sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O voo espacial de Santa Teresinha

No dia 17 de Agosto as Carmelitas Descalças de New Caney (USA) tiveram uma prometida e muito esperada visita do seu amigo astronauta, Coronel Ron Garan. Garan fez parte da tripulação da mais recente viagem da nave Discovery, que ocorreu de 31 de Maio a 14 de Junho passados, com o objectivo de acoplar o módulo do laboratório japonês Kibo (Esperança) à Estação Espacial Internacional. A missão do astronauta consistiu em sair para o espaço preso por uma correia a um pé a fim de colocar o módulo na posição correcta e efectuar algumas reparações no exterior da Estação Espacial.
A NASA preparou um vídeo da missão, pelo que a comunidade das Carmelitas pode escutar e ver alguma das coisas que se passa na Discovery e na Estação Espacial. Foi certamente uma apaixonante e muito esclarecedora tarde para a comunidade carmelitana. Com razão as monjas estão muito agradecidas ao comandante Garan pela partilha desta experiência aventureira.
Aliás, na passada Primavera passada o Comandante tinha telefonado à comunidade pedindo-lhe orações pela sua viagem no espaço e oferecendo-se para levar algum objecto sagrado que as Irmãs lhe entregassem. Que haveria de ser? Por fim a comunidade lembrou-se das palavras de Santa Teresinha: «Sinto em mim uma vocação de Apóstolo… Quereria percorrer a Terra, pregar o teu nome e plantar sobre solo infiel a tua Cruz gloriosa. Mas, ó meu Amado, uma só missão não me bastaria! Quereria anunciar ao mesmo tempo o Evangelho nas cinco partes do mundo, até às ilhas mais remotas…». Com esta evocação as Carmelitas entregaram ao astronauta uma relíquia de Santa Teresinha. Durante 14 dias este restinho teresiano percorreu 9.177.030 quilómetros do espaço em torno da Terra, a uma
velocidade de 27.291 km/hora. Durante todo esse tempo, com uma oração intensa, a comunidade pediu a Santa Teresinha a sua chuva de rosas desde o espaço sobre o mundo. De facto, a sua vocação universal chegou até aos confins do espaço!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

23 DE NOVEMBRO

BENÇÕES DA FAMÍLIA
NO DOMINGO DA FAMÍLIA




ABENÇOAR:
É dizer bem, desejar algo bom a alguém, louvar, dirigir uma boa palavra.
É Deus quem abençoando protege e diz bem do seu povo; a Sua bênção é sempre poderosa e eficaz. Por sua vez, a Igreja na oração de bênção responde aos dons de Deus, porque Deus já fortaleceu e abençoou o seu coração.

BENÇÃOS NAS MISSAS
Vespertina
Bênção dos filhos.
08:00 Bênção dos avós.
10:00 Bênção da família.
11:30 Bênção das crianças.
18:00 Bênção dos casais.

Abençoa, Senhor, o teu povo na paz.

Abençoa, Senhor, as famílias. Ámen!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Os sinos vão avançando

Os sinos vão avançando. Ainda não há sinos. Mas o trabalho não pára. E os sinos vão caminhando, vão avançando. E como não pára aqui damos notícias do andamento. Tudo leva a crer que no dia de São João da Cruz procedamos à bênção do Sino de São Paulo e do Sino de São João da Cruz.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Marcai tudo com o selo do amor

Avante, amigas!

A Laura e a Maria Emília estão à espera de muitos filhos. Ou, melhor dito: muitos filhos esperam em África por ambas. Uma tem sessenta anos e outra tem mais que isso. Mas vão em missão, para as missões africanas. Para a Missão de São Roque, Moçambique. O tempo urge e elas nem hesitaram. Esperam um Natal bem quentinho, de corações bem aconchegados. Embora seja quase certo que o Gloria in excelsis Deo o não vão cantar em solo português, com a família em torno. Mas cantá-lo-ão com a outra família. Não a de sangue, claro; mas a de espírito, que se estende por todas as geografias de boa vontade.
Em tempo de preparação para zarpar aportaram à nossa Comunidade para abastecer. Foi bom recebê-las e tê-las entre nós. Ontem à noite reuniram-se com alguns de nós — sobretudo os Jovens Kanimambos. Foi, julgo eu, para se ouvirem e se abraçarem. E para rezar. As missionárias levaram sobretudo uma certeza: a certeza do nosso abraço e carinho e a da nossa oração qualquer que seja o seu lugar no ranking.
Avante, amigas! Que os ventos do Amor estejam convosco para assinalardes tudo com o seu selo!

Notas finais

Do ritual de cada carminhada consta também o tripalium de escrever uma crónica que se chama notas finais. Para os mais aficionados aí deixamos o link:
http://carmojovem.blogspot.com/2008/11/notas-finais-carminhada-viana-do.html


domingo, 9 de novembro de 2008

Mas nem todos puderam ficar

Primeiro foi aqui no Convento. Depois foi no Monte. De Santa Luzia. Por fim, de novo, no Convento. Foi assim em três etapas que mais de oitenta jovens Carmelitas fintaram o frio e a chuva para carminhar com São Paulo durante o dia do passado sábado, 8 Novembro.
A caminhada foi interessantíssima e muito bem organizada. Estava tudo tão bem preparado que dava pena não ir para o monte carminhar, rezar e cantar. E fomos. À frente ia o Dinis, à retaguarda o Adão. O caminho é único e a camaradagem foi boa como o ar puro.
Caminhando fomos lendo São Paulo, sobretudo a primeira Carta aos Tessalonicenses, o primeiro escrito do Novo Testamento. A meio paramos na capela de São Mamede, que nos protegeu da chuva e do frio. No regresso descemos as escadas de Santa Luzia, depois houve merenda, Eucaristia e vontade de ficar. Mas nem todos puderam ficar. (Em casa).

Bem cantados

O Maestro Hugo Alves e esposa estiveram de visita à Comunidade. Para o Verão projectam uma acção de formação em canto coral que decorrerá no Centro de Espiritualidade de Nossa Senhora do Carmo.
Agora, em tempo de preparação, numa breve incursão pelo verde do Minho, vieram conhecer a casa e as condições. Ficaram encantados. E nós só desejamos, no mínimo, que no Verão fiquem bem cantados.

sábado, 8 de novembro de 2008

Construtores de catedrais

Um sociólogo fez uma pesquisa sobre as condições de trabalho em certa região onde existiam grandes pedreiras. Os operários cortavam as pedras a martelo e cinzel. Um trabalho duríssimo e insalubre. De alguns operários, cobertos de poeira, enxergava-se somente os olhos, o resto estava da mesma cor da pedra branca que quebravam. O professor perguntou ao primeiro trabalhador o que achava daquele trabalho. Revoltado, o homem respondeu estar cansado de tanto esforço; quem ganhava mesmo com aquilo era o patrão. À mesma pergunta o segundo operário respondeu que não havia outra solução para colocar comida na mesa da sua família todos os dias. Enfim, um terceiro trabalhador acenou um sorriso e disse: — Estou preparando as pedras para construir uma catedral.
O pesquisador confirmou o que já sabia. Todos os três suavam e batiam do mesmo jeito, porém as motivações eram diferentes. O esforço não era menor e nem o salário era maior, mas existiam, e sempre existem, formas diferentes de encarar a vida, com seus desafios e dificuldades.

AVISOS SEMANA 9 - 16 NOV

DIA 09 DOMINGO
>> Celebramos hoje a Festa da Dedicação da Basílica de S. João de Latrão, a Mãe de todas as Igrejas cristãs.
>> Primeiro dia da Semana de oração pelos Seminários.

DIA 10 SEGUNDA
>> Memória de S. Leão Magno, papa (397 - 461).

DIA 11 TERÇA
>> Memória de S. Martinho, bispo (315 - 397).

DIA 12 QUARTA
>> Memória de S. Josafat, bispo (1580 - 1623).

DIA 13 QUINTA
>> Dia de oração pelas vocações.

DIA 14 SEXTA
>> Festa de Todos os Santos Carmelitas.

DIA 15 SÁBADO
>> Comemoração de todos os Defuntos Carmelitas.

O OFERTÓRIO DAS MISSAS DESTE DOMINGO,
o primeiro do mês, destinava-se a suportar a fundição dos novos sinos da nossa Igreja e rendeu €585,94. Muito agradecemos a quem vai contribuindo com as suas miga-lhas, que migalhas também são pão. Muito obrigado e a Senhora do Carmo que é mãe vos abençoe.

DIA 16 DOMINGO
>> Encerramento da Semana de oração pelos Seminários.
>> Reunião da Fraternidade do Carmo Secular.

DEUS PRECISA DE TI, MUITO MAIS DO QUE POSSAS PENSAR!

O Ano Pastoral da nossa Comunidade começou da única maneira que podia começar: com espírito de peregrinos que enfrentam o caminho e as adversidades com alegria, venha o que vier. Na Reunião de Abertura falaram os grupos pela voz dos seus representantes, por que se pretende que todos tenham voz, já que todos somos responsáveis pela comunidade, todos somos corpo e a todos cabe a tarefa de construir comunidade pela vivência dos valores baptismais, e de fortalecer os grupos pastorais. Ninguém diga que as coisas da comunidade não são para si! Vendo bem, nós estamos a precisar de leitores, sobretudo na Missa das 18:00h de Domingo e de acólitos. Porque não dá uma ajuda? Também pode sugerir outras acções ou oferecer-se para outros trabalhos. Porque espera? Todos somos Igreja!
Duas coisas havemos de evitar sempre: pensar que na Igreja não servimos e julgar que «isso das coisas da Igreja» é só para os outros.

CARMELITAS SECULARES
Os Carmelitas Seculares são os fiéis leigos que vivem o espírito da Ordem na vida do mundo.
É presidente a Dª Maria Luísa Cambão. Reúnem às 16:00h, do Terceiro Domingo do mês.

MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA COMUNHÃO
Ajudam na distribuição da eucaristia na assembleia e levam-na aos doentes. Ainda não têm dia marcado para as reuniões e a coordenadora do grupo é a Dª Maria Filomena Silva.

LEITORES
Emprestam a sua voz à Palavra de Deus e proclamam-na na assembleia reunida. O sr. João Barroso coordena os leitores das missas dominicais, e a Dª Albertina Vieites os leitores das Missas semanais. Ainda não têm dia de reunião.

ACÓLITOS
Acompanham o Presidente da celebração e servem ao altar. Falta um acólito para a Missa das 10:00h e espera-se que as crianças e adolescentes possam também aproximar-se deste serviço tão simpático a Jesus e à comunidade.

CORAL DA MISSA DAS 10:00
É o coro mais antigo da nossa comunidade. É ensaiado pelo P. Caetano. Precisa de mais vozes de qualquer idade e com muito coração. E o ensaiador não se importaria de dar o seu lugar a um leigo qualificado. Ensaia à Terça-feira, às 21:00h.

CORAL ENCANTA
São quatro jovens mulheres que dão voz a uma maneira jovial de enCantar a Deus. Tudo fazem para levar a mensagem de Jesus à Comunidade através do canto. Ensaiam às 10:00h de Domingo. Precisam de mais vozes. Preside Ana Lima.

CORAL DA MISSA VESPERTINA
É o mais jovem dos coros da Comunidade. Está a aprender com garra. Ensaia antes da sua Missa. Precisa de mais vozes jovens! É ensaiador o Alberto Lima.

ZELADORAS
Cuidam de enfeitar e embelezar os altares da Igreja e das capelas do claustro. Que belos são os altares floridos e os corações e as mãos que os fazem florir. A sua ajuda (também em dinheiro) é muito bem-vinda.

GRUPO DE ORAÇÃO TERESIANA
Tem como projecto reunir duas vezes por mês para orar como S. Teresa de Jesus, às Quartas-feiras, às 18:00h. Participe. Preside a Dª Abertina Vieites.

JOVENS KANIMAMBO
São um pequeno grupo de animação missionária. Por isso reúnem facilmente a qualquer hora, porque, de facto, as SMS funcionam. Rezam para que o último missionário não desista. Também podes participar. Anima a Verónica Parente.

FAMÍLIAS ANÓNIMAS Trilham caminhos de sabedoria e de Evangelho, com Jesus até ao Pai. Falam, ouvem-se e apoiam-se mutuamente. Para participar nem é preciso dizer o nome. Reúnem às Quintas-feiras, às 21:30h.

NARCÓTICOS ANÓNIMOS
São homens e mulheres a caminho. Se viveram amarrados agora querem ser livres. São um grupo de entreajuda. Reúnem às Segundas e Quartas-feiras, às 21:30h. Na primeira Segunda-feira do mês a reunião é aberta à comunidade.

GUIAS DE PORTUGAL
Uma proposta para as jovens raparigas fundada no método de Baden Powell, para lhes proporcionar oportunidades de desenvolvimento. Representante, Joana Alves. Reúnem ao domingo de manhã.

(Chama do Carmo NS4 9 Nov 2008)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A vida tem destas coisas

A vida tem destas coisas. Inesperadas e desapercebidas a maioria das vezes. Há coisas que dizemos e provocam dilúvios sem sabermos. Há voos que se desprendem só porque desatamos nós sem cuidarmos que o fazemos.­
Ontem à noite o sr. D. José Pedreira agradecia aos «Consagrados especiais» poder ser mais bispo por ter os Consagrados na sua Diocese. Embora nela tenha menos Congregações que numa só rua quando foi Auxiliar do Porto!
Ainda assim o que mais me chamou à atenção foi a franqueza do Pe Adélio ao pôr-nos a cantar «Tudo posso em Cristo que me dá força!». É que de facto este restinho que vamos sendo em Viana do Castelo nada podemos se Ele nada puder em nós, já que, pode dizer cada um de nós: «Fui alcançado por Jesus por Deus eu sei que fui chamado; hei-de esquecer o meu passado e avanço agora para a meta.»
Bora lá.
Aqui ficam algumas fotos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Dia dos Consagrados especiais

A diocese de Viana do Castelo está a viver a sua Semana. Hoje foi o dia dos Religiosos e Religiosas.
Foi assim que, em dia de Festa no Carmo, Festa do Beato Nuno de Santa Maria, o Santo Condestável, se reuniram em nossa Casa os «Consagrados especiais» — terminologia do nosso Bispo que se fundamenta na flor da farinha de teologia da Vida Religiosa — desta Diocese. Assim se dava cumprimento uma das alíneas que estruturam e animam a Semana da Diocese, que está a decorrer — reunir o pequeno resto do Povo de Deus que são os Religiosos e Religiosas.
Poucas coisas animam mais o coração do nosso Bispo para além desta que é ver, rezar, reflectir e cantar com estes Consagrado especiais que complementam o rosto e o corpo da Igreja.
Éramos quase cinquenta, de várias comunidades, Institutos e latitudes da Diocese. Primeiro vimos um ppt dedicado ao tema O Espírito chama para a missão. Depois abriu-se o diálogo. Seguiu-se a apresentação de uma quase mão cheia de ppt sobre as várias sensibilidades espirituais da VR na Diocese. Terminamos com mais um ppt sobre a Carta de São Paulo aos Romanos, umas palavras do sr, Pe Adélio, Vigário Episcopal para a Vida Religiosa, e a concluir a palavra do sr. D. José Augusto.
A noite terminou à volta da mesa do refeitório e dumas chávenas de chá que nos animaram a enfrentar o frio e a chuva pelos quais haveria de passar a maioria antes de chegar a casa.
E assim foi. Esta já está. Venha a próxima.

Beato Nuno de Santa Maria

Nasceu em 1360, tendo falecido em 1431. Filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira, entrou aos 13 anos na corte de D. Fernando (rei de 1367 a 1383) como pajem da rainha D. Leonor de Teles. Destacando-se logo em jovem num ataque dos castelhanos a Lisboa, for armado cavaleiro. Aspirava à vida virginal, mas as necessidades do mundo impuseram-lhe que se casasse a 15 de Agosto de 1376 com uma viúva, D. Leonor de Alvim, de quem teve a sua filha D. Beatriz. A morte do rei criou a perigosa crise dinástica, com a possibilidade da coroação de D. João de Castela (rei de 1379 a 1390) como rei de Portugal. Um partido nacionalista reuniu-se à volta do mestre da Ordem de Avis, D. João, irmão do rei D. Fernando, que o povo de Lisboa elevou a regedor e defensor do reino. D. Nuno é chamado pelo Mestre para o Conselho de Governo.
Em breve lhe foi entregue o perigoso cargo de fronteiro de entre Tejo e Guadiana, por onde passariam as operações militares decisivas. Usando tácticas inspiradas nas britânicas da Guerra dos Cem Anos, o fronteiro venceu os Castelhanos a 6 de Abril de 1384, em Atoleiros. Na batalha, Nuno Álvares Pereira conseguiu, com um bando de camponeses, derrotar um forte corpo de cavalaria castelhana. Esse facto influiu no desfecho da guerra, porque mostrou a possibilidade de uma resistência apoiada nas forças populares. A partir da vitória dos Atoleiros, Nuno Álvares, que tinha sido recebido com grande desconfiança pelos Alentejanos, transformou-se num herói popular e conseguiu mobilizar toda a força da revolta camponesa para a defesa da causa do Mestre de Avis. Precisamente um ano depois, este foi aclamado rei D. João I (rei de 1385 a 1433) em Coimbra e no dia seguinte D. Nuno foi nomeado o Condestável do Reino. Conquistou o Minho para a causa e, depois da vitória de Trancoso em Maio ou Junho, cortou a arrojada avançada castelhana com a memorável Batalha de Aljubarrota, a 14 de Agosto de 1385. As forças portuguesas, dispostas em quadrado, aguentaram com firmeza o assalto da cavalaria feudal e infligiram-lhe uma derrota que teve consequências políticas definitivas. A realeza do Mestre e a independência portuguesa foram a partir de então factos irreversíveis. A guerra arrastou-se por alguns anos, limitada a campanhas fronteiriças de pequena envergadura; o mais conhecido episódio é o do combate de Valverde, vencido por Nuno Álvares na região de Mérida. A paz veio a ser assinada em 1411.
A seguir à crise de 1383-85, o Condestável ficara dono de quase meio país. Quando se estabeleceu a paz, quis entregar uma parte do que recebera aos que mais o tinham ajudado, fazendo-os seus vassalos. O rei não o permitiu e fez recolher ao património da coroa as terras doadas. Depois negociou o casamento de um seu filho bastardo com a filha única de Nuno Álvares; a imensa fortuna do herói voltou assim ao controlo da coroa e foi origem da Casa de Bragança.
Assegurado o reino, Nuno Álvares começou a dedicar-se a outras obras. Mandou construir a Capela de São Jorge de Aljubarrota em Outubro de 1388 e o Convento do Carmo em Lisboa, terminado em Julho de 1389 e onde entraram em 1397 os Frades Carmelitas. Dedicou em Vila Viçosa uma capela à Virgem para a qual mandou vir de Inglaterra uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, que 250 anos depois seria proclamada Rainha de Portugal. A morte da filha, D. Beatriz, em 1414, cortou o último laço com o mundo, e abriu o desejo da clausura. Ainda participou na expedição a Ceuta de 1415, primeiro passo da gesta ultramarina portuguesa, onde o seu valor ficou de novo marcado. Mas em breve olharia para outras fronteiras. Em 1422, distribuiu os títulos e propriedades pelos netos, e a 15 de Agosto de 1423, festa da Assunção, aniversário do seu casamento e dia seguinte ao da Batalha de Aljubarrota, professou no Convento do Carmo. Frei Nuno de Santa Maria foi um humilde frade, que viveu em oração, penitência e caridade, pedindo esmola pelas casas durante mais de sete anos. Morreu na sua pobre cela, rodeado do rei e dos príncipes.
Foi beatificado pelo Papa Bento XV a 23 de Janeiro de 1918. Padroeiro secundário do Patriarcado de Lisboa, a sua Memória (Festa na Ordem Carmelita, na Ordem dos Carmelitas Descalços e na Sociedade Missionária da Boa Nova) é liturgicamente assinalada a 6 de Novembro. A 3 de Julho de 2008, Bento XVI autorizou a promulgação de dois decretos que reconhecem um milagre do Beato, abrindo as portas á sua canonização.

A fundição dos sinos vai avançando

O trabalho de fundição dos novos sinos para a nossa igreja vai avançando. Podemos agora dizer mais informações sobre os sinos.
O sino maior, soará em RE, chamar-se-á São João da Cruz. E levará as seguintes inscrições:
Imagem de São João da Cruz;
Escudo da Ordem que foi preparado para a celebração dos 390 anos da fundação deste Convento do Carmo de Viana do Castelo;
«Celebração dos 390 anos da fundação do Carmo»;
Texto de São João da Cruz: Ó toque delicado, Verbo Filho de Deus Pai! (Chama 2:17)

O sino mais pequeno, soará em FÁ, chamar-se-á São Paulo, e levará as seguintes inscrições:

Imagem do Apóstolo São Paulo;
Escudo da Ordem que foi preparado para a celebração dos 390 anos da fundação deste Convento do Carmo de Viana do Castelo;
«Celebração dos 390 anos da fundação do Carmo»;
Texto de São Paulo: Não abandoneis a Igreja (Heb 10:25)

Esperamos poder colocar os novos sinos a tempo de os ouvirmos festejar São João da Cruz, no dia da sua solenidade, a 14 de Dezembro.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Hino do Prelado de Viana do Castelo

Bendito seja quem nos Deus envia
Nos caminhos da vida para Deus:
Bem-vindo seja o bom Pastor e guia
Que sobre a Terra nos aponta os Céus!

Igreja em festa, povo em coro de almas,
Vibrante a nossa Fé abre hoje em flor,
Para saudar em cânticos e palmas
Quem Deus nos manda, o nosso bom Pastor.

Em assembleia que esta hora exalta
Nós proclamamos os ideais cristãos:
Cremos no amor de Deus que nunca falta
E n’Ele amamos todos os irmãos.

Pastor da esp’rança, do Alto Minho o povo
Em coro vos saúda e bem o faz:
A vossa vinda traz-nos o renovo
Da cristandade em fé, verdade e paz.

Da vida humana, a graça é o bom caminho
E o sinal da salvação a Cruz…
Vamos ser sempre, irmãos, o pão e o vinho
Na Igreja, sacramento de Jesus.

Unidos todos desde o Minho ao Neiva
No amor a Deus e a cada nosso irmão,
Seja a Diocese nova a nova seiva
Dum Alto Minho justo e mais cristão.

(Castro Gil)

domingo, 2 de novembro de 2008

31º Aniversario da nossa Diocese


É do ano de 1545, no reinado de D. João III, que datam os primeiros anseios das gentes de Viana do Castelo em constituir a Diocese.O propósito voltou a manifestar-se no princípio do séc. XX, em 1920. Em 1926 os sacerdotes e leigos de Viana do Castelo formularam novo pedido à Santa Sé, o qual viria a ser retomado, em 1942.Renovado em 1943, o pedido multiplicou-se em iniciativas com mais largo apoio da população nos anos 1964, 1970 e 1977, vindo a encontrar resposta nesse mesmo ano, pela Constituição Apostólica «Ad Aptiorem populi Dei», de 3 de Novembro, do Papa Paulo VI que separava da Diocese de Braga o território que compõe o distrito de Viana do Castelo.
Desde então a Diocese conheceu três prelados: D. Júlio Tavares Rebimbas (1977 – 1982), D. Armindo Lopes Coelho (1982 – 1997) e D. José Augusto Pedreira (1997 - …), natural de Gondomil, Valença do Minho).
Completam-se, portanto, hoje, 3 de Novembro de 2008, pela graça de Deus, 31 anos da instauração canónica da nossa Diocese.

Algumas fotos

Tardou, mas foi. Neste tempo de velocidades não estamos habituados a esperar tanto. Porém, valeu a pena. Eis algumas fotos da festa da beatificação de Loius e Celia Martin, pais de S. Teresinha, no dia 19 de Outubro, na basílica de Lisieux.

A morte já não me mete medo

Escutai, ó Deus!
Na minha vida não falei nem uma só vez convosco,
mas hoje tenho vontade de fazer festa.
Desde pequeno me disseram sempre que Tu não existes...
E eu, como um idiota, acreditei.
Nunca contemplei as tuas obras,
mas esta noite, vi, desde esta cratera duma granada,
o céu cheio de estrelas e fiquei fascinado pelo seu resplendor.
Nesse instante compreendi como é terrível o engano...
Não sei, ó Deus, se me dareis a vossa mão,
mas peço-Vos que me entendais...

Não é estranho que no meio dum inferno espantoso
a luz tenha me aparecido e eu Vos tenha descoberto?
Nada mais tenho a dizer.
Sinto-me feliz, pois Te conheci.
À meia-noite temos de atacar, mas não tenho medo, Tu nos vês.

Deram agora o sinal! Tenho de ir.
Que bem estava contigo!
Quero dizer-Te e, e Tu o sabes, que a batalha será dura:
talvez esta noite vá bater à tua porta.
E se até agora não fui teu amigo, quando eu chegar, deixar-me-ás entrar?

Mas, o que acontece comigo? Estou a chorar!?
Oh! Meu Deus, olha o que me aconteceu.
Só agora comecei a ver com clareza...
Meu Deus, vou-me... será difícil regressar.
Que estranho! Agora a morte já não me mete medo!

(Oração do soldado russo Aleksander Zacepa, composta pouco antes do combate no qual perdeu a vida na 2ª Guerra Mundial)

sábado, 1 de novembro de 2008

O Carmo Jovem tem novo Presidente

O blog da Chama do Carmo leu o blog do Carmo Jovem e ficou a saber que os jovens Carmelitas escolheram o seu novo Coordenador. Desde este cantinho felicitamos o eleito a quem desejamos bom trabalho na vinha do Carmelo.
Bem-vindo, lavrador! E bom trabalho. É bom ter um artista connosco!
É nossa convicção que Deus lá sabe o que faz. E o que faz faz sempre bem feito. Também concordamos que a escolha é uma escolha diferente. Os jovens Carmelitas têm agora à sua frente um jovem paroquial que sucede a dois mais conventuais. (Bonita designação!). Os Carmelitas também são Igreja; por isso muito me alegra que o Jorge tenha feito a sua carminhada de fé na sua comunidade paroquial e agora assuma esta tarefa eclesial na Família do Carmo, com uma espiritualidade tão bem definida e tão bela.
Parabéns, Jorge. Sê bem-vindo a casa.
A Chama do Carmo conhece bem o trabalho que o Luis Correia e a Verónica Parente dedicaram à causa nestes últimos anos. Para eles e para as equipas que os ajudaram tão solidariamente o nosso reconhecimento e a nossa acção de graças.

AVISOS | SEMANA 2 – 9 NOVEMBRO

02 DOMINGO COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS
>> O horário das Missas na nossa Igreja do Carmo é:
07:15h Missa de Defuntos.
08:00h Missa de Defuntos.
08:45h Missa de Defuntos.
10:00h Missa de Defuntos.
11:30h Missa de Defuntos.
18:00h Missa de Defuntos.

02 DOMINGO 31º ANIVERSÁRIO INSTAURAÇÃO CANÓNICA DA DIOCESE DE VIANA DO CASTELO
>> 18:00h Sé Eucaristia de abertura da comemoração.

04 TERÇA-FEIRA
>> Memória de S. Carlos Borromeu (1538-1584).

06 QUINTA-FEIRA
>> Memória do Beato Nuno (1360-1431).

07 SEXTA-FEIRA
>> Memória do B. Francisco Palau (1811 - 1872).

08 CARMINHADA JOVEM
>> Às 09:30h, em frente ao templo do Sagrado Coração de Jesus (Santa Luzia), inicia-se uma carminhada com São Paulo centrada na leitura do primeiro escrito do Novo Testamento, a I Carta aos Tessalonicenses. Conclui com Eucaristia.

08 SÁBADO
>> Memória da B. Isabel da Trindade (1880 - 1906).

09 DOMINGO
>> Festa da Dedicação da Basílica de São João de Latrão.
>> 15:30 Sé Eucaristia de encerramento da comemoração 31º aniversário da Instauração canónica da Diocese de Viana do Castelo.

Diante da morte


1. Devemos rezar pelos defuntos:
de grande sensibilidade são as palavras de Santa Mónica, no momento da sua morte: “Enterrem o meu corpo em qualquer lugar; não se preocupem com outros cuidados; só peço que, onde quer que vos encontrardes, vos lembreis de mim diante do altar do Senhor”.
Lembremos sempre, diante do Senhor, no altar, os nossos entes queridos falecidos; mas, ao mesmo tempo, superando toda amargura, vivamos com esperança de que, no final, a morte é vencida por Cristo e o pecado pela graça.
Que a segurança do amor de Cristo nos anime nos nossos trabalhos diários, especialmente aos que sofrem profundas depressões, dores físicas e morais, situações da vida dificílimas... Muito consola saber que tudo isso, oferecido junto com Cristo ao Pai, ajuda na redenção do mundo e ajuda os nossos fiéis defuntos. Nunca deixemos de ter esperança: o Senhor é nossa luz e nossa salvação.


2. Devemos renovar a esperança na vida eterna: Para quem ama e de algum modo se uniu a Cristo, a vida eterna já começou. Neste mundo, cheio de misérias, é assim que começa a descoberta do amor que salva, o amor do Filho primogénito enviado pelo Pai. Aquele amor que se difunde no Espírito Santo. Oxalá fôssemos capazes de descobrir sob o véu do quotidiano as maravilhas de Deus que actua em nós, para que, indo além da dor e do sofrimento, vejamos o

Por que rezamos pelos mortos?

Lumen Gentium 50: «Reconhecendo cabalmente a comunhão de todo o Corpo Místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os primórdios da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos e, ‘porque é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados’, também ofereceu sufrágios em favor deles.»
Desde sempre a Igreja oferece a Eucaristia e a sua intercessão pelos fiéis defuntos, nas missas de exéquias, de aniversário de morte, e também na comemoração que todos os anos se celebra para que os que “dormiram no Senhor” possam chegar à comunidade dos cidadãos do Céu. É uma festa que nos convida a viver mais intensamente a comunhão de todos os membros do corpo de Cristo: aqueles que já estão na glória, nós que estamos na terra e os que se purificam para entrar no gozo do Céu. Esta celebração é uma fonte de esperança que acende em nós o amor pela vida eterna.
Diz o Vaticano II: «Portanto, até que o Senhor venha em sua majestade e com Ele todos os anjos e, destruída a morte, todas as coisas Lhe forem sujeitas, alguns dentre os seus discípulos peregrinam na terra, outros, terminada esta vida, são purificados, enquanto outros são glorificados, vendo ‘claramente o próprio Deus trino e uno, assim como Ele é’; todos, contudo, em grau e modo diverso, participamos da mesma caridade de Deus e do próximo e cantamos o mesmo hino de glória ao nosso Deus. Todos são de Cristo, tendo o Seu Espírito, congregam-se numa só Igreja e n´Ele estão unidos entre si. Em vista disso, a união dos que estão na terra com os irmãos que descansam na paz de Cristo não se interrompe de maneira nenhuma; ao contrário, conforme a fé perene da Igreja, se vê fortalecida pela comunicação dos bens espirituais» (LG 49).
É bom e consolador pensar que a união com os nossos seres queridos já falecidos não se i-terrompe. É certo que é uma união diferente, mas real. Unimo-nos a eles através da oração; da Eucaristia, sacrifício de Cristo; da lembrança e da intercessão. O gesto de levar flores ao cemitério, fazer uma visita, uma oração... tudo isso é expressão de certa união diferente, mas real.
A vida dos justos está nas mãos de Deus.
É verdade que a perda de alguém querido é muito dolorosa. Especialmente quando é imprevista, violenta, trágica, ou quando se trata de um filho, do esposo ou da esposa. Quem pode compreender a dor que tamanha perda produz? Quem pode compreender a dor de um pai ou de uma mãe que perde um filho? A alma não encontra paz nem alegria na terra quando contempla a partida de um ser querido. A solidão é muito dolorosa.
Intimamente unido ao tema da oração pelos fiéis defuntos, temos o da vida eterna. O evangelho de São João diz: «Esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que me deu, mas os ressuscite no último dia». O Pai enviou-nos o seu Filho para que tivéssemos a vida que não se acaba. Na vida eterna veremos Deus, e isto é um grande mistério e um dom gratuito. Com certeza, dada a sua grandeza e inexprimível glória, “ninguém verá a Deus e continuará a viver”, porque o Pai é inacessível; mas o seu amor, a sua bondade para com os homens e o seu poder são tais que Ele nos concede, a nós que O amamos, o privilégio de O ver...
O Evangelho diz que todo aquele que vê Cristo e n’Ele crê tem a vida eterna. Assim, a morte e a vida eterna estão em relação: O cristão que une a sua morte à de Jesus vê a morte como um caminhar ao seu encontro e como uma entrada na Vida Eterna. Depois da Igreja pronunciar, pela última vez, as palavras de perdão da absolvição de Cristo sobre o cristão moribundo, de o selar pela unção fortificadora e lhe dar Cristo no viático, como alimento para a viagem, diz-lhe com doce segurança estas palavras: «Deixa este mundo, alma cristã, em nome do Pai todo-poderoso que te criou, em nome de Jesus Cristo, o Filho de Deus vivo, que sofreu por ti, em nome do Espírito Santo que foi derramado em ti. Toma o teu lugar hoje na paz, e fixa a tua morada com Deus na santa Sião, com a Virgem Maria, a Mãe de Deus, com São José, os anjos e todos os santos de Deus. Volta para junto do teu Criador que te formou do pó da terra. Que na hora em que a tua alma sair do teu corpo, se venham ao teu encontro a Virgem Maria, os anjos e todos os santos. Que possas ver o teu Redentor face a face.»
(Catecismo da Igreja Católica, nº 1020).

(Chama do Carmo NS3 2 Nov 2008)

Pelo teu sopro

Pelo teu sopro,
as flores voltam à vida,
a natureza ressuscita,
multidões de pequenas criaturas acordam.
O teu olhar é mais claro que os céus primaveris;
o teu amor, ó Deus,
mais quente que os raios do sol.

Do pó da terra
ressuscitaste a carne perecível do homem
para a plenitude da vida eterna,
por isso ilumina os teus servos defuntos
da luz da tua bondade.

(Da Liturgia Bizantina)

Oração pelos Defuntos


Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amen.

Glória a Vós, Senhor, nosso Deus, glória a Vós.
Senhor, sê misericordioso para comigo porque sou pecador.

Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus,
pelas orações de Vossa Santíssima Mãe e todos os Santos,
tende misericórdia de nós. Amen.

Ó Rei Celestial, Consolador, Espírito da Verdade,
que estais presente em todo lugar e tudo preencheis.
Tesouro dos bens e Doador da Vida,
vinde e habitai em nós e purificai-nos de todas impurezas e salvai,
ó Bondoso, as nossas almas.

Santo Deus, Santo Poderoso, Santo Imortal, tende piedade de nós.
Santo Deus, Santo Poderoso, Santo Imortal, tende piedade de nós.
Santo Deus, Santo Poderoso, Santo Imortal, tende piedade de nós.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio agora e sempre. Amen.

Santíssima Trindade, tende piedade de nós;
Senhor, purificai-nos de nossos pecados;
Soberano, perdoai as nossas faltas;
Santom, vinde e curai as nossas enfermidades,
pela glória de Vosso Nome.

Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio agora e sempre. Amen.

Pai nosso, que estás nos Céus, santificado seja o vosso Nome,
venha a nós o Vosso Reino,
seja feita a Vossa vontade assim na Terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal. Amen.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio agora e sempre. Amen.

Tendo-nos levantado do sono, nós Vos adoramos, ó Senhor,
e Vos cantamos um hino de louvor:
Santo, Santo, Santo sois, ó Deus!
Pela Santíssima Virgem, tende misericórdia de nós.

Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.

Vós que me ergueste do sono, Senhor,
iluminai a minha mente e abri a minha boca para que eu Vos glorifique,
ó Santíssima Trindade:
Santo, Santo, Santo sois, ó Deus!
Pela Santíssima Virgem, tende misericórdia de nós.

Agora e na hora da nossa morte. Amen.

O Juiz virá repentinamente e as obras de cada um aparecerão,
porém, nós Vos invocamos com temor.
Santo, Santo, Santo sois, ó Deus!
Pela Santíssima Virgem, tende piedade de nós.

Tendo-me levantado do sono, agradeço-Vos ó Santíssima Trindade,
que pela Vossa benevolência e paciência,
não Vos entristeceis comigo, pecador e preguiçoso que sou,
nem me abandonais nos meus infortúnios;
mas pela Vossa inefável bondade, me ergueis do abismo,
para que eu possa glorificar e santificar a Vossa grandeza.
Iluminai agora, os olhos da minha mente,
abri a minha boca para que eu possa aprender as Vossas palavras
e entender os Vossos mandamentos;
para praticar a Vossa vontade,
adorar-Vos e glorificar-Vos de coração,
Pai, Filho e Espírito Santo,
agora e na hora da nossa morte. Amen.

Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Vinde adoremos, o Rei nosso Deus!
Vinde adoremos e prostremo-nos diante de Cristo Rei e nosso Deus!
Vinde adoremos e prostremo-nos unicamente diante de Cristo Rei e nosso Deus.