo o sentiu o meu coração. Estive um grande bocado que toda me desfazia em lágrimas, e dentro de mim mesma com grande aflição e fadiga.
Oh! o que sofre uma alma, valha-me Deus, por perder a liberdade que havia de ter de ser senhora, e que tormentos padece! Admiro-me agora como podia viver em tanto tormento. Seja Deus louvado, que me deu vida para sair de morte tão mortal!
Estou convencida que a minha alma ganhou tantas forças da Divina Majestade, que deve ter ouvido meus clamores e ter tido dó de tantas lágrimas. Começou a crescer em mim a disposição de estar mais tempo com Ele e a tirarem-se-me dos olhos as ocasiões; porque, uma vez afastadas estas, logo voltava a amar Sua Majestade. Bem entendia eu, a meu ver, que O amava, mas não compreendia em que consistia o amar deveras a Deus, como o devia entender.
SANTA TERESA DE JESUS (1515 - 1582)
LIVRO DA VIDA 9:7.9
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Todos os santos
Somos portadores da Santidade de Deus, da vida de Deus. Hoje é dia de todos os santos. Alegremo-nos!
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O Céu é amar
Ninguém chega ao Céu a não ser dando a mão aos outros. Aquele que não dá a mão não é cristão. Se alguém não ama não é cristão. se alguém não ama e se fecha em si mesmo, perde-se. Se alguém se separa dos seus irmãos, condena-se. O Céu é amar sempre. O nosso Céu é proporcional à nossa capacidade de amar e de nos fazermos próximos aos homens e mulheres, especialmente os pobres que são os queridos de Jesus!
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Festa de Todos os Santos!
Hoje é a Festa de Todos os Santos! Hoje é a nossa festa! É a festa de todos os nossos seres queridos que nos amaram segundo o querer e o desejo de Cristo. Agora, no Céu, eles esperam-nos. Hoje não é um dia de tristeza. Hoje não é dia de tristeza funerária. Não é o dia da morte.
Lamentavelmente fizemos da nossa festa uma festa funerária com a marca da tristeza. Hoje é o dia da vida de todos os santos anónimos. No Céu eles aguardam a nossa chegada e chamam-nos a caminhar pelos caminhos de vida e não de morte.
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