quarta-feira, 16 de julho de 2008

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DO CARMO

Ave Maria, Senhora do Lugar,
e Estrela que nos guia a Jesus.

Mulher das profundezas do ser,
que guia às profundezas do mistério de Deus,
guia-nos à comunhão nas profundezas da Trindade.

Mulher, que acolhe prontamente a vontade do Pai,
dócil à Luz do espírito,
Guia-nos à plena realização da vontade do Pai
e à comunhão entre nós...

Mulher, próxima a teu Filho Jesus,
aproxima-nos d'Ele
e ensina-nos ser próximos de nossos semelhantes.

Senhora do Carmo, Mãe terna e compassiva,
olha para os "irmãos de teu Filho"
que peregrinam na fé, na esperança e na caridade
e enche-os de alegria, de esperança, de paz.

Virgem do Carmo,
Faz-nos entender e trilhar o caminho de perfeição
que é teu Filho Jesus.
Enche-nos da certeza de que Ele acompanha
a todos os que escalam o Monte,
mesmo em meio às noites...

Senhora da Esperança,
renova em nós a esperança
e faz-nos discípulos e missionários de teu Jesus.

Amen.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Dia 9 | Novena de Nossa Senhora do Carmo

Antífona para todos os dias: Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu. Ó Mãe, Virgem singular, Doce Mãe, sempre Virgem. Aos Carmelitas sede propícia, ó Estrela do Mar.

Meditação
Ó Maria, Mãe da Igreja e Mãe do Carmo, que velais pela Santa Igreja com maternal amor. Abençoai o Santo Padre, o nosso Bispo, os sacerdotes, os religiosos e todo o povo cristão. Abençoai cada um de nós que esta noite viemos honrar-vos com esta Procissão, pois na vossa protecção confiamos, agora e na hora de nossa morte.
— Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

Oração Final
Ó Bendita e Imaculada Virgem Maria, glória e formosura do Carmo,
Vós que tratais com bondade aqueles que se revestem
do vosso amadíssimo hábito,
volvei sobre mim também um olhar propício
e cobri-me com o manto da vossa maternal proteção.
Pelo vosso poder fortificai a minha fraqueza;
pela vossa sabedoria esclarecei as trevas do meu espírito,
aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade.
Ornai a minha alma com as virtudes que me façam agradável
ao vosso Divino Filho e a Vós.
Assisti-me durante a vida,
consolai-me na morte pela vossa amável presença à Santíssima Trindade,
como vosso Filho dedicado
para Vos louvar e bendizer eternamente no paraíso.
Amen.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Solenidade de Nossa Senhora do Carmo




Dia 8 | Novena de Nossa Senhora do Carmo

Antífona para todos os dias: Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu. Ó Mãe, Virgem singular, Doce Mãe, sempre Virgem. Aos Carmelitas sede propícia, ó Estrela do Mar.

Meditação
Ó Maria, Virgem Mãe Imaculada do Carmo, que sempre concedestes as maiores graças aos Carmelitas; enviai-nos muitas vocações sacerdotais, religiosas e seculares, para que o vosso Nome seja sempre mais glorificado, para a glória de vosso Filho Jesus Cristo.
— Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

Oração Final
Ó Bendita e Imaculada Virgem Maria, glória e formosura do Carmo,
Vós que tratais com bondade aqueles que se revestem
do vosso amadíssimo hábito,
volvei sobre mim também um olhar propício
e cobri-me com o manto da vossa maternal proteção.
Pelo vosso poder fortificai a minha fraqueza;
pela vossa sabedoria esclarecei as trevas do meu espírito,
aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade.
Ornai a minha alma com as virtudes que me façam agradável
ao vosso Divino Filho e a Vós.
Assisti-me durante a vida,
consolai-me na morte pela vossa amável presença à Santíssima Trindade,
como vosso Filho dedicado
para Vos louvar e bendizer eternamente no paraíso.
Amen.

domingo, 13 de julho de 2008

Dia 7 | Novena de Nossa Senhora do Carmo

Antífona para todos os dias: Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu. Ó Mãe, Virgem singular, Doce Mãe, sempre Virgem. Aos Carmelitas sede propícia, ó Estrela do Mar.

Meditação

Rainha e Mãe do Carmo, que concedestes graças imensas aos que usam o vosso Santo Escapulário; cobri o mundo com o esplendor de Vosso Coração para que seja enfraquecido o reino do mal e do pecado, e todos os povos se aproximem de Vós para imitar vossa pureza e caridade.
— Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

Oração Final
Ó Bendita e Imaculada Virgem Maria, glória e formosura do Carmo,
Vós que tratais com bondade aqueles que se revestem
do vosso amadíssimo hábito,
volvei sobre mim também um olhar propício
e cobri-me com o manto da vossa maternal protecção.
Pelo vosso poder fortificai a minha fraqueza;
pela vossa sabedoria esclarecei as trevas do meu espírito,
aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade.
Ornai a minha alma com as virtudes que me façam agradável
ao vosso Divino Filho e a Vós.
Assisti-me durante a vida,
consolai-me na morte pela vossa amável presença à Santíssima Trindade,
como vosso Filho dedicado
para Vos louvar e bendizer eternamente no paraíso.
Amen.

sábado, 12 de julho de 2008

Beatificação dos Pais de S. Teresinha


Hoje, 12 de Julho de 2008, durante um conferência de imprensa realizada na Paróquia de Nossa Senhora de Alençon, por ocasião do 150º aniversário do casamento Luís Martin e Célia Guérin (13 de Julho de 1858), o Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Sua Eminência o Cardeal José Saraiva Martins, anunciou que no passado 3 de Julho, Sua Santidade Bento XVI assinou o Decreto da cura milagrosa do recém-nascido Pietro Schillirò, operada por Deus pela intercessão dos Veneráveis Servos de Deus Luís Martin e Célia Guérin.
O Cardeal Prefeito anunciou que a Beatificação dos Pais de Santa Teresinha será celebrada em Lisieux, no Domingo 19 de Outubro de 2008, por ocasião da 82ª Jornada Missionária Mundial, a fim de se sublinhar a dimensão missionária dos futuros Beatos, que aos seus filhos ensinaram o amor às missões e mereceram oferecer à Igreja Santa Teresa do Menino Jesus, Padroeira das Missões e Doutora da Igreja.
O toque festivos dos sinos da cidade de Lisieux difundiu a notícia para alegria jubilosa de muitos, sobretudo da Família Schillirò, que fora convidada a deslocar-se a Alençon para as celebrações dos 150 anos, que assim exprimiram a sua gratidão a Deus pela cura do menino Pietro.
Amanhã, 13 de Julho, o Cardeal Saraiva Martins repetirá o mesmo anúncio diante de muitas famílias reunidas na Basílica de Lisieux, onde repousam os restos mortais dos novos Beatos.

Dia 6 | Novena de Nossa Senhora do Carmo


Antífona para todos os dias: Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu. Ó Mãe, Virgem singular, Doce Mãe, sempre Virgem. Aos Carmelitas sede propícia, ó Estrela do Mar.

Meditação
Ó Maria, Virgem Mãe do Carmo, que tendes concedido as mais extraordinárias graças através de vosso Santo Escapulário; ajudai-me a trazê-lo dignamente, conservando a pureza de coração e de costumes, e afastando tudo o que possa magoar o vosso puro olhar.
— Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

Oração Final
Ó Bendita e Imaculada Virgem Maria, glória e formosura do Carmo,
Vós que tratais com bondade aqueles que se revestem
do vosso amadíssimo hábito,
volvei sobre mim também um olhar propício
e cobri-me com o manto da vossa maternal protecção.
Pelo vosso poder fortificai a minha fraqueza;
pela vossa sabedoria esclarecei as trevas do meu espírito,
aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade.
Ornai a minha alma com as virtudes que me façam agradável
ao vosso Divino Filho e a Vós.
Assisti-me durante a vida,
consolai-me na morte pela vossa amável presença à Santíssima Trindade,
como vosso Filho dedicado
para Vos louvar e bendizer eternamente no paraíso.
Amen.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Estátua de Nossa Senhora do Carmo


No sábado dia 5 de Julho 2008, vésperas da Novena de Nossa Senhora do Carmo, a cidade galega da Corunha inaugurou um novo monumento dedicado a todos os homens e mulheres que engrandeceram aquela cidade. O Monumento de Nossa Senhora do Carmo é especialmente dedicado aos homens que souberam ler na bravura do Mar a doçura duma mãe companheira e amiga e a fonte do seu sustento. Aquele Monumento é uma recordação muito especial da Virgem do Carmo que sempre os acompanha nas suas travessias e os protege com o seu escapulário nos momentos de perigo.
A cidade da Corunha, que se sabe marinheira e agradecida, quis ainda irmanar-se através da Imagem da Estrela do Mar a todas as cidades marítimas do mundo.
O Monumento a Nossa Senhora do Carmo é uma estátua de bronze de três metros de altura, situada no centro da cidade.

Dia 5 | Novena de Nossa Senhora do Carmo

Antífona para todos os dias: Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu. Ó Mãe, Virgem singular, Doce Mãe, sempre Virgem. Aos Carmelitas sede propícia, ó Estrela do Mar.

Meditação
Ó Maria, Rainha e Formosura do Carmo, que nos destes como penhor de salvação o Santo Escapulário; nós vo-lo agradecemos e vos suplicamos a graça de viver na fidelidade à Lei de Deus, para que na nossa morte possamos contar com a vossa presença e ir ao Céu contemplar-vos eternamente.
— Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

Oração Final
Ó Bendita e Imaculada Virgem Maria, glória e formosura do Carmo,
Vós que tratais com bondade aqueles que se revestem
do vosso amadíssimo hábito,
volvei sobre mim também um olhar propício
e cobri-me com o manto da vossa maternal protecção.
Pelo vosso poder fortificai a minha fraqueza;
pela vossa sabedoria esclarecei as trevas do meu espírito,
aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade.
Ornai a minha alma com as virtudes que me façam agradável
ao vosso Divino Filho e a Vós.
Assisti-me durante a vida,
consolai-me na morte pela vossa amável presença à Santíssima Trindade,
como vosso Filho dedicado
para Vos louvar e bendizer eternamente no paraíso.
Amen.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Dia 4| Novena de Nossa Senhora do Carmo

Antífona para todos os dias: Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu. Ó Mãe, Virgem singular, Doce Mãe, sempre Virgem. Aos Carmelitas sede propícia, ó Estrela do Mar.

Meditação
Ó Maria, Mãe do Carmo, lembrai-vos que os vossos Filhos Carmelitas abraçaram o Evangelho após o Pentecostes e depois o anunciaram por toda a parte; que a todos ensinaram a conhecer-vos e amar-vos; e que na Montanha do Carmo vos consagraram o primeiro templo do mundo em vossa honra. Dai-nos muitos missionários, que por toda parte vos façam conhecer, para aumento do Reino de Jesus.
— Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

Oração Final
Ó Bendita e Imaculada Virgem Maria, glória e formosura do Carmo,
Vós que tratais com bondade aqueles que se revestem
do vosso amadíssimo hábito,
volvei sobre mim também um olhar propício
e cobri-me com o manto da vossa maternal protecção.
Pelo vosso poder fortificai a minha fraqueza;
pela vossa sabedoria esclarecei as trevas do meu espírito,
aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade.
Ornai a minha alma com as virtudes que me façam agradável
ao vosso Divino Filho e a Vós.
Assisti-me durante a vida,
consolai-me na morte pela vossa amável presença à Santíssima Trindade,
como vosso Filho dedicado
para Vos louvar e bendizer eternamente no paraíso.
Amen.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Dia 3 | Novena de Nossa Senhora do Carmo

Antífona para todos os dias: Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu. Ó Mãe, Virgem singular, Doce Mãe, sempre Virgem. Aos Carmelitas sede propícia, ó Estrela do Mar.

Meditação
Ó Maria Imaculada, Virgem Santíssima do Carmo, que visitastes vossos Filhos Carmelitas no Monte Carmelo, consolando-os, e concedendo-lhes graças abundantes; visitai também as nossas almas, ajudando-nos a fugir do pecado e a praticar com amor as obras de misericórdia.
— Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

Oração Final
Ó Bendita e Imaculada Virgem Maria, glória e formosura do Carmo,
Vós que tratais com bondade aqueles que se revestem
do vosso amadíssimo hábito,
volvei sobre mim também um olhar propício
e cobri-me com o manto da vossa maternal protecção.
Pelo vosso poder fortificai a minha fraqueza;
pela vossa sabedoria esclarecei as trevas do meu espírito,
aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade.
Ornai a minha alma com as virtudes que me façam agradável
ao vosso Divino Filho e a Vós.
Assisti-me durante a vida,
consolai-me na morte pela vossa amável presença à Santíssima Trindade,
como vosso Filho dedicado
para Vos louvar e bendizer eternamente no paraíso.
Amen.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Dia 2 | Novena de Nossa Senhora do Carmo


Antífona para todos os dias: Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu. Ó Mãe, Virgem singular, Doce Mãe, sempre Virgem. Aos Carmelitas sede propícia, ó Estrela do Mar.

Meditação
Ó Maria, Rainha e Mãe do Carmo, durante séculos a aurora da vossa Maternidade Divina foi ansiada no Monte Carmelo pelo Profeta Elias e seus sucessores; fazei reinar nas nossas famílias essa profunda devoção, a fim de que se torne cada vez mais presente nos nossos lares o vosso Divino Filho Jesus que nos guarde, para a vida eterna.
— Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

Oração Final
Ó Bendita e Imaculada Virgem Maria, glória e formosura do Carmo,
Vós que tratais com bondade aqueles que se revestem
do vosso amadíssimo hábito,
volvei sobre mim também um olhar propício
e cobri-me com o manto da vossa maternal protecção.
Pelo vosso poder fortificai a minha fraqueza;
pela vossa sabedoria esclarecei as trevas do meu espírito,
aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade.
Ornai a minha alma com as virtudes que me façam agradável
ao vosso Divino Filho e a Vós.
Assisti-me durante a vida,
consolai-me na morte pela vossa amável presença à Santíssima Trindade,
como vosso Filho dedicado
para Vos louvar e bendizer eternamente no paraíso.
Amen.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Dia 1 | Novena de Nossa Senhora do Carmo


Antífona para todos os dias: Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu. Ó Mãe, Virgem singular, Doce Mãe, sempre Virgem. Aos Carmelitas sede propícia, ó Estrela do Mar.

Meditação Ó Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que fostes contemplada pelo Profeta Elias na nuvenzinha que subia do mar, depois transformada em chuva copiosa; derramai sobre toda a humanidade as graças de vosso Coração Imaculado e convertei aos pobres pecadores.
— Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

Oração Final
Ó Bendita e Imaculada Virgem Maria, glória e formosura do Carmo,
Vós que tratais com bondade aqueles que se revestem
do vosso amadíssimo hábito,
volvei sobre mim também um olhar propício
e cobri-me com o manto da vossa maternal protecção.
Pelo vosso poder fortificai a minha fraqueza;
pela vossa sabedoria esclarecei as trevas do meu espírito,
aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade.
Ornai a minha alma com as virtudes que me façam agradável
ao vosso Divino Filho e a Vós.
Assisti-me durante a vida,
consolai-me na morte pela vossa amável presença à Santíssima Trindade,
como vosso Filho dedicado
para Vos louvar e bendizer eternamente no paraíso.
Amen.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Beato Nuno vai ser canonizado


Na passagem dos 650 anos sobre o seu nascimento, o Beato Nuno de Santa Maria (Nuno Álvares Pereira) pode ser canonizado pelo Papa, tornando-se no primeiro português a ser canonizado nos últimos 500 anos.

A cerimónia de reabertura do processo de canonização do Beato Nuno está marcada para a tarde do próximo dia 13 de JUlho, das ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, e vai ser presidida pelo Cardeal patriarca, D. José Policarpo.

O padre carmelita Francisco José Rodrigues, vice-postulador da causa, disse ao Correio da Manhã que “a retoma deste processo é um acto de inteira justiça e até peca por tardia”.

“A sua vida plena de virtudes, a sua obra e as graças recebidas pelos seus devotos são motivos mais do que suficientes, em nosso entender, para elevação de D. Nuno Álvares Pereira a Santo da Igreja de Deus”, afirmou o padre Francisco Rodrigues.

Aliás, já em meados da década de 40, aquando da abertura, pela primeira vez, da causa de canonização do Santo Condestável, o Papa de então, Pio XII, pretendia reconhecer, por despacho, a santidade do carmelita Beato Nuno, acto que acabou por não se concretizar por influência do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Salazar.

Segundo veio a saber-se mais tarde, o Governo de então fez tudo para impedir o decreto do Papa Pio XII, porque pretendia que a canonização tivesse lugar no âmbito de uma cerimónia solene, com grande pompa e circunstância, eventualmente acompanhada de visita papal, o que, no pós-segunda Guerra Mundial, poderia dar boa imagem nacional e internacional do Governo e enaltecer o orgulho nacional. Só que, as coisas não correram bem e o processo foi arquivado.

Em 1960, no âmbito do sexto centenário do seu nascimento, as relíquias do Beato Nuno percorreram o país e a Ordem do Carmo reabriu novamente o processo de canonização. Pouco tempo depois rebentou a Guerra do Ultramar e, mais uma vez, o assunto morreu à nascença.

Mais de quatro décadas depois, contando com o apoio de todos os bispos portugueses e aproveitando o facto de a Congregação da Causa dos Santos ser presidida por um Cardeal português, D. José Saraiva Martins, a Ordem do Carmo e o Patriarcado de Lisboa reabrem o processo de canonização do Beato Nuno, convictos de que “à terceira vai ser de vez”.

Mas o reconhecimento passou também pela atribuição do seu nome a numerosas instituições. Há liceus, escolas profissionais e até selos postais que têm perpetuado a sua memória. Papel que também desempenham as obras de arte que nele se inspiraram.

O Convento do Carmo de Lisboa foi mandado construir por D. Nuno Álvares Pereira, tendo as obras começado em 1389. Em 1397 foi entregue aos Carmelitas de Moura, realizando-se ali o primeiro Capítulo Geral dos Carmelitas Portugueses em 1423.

A vida santa de um combatente
D. Nuno Álvares Pereira nasceu a 24 de Junho de 1360 em Cernache do Bonjardim, concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco. Aos 13 anos de idade foi armado cavaleiro em Santarém e, com apenas 16 anos, casou com D.ª Leonor de Alvim, fixando residência em cabeceiras de Basto. Em 1381 foi nomeado Fronteiro-Mor do Alentejo e, em 1383, decide apoiar a causa do Mestre de Avis.A 8 de Abril de 1384, na Batalha dos Atoleiros, usa pela primeira vez a famosa táctica do quadrado, sendo, a 6 de Abril do ano seguinte, nomeado Condestável e Mordomo-Mor do Reino.


Vitória de Aljubarrota
A 14 de Agosto consegue uma retumbante vitória em Aljubarrota e a 2 de Outubro sai vitorioso em Valverde.
Considerado o mais brilhante estratega militar da sua época e um dos melhores da História de Portugal, é o Patrono da Infantaria.A 25 de Julho de 1415 sai numa expedição a Ceuta e em 1422 fixa residência no Carmo, em Lisboa. No dia 24 de Julho de 1423 doa, definitivamente, a Igreja e o Convento que mandara construir à Ordem Carmelita.A 15 de Agosto desse ano recebe o hábito carmelita e renuncia a todos os seus títulos mobiliárquicos.Morreu aos 71 anos, no dia 1 de Abril de 1431 (dia de Páscoa), sendo sepultado no Carmo (hoje ruínas).

Fonte CM

Pais de S. Teresinha vão ser beatificados


As coisas bonitas são para contar aos amigos, por isso aqui vos contamos (quase em primeira mão) que os Pais de Santa Teresinha, Luís Martin e Célia Guérin, serão beatificados. Se esta for uma boa notícia para ti não a reserves, divulga-a a todos os teus amigos.

Hoje, 3 de Julho de 2008, Festa do Apóstolo S. Tomás,

O Santo Padre Bento XVI autorizou a promulgação do Decreto sobre a cura milagrosa de recém-nascido Pietro Schilirò, operada por Deus através da intercessão dos Veneráveis Servos de Deus Luís Martin e Zélia Guérin, «pais incomparáveis» que deram à Igreja Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, Padroeira das Missões e Doutora da Igreja.
Aguarda-se que a sua Beatificação possa acontecer no decurso deste ano, em que se celebram os 150 anos do seu casamento, 13 de Julho de 1858.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Convento do Carmo assinala 390 anos em Viana do Castelo


O Convento de Nossa Senhora do Carmo, em Viana do Castelo, assinalou os 390 anos da sua fundação que ocorreu precisamente a 1 de Julho 1618. Durante o dia de ontem, naquele convento deu-se o arranque das comemorações da efeméride – que vai decorrer até 1 de Julho de 2009 – com uma Eucaristia presidida pelo Bispo de Viana do Castelo, D. José Pedreira, e à qual se seguiu a abertura de uma exposição de fotografia colectiva intitulada “Um Convento [des]conhecido”.

Esta mostra é composta por 28 quadros fotográficos relativos à vida escondida do carmelo e está situada no “Espaço E” (antiga portaria conventual). Conta com as contribuições de jovens ligados à comunidade carmelita. Os autores das fotografias, que foram visitadas pelo Bispo de Viana do Castelo e pelos demais fiéis que participaram na celebração eucarística, são Luísa Pinto, Manoel Pombal, Manuel Felgueiras, Ricardo Teixeira, Sérgio Fernandes e Verónica Parente.

Do programa das comemorações elaborado até ao momento, o superior da casa, Frei João Costa, sublinhou ao Diário do Minho, o concerto musical marcado para o próximo dia 19 do corrente mês, que conta com a participação do Orfeão de Vila Praia de Âncora e do Coral Polifónico de Viana do Castelo.

Para 14 de Setembro está marcado um outro concerto, este de cariz mais popular, que vai acontecer no espaço do alpendre do convento.

Nos dias 24, 25 e 26 de Janeiro de 2009, vai decorrer naquele mesmo espaço da cidade vianense, um ciclo de conferências alusivas às comemorações da fundação do convento.

A comunidade carmelita de Viana do Castelo é composta por cinco religiosos, quatro sacerdotes e um leigo. Frei João Costa é o superior e com ele estão, os padres Joaquim Maciel, António Gonçalves e Carlos Gonçalves e, ainda, o irmão Domingos Borlido.

O superior destaca que no dia-a-dia do carmelo há uma aposta grande na vida sacramental, em especial, no tempo disponibilizado para a celebração do sacramento da Reconciliação. O Frei João Costa ironizou até que «quase toda a diocese de Viana se confessa no Carmo».

Este sacerdote, que veio há pouco tempo de Aveiro para a comunidade vianense, realçou ainda o trabalho académico de um dos elementos da comunidade, numa Universidade do Porto. Além disso, referiu as diversas valências abarcadas no espaço físico do convento. Em especial, o Gabinete Social de Apoio à Família (GAF), nascido em 1994, para fazer a reinserção de emigrantes, de toxicodependentes e de marginalizados.

Vocações pela «rua da amargura»

O carmelo de Viana do Castelo é um centro de espiritualidade que recebe diversos retiros e formações cristãs destinadas a clérigos e a leigos.

Sobre a questão vocacional, o padre João Costa afirmou sem rodeios que a ordem está a esse nível «pelas ruas da amargura». Por opção própria da ordem, não existe seminário menor, entrando alunos apenas para o 12.º ano. «Neste momento, estamos abertos a outras realidades vocacionais», aclarou o superior.

A ordem carmelita descalça, ou seja separada, tem em formação dois seminaristas portugueses, dois indianos, dois timorenses e um angolano.

390 anos de vida em Viana

A vida comunitária carmelita em Viana do Castelo começou a 1 de Julho de 1618 e a 16 de Julho de 1621 deu-se o lançamento da primeira pedra do convento. Quatro anos mais tarde, a 8 de Maio de 1625, o convento recebeu os primeiros moradores.

A abertura da igreja ao culto aconteceu a 20 de Junho de 1647. Entretanto, o Corregedor de Viana encerrou o convento, em Junho de 1834. Entre 1901 e 1910, os padres salesianos ocuparam parte do convento.

O padre Augusto Borlido, então pároco de São Domingos, ofereceu à ordem, a 19 de Agosto de 1931, a igreja do Carmo e restantes dependências e, no ano seguinte, o padre José Manharicua, tomou posse das ruínas do convento. D. Manuel Vieira de Matos, Arcebispo de Braga (que então compreendia a actual diocese de Viana do Castelo), autorizou a restauração da vida claustral, a 7 de Julho de 1932.

Em Março de 1951, começaram as obras de construção do Seminário que abriu com 70 alunos, em Novembro de 1953.

in Ecclesia

terça-feira, 1 de julho de 2008

Espaço E

Abriu hoje ao público o Espaço E, lugar de encontro e de expressão da comunhão entre culto e cultura, entre a dinâmica da fé e o exercício de abertura ao novo e ao diferente.
(Texto talvez demasiado pomposo para a singeleza de objectivos a que se propôs!).
Abriu no dia em que se cumpriam os 390 anos da fundação da vida comunitária carmelitana. Para abrir foi escolhida uma exposição colectiva de fotografias, intitulada Um Convento (Des)conhecido. E contou com a presença do Bispo diocesano D. José Augusto Pedreira e a Sra. Vereadora da Educação e Cultura, Drª. Flora Silva.
Os fotógrafos são amadores e fazem parte da comunidade jovem do Carmo de Viana e de Lousada.

Um Convento (Des)conhecido

Não o será de todo, mas a sê-lo sê-lo-á porque as realidades (mesmo as muito olhadas desde há muito) possuem um lado outro que completa o rosto visto todos os dias. (Que nos vê e nós julgamos claramente ver.)
Uma foto vale pelo equilíbrio, ou se, como o ilusionista que no palco consentidamente nos engana, o sugerir. Eu aceito ser enganado. Mas gosto de ver: a surpresa do conhecido e o rasto do velado, a força da luz e o vinco da sombra, o desbotado da vetustez e o incerto do novo, o movimento do Verbo e a quietez da solidão, a intrepidez da fé e a serenidade da contemplação o despojo do tempo e o cansaço da vassoura. Gosto de fotos que desvelam véus qual pó sentinela preso às traves. Gosto de fotos que caçam pormenores onde outros só vêm panorâmicas. Gosto de amadores que gostam desta arte venatória e da carcereira e da caça e do lugar onde a caça se deixa caçar.
Agradeço e parabenizo os olhos que nos guiam o olhar por este convento tão (des)conhecido, neste dia em que se completam os 390 anos da fundação da vida comunitária carmelitana em Viana do Castelo. Agradeço em nome do passado e do futuro. (O presente que julgue!) Agradeço sentidamente aos caçadores Luísa Pinto, Manoel Pombal, Nézé (Manuel Felgueiras), Ricardo Teixeira, Sérgio Fernandes, Verónica Parente. E agradeço também ao Ribeiro da Silva e ao estúdio Nova Foto, de Esgueira, Aveiro, que mais uma vez pôs o seu saber e generosidade ao serviço do Carmo.
A Mãe lá sabe porquê.

INAUGURAÇÃO DO ESPAÇO E

Depois da Eucaristia de Acção de Graças pelos 390 anos da fundação da vida carmelitana em Viana do Castelo inauguramos o Espaço E, que de tão humilde não deixa que se chame galeria mas que aceita que se lhe chame um lugar de exposições.

A porta é franca e por isso entra quem quer. Fica situado na antiga Portaria Conventual.

Ali expusemos 28 fotografias que formam uma exposição colectiva fotográfica nascida da visão de alguns jovens da Comunidade. Foi baptizada com o nome de UM CONVENTO DESCONHECIGO. Rezam as cróncas que o dia a dia nem sempre faz bem para se conhecer bem o contexto em que se vive. Na verdade, alguns pormenores foram captados pelas objectivas que nem os habaitantes da Casa sabiam onde estavam.

Homília de D. José Augusto Pedreira - 390 anos

Deus vem sempre ao nosso encontro. Está sempre pronto para nos abraçar, como bem demonstram os 390 anos desta comunidade de serviço consagrado carmelitano na diocese de Viana do Castelo. São 390 anos de serviço à Igreja: à Igreja Universal e à Igreja Local, antes Igreja da Diocese de Braga e agora da Igreja de Viana do Castelo.

Como sabeis a experiência de religiosidade da presença carmelita destes sacerdotes e irmãos leigos, consagrados leigos, é na Igreja de Viana do Castelo um testemunho de vida que nos remete para o Evangelho de hoje. Os Carmelitas são na Igreja de Viana do Castelo um testemunho de serviço; eles são serviço para todos vós, e para as comunidades diocesanas. Com o seu testemunho ensinam-nos a viver a dimensão contemplativa e a desprendermo-nos das coisas terrenas, das coisas materiais do mundo.

O cristão leigo também deve cultivar a dimensão da contemplação: são os Carmelitas que vos ensinam a cultivá-la. Ela faz parte do seu dia-a-dia: A maior parte do seu dia é dedicada à contemplação, ao gozo e a bendizer ao Senhor. Eles foram chamados a viver e a trabalhar as virtudes enraizando-se na Palavra de Deus. Dedicados ao Senhor eles vivem uma contemplação comprometida e activa como a dos seus Fundadores.

Recordo agora o que aqui tenho referido em outras ocasiões: A primeira comunidade de Carmelitas nasceu no Monte Carmelo, junto à Fonte de Elias. Foi com o Profeta que aprenderam o desprendimento material e a acolher a Palavra de Deus nas suas vidas. Imitaram Elias no recolhimento e no silêncio: A família carmelitana, ordem carmelita, tem também em S. Simão Stock um baluarte. Foi a ele que apareceu Nossa Senhora do Carmo para lhe entregar o escapulário, como sinal de protecção.

Peçamos a Deus Pai que nos conceda também a graça da fidelidade à consagração, a graça à qual fomos chamados. Peçamos-lhe que saibamos ser portadores do Escapulário, o símbolo de amor (que eu também o trago e me protege!).

No século XVI, com S. João da Cruz e Teresa de Ávila nasce a espiritualidade da Ordem Carmelita Descalça. Vós sabeis como se dedicaram à contemplação e seguiram o caminho até Deus! Viveram e promoveram o espírito de unidade e ensinaram-nos o amor que devemos ter a Deus e a Nossa Senhora neste caminho de peregrinação sobre a Terra.

Terminando queria deixar uma palavra de estímulo, muito amiga e de gratidão a estes Irmãos Carmelitas presentes na Igreja da diocese de Viana do Castelo: agradeço-vos de um modo muito particular o tempo que destinais ao Sacramento da Reconciliação. Nada há que pague todo o tempo que dedicam a receber, a acolher e a orientar aqueles que os procuram para purificar as suas almas e orientar as suas consciências.

Parabéns e um bem-haja aos Senhores Padres Carmelitas desta Igreja do Carmo pelo seu testemunho de comunhão e de serviço à Igreja Diocesana.
D. José Augusto Pedreira
Carmo de Viana do Castelo e 1 de Julho de 2008

Alocução do Prior

da Comunidade do Carmo de Viana do Castelo
na Eucaristia de Acção de Graças
pelos 390 anos da fundação da vida carmelitana
Caros irmãos e irmãs Carmelitas
Caro irmão bispo Dom José Augusto

Santa Teresa de Jesus, nossa Mãe, fundou o Carmelo de São José de Ávila no dia 24 de Agosto de 1562. Ali viveu cinco anos que dedicou à oração contínua e à intimidade com Deus. Vivendo ali pacificamente, acalentava, porém, um sonho que ia germinando no seu coração: «fazer o pouco» que estava em suas mãos, porque tinha recebido «notícias dos danos e estragos que em França faziam os luteranos; de como crescia essa desventurada seita, e de como tantas almas se perdiam». Havia pois que fazer algo.

Chegou por fim o Pe. João Batista Rubeo, Visitador Geral, que trazia no alforge as autorizações do Papa Pio V para reformar a Ordem. Foi grande a sua alegria quando conheceu a Madre Teresa de Jesus e a sua obra entre Irmãs.
Também lhe entregou patentes para que igualmente fundasse entre os Irmãos. E logo ela, como que inspirada, deitou mão do melhor que então havia: do pequenito e recém-ordenado Frei João da Cruz!

E foi assim que no primeiro domingo do Advento de 1568 [exactamente no dia 28 de Novembro] Frei João da Cruz fundou o nosso berço: o conventinho de Duruelo, que já não existe.

As patentes de Pio V autorizavam a que se fundasse conventos masculinos com igual estilo de vida, mas que fossem de homens tais como «claros espelhos, lâmpadas ardentes, tochas acesas, estrelas resplandecentes capazes de esclarecer e guiar os viajantes deste mundo
Este é o nosso encargo de Carmelitas Descalços em Viana do Castelo.

O primeiro convento do Carmo a nascer em Portugal foi o de Nossa Senhora dos Remédios, fundado em Lisboa no dia 15 de Outubro de 1581, pelo Padre Ambrósio Mariano de São Bento. Tinham passado 23 anos desde a fundação do de Duruelo, e era o primeiro que se fundava fora da Pátria dos Santos Fundadores.
Trinta e sete anos após o primeiro Convento português, fundou-se em 1618 este Convento do Carmo de Viana do Castelo. Era a nona fundação em terras lusas.

Não foi de todo fácil a fundação; e, aliás, não faltaram oposições de quem deveriam vir as obrigações. Mas valeu o bom senso da Câmara da Vila de Vianna, dos seus Vereadores e dos que desejavam a nossa presença, que bem se ilustra em palavras do Dr. Manuel Jácome Bravo, Desembargador, que assim argumentou: «Uma companhia de Carmelitas Descalços dá muita nobreza a uma terra, porque, como soldados de Cristo e mercadores do Céu, esforçam a devoção, fazem guerra aos vícios e abrem lógea de mercadoria e trato espiritual, onde tanto havia da terra

O resto da história não é toda de todo conhecida. Mas também não me posso alargar. Basta que se saiba que quando os ventos contrários nos contrariaram a nau e nos impeliram a sair, saímos. Saímos do que era nosso, deste Convento onde se fazia bom comércio com o Céu.
E ficaram mais livres as mãos e as consciências para aumentar o comércio da Terra, nesta terra que o tinha até ao excesso.
Regressamos a Viana no dia 13 de Junho de 1932 para recolher os cacos e as ruínas que restavam, porque a estreiteza dos que só comerciam mercadoria da Terra a isso conduz.
Regressamos a Viana porque todas as épocas (e também a nossa) precisam de quem saiba fazer o bom comércio com o Céu; e de quem saiba ter o bom trato espiritual; e porque em todas as épocas existem vícios que espantar e necessidade de combater e de esforçar o aumento da devoção.

Muito obrigado, meus irmãos e irmãs Carmelitas e irmão D. José Augusto, pela vossa presença e oração, cujo significado compreende tudo isto e também a necessidade de, em conjunto, soprarmos a cinza das brasas, a fim de que se mantenham vivas em Viana do Castelo «as lâmpadas, as tochas e as estrelas capazes de esclarecer e guiar os viajantes deste mundo».
E tudo isto para que o Reino seu aumente, para que a Mãe do Senhor coroada com o título do Monte Carmelo seja louvada, e para maior honra e glória da Santíssima Trindade.

Frei João Costa, Prior
Carmo de Viana do Castelo e 1 de Julho de 2008

domingo, 29 de junho de 2008

Fotos abertura do Ano Paulino

Introdução à Eucaristia de abertura solene do ano Paulino

Chamo-me Paulo.
Sou apóstolo do Senhor Jesus, depois de ter nascido cristão como um aborto.
Nasci judeu na cidade de Tarso da Cilícia;
mas fui instruído em Jerusalém aos pés de Gamaliel.

Fui educado no rigor da Lei e era cheio de zelo pelas coisas de Deus.
Na minha juventude julguei ser meu dever opor-me ao nome de Jesus Cristo.
Em Jerusalém e em muitos outros lugares persegui os cristãos.
Prendi numerosos santos e consenti no martírio de todos,
também no de Estêvão que tinha sido meu companheiro de escola!

Fui um perseguidor furioso, até mesmo em cidades estrangeiras.
Numa dessas perseguições, a caminho de Damasco, Cristo alcançou-me
por volta do meio dia e envolveu-me numa luz intensa vinda do céu.
Quando me levantei nada via e para entrar na cidade
tive de ser amparado pelos meus companheiros.

Ali recebi o Baptismo das mãos de Ananias.
Depois retirei-me para o deserto onde afeiçoei a minha alma à Palavra de Jesus,
que me considerou digno de evangelizar e me pôr ao Seu serviço.
E se antes fora blasfemo, perseguidor e violento
agora era pastor manso, e solícito; e missionário ardente e incansável pela Igreja.

Eu que fora lobo feroz, era agora pregoeiro de Cristo entre as Nações.
Por isso sofri fome, sede e nudez; fui esbofeteado e andei errante;
cansei-me a trabalhar porque me fiz servo de todos.

Com os fracos fui fraco; fui tudo para todos para salvar a alguns.
Tudo fiz por causa do Evangelho!

Estive muitas vezes em perigo de morte.
Cinco vezes recebi dos Judeus os 40 açoites menos um.
Três vezes fui flagelado com vergastadas. Uma vez fui apedrejado.
Naufraguei três vezes, e passei uma noite e um dia inteiro no alto mar…

A minha preocupação foi sempre a solicitude pelas Igrejas!
Acorrentado, acabei a vida em Roma, como prisioneiro no Senhor!
E é assim que vos exorto a proceder de modo digno do chamamento cristão.
Porque nós somos filhos de Deus em Cristo Jesus, mediante a fé.

Por fim o tempo da minha partida chegou.
Eu combati o bom combate, concluíra a minha carreira, guardara a fé!

Eu, Paulo, Apóstolo, peço-vos para vos esquecerdes do que fica para trás,
E a lançar-vos para o que vem à frente!
Correi em direcção à meta, para o prémio que Deus tem para vos dar!

Com toda a convicção vos exorto a proclamar a Palavra!
A insistir a propósito e fora de propósito!
A anunciar com toda a paciência e doutrina!
A argumentar e a exortar,
nestes tempos em que aos homens custa ouvir a sã doutrina.

Na minha oração de missionário em casa do Pai lembro-me de vós,
e por vós dou graças ao Senhor,
pela vossa participação alegre no anúncio do Evangelho.
Quero e estimo que o vosso amor aumente sempre mais e mais;
e sempre mais seja honrada e louvada a Santíssima Trindade.
Ámen!

sábado, 28 de junho de 2008

Ex-seminaristas

Hoje, Sábado, 28 de Junho de 2008, reuniram-se os ex-Seminaristas da Geração de 80. A convocatória é feita nas asas da saudade que se estende de coração em coração a todos aqueles que passaram pelo Seminário Missionário Carmelitano de Viana do Castelo e Avessadas. A Geração de 80 abrange todos aqueles que olham os pioneiros como avós, mas reivindicam o mesmo amor ao Seminário e à Ordem, embora, talvez, em moldes diferentes e mais juvenis.
Rezam as crónicas que o Padre Carlos Gonçalves faz de alavanca e anima o serão, as refeições, as orações, as chegadas e as partidas. Ou ao contrário, não interessa.
Os ex-Seminaristas eram 10, um número bem menor que o pequeno reduto gaulês da história dos quadradinhos. Talvez o rebanho mais pequenino dos últimos tempos. Mas ainda assim, prometem não desistir e voltar todos os anos. E o Astérix também.
O evento foi fotografado e as fotos vão aparecer e aparecerão outras que já fazem parte da história e merecem ficar no blog.
As fotos mostrarão que já estamos crescidos. Há meninos e meninas, uns de peito e outros nem por isso. A família cresceu. E do Carmo também. Também ainda que apressadamente gostei de ir abraçar os Ex-. E vê-los crescidos e eu como eles. E sobrinhos a saltar para a piscina ou a aprender uns truques no campo de futebol.
Há coisas que não merecem acabar.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Paulo, apóstolo das nações (V)

Suas cartas mostram o feitio humilde e despretensioso do grande Evangelizador. Em diversas passagens aparece a constante preocupação do Apóstolo em falar simples e ao alcance de todos.
Sentindo-se devedor de todos, Paulo sabia que a sua dívida maior era para com Cristo. Aquele Saulo, perseguidor implacável da Igreja e pavor dos primeiros cristãos; este foi o homem que Cristo escolheu para levar o Evangelho ao mundo.
E foi para cumprir a sua missão que ele viveu viajando sempre, sem descanso. Sofrimentos de toda sorte, até mesmo o martírio, tudo ele aceitou para de alguma forma, retribuir a sua escolha para o apostolado.
Na sua segunda carta a Timóteo (2, 9), Paulo diz que embora ele estivesse preso, a Palavra de Deus nunca seria encarcerada. De facto, confinado à sua casa, em Roma, e mesmo no cárcere, o Apóstolo continuou a pregar e a fazer discípulos. Somente a morte pôde calar a sua voz, no entanto suas palavras e o seu testemunho permanecem até hoje entre nós.

Paulo, apóstolo das nações (IV)

A conversão de Paulo para Cristo significou uma mudança profunda na sua vida, mas não foi uma troca de Deus, Paulo continuou fiel a Deus e a seu povo. Tornou-se cristão pela vontade de ser fiel às esperanças de seu povo aceitando Jesus como o Messias. Reconheceu em Jesus o Sim de Deus às promessas feitas a seu povo no passado. A experiência de Paulo passa pelo testemunho de Estevão.
Escolhido por Jesus para o apostolado, Paulo sabia que sua missão não era outra a não ser pregar e difundir o Evangelho. E isto significava, para ele, mostrar a todos a figura de Cristo como Mestre e Salvador do mundo. Daí a sua profunda humildade, mostrando-nos que, na sua missão de evangelizador, ele não buscava pregar a si mesmo ou fazer alarde da sua sabedoria. Era apenas um servidor do Evangelho e isso pela vontade dAquele que o escolhera: “Sou o último dos apóstolos e nem mereço ser chamado assim, pois persegui a Igreja de Deus” (I Cor 15, 9).
O apóstolo reconhecia que seu físico franzino, os parcos recursos de sua voz e de seus gestos não podiam apresentá-lo aos seus ouvintes como um grande e imponente orador. Além disso, a doutrina que pregava não oferecia assuntos ou mensagens de sabedoria humana. Por isso, apoiava-se unicamente na sua fé, na sua profunda convicção, aliadas a uma imbatível perseverança em meio a todos os sofrimentos.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Serão sem TV

A cidade de Viana do Castelo encontra-se a celebrar os 750 anos da sua fundação. Na sequência da apresentação dos monumentos da Cidade a Câmara Municipal apresentou hoje no Salão dos Terceiros do nosso Convento, a abarrotar, o sexto monumento da série (dum total de dezoito), precisamente a Estátua a D. Afonso III, quinto rei de Portugal, que fez a outorga do foral à Cidade.
Esta noite, no sexto Serão sem TV, a Câmara editou mais um selo, mais um postal, mais uma medalha e mais um azulejo. Vítor Roriz fotografou a Praça e o Monumento, Nézé criou o Azulejo, e o Dr. Inácio Rocha, com maestria e simplicidade, evocou o Rei fundador de Viana.
E foi mais um Serão sem TV muito preenchido e apreciado pelos presentes.

Paulo, apóstolo das nações (III)

Estevão e Paulo eram colegas de estudo, mas os caminhos separaram-nos. Estevão entrou na comunidade dos cristãos, criada três ou quatro anos antes. Paulo era contra. Até o dia em que presencia e aprova a morte de Estevão pelos judeus que perseguiam os cristãos.
Logo após esse acontecimento, Paulo seguia pelo caminho de Damasco quando subitamente, uma luz resplandecente vinda do céu o cerca, ele cai ao chão e uma voz lhe diz:
- Saulo, Saulo. Por que me persegues?- Quem és, Senhor?- Eu sou Jesus a quem persegues.- Senhor, que queres que eu faça?- Levanta-te, entra na cidade. Aí será dito o que deves fazer.Paulo levanta-se, abre os olhos e nada enxerga. Está cego! Encontra-se com Ananias na cidade de Damasco, que lhe impõe as mãos e ele recupera a vista. Ananias baptiza-o em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e Paulo começa a pregar a Palavra de Deus.

Paulo, apóstolo das nações (II)

A leitura da Bíblia era o eixo da formação e marcava a piedade do povo. Desde criança (2 Tim 3, 15), os judeus aprendiam a Bíblia; era a mãe, em casa, que cuidava de transmiti-la aos filhos. Assim, desde pequeno, Paulo aprendeu que “toda Escritura é útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” (2 Tim 3, 16-17).
O pai de Paulo era dono de uma oficina de tendas¸ foi com ele que Paulo aprendeu a fabricar tendas (Act 18, 3). Este aprendizado iniciava-se aos treze anos e durava dois ou três anos, sob uma disciplina rígida. O aprendiz trabalhava de sol a sol e Paulo a tudo se submeteu, apesar de não visar ser um trabalhador, mas administrador da oficina, como proprietário.
Paulo sempre foi um homem profundamente religioso, judeu praticante, irrepreensível na mais estrita observância da Lei (Act 22, 3), “cheio de zelo pelas tradições paternas” (Gal 1, 14).
Esse ideal animou Paulo durante os primeiros 28 anos de sua vida (Fil 3, 5-6), mas chegou o momento de descobrir que observar a Lei não era suficiente para levá-lo até Deus.
Aconteceu então a sua conversão ao Cristianismo. A partir daí, Paulo dedicou a sua vida a pregar a Palavra de Jesus, estendendo-a para quase todo o mundo antigo. É chamado o “Apóstolo dos Gentios”, pois levou a Palavra aos pagãos e não apenas aos judeus.
Uma certeza acompanhou a vida de Paulo: “Sei em quem pus a minha confiança” (2 Tim 1, 12). E isto dá-lhe a convicção: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé”.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Paulo, apóstolo das nações (I)

Paulo nasceu em Tarso na região da Silícia, Ásia Menor, actual Turquia. Cidade bonita, grande, com mais ou menos 300.000 habitantes, era um centro importante de cultura e comércio e possuía um porto muito activo.
Nascido numa família judaica, Paulo foi criado dentro das exigências da Lei de Deus das tradições paternas (Gal 1, 14).
Nasceu e cresceu num ambiente protegido e rígido de um bairro judeu e de lá observava a grande cidade grega e seus costumes. Estes dois ambientes marcaram sua vida. Era costume naquela época ter dois nomes. Por isso, tinha dois nomes, um para cada ambiente: Saulo, nome judaico (Act 7, 58) e Paulo, nome grego (Act 13, 9). Ele prefere e assina Paulo, mas Jesus chamou-lhe Saulo, nome que determina qual era o seu povo, judeu (Act 9).
Como todos os meninos judeus da época, Paulo recebeu sua formação básica na casa dos pais, na sinagoga do bairro e na escola ligada à sinagoga. A formação básica incluía: aprender a ler e escrever; estudar a Lei de Deus e a história do povo judeu; assimilar as tradições religiosas; aprender as orações, especialmente os salmos.
O método era: pergunta e resposta, repetir e decorar, disciplina e convivência.
Além da formação básica em Tarso, Paulo recebeu formação superior em Jerusalém com Gamaliel (Act 22, 3).